sábado, abril 24, 2004

Relance 147

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A Roupa de Gandhi

O Mahatma Gandi provou que a "roupa não faz o homem". Ele só usava uma tanga a fim de se identificar com as massas simples da Índia.

Certa vez ele chegou assim vestido numa festa dada pelo governador inglês.

Os empregados não o deixaram entrar.

Ele voltou para casa e enviou um pacote ao governador, por um mensageiro.

Continha um fato.

O governador ligou para casa dele e lhe perguntou, o significado do embrulho.

O grande homem respondeu:

- Fui convidado para a sua festa, mas não me permitiram entrar por causa da minha roupa. Se é a roupa que vale, eu lhe enviei o meu fato...

sexta-feira, abril 23, 2004

Relance 146

Carro de Pedro Santana Lopes, pago com o dinheirinho dos nossos impostos .

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A crise existe, apenas para alguns. A "retoma" chegou à Câmara Municipal de
Lisboa!

Entre Março de 2003 e Março de 2004, o Município Lisboeta adquiriu 11
viaturas topo da gama no valor de 600.000 euros. Nove da marca Peugeot a
quase 50.000 euros cada, um Lância Thesis de igual valor e um Audi A8 4.2
V8 Quattro de 115.000 euros. Acresce registar que o Audizito consome 19,6
litros de gasolina em circuito urbano!

Segundo Santana Lopes foi um bom negócio, visto que, e segundo ele, o seu
antecessor gastou mais dinheiro. Os carros substituídos estavam velhos,
tinham três anos!
Porquê este despesismo, estando o país na situação económica em que está?

Carros topo da gama com três anos, são carros velhos? João Soares deixou um
Volvo S80. Será que este carro com três anos não está em condições de
circulação? Porquê a necessidade de um Presidente de Câmara circular num
Audi A8 4.2 V8 Quattro? Ainda por cima num país que está de tanga!

O Lância Thesis foi para a vereadora do PSD Teresa Maury e os Peugeot para
os outros colegas de partido. O vereador do PS, Vasco Franco continua com o
seu Laguna de 99 e o seu colega do PCP, António Abreu também continua com o seu Laguna de 98! Giro não é?

Sabem qual é o slogan da Audi para promever este carro?
Os sonhos não têm preço"

quinta-feira, abril 22, 2004

Relance 145

Cardeal exorta cristãos a terem intervenção política

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) exortou ontem os cristãos a terem intervenção política, «em todas a frentes onde se decida a construção de um Portugal democrático com qualidade». Na abertura da Assembleia Plenária da CEP, a decorrer em Fátima até quinta-feira, o cardeal D. José Policarpo afirmou que, «através deles a Igreja tem de estar na política, porque quer participar na construção de um Portugal melhor».

«Com a mesma clareza que assumimos que nós, os pastores, não nos imiscuímos na política partidária, desafiamos os fiéis leigos a empenharem-se» na construção de um país melhor, «com generosidade, com a lucidez das opções claras e da definição de objectivos válidos», disse o Presidente da CEP.

Aos pastores, isto é, aos bispos e padres, segundo D. José Policarpo, cabe «iluminar» os católicos «com a doutrina da Igreja acerca das grandes questões da sociedade».

«Como sempre, talvez mais do que nunca, a intervenção doutrinal é um elemento importante no processo dinâmico e transformador que deve animar sempre um corpo vivo, como o é uma sociedade organizada», disse o Patriar-ca de Lisboa, acrescentando que «o quadro democrático, em que o sentir colectivo decide do quadro institucional e inspira as leis, parece-nos indiscutível».


Há modelos de sociedade contra a Igreja


Falando perante os bispos católicos de Portugal, D. José da Cruz Policarpo defendeu que, «para que não se caia na rotina de mecanismos democráticos formais, é preciso enriquecer o nosso conviver com a educação, alargar o acesso à cultura, aprofundar o discernimento lúcido dos problemas e das situações, criar consensos para aquelas que não podem esperar ou ficar sujeitas à dialéctica da luta política».

Rejeitando que a Igreja seja de esquerda ou de direita, podendo «os cristãos, individualmente, sê-lo», o Patriarca de Lisboa sublinhou, no entanto, que «tanto à esquerda, como à direita, há modelos de sociedade que não cabem no quadro da doutrina social da Igreja».

Abordando os 30 anos do “25 de Abril” – em 1974 a Conferência Episcopal estava reunida em Fátima no dia da Revolução –, D. José Policarpo referiu-se à questão da «revolução» ou «evolução», que tem originado alguma polémica entre o Governo e a oposição.

Sobre as análises que têm sido feitas à intervenção da Igreja Católica portuguesa no “25 de Abril”, o prelado disse que se situam «num leque muito aberto, que vai daqueles que a acusam de se ter aliado à direita e ter sido uma das forças que contrariou Abril, até aos que gostariam, no momento presente da nossa vida nacional, de a ver mais interventiva».

Na sua intervenção, D. José Policarpo sublinhou ainda o tempo pascal, para evocar a Sexta-feira Santa e a Via-Sacra, pela qual, disse, «passaram os horrores das diversas guerras que dilaceram, neste momento, a família humana e entre as quais temos dificuldade em identificar alguma que seja justa».

«Ali ecoaram os gritos de tantas vítimas inocentes, o pânico de populações assustadas com o fenómeno irracional do terrorismo», disse, também, D. José Policarpo, para quem «o mundo tem o direito de esperar da Igreja, na sua palavra e no seu testemunho, que ela seja agora, neste momento concreto, “casa da comunhão”, foco de esperança e de serenidade, determinação em lutar pelo homem e pela vida, pela sua dignidade e pelo seu direito à felicidade».

[2004-04-20 - 09:59] [Redacção/Lusa]

quarta-feira, abril 21, 2004

Relance 144

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O destino e as mãos

Numa cidadezinha modesta havia um grande sábio. A ele toda a população recorria em busca de ensinamentos e orientação para a vida. Havia, também, um menino que não aceitava a autoridade do sábio e vivia articulando uma forma de desmoralizá-lo perante a opinião pública. Depois de muito pensar um jeito: prenderia um pássaro em sua mão.

Depois perguntaria ao sábio se o pássaro está morto ou vivo. Se o sábio dissesse que ele está morto, o menino soltaria o pássaro se dissesse que ele está vivo, ele mataria a ave, assim o sábio não acertaria nunca! E assim fez. Chegou perto do sábio e perguntou:

- Sábio, o senhor que sabe tudo, responda: este pássaro que está nas minhas mãos está vivo ou está morto?

- O sábio olhou sereno e fixamente em seus olhos e respondeu:

- Meu filho, o destino do pássaro está nas suas mãos.

Assim podemos concluir: a sua vida também está nas suas mãos. Faça o melhor que puder por ela

terça-feira, abril 20, 2004

Relance 144

"Quando os que mandam perdem a vergonha os que obedecem perdem o respeito "

De Retz

segunda-feira, abril 19, 2004

Relance 143

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A maneira de dizer as Coisas

Uma sábia e conhecida anedota árabe diz que, certa feita, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho.

- Que desgraça, senhor! Exclamou o adivinho. Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.

- Mas que insolente _ gritou o sultão, enfurecido. Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui!

Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem acoites. Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho.

Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:

- Excelso senhor! Grande felicidade vos esta reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.

A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho. E quando este saia do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:

- Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem acoites e a você com cem moedas de ouro.

- Lembra-te meu amigo - respondeu o adivinho - que tudo depende da maneira de dizer...

Um dos grandes desafios da humanidade e aprender a arte de comunicar-se. Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra.

Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta duvida. Mas a forma com que ela e comunicada e que tem provocado, em alguns casos, grandes problemas.A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta. Mas se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceita com facilidade.

A embalagem, nesse caso, é a indulgencia, o carinho, a compreensão e, acima de tudo, a vontade sincera de ajudar a pessoa a quem nos dirigimos.

Ademais, será sábio de nossa parte se antes de dizer aos outros o que julgamos ser uma verdade, dize-la a nós mesmos diante do espelho.

E, conforme seja a nossa reação, podemos seguir em frente ou deixar de lado o nosso intento. Importante mesmo, é ter sempre em mente que o que fará diferença e a maneira de dizer as coisas...

sábado, abril 17, 2004

Relance 142

A Janela do Hospital

Dois homens, seriamente doentes, ocupavam o mesmo quarto em um hospital. Um deles ficava sentado em sua cama por uma hora todas as tardes para conseguir drenar o líquido de seus pulmões. Sua cama ficava próxima da única janela existente no quarto. O outro homem era obrigado a ficar deitado de bruços em sua cama por todo o tempo. Eles conversavam muito. Falavam sobre suas mulheres e suas famílias, suas casas, seus empregos, seu envolvimento com o serviço militar, onde eles costumavam ir nas férias. E toda tarde quando o homem perto da janela podia sentar-se ele passava todo o tempo descrevendo ao seu companheiro todas as coisas que ele podia ver através da janela.

O homem na outra cama começou a esperar por esse período onde seu mundo era ampliado e animado pelas descrições do companheiro. Ele dizia que da janela dava pra ver um parque com um lago bem legal. Patos e cisnes brincavam na água enquanto as crianças navegavam seus pequenos barcos. Jovens namorados andavam de braços dados no meio das flores e estas possuíam todas as cores do arco-íris. Grandes e velhas árvores cheias de elegância na paisagem, e uma fina linha podia ser vista no céu da cidade.

Quando o homem perto da janela fazia suas descrições, ele o fazia de modo primoroso e delicado, com detalhes e o outro homem fechava seus olhos e imaginava a cena pitoresca. Uma tarde quente, o homem perto da janela descreveu que havia um desfile na rua, embora ele não pudesse escutar a música, ele podia ver e descrever tudo.

Dias e semanas passaram-se. Em uma manhã a enfermeira do dia chegou trazendo água para o banho dos dois homens mas achou um deles morto. O homem que ficava perto da janela morreu pacificamente durante o seu sono a noite. Ela estava entristecida e chamou os atendentes do hospital para levarem o corpo embora.

Assim que julgou conveniente, o outro homem pediu a enfermeira que mudasse sua cama para perto da janela. A enfermeira ficou feliz em poder fazer esse favor para o homem e depois de verificar que ele estava confortável, o deixou sozinho no quarto.

Vagarosamente, pacientemente, ele se apoiou em seu cotovelo para conseguir olhar pela primeira vez pela janela. Finalmente, ele poderia ver tudo por si mesmo. Ele se esticou ao máximo, lutando contra a dor para poder olhar através da janela e quando conseguiu fazê-lo deparou-se com um muro todo branco. Ele então perguntou a enfermeira o que teria levado seu companheiro a descrever-lhe coisas tão belas, todos os dias se pela janela só dava pra ver um muro branco?

A enfermeira respondeu que aquele homem era cego e não poderia ver nada mesmo que quisesse. Talvez ele só estivesse pensando em distraí-lo e alegrá-lo um pouco mais com suas histórias.

há uma tremenda alegria em fazer outras pessoas felizes, independente de nossa situação atual. Dividir problemas e pesares é ter metade de uma aflição, mas felicidade quando compartilhada é ter o dobro defelicidade. Se você quer se sentir rico, apenas conte todas as coisas que você tem e que o dinheiro não pode comprar. O hoje é um presente e é por isso que é chamado assim

quinta-feira, abril 15, 2004

Relance 141

História Veridica no Brasil

Seqüestradores desastrados pegam vítima errada e pedem desculpa

Três homens conseguiram a proeza de seqüestrar um estudante por engano em Cuiabá. O erro foi percebido duas horas depois, quando os seqüestradores voltaram onde tinham amarrado o estudante e pediram desculpas a ele. "Pegamos a pessoa errada. Vamos te levar de volta. Tem preferência de local onde quer ser deixado?"

O caso, que parece roteiro de comédia pastelão, começou ontem à noite próximo ao prédio do Tribunal Regional do Trabalho. Darlan Rolin Fernandes (22) estava indo para a casa da namorada, no bairro Jardim Kennedy, em Cuiabá, quando os trapalhões chegaram. Os seqüestradores, armados com revólver, obrigaram o estudante a entrar em um automóvel Gol e ficar com a cabeça abaixada. Talvez para não se lembrar do rosto dos três patetas e rir depois de recordar a história.

Após dirigir por cerca de 30 minutos em uma estrada de terra, provavelmente perdidos, tendo em vista o final da aventura, os seqüestradores pararam o automóvel. Darlan foi obrigado a descer do automóvel e andar por um matagal. O jovem foi amarrado a uma árvore e abandonado no local.

Os três seqüestradores, que prometeram voltar, retornaram duas horas depois. Eles disseram que haviam seqüestrado o jovem por engano, pediram desculpa a Darlan e perguntaram onde o jovem gostaria de ser deixado de volta. "Ele é bem parecido com o cara que queríamos pegar hein", disse um dos seqüestradores a outro.

Darlan entrou novamente no carro e foi libertado no viaduto da avenida Fernando Corrêa da Costa. Ele registrou queixa na Central de Flagrantes de Cuiabá.

quinta-feira, abril 08, 2004

Relance 140



Me seduz com fortes beijos
Com seus cuidados me motiva
Com palavras, as vezes duras, me acaricia
Num paradoxo chamado zelo.

Meus lamentos se mostram efêmeros
Pois minha alma foi restaurada
No sorriso da mulher desejada
Encobriram-se os tormentos com doces momentos.

Da imagem da mulher meiga
Desembainha-se na luta a independente
Do rosto da menina, que se recusa ser inocente
Encontrei além de uma verdadeira amiga
Uma maravilhosa mulher...tú !

(Anónimo)

segunda-feira, abril 05, 2004

Relance 139

Ser Poeta é ...

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhas de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

(Florbela Espanca)

sexta-feira, abril 02, 2004

Relance 138

Antes de ir-mos de fim de semana , aqui deixo um excelente texto que mostra claramente que a lingua de Camões é mais rica e completa do Mundo

RIQUEZA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A ÚNICA LÍNGUA NO MUNDO QUE NOS PERMITE FAZER UM TEXTO ASSIM

"Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos.
Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.
Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, pois Padre Pafúncio pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.
Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para
permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindopara Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se
principalmente pelo Pico, pois pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada,
provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam,
permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, pediu permissão para
pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar
pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precatar-se. Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares,
principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava
Pedro Paulo...
Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Passando pela principal praça parisiense, partindo para Portugal, pediu para pintar pequenos pássaros pretos. Pintou, prostrou perante políticos, populares, pobres, pedintes. -Paris! Paris! - proferiu Pedro Paulo - parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir
permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão
principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:- Pediste
permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias?
- Papai - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitiste, porém preferindo, poderei
procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro!
Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.
Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas,
pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar
pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando..."
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar.



...é obra!

segunda-feira, março 29, 2004

Relance 137

Declaração

Só para ti, meu amor

Neste dia que passa
Sinto a solidão a fugir
E o toque suave da tua Graça
A afagar-me e fazer sorrir.
E levanto o olhar, tocando-te sem te ver;
Com um sorriso luminoso
Acaricio o teu corpo de mulher
Sabendo que estás ausente.
E no beijo apaixonado que te ofereço
Caminha junto minha alma rendida
É em ti que me sinto e reconheço
És a minha alegria readquirida.
E em sonhos te vejo, de flor em flor,
Esvoaçando graciosa, tal abelha apaixonada,
Vertendo o subtil aroma do Amor
De todo aquele que se sente
Verdadeiramente amado

terça-feira, março 23, 2004

Relance 136

A Páscoa e o filme de Mel Gibson “A Paixão de Cristo”

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“Não encontro culpa alguma neste homem “
Poncio Pilatos


Pelo facto de ser um verdadeiro apaixonado da doutrina de Jesus Cristo, muitas pessoas me têm perguntado qual a a minha opinião sobre o mais recente filme de Mel Gibson: “A Paixão de Cristo”.

E então decidi nesta Quaresma, partilhar convosco aquilo que sinto e penso não só pelo que vi no filme, mas pela própria figura de Cristo em si, que é principal referência da minha vida.

Como homem e cristão que sou, cada vez que estudo, leio e aprendo, mais me interrogo e reflicto sobre a atitude de coragem profunda que Jesus teve ao morrer na cruz para nos salvar, mesmo sem nunca ter pecado.

É este o facto mais marcante que o filme nos mostra com grande violência, mas que não deixa de ser a mesma violência que existiu na verdade há 2000 anos atrás, recaindo sobre um homem inocente! Talvez por isso, não entenda o porquê de tanta agitação em certos sectores. Um homem como eu (ou como você amigo leitor) cumpriu a sua missão e também fraquejou quando disse: “Pai se possível afasta de mim este cálice!”. E assim foi, sofreu um choque mesmo para aquela época, mas obstante esse facto decidiu de livre vontade carregar sobre si os nossos pecados e o mal do mundo. Um Cristo que, mesmo na cruz, disse: “Pai, perdoa-lhes porque eles não sabem o que fazem”. Este filme destaca mensagens lindíssimas, escritas no Evangelho de S. João, como por exemplo: “Não temeis porque eu venci a morte“, “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei“, “Amai os vossos inimigos e fazei bem aos que vos perseguem”, “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância”. Estas são apenas algumas das citações que já conhecia e que são um desafio à reflexão para todos nós.

Recordo-me uma vez mais da humilhação e da violência que Jesus Cristo sofreu, tudo isto bem evidente neste filme, que na minha opinião é um excelente veículo de evangelização.

O filme termina com uma imagem de Cristo já ressuscitado , revelando aquilo que para mim é o mais importante da Páscoa: a Ressurreição.
Jesus ressuscitou e a morte deixou de fazer sentido na humanidade. A morte não é o fim da história, mas sim o princípio de um novo capítulo. Ele mostrou-nos isso. Por isso podemos anunciar no nosso dia-a-dia que a vida domina a morte, e que o bem triunfou sobre o mal, tudo isto bem revelado no filme que já vi três vezes.

Um filme polémico, bem como o seu protagonista principal, ou não fosse “Ele” a figura mais importante de toda a História da Humanidade.

Cláudio Anaia
Relance 135

Açores

Caros Amigos,

Ao fim de 19 dias (desde o Relance 116 até ao Relance 135), o meu blogger tornou se naquilo que podemos dizer ,um verdadeiro album fográfico com todas as capítais de distrito de Portugal Continental , mais a Madeira e Açores.
Temino hoje com S Miguel nos Açores, para mim , local mais bonito da nossa pátria.

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segunda-feira, março 22, 2004

quinta-feira, março 11, 2004

quarta-feira, março 10, 2004

terça-feira, março 09, 2004

Relance 121


Bragança é a capital de distrito mais a norte e interior de Portugal

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domingo, março 07, 2004

Relance 120

Viana do Castelo

Esta cidade é um encanto . Uma das minhas favoritas de Portugal ....


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sábado, março 06, 2004

Relance 119

Coimbra

"Coimbra é uma lição... " lá dizia a canção. Aqui fica uma paisagem da terra dos estudantes.

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sexta-feira, março 05, 2004

quarta-feira, março 03, 2004

Relance 116

Fotografias de Portugal

Conjuntamente com as minhas opiniões e particularidades, diariamente divulgarei também uma foto das 18 capitais de distrito de Portugal Continental e mais 2, das Ilhas da Madeira e Açores .
Hoje então publico uma foto da nossa Capital: Lisboa

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terça-feira, março 02, 2004

Relance 115

Hoje será discutido mais uma vez, a legalização total do Aborto na Assembleia da República .
Por isso aqui deixo um pensamento de Vírgilio Ferreira para reflexão :

" Toda a gente admira a obra de um grande artista e ergue-lhe mesmo, às vezes, um monumento a confirmar, mas nunca ninguém ergueu um monumento a um homem e a sua mulher, por terem gerado um filho, que é obra infinitamente maior . "

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segunda-feira, março 01, 2004

Relance 114


Não leve a vida tão a sério

“ Eu vejo o que decido e a reajo como prefiro“



Amigo leitor,

Concerteza que ao ler este título poderá pensar que é um texto irreal ou de alguém irresponsável, fora da realidade que não está com os pés bem assentes na terra e não conhece a sociedade onde está inserido.

É verdade, as coisas não estão fáceis e as pessoas cada vez mais nos surpreendem pela negativa com comportamentos egoístas onde o “ter” se sobrepõe quase sempre ao “ser”.

Também sei que a vida não está para brincadeiras e que até dizem que isto está cada vez pior. Mas o que lhe proponho hoje é uma mudança de atitude. Dou o meu exemplo de vida: durante alguns anos, e ainda hoje, há quem não me dê muito crédito ou não me leve muito a sério, por certas posturas e comportamentos que tive e nalguns casos que ainda hoje tenho. E é curioso que eu apercebo-me, e não me preocupo minimamente como isso!

Porquê, poderá perguntar???

Porque um dia decidi na minha vida escolher um caminho: ser Cristão e não levar a vida tão a sério.

Eu explico,

Nas centenas de pessoas que trabalhei e com quem convivi, descobri que a maior parte dos problemas delas estão dentro delas, sempre com a preocupação de levar a vida tão preocupada e infelizmente pela negativa.

Nós somos os principais causadores da maioria das coisas más que nos acontecem, guardamos tudo cá dentro como se fosse um santuário com problemas, preocupações e veneramos tudo isso de uma forma doentia como se fosse um objecto precioso. Estamos sempre com medo de algo que esteja para acontecer, e varia, tanto na saúde ou então numa situação aborrecida que nos tenha acontecido recentemente, ou mesmo nos casos crónicas situações com anos e mais anos, tudo guardado em lugar de honra no santuário que criamos.

Levar a vida muito a sério é viver com a mente fragmentada, o que é mau, pois causa muita instabilidade e destrói o bem interior, não esquecendo que cria sensações desagradáveis e desgastantes, causa falsas impressões de deveres cumpridos e andarmos a enganarmo-nos a nós próprios.

Então o que fazer???

Obviamente que temos tantas coisas que nos acontecem e que nos incomodam tanto..., mas olhe, não lhes dê muita importância. Direcione as suas energias para o que é bom, para o que lhe dá prazer, por exemplo, em espalhar Amor por todos... embora às vezes custe muito, principalmente por aqueles que não nos tratam bem, marque a uma posição... seja diferente.


E é por aqui que temos que ir, temos que seguir um Deus de Amor, que está sempre do nosso lado, e aceitar a religião que promove o conforto, o amparo e o perdão. Recuse sempre os líderes religiosos, sejam eles de que religiões forem, que fomentam na sua doutrina o medo e opressão, e até nalguns casos mesmo, com a intenção para aumentar as contribuições dos seus fiéis.

Obviamente temos que ser responsáveis, mas quem cria a sua própria realidade é você mesmo.

Conheci alguns casos de pessoas bem colocadas na vida, que no entanto deixaram que sentimentos pesados contaminassem o seu espírito e acabassem por arruinar a sua vida. Por outro lado, conheci pessoas bem humildes, bastante felizes, que transformaram as suas mentes, fugindo do autêntico lixo mental que sempre criámos.

Não tenho a mínima dúvida que tudo o que sou hoje em dia o devo à forma com encarei a vida e a relação importante que tenho com o Deus bom em que acredito e que me ama.

Portanto tudo depende de si, se quer levar a vida muito a sério e com preocupações estará a bloquear a porta do seu coração e a fazer que a sua entrada seja complicada. Se abrir o seu coração, tiver humor e acreditar sempre com pensamento positivo, irá ter um resultado totalmente diferente. Tudo depende da forma como usamos a nossa força de vontade.

Nunca esqueça que a felicidade e as frustrações nos acompanham desde o início das nossas vidas, assim teremos que ser nós a escolher o caminho, não levar a vida tão a sério e sermos melhor para os outros e mais de meio caminho andado para ser feliz, eu garanto e confirmo.

Por isso façam o favor de serem felizes!


Cláudio Anaia

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Relance 113

Entrega dos Óscares

Como era de esperar o Senhor dos Anéis 3 é o grande vecendor da noite da entrega das estatuetas douradas. Venceu com 11 Óscares .

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sábado, fevereiro 28, 2004

Relance 112

100 Anos do Glorioso Benfica

Falar do "meu" Benfica é falar de algo que faz parte de mim, da minha pessoa da minha essencia.
100 anos de Glorioso, são motivo para mim de verdadeira alegria e festa.
Pelos menos mais cem anos é o que desejo ao clube que me faz " ter na alma, a chama imensa "



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sexta-feira, fevereiro 27, 2004

Relance 111

Fernão Capelo Gaivota

Aqui fica uma citação do livro da minha vida : "Fernão Capelo Gaivota"

"Todo o vosso corpo, não é mais do que o vosso próprio pensamento, numa forma que podem ver. Quebrem as correntes do pensamento e conseguirão quebrar as correntes do corpo..."

Richard Bach

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quinta-feira, fevereiro 26, 2004

relance 110

Por que há tão poucos políticos cristãos?

Responde o ex-presidente italiano, Oscar Luigi Scalfaro

--Por que há tão poucos cristãos bem formados na política?

--Scalfaro: Eu começaria com uma afirmação de princípio. Segundo o direito natural, ratificado por muitas constituições, a tarefa de educar e formar os jovens, as crianças, não é um direito dos mestres da escola. Recebem este direito por «delegação». O direito/dever de formar o cidadão corresponde, em primeiro lugar, aos pais. Quantos pais são capazes de dar esta formação? Do meu ponto de vista muito poucos. Quando estuda um jovem seus pais fazem todo o possível para persuadi-lo a tomar compromissos políticos. E, quando começa a trabalhar, dizem-lhe: “se te envolves na política, vais te envolver com problemas. Vão te despedir do trabalho!”.

A outra entidade que tem direito/dever de formar, por razão divina, é a Igreja. Tem o direito de formar o cristão como pessoa individual, como componente da família como homem que trabalha, que estuda, que se diverte…; como homem que participa da comunidade, que tem direitos e deveres. A Igreja é apta a formar, mas, o faz? Permito-me dizer que a Igreja tem lacunas neste campo. Tem muitas lacunas.

--O senhor teve um papel decisivo no Partido da Democracia Cristã na Itália. Não crê que faz falta também hoje um Partido abertamente cristão?

--Salfaro: Neste momento, o como não me interessa. Não me interessa o fato de que tenha que criar ou não um partido confessionalmente católico. O que me interessa é que cada cidadão cristão viva sua condição de cidadão enquanto cristão. Isto é o que realmente me interessa, pois o Senhor não julgará um povo, mas a pessoas individualmente. E não poderei dizer: «como ninguém se comprometia, portanto, eu tampouco me comprometi». O importante para o Senhor é se cumpri meu dever. A grande questão é que os fiéis compreendam que não é suficiente ter idéias boas. Não basta dizer que o Evangelho vale para todos os tempos. Em 2000 anos, não envelheceu nem uma só de suas palavras. O Evangelho vale para todas as pessoas e para todos os povos. Vale para os Estados e os governos. Vale para as organizações internacionais. Não é possível crer e não se servir dele. Não se pode dizer: não me serve de nada, pois hoje já não serve. O Evangelho tem a capacidade de resolver os problemas internacionais ou nacionais de todo tipo. A questão hoje em dia consiste em voltar para começar com paciência a mostrar desde a catequese que há um problema de formação.

Há um modo cristão de ser médico, advogado, agricultor, chofer? Sim há uma maneira cristã de exercer uma profissão, não haverá também uma maneira cristã de fazer política? Se não há, então melhor acabar e irmo-nos. E se é assim, teremos que ficar vendo com os braços cruzados e rezar? Não, não é suficiente. Certamente é indispensável rezar, mas não é suficiente, quando existe a possibilidade de fazer algo.

--O documento da Congregação para a Doutrina da Fé explica que existe uma laicidade na vida pública; a dizer, em política são os leigos que tem de tomar as decisões, não os pastores, seus bispos. Como você viveu isto?

--Scalfaro: O bispo não pode dizer a um cirurgião como tem que operar. Não pode dizer a um advogado como tem que exercer sua profissão. Na Universidade católica nos ensinaram a ética profissional. Depois, cada um faz seu trabalho: advogados, psicólogos, etc. Nos deram uma medida. A nós corresponde tomar as medidas de cada coisa, cada dia, levando sempre a medida no bolso.

Certamente é importante encontrar pessoas que exerçam sua profissão como cristãos, que se convertam em exemplos, pessoas que nos mostram com sua vida que crêem.

O importante, portanto, é preparar o cristão para ser cristão, recordando que a graça de Deus existe e que não temos mais que acolhê-la. E, como se não fosse suficiente, se dá um milagre curioso, pois Deus responde a todas nossas exigências, dado que o amor não é filho da lógica, o amor de Deus tampouco é filho do raciocínio. Então, Deus, que por si só é mais que suficiente para cada um de nós, nos deu também a sua mãe. Não é lógico, mas assim é a lógica do amor de Deus.

--Cristo pode ser um modelo para os políticos de hoje?

--Scalfaro: A Igreja utilizou sempre uma terminologia que não me agrada. Não fala de vida «política» de Cristo; fala mais de vida «pública». É o mesmo, mas preferiria que se falasse de vida política. Por que Cristo morreu? Só perguntar-me: se Cristo tivesse falado da ressurreição, que muitos não aceitam, o teriam matado? Por que lhe mataram? Porque disse: «Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas!». Sete vezes. Os escribas e fariseus eram os que mandavam. Atacou o mundo que mandava. E, com que palavras! «Sepulcros caiados». Eu não gostaria que me chamassem de sepulcro caiado. «Serpentes, raça de víboras!» (Mateus 23, 23-33). Palavras de uma força incrível. Outra passagem é a dos vendedores expulsos do templo. O mataram por causa desta vida política.

Para entendê-lo podemos ver também o exemplo de Maria. Maria seguiu Cristo em toda sua vida pública. Quem estava junto à Cruz? Maria. «Stabat» (estava de pé), diz o Evangelho de João. É um dos termos políticos mais fortes. Na realidade, fala no plural, pois havia várias mulheres. Mas este «stabat» é surpreendente, pois mostra como na vida --e talvez de maneira particular na vida política-- há momentos nos quais cada um tem que estar de pé junto à cruz.

--Não crê que é demasiado idealista? Um político pode realmente viver tudo isto?

--Scalfaro: Temos tido homens do «stabat», como Alcide de Gasperi. Se pensarmos em Europa, se pode mencionar Robert Schmann, de quem avança a causa de beatificação. Pensemos também em Giorgio La Pira.

--Estes homens viveram imediatamente depois da segunda guerra mundial. Depois desta guerra, particularmente devastadora, parece que se deu uma espécie de despertar moral na sociedade que favoreceu a missão destes homens. Mas, e hoje?

--Scalfaro: É necessário que haja milhões de mortos e que cidades inteiras sejam destruídas para repudiar a guerra, como diz o artigo 11 da Constituição italiana, redigida depois da guerra? E, 50 anos depois, deve-se voltar para começar de novo? Somos tão primitivos, analfabetos e mesquinhos?

No paraíso poderemos fazer muitas perguntas a Deus. Eu lhe perguntarei: «Senhor, deu graças a Nero, a Diocleciano? Deixaram a Igreja da época ao pó ao matar numerosos cristãos, e dando assim nova vida à Igreja». No paraíso creio que há várias categorias de santos. Estão os santos da pobreza: santos da pobreza interior --o primeiro deles são Francisco de Assis-- e os que ajudaram os outros a serem pobres --entre eles estará «são» Napoleão Bonaparte, que ao despojar à Igreja seus bens, a purificou--.

--O senhor desempenhou um papel decisivo contra o terrorismo na Itália, pois foi ministro do Interior. O senhor teve que lutar contra o terrorismo com as armas da lei e da moral. No caso do terrorismo, onde se dá a tentação de ignorar a lei e a moral pelo bem do Estado e de todos, qual é a lição que o senhor tirou nesses anos?

--Scalfaro: A primeira lição é que é um erro falar de «guerra ao terrorismo». Para lutar contra o terrorismo, são suficientes as operações da polícia, isso se, talvez com milhares de homens, mas a concepção é diferente. A guerra envolve um povo e um Estado. Mas, quando lutamos contra o terrorismo, por exemplo no Afeganistão ou Iraque, todos os que são assassinados, são terroristas? Morrem por causa do terrorismo?

A primeira coisa que se deve fazer na luta contra o terrorismo é fazer alianças com aqueles que querem combater o terrorismo. Quando era ministro, sempre disse que a luta contra o terrorismo ninguém ganha sozinho. Dizia aos governantes da Europa daquele momento: se um país é sacudido pelo terrorismo, o seremos todos. A primeira lição, portanto, é a criação de uma grande aliança para lutar de maneira lícita, sim, mas até o final.

A aliança recolhe informações. Se estou aliado com outros povos, comunico-lhes notícias que me chegam, ainda que não sejam mais que rumores. Digo tudo o que sei e os demais me dizem tudo. É a primeira defesa, uma defesa enorme. Caíram as Torres Gêmeas de Nova York e, ninguém sabia nada? Quantos reconheceram que nós formamos esses pilotos? Pode-se constatar, portanto, uma falta de atenção e, portanto, de defesa, que começa pela razão e não pegando tiros.

Nós buscamos esconderijos de terroristas e assim podemos encontrar as alianças que se davam entre os terroristas. Então advertíamos os governos. Quando era ministro, encontramos um esconderijo de terroristas que estavam relacionados com o IRA, da Irlanda do Norte. De fato, dá-se uma solidariedade entre terroristas. Este trabalho serve para prevenir e combater.

Por último, há uma questão, que na realidade está antes que todas as demais: de onde vem esta enfermidade? Não serve de nada fazer muitas coisas se não se compreende de onde nasce esta enfermidade. Há demasiados ricos e demasiados miseráveis. Não digo pobres, digo miseráveis, pois a dignidade da pessoa é ferida. A pessoa que não tem nada para comer, que não tem nada para vestir, é aniquilada. Estas injustiças são piores que um arsenal de bombas atômicas. Podem explodir a qualquer momento. Se não compreendo a enfermidade, então só posso reprimir. E não se acaba nunca.

Um exemplo: a situação no Oriente Médio, onde ninguém quer estabelecer o problema. Mas se continuo reagindo, não tenho mais que fabricar terrorismo.

Logo está o diálogo. Um dia, alguém me disse: como é possível dialogar com essa gente? Respondi-lhe: como fizeram os Estados Unidos para dialogar com Osama Bin Laden? Como fizeram para abrir o diálogo com China que anos atrás havia sido condenada por não respeitar os direitos do homem? Em um determinado momento se buscou criar relações com a China para introduzi-la na rede do mercado mundial. Por que? Por que para fazer mercado temos que ser dois. Antes se dizia, sem a China eu tenho mais trabalho. Em um determinado momento se deixou de falar das condenações à morte, das execuções, dos direitos do homem. Por que? Porque a China era necessária. Os caminhos do diálogo, diretos ou indiretos, sempre existem. Basta querer. Não obstante, quando o homem opta pela guerra, renuncia o raciocínio para passar para a força das armas. É a derrota da dignidade do homem.

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quarta-feira, fevereiro 25, 2004

Relance 109

Quando o livro é uma paixão...


“ Aquilo que sou devo-o aos livros que li “
Pedro Abrunhosa

Para quem me conhece sabe que sou um verdadeiro “livro-dependente”, não consigo passar um dia sem ler, sem ter o contacto com aquele objecto que sempre me ensina tantas coisas e que está sempre disponível para mim. Idas a feiras do Livro e alfarrabistas fazem-me sentir como um louco sem olhar ao pequeno salário que tenho, fazendo-me gastar e gastar para poder absorver tantas páginas que me faz ser mais alguém, ser uma pessoa melhor, ser mais autêntico, ser mais exigente.

Por isso fico triste quando converso com os meus amigos e eles não lêem, dizem que cansa, não estão para puxar pela cabeça, enquanto se deliciam com o jornal desportivo com grandes fotos das vedetas futebolísticas e com uma legenda que muitas vezes não passa de um parágrafo.

O fim-de-semana passado fui à praia e contei que em 54 toalhas, apenas duas pessoas estavam a ler livros (embora fosse daqueles livros cor-de-rosa), mas pelo menos tinham um livro, das outras pessoas, que eram imensas, algumas delas entretinham-se com aquelas revistas que falam da vida destes e daqueles, onde aparecem as caras das figuras públicas, muitas delas sem terem feito nada de especial para agora serem consideradas verdadeiras “Stars”.

Num país que adoro, mas onde vão acontecendo tão poucas coisas interessantes, cá se vai vivendo “Burrificado” com aquilo que a caixinha que mudou o mundo nos vai manipulando e dizendo. Vive-se para o politicamente correcto, indo nas modas que algum “sobredotado” lá decidiu pôr em circulação, muitas vezes algo que não dê muito trabalho a pôr as pessoas a pensar. Clara Ferreira Alves no seu artigo do Expresso desta semana diz que as pessoas não lêem, porque “as pessoas tem que se esforçar (...) é preciso aprender. Tentar, errar, tentar de novo, até chegar ao prazer de ler...“ e pelos vistos as pessoas não estão para isso. Que pena!!!

Este texto que agora escrevo, faço-o na praia, no meio da areia, com uma caneta emprestada por um miúdo ali ao lado, que por acaso começou a ler um livro de banda desenhada. Faço-o num papel de embrulho da pastelaria donde veio o meu lanche, mas sabe amigo leitor, tinha este desejo de partilhar convosco como é importante ler, importante aprender, e que o maior investimento que podemos fazer é comprar livros, é neles que encontro o meu equilíbrio, onde tantas vezes encontro as saídas para os problemas do meu dia-a-dia.

Embora veja por aí cada vez mais catálogos que falam de livros para férias, o resultado é quase nulo, por isso aconselho-o este ano a comprar um livro, a dedicar-se a ele, a imaginar-se a personagem (se for um romance), ou então a levar um marcador fluorescente para poder sublinhar aquilo que mais o tocou (no caso de ser um livro de auto-ajuda ou doutro tema)... vai ver que se sente melhor, vai ver que aprende mais.

Quanto a mim, cá vou improvisando prateleiras em casa para guardar os muitos que já li e os outros que ainda quero ler, e sempre com uma sensação de grande frustração pois nunca conseguirei ler na vida tudo aquilo que gostava.

Amigo leitor, boas férias e boa leitura.

Cláudio Anaia

Este texto foi publicado em Agosto de 2003

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sábado, fevereiro 21, 2004

Relance 107


Uma empresa estava contratando um novo funcionário.

Uma parte do exame de seleção consistia em responder à seguinte questão,
por escrito:

"É noite de tempestade... Você está dirigindo seu carro com dificuldade...

Ao passar por uma paragem de de autocarro , você vê três pessoas encharcadas que ali aguardam transporte. Verifica que essas pessoas são:

1. Uma senhora precisando ser hospitalizada;

2. Um médico que salvou sua vida no passado;

3. O grande amor da sua vida...

No seu carro só cabe você e mais uma pessoa. Qual você escolhe?

Por favor, justifique sua resposta."

Você poderia agarrar na senhora doente. Ficaria com a consciência tranqüila.

Ou então agarrava no médico, porque ele, uma vez, salvou sua vida. Seria a
chance perfeita para demonstrar sua gratidão. No entanto, você poderia
fazer isso em uma outra ocasião.

Mas talvez não pudesse encontrar mais o amor da sua vida se deixasse passar essa chance...

Um dos 200 candidatos deu uma resposta que foi decisiva para a sua contratação.

E ele nem precisou explicar sua resposta. Ele simplesmente respondeu:

"Daria a chave do carro para o médico, que levaria a senhora doente para
o hospital e ficaria esperando pelo autocarro com a mulher dos meus sonhos".

ÀS VEZES, GANHARÍAMOS MUITO MAIS SE ESTIVÉSSEMOS DISPOSTOS A ABRIR MÃO
DE NOSSAS TEIMOSAS LIMITAÇÕES.

Pense nisto !!!

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quinta-feira, fevereiro 19, 2004

Relance 106

Aqueles que fazem o bem são os únicos que podem aspirar na vida à felicidade.
(Aristóteles)

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quarta-feira, fevereiro 18, 2004

Relance 105

Pontuação

O texto que se segue , confirma tudo aquilo que sempre defendi . A nossa vida depende daquilo que queremos ou pretendemos dela. Como diz o texto somos nós que pomos a pontuação na nossa vida .

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A IMPORTANCIA DA PONTUAÇÃO...

Um homem rico estava muito mal. Pediu papel e pena. Escreveu assim:
Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta
do alfaiate nada aos pobres
Morreu antes de pontuar a frase. A quem deixava ele a fortuna?
Eram quatro concorrentes.
1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a
conta do alfaiate. Nada aos pobres.
2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:
Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta
do alfaiate. Nada aos pobres.
3) O alfaiate pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a
conta do alfaiate. Nada aos pobres.
4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta
interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a
conta do alfaiate? Nada! Aos pobres.
Assim é a vida. Somos nós que colocamos os pontos.
E isso faz a diferença!



terça-feira, fevereiro 17, 2004

Relance 105

Feto com 10 a 12 semanas

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"Pergunto-me muitas vezes , que sociedade é esta que aceita como normal matar estas vidas humanas "

Cláudio Anaia
Relance 104

No minimo, VERGONHOSO E LAMENTÁVEL !

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"Sou um presidente de guerra. Tomo decisões aqui na Sala Oval com a guerra em mente. (...) O povo americano precisa de saber que tem um presidente que vê o mundo como ele é. Eu vejo perigos que existem."

George Bush (na sua última entrevista à NBC)

segunda-feira, fevereiro 16, 2004

Relance 103

Quando vim do Brasil em Dezembro, fiz escala em Amesterdão.
Durante a meia duzia de horas que por lá estive, dei um pequeno passeio pelos canais nos barcos, visitei a casa de Anne Frank e Museu de Van Gogh.
E foi neste museu que admirei este quadro, que se chama "O quarto " que escolhi como o meu favorito, não só pelas cores , mas por ser muito parecido como o meu :) .

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sábado, fevereiro 14, 2004

Relance 102

Jesus Cristo a principal referencia da minha vida !

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"Mesmo nas situações mais difíceis ou cômodas, nunca cruze os braços.
Lembre-se que o melhor de todos, morreu de braços abertos".

Relance 101

Amazônia

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Este texto merece ser lido , afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho educadíssimo nos americanos...

Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do DFe actual ministro da Educação CRISTOVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro.

Esta foi a resposta do Sr.Cristovam Buarque:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro...

O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não o seu preço.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.

Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.

Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.

Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris,Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do

Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo
inteiro.

Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar,
que morram quando deveriam viver.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!".

ESTA MATÉRIA NÃO FOI PUBLICADA. AJUDE A DIVULGÁ-LA

(Este texto foi enviado por emaill pelo o meu amigo Cabós Gonçalves )

sexta-feira, fevereiro 13, 2004

Relance 100

Encontro

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Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso, que adorava ensinar sua filosofia para os jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda que ele ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos contra-atacava com velocidade fulminante.

O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. E, conhecendo a reputação do velho samurai, estava ali para derrotá-lo, aumentando sua fama de vencedor.

Todos os estudantes manifestaram-se contra a idéia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos - ofendeu inclusive seus ancestrais.

Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho mestre permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.

Desapontados pelo fato do mestre ter aceito tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram: Como o senhor pode suportar tanta indignidade ?Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?

- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente ? - perguntou o velho samurai.
- A quem tentou entregá-lo - respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos - disse o mestre.


Quando não são aceites, continuam pertencendo a quem os carrega consigo.




terça-feira, fevereiro 10, 2004

Relance 99

Barreiro : A minha querida cidade ....

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"O melhor do Barreiro, são os Barreirenses "

Emidio Xavier
Presidente da Camara Municipal do Barreiro

domingo, fevereiro 08, 2004

Relance 98

Anos 90

Os Anos 90 foram determinantes nas nossas vidas.
As novas tecnologias, como a a informática com a Net e o telemóvel são decisivas no nosso dia a dia! Não acredita ??
Aqui fica 14 factos concretos e indesmentiveis que comprovam o que digo .

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1. Tentas teclar o teu pin no display do micro-ondas;

2. Não jogas paciência com cartas de verdade há anos,
ou então nunca conheceste outra forma de jogar paciência!

3. Perguntas, via e-mail, se o teu colega ao lado vai
almoçar contigo e ele responde-te, por e-mail claro:
"Dá-me cinco minutos!";

4. Tens 15 números de telefone diferentes para falares
com a tua família de 3 pessoas;

5. O motivo pelo qual perdeste o contacto
com os teus antigos amigos e colegas é porque eles
têm um novo endereço de e-mail;

6. Não sabes o preço de um envelope comum;

7. Para ti, ser organizado significa ter vários
bloquinhos de Post-It de cores diferentes;

8. A maioria das piadas que conheces, recebeste por
e-mail (e ainda por cima ris-te sozinho...);

9. Já dizes o nome da firma onde trabalhas quando
atendes o telefone em casa;

10. Digitas o 0 para telefonar de tua casa;

11. Vais para o trabalho quando ainda está escuro,
voltas para casa quando já escureceu de novo;

12. Quando o teu computador pára de funcionar, parece
que foi o teu coração que parou. Ficas sem saber o que
fazer, sentes-te perdido;

13. Sentes-te nu quando te esqueces do telemóvel;

14. Leste esta mensagem e balanças-te afirmativamente com
a cabeça em diversos pontos;

( Este texto foi me enviado por emaill)



sábado, fevereiro 07, 2004

Relance 97

Missão na Guine

A Alexandra Chumbo tem 23 anos e conhecia quando em 2002 fui num grupo de jovens Cristãos ao Encontro Mundial de Jovens com o Papa em Toronto no Canada.
Recentemente formada em psicologia clinica , esta actualmente a estagiar na Associação de Apoio a Vida em Lisboa.
Sempre dinâmica e uma Católica praticante deixa aqui um pouco do seu testemunho com uma experiência missionaria que teve na Guiné .


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A minha experiência na Guiné...

Não sei bem como começar... na verdade, acho que por mais palavras que escreva, não me será possivel explicar a experiência missionária na Guiné. No entanto, a pedido do meu querido amigo Claudio Anaia, farei os possiveis por relatar o mais fielmente possivel e em poucas palavras, como vivi este Agosto de 2002.
Acabadinha de chegar de Toronto, recordando as palavras em português do Santo Padre ("as jornadas não acabam aqui"), havia que dar continuidade "à minha jornada", e partir para a Guiné. Partir para um pais que já não me era totalmente estranho, mas que é muito diferente de tudo a que estou habituada. Mesmo por ser tão diferente, e por me ser tão "difícil" viver sem certas comodidades, aceitei o "convite" que Jesus me fez nestas férias... Parti, porque Jesus me chamou, parti porque queria dar-me aos outros, queria descentrar-me de mim, da minha "vidinha" e dar-me gratuitamente a um povo que desconhecia.
Poderia ter feito alguma coisa em Portugal, mas o desejo de deixar tudo, ainda que apenas por alguns dias, fez-me sentir que para mim, seria uma doação muito maior, mais dolorosa, partir para áfrica... Não fui fazer nada de extraordinário... Aliás, ao recordar cada dia acho sempre que fui a mais beneficiada com esta "estadia". Estar num pais sem luz, sem água canalizada, sem chuveiro, sem conforto, a dormir no chão uns dias, faz-nos pensar muito na vida que levamos, nos problemas dos quais nos queixamos e que ali... são pormenores... Aprende-se a não ligar tanto aos pormenores, a dar graças constantes por tudo o que temos. A louvar Jesus por todos os recursos básicos, que ali se tornam luxos. A vida em comunidade que partilhávamos, ajudou-me a entender que a caridade está presente em pequenos gestos discretos que temos e não dizemos.
O nosso dia-a-dia na Guiné era preenchido pelo calor, calor "climático" mas sobretudo calor humano, de todo um povo que se esforça por esconder a tristeza e conformação sentida, e oferecer um sorriso. Rodeados de cânticos e danças, a alegria que é caracteristica dos povos africanos mesclava-se com um misto de tristeza. É mesmo isso, recordo um olhar profundo, um olhar triste, de quem "sobrevive" como pode.
Muitas vezes sentia-me a viver um filme... sentia que tinha regressado à pré-história e que aqueles contextos já não existiam. Andar duas horas de jipe, no meio do nada, numa pseudo-estrada cheia de buracos e encontrar uma tabanca ( pequena aldeia onde se vive em comunidade), foi das coisas que mais me impressionou. As tabancas, constituidas por 4 ou 5 "palhotas" onde vivem centenas de pessoas fazem parte de um cenário que já só pensei ser possivel no imaginário humano. Mas não... é verdade, existem! Existem e funcionam, com mais ou menos dificuldades, com altas taxas de mortalidade infantil, com muita fome e miséria.
O balanço, claro está é muito positivo. A ida à Guiné foi muito boa. Foi muito pedagógica para todos nós que fomos, que aprendemos, que vivemos esta experiência. Resta-me agradecer a todos os que cá ficaram. A toda uma diocese que mostrou a sua generosidade, a sua oração, a todos vós que fizeram com que esta missão fosse possível. Peço-vos que rezem pela Guiné, que rezem pelas missões, que rezem a continuidade deste projecto para que muitos mais jovens façam esta experiência bonita de doação aos outros ainda que apenas por alguns dias...

Alexandra Chumbo
Relance 96


Política


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" O sucesso da política não se mede em conhecimentos ou aptidões mas através de um intricando jogo de relações pessoais, interesses, pressões e também muito evento aleatório. É assim que verdadeiras nulidades conseguem atingir altos cargos, enquantos pessoas com merito nao têm a mínima hipótese "

Leonel Moura

Concordo na totalidade com este pensamento !

quinta-feira, fevereiro 05, 2004

Relance 95

Ser Benfica

O Antonio Costa Almeida é aquilo que se pode dizer um miúdo de ouro.
Com 18 anos é um adepto ferveroso do Benfica. É ele que sempre fica sentado ao meu lado dos jogos da estadio da Luz .
Aqui fica a sua participação, a primeira deste ano de 2004 .

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SER BENFIQUISTA!

Quando o meu amigo Cláudio me convidou para escrever sobre este tema, confesso que achei difícil responder a este convite, porque ser Benfiquista não é uma ciência, mas sim algo muito próprio de cada um de nós. A primeira imagem que me veio à cabeça foi a de um miúdo que corria, chutava e saltava com uma camisola encarnada, que o pai lhe dera quando era pequeno. Tinha um grande orgulho, de certa forma inconsciente, mas sempre fiel aquela camisola.
Um miúdo, que festejava ou ficava triste conforme os outros. Levava as mãos a cabeça, ou saltava dez segundos depois.
Este miúdo cresceu. Cresceu como Benfica, muito embora, de outra forma é certo, sempre foi Benfiquista.
O miúdo foi desaparecendo em mim, foi substituído por um rapaz que procura um Benfica, um Benfica real onde as vitorias, derrotas, alegrias, tristezas fazem parte do clube.
Hoje em dia sou o primeiro a saltar ou levar as mãos a cabeça, sou o primeiro a gritar corram, chuta, tira-me esse gajo, Golo! O Benfica deixou de ser uma brincadeira de sábado à tarde e passou a estar presente na semana seguinte. Saber defender esse grande nome entre os amigos, saber falar de futebol sem nunca dizer mal do Glorioso, saber festejar uma derrota do Porto ou Sporting no estrangeiro, nunca por a selecção acima do Benfica, saber criticar ou apoiar os órgãos directivos do clube, saber gritar Benfica! Tudo isto é ser Benfiquista.
O Benfica para além de tudo é uma grande família, a maior família, aquela que todo o mundo conhece.
Não posso esconder alegrias como as que passei no antigo estádio de Luz com milhares de cachecóis a voar no velhinho terceiro anel, ou mesmo a enchente da inauguração da nova Luz. Por fim referir a forma como fico maravilhado quando vejo, ao chegar a outro país, que as pessoas sabem apenas duas palavras em português: Benfica e Eusébio.
Gostaria assim de terminar dizendo que se trata de uma opinião muito própria, como referi no início, mas para além de muita coisa que há em comum entre os Benfiquistas, existe uma partilhada por Todos aqueles que se dizem Benfiquistas – “Ser Benfiquista é ter na alma a chama imensa que nos conquista e leva à alma a luz intensa…”.

António Costa Almeida

quarta-feira, fevereiro 04, 2004

Relance 94

Livro

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" Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da
leitura de um livro "


Henry Thoreau
Relance 93

As Crianças são o melhor do mundo .......

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...... que pena nem todos perceberem isso !

segunda-feira, fevereiro 02, 2004

domingo, fevereiro 01, 2004

Relance 91


"A vida é uma tragédia para aqueles que sentem; e uma comédia
para aqueles que pensam "

Provérbio Chinês