sexta-feira, abril 02, 2004

Relance 138

Antes de ir-mos de fim de semana , aqui deixo um excelente texto que mostra claramente que a lingua de Camões é mais rica e completa do Mundo

RIQUEZA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A ÚNICA LÍNGUA NO MUNDO QUE NOS PERMITE FAZER UM TEXTO ASSIM

"Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos.
Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.
Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, pois Padre Pafúncio pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.
Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para
permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindopara Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se
principalmente pelo Pico, pois pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada,
provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam,
permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, pediu permissão para
pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar
pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precatar-se. Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares,
principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava
Pedro Paulo...
Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Passando pela principal praça parisiense, partindo para Portugal, pediu para pintar pequenos pássaros pretos. Pintou, prostrou perante políticos, populares, pobres, pedintes. -Paris! Paris! - proferiu Pedro Paulo - parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir
permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão
principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:- Pediste
permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias?
- Papai - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitiste, porém preferindo, poderei
procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro!
Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.
Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas,
pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar
pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando..."
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar.



...é obra!

segunda-feira, março 29, 2004

Relance 137

Declaração

Só para ti, meu amor

Neste dia que passa
Sinto a solidão a fugir
E o toque suave da tua Graça
A afagar-me e fazer sorrir.
E levanto o olhar, tocando-te sem te ver;
Com um sorriso luminoso
Acaricio o teu corpo de mulher
Sabendo que estás ausente.
E no beijo apaixonado que te ofereço
Caminha junto minha alma rendida
É em ti que me sinto e reconheço
És a minha alegria readquirida.
E em sonhos te vejo, de flor em flor,
Esvoaçando graciosa, tal abelha apaixonada,
Vertendo o subtil aroma do Amor
De todo aquele que se sente
Verdadeiramente amado

terça-feira, março 23, 2004

Relance 136

A Páscoa e o filme de Mel Gibson “A Paixão de Cristo”

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“Não encontro culpa alguma neste homem “
Poncio Pilatos


Pelo facto de ser um verdadeiro apaixonado da doutrina de Jesus Cristo, muitas pessoas me têm perguntado qual a a minha opinião sobre o mais recente filme de Mel Gibson: “A Paixão de Cristo”.

E então decidi nesta Quaresma, partilhar convosco aquilo que sinto e penso não só pelo que vi no filme, mas pela própria figura de Cristo em si, que é principal referência da minha vida.

Como homem e cristão que sou, cada vez que estudo, leio e aprendo, mais me interrogo e reflicto sobre a atitude de coragem profunda que Jesus teve ao morrer na cruz para nos salvar, mesmo sem nunca ter pecado.

É este o facto mais marcante que o filme nos mostra com grande violência, mas que não deixa de ser a mesma violência que existiu na verdade há 2000 anos atrás, recaindo sobre um homem inocente! Talvez por isso, não entenda o porquê de tanta agitação em certos sectores. Um homem como eu (ou como você amigo leitor) cumpriu a sua missão e também fraquejou quando disse: “Pai se possível afasta de mim este cálice!”. E assim foi, sofreu um choque mesmo para aquela época, mas obstante esse facto decidiu de livre vontade carregar sobre si os nossos pecados e o mal do mundo. Um Cristo que, mesmo na cruz, disse: “Pai, perdoa-lhes porque eles não sabem o que fazem”. Este filme destaca mensagens lindíssimas, escritas no Evangelho de S. João, como por exemplo: “Não temeis porque eu venci a morte“, “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei“, “Amai os vossos inimigos e fazei bem aos que vos perseguem”, “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância”. Estas são apenas algumas das citações que já conhecia e que são um desafio à reflexão para todos nós.

Recordo-me uma vez mais da humilhação e da violência que Jesus Cristo sofreu, tudo isto bem evidente neste filme, que na minha opinião é um excelente veículo de evangelização.

O filme termina com uma imagem de Cristo já ressuscitado , revelando aquilo que para mim é o mais importante da Páscoa: a Ressurreição.
Jesus ressuscitou e a morte deixou de fazer sentido na humanidade. A morte não é o fim da história, mas sim o princípio de um novo capítulo. Ele mostrou-nos isso. Por isso podemos anunciar no nosso dia-a-dia que a vida domina a morte, e que o bem triunfou sobre o mal, tudo isto bem revelado no filme que já vi três vezes.

Um filme polémico, bem como o seu protagonista principal, ou não fosse “Ele” a figura mais importante de toda a História da Humanidade.

Cláudio Anaia
Relance 135

Açores

Caros Amigos,

Ao fim de 19 dias (desde o Relance 116 até ao Relance 135), o meu blogger tornou se naquilo que podemos dizer ,um verdadeiro album fográfico com todas as capítais de distrito de Portugal Continental , mais a Madeira e Açores.
Temino hoje com S Miguel nos Açores, para mim , local mais bonito da nossa pátria.

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segunda-feira, março 22, 2004

quinta-feira, março 11, 2004

quarta-feira, março 10, 2004

terça-feira, março 09, 2004

Relance 121


Bragança é a capital de distrito mais a norte e interior de Portugal

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domingo, março 07, 2004

Relance 120

Viana do Castelo

Esta cidade é um encanto . Uma das minhas favoritas de Portugal ....


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sábado, março 06, 2004

Relance 119

Coimbra

"Coimbra é uma lição... " lá dizia a canção. Aqui fica uma paisagem da terra dos estudantes.

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sexta-feira, março 05, 2004

quarta-feira, março 03, 2004

Relance 116

Fotografias de Portugal

Conjuntamente com as minhas opiniões e particularidades, diariamente divulgarei também uma foto das 18 capitais de distrito de Portugal Continental e mais 2, das Ilhas da Madeira e Açores .
Hoje então publico uma foto da nossa Capital: Lisboa

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terça-feira, março 02, 2004

Relance 115

Hoje será discutido mais uma vez, a legalização total do Aborto na Assembleia da República .
Por isso aqui deixo um pensamento de Vírgilio Ferreira para reflexão :

" Toda a gente admira a obra de um grande artista e ergue-lhe mesmo, às vezes, um monumento a confirmar, mas nunca ninguém ergueu um monumento a um homem e a sua mulher, por terem gerado um filho, que é obra infinitamente maior . "

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segunda-feira, março 01, 2004

Relance 114


Não leve a vida tão a sério

“ Eu vejo o que decido e a reajo como prefiro“



Amigo leitor,

Concerteza que ao ler este título poderá pensar que é um texto irreal ou de alguém irresponsável, fora da realidade que não está com os pés bem assentes na terra e não conhece a sociedade onde está inserido.

É verdade, as coisas não estão fáceis e as pessoas cada vez mais nos surpreendem pela negativa com comportamentos egoístas onde o “ter” se sobrepõe quase sempre ao “ser”.

Também sei que a vida não está para brincadeiras e que até dizem que isto está cada vez pior. Mas o que lhe proponho hoje é uma mudança de atitude. Dou o meu exemplo de vida: durante alguns anos, e ainda hoje, há quem não me dê muito crédito ou não me leve muito a sério, por certas posturas e comportamentos que tive e nalguns casos que ainda hoje tenho. E é curioso que eu apercebo-me, e não me preocupo minimamente como isso!

Porquê, poderá perguntar???

Porque um dia decidi na minha vida escolher um caminho: ser Cristão e não levar a vida tão a sério.

Eu explico,

Nas centenas de pessoas que trabalhei e com quem convivi, descobri que a maior parte dos problemas delas estão dentro delas, sempre com a preocupação de levar a vida tão preocupada e infelizmente pela negativa.

Nós somos os principais causadores da maioria das coisas más que nos acontecem, guardamos tudo cá dentro como se fosse um santuário com problemas, preocupações e veneramos tudo isso de uma forma doentia como se fosse um objecto precioso. Estamos sempre com medo de algo que esteja para acontecer, e varia, tanto na saúde ou então numa situação aborrecida que nos tenha acontecido recentemente, ou mesmo nos casos crónicas situações com anos e mais anos, tudo guardado em lugar de honra no santuário que criamos.

Levar a vida muito a sério é viver com a mente fragmentada, o que é mau, pois causa muita instabilidade e destrói o bem interior, não esquecendo que cria sensações desagradáveis e desgastantes, causa falsas impressões de deveres cumpridos e andarmos a enganarmo-nos a nós próprios.

Então o que fazer???

Obviamente que temos tantas coisas que nos acontecem e que nos incomodam tanto..., mas olhe, não lhes dê muita importância. Direcione as suas energias para o que é bom, para o que lhe dá prazer, por exemplo, em espalhar Amor por todos... embora às vezes custe muito, principalmente por aqueles que não nos tratam bem, marque a uma posição... seja diferente.


E é por aqui que temos que ir, temos que seguir um Deus de Amor, que está sempre do nosso lado, e aceitar a religião que promove o conforto, o amparo e o perdão. Recuse sempre os líderes religiosos, sejam eles de que religiões forem, que fomentam na sua doutrina o medo e opressão, e até nalguns casos mesmo, com a intenção para aumentar as contribuições dos seus fiéis.

Obviamente temos que ser responsáveis, mas quem cria a sua própria realidade é você mesmo.

Conheci alguns casos de pessoas bem colocadas na vida, que no entanto deixaram que sentimentos pesados contaminassem o seu espírito e acabassem por arruinar a sua vida. Por outro lado, conheci pessoas bem humildes, bastante felizes, que transformaram as suas mentes, fugindo do autêntico lixo mental que sempre criámos.

Não tenho a mínima dúvida que tudo o que sou hoje em dia o devo à forma com encarei a vida e a relação importante que tenho com o Deus bom em que acredito e que me ama.

Portanto tudo depende de si, se quer levar a vida muito a sério e com preocupações estará a bloquear a porta do seu coração e a fazer que a sua entrada seja complicada. Se abrir o seu coração, tiver humor e acreditar sempre com pensamento positivo, irá ter um resultado totalmente diferente. Tudo depende da forma como usamos a nossa força de vontade.

Nunca esqueça que a felicidade e as frustrações nos acompanham desde o início das nossas vidas, assim teremos que ser nós a escolher o caminho, não levar a vida tão a sério e sermos melhor para os outros e mais de meio caminho andado para ser feliz, eu garanto e confirmo.

Por isso façam o favor de serem felizes!


Cláudio Anaia

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Relance 113

Entrega dos Óscares

Como era de esperar o Senhor dos Anéis 3 é o grande vecendor da noite da entrega das estatuetas douradas. Venceu com 11 Óscares .

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sábado, fevereiro 28, 2004

Relance 112

100 Anos do Glorioso Benfica

Falar do "meu" Benfica é falar de algo que faz parte de mim, da minha pessoa da minha essencia.
100 anos de Glorioso, são motivo para mim de verdadeira alegria e festa.
Pelos menos mais cem anos é o que desejo ao clube que me faz " ter na alma, a chama imensa "



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sexta-feira, fevereiro 27, 2004

Relance 111

Fernão Capelo Gaivota

Aqui fica uma citação do livro da minha vida : "Fernão Capelo Gaivota"

"Todo o vosso corpo, não é mais do que o vosso próprio pensamento, numa forma que podem ver. Quebrem as correntes do pensamento e conseguirão quebrar as correntes do corpo..."

Richard Bach

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quinta-feira, fevereiro 26, 2004

relance 110

Por que há tão poucos políticos cristãos?

Responde o ex-presidente italiano, Oscar Luigi Scalfaro

--Por que há tão poucos cristãos bem formados na política?

--Scalfaro: Eu começaria com uma afirmação de princípio. Segundo o direito natural, ratificado por muitas constituições, a tarefa de educar e formar os jovens, as crianças, não é um direito dos mestres da escola. Recebem este direito por «delegação». O direito/dever de formar o cidadão corresponde, em primeiro lugar, aos pais. Quantos pais são capazes de dar esta formação? Do meu ponto de vista muito poucos. Quando estuda um jovem seus pais fazem todo o possível para persuadi-lo a tomar compromissos políticos. E, quando começa a trabalhar, dizem-lhe: “se te envolves na política, vais te envolver com problemas. Vão te despedir do trabalho!”.

A outra entidade que tem direito/dever de formar, por razão divina, é a Igreja. Tem o direito de formar o cristão como pessoa individual, como componente da família como homem que trabalha, que estuda, que se diverte…; como homem que participa da comunidade, que tem direitos e deveres. A Igreja é apta a formar, mas, o faz? Permito-me dizer que a Igreja tem lacunas neste campo. Tem muitas lacunas.

--O senhor teve um papel decisivo no Partido da Democracia Cristã na Itália. Não crê que faz falta também hoje um Partido abertamente cristão?

--Salfaro: Neste momento, o como não me interessa. Não me interessa o fato de que tenha que criar ou não um partido confessionalmente católico. O que me interessa é que cada cidadão cristão viva sua condição de cidadão enquanto cristão. Isto é o que realmente me interessa, pois o Senhor não julgará um povo, mas a pessoas individualmente. E não poderei dizer: «como ninguém se comprometia, portanto, eu tampouco me comprometi». O importante para o Senhor é se cumpri meu dever. A grande questão é que os fiéis compreendam que não é suficiente ter idéias boas. Não basta dizer que o Evangelho vale para todos os tempos. Em 2000 anos, não envelheceu nem uma só de suas palavras. O Evangelho vale para todas as pessoas e para todos os povos. Vale para os Estados e os governos. Vale para as organizações internacionais. Não é possível crer e não se servir dele. Não se pode dizer: não me serve de nada, pois hoje já não serve. O Evangelho tem a capacidade de resolver os problemas internacionais ou nacionais de todo tipo. A questão hoje em dia consiste em voltar para começar com paciência a mostrar desde a catequese que há um problema de formação.

Há um modo cristão de ser médico, advogado, agricultor, chofer? Sim há uma maneira cristã de exercer uma profissão, não haverá também uma maneira cristã de fazer política? Se não há, então melhor acabar e irmo-nos. E se é assim, teremos que ficar vendo com os braços cruzados e rezar? Não, não é suficiente. Certamente é indispensável rezar, mas não é suficiente, quando existe a possibilidade de fazer algo.

--O documento da Congregação para a Doutrina da Fé explica que existe uma laicidade na vida pública; a dizer, em política são os leigos que tem de tomar as decisões, não os pastores, seus bispos. Como você viveu isto?

--Scalfaro: O bispo não pode dizer a um cirurgião como tem que operar. Não pode dizer a um advogado como tem que exercer sua profissão. Na Universidade católica nos ensinaram a ética profissional. Depois, cada um faz seu trabalho: advogados, psicólogos, etc. Nos deram uma medida. A nós corresponde tomar as medidas de cada coisa, cada dia, levando sempre a medida no bolso.

Certamente é importante encontrar pessoas que exerçam sua profissão como cristãos, que se convertam em exemplos, pessoas que nos mostram com sua vida que crêem.

O importante, portanto, é preparar o cristão para ser cristão, recordando que a graça de Deus existe e que não temos mais que acolhê-la. E, como se não fosse suficiente, se dá um milagre curioso, pois Deus responde a todas nossas exigências, dado que o amor não é filho da lógica, o amor de Deus tampouco é filho do raciocínio. Então, Deus, que por si só é mais que suficiente para cada um de nós, nos deu também a sua mãe. Não é lógico, mas assim é a lógica do amor de Deus.

--Cristo pode ser um modelo para os políticos de hoje?

--Scalfaro: A Igreja utilizou sempre uma terminologia que não me agrada. Não fala de vida «política» de Cristo; fala mais de vida «pública». É o mesmo, mas preferiria que se falasse de vida política. Por que Cristo morreu? Só perguntar-me: se Cristo tivesse falado da ressurreição, que muitos não aceitam, o teriam matado? Por que lhe mataram? Porque disse: «Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas!». Sete vezes. Os escribas e fariseus eram os que mandavam. Atacou o mundo que mandava. E, com que palavras! «Sepulcros caiados». Eu não gostaria que me chamassem de sepulcro caiado. «Serpentes, raça de víboras!» (Mateus 23, 23-33). Palavras de uma força incrível. Outra passagem é a dos vendedores expulsos do templo. O mataram por causa desta vida política.

Para entendê-lo podemos ver também o exemplo de Maria. Maria seguiu Cristo em toda sua vida pública. Quem estava junto à Cruz? Maria. «Stabat» (estava de pé), diz o Evangelho de João. É um dos termos políticos mais fortes. Na realidade, fala no plural, pois havia várias mulheres. Mas este «stabat» é surpreendente, pois mostra como na vida --e talvez de maneira particular na vida política-- há momentos nos quais cada um tem que estar de pé junto à cruz.

--Não crê que é demasiado idealista? Um político pode realmente viver tudo isto?

--Scalfaro: Temos tido homens do «stabat», como Alcide de Gasperi. Se pensarmos em Europa, se pode mencionar Robert Schmann, de quem avança a causa de beatificação. Pensemos também em Giorgio La Pira.

--Estes homens viveram imediatamente depois da segunda guerra mundial. Depois desta guerra, particularmente devastadora, parece que se deu uma espécie de despertar moral na sociedade que favoreceu a missão destes homens. Mas, e hoje?

--Scalfaro: É necessário que haja milhões de mortos e que cidades inteiras sejam destruídas para repudiar a guerra, como diz o artigo 11 da Constituição italiana, redigida depois da guerra? E, 50 anos depois, deve-se voltar para começar de novo? Somos tão primitivos, analfabetos e mesquinhos?

No paraíso poderemos fazer muitas perguntas a Deus. Eu lhe perguntarei: «Senhor, deu graças a Nero, a Diocleciano? Deixaram a Igreja da época ao pó ao matar numerosos cristãos, e dando assim nova vida à Igreja». No paraíso creio que há várias categorias de santos. Estão os santos da pobreza: santos da pobreza interior --o primeiro deles são Francisco de Assis-- e os que ajudaram os outros a serem pobres --entre eles estará «são» Napoleão Bonaparte, que ao despojar à Igreja seus bens, a purificou--.

--O senhor desempenhou um papel decisivo contra o terrorismo na Itália, pois foi ministro do Interior. O senhor teve que lutar contra o terrorismo com as armas da lei e da moral. No caso do terrorismo, onde se dá a tentação de ignorar a lei e a moral pelo bem do Estado e de todos, qual é a lição que o senhor tirou nesses anos?

--Scalfaro: A primeira lição é que é um erro falar de «guerra ao terrorismo». Para lutar contra o terrorismo, são suficientes as operações da polícia, isso se, talvez com milhares de homens, mas a concepção é diferente. A guerra envolve um povo e um Estado. Mas, quando lutamos contra o terrorismo, por exemplo no Afeganistão ou Iraque, todos os que são assassinados, são terroristas? Morrem por causa do terrorismo?

A primeira coisa que se deve fazer na luta contra o terrorismo é fazer alianças com aqueles que querem combater o terrorismo. Quando era ministro, sempre disse que a luta contra o terrorismo ninguém ganha sozinho. Dizia aos governantes da Europa daquele momento: se um país é sacudido pelo terrorismo, o seremos todos. A primeira lição, portanto, é a criação de uma grande aliança para lutar de maneira lícita, sim, mas até o final.

A aliança recolhe informações. Se estou aliado com outros povos, comunico-lhes notícias que me chegam, ainda que não sejam mais que rumores. Digo tudo o que sei e os demais me dizem tudo. É a primeira defesa, uma defesa enorme. Caíram as Torres Gêmeas de Nova York e, ninguém sabia nada? Quantos reconheceram que nós formamos esses pilotos? Pode-se constatar, portanto, uma falta de atenção e, portanto, de defesa, que começa pela razão e não pegando tiros.

Nós buscamos esconderijos de terroristas e assim podemos encontrar as alianças que se davam entre os terroristas. Então advertíamos os governos. Quando era ministro, encontramos um esconderijo de terroristas que estavam relacionados com o IRA, da Irlanda do Norte. De fato, dá-se uma solidariedade entre terroristas. Este trabalho serve para prevenir e combater.

Por último, há uma questão, que na realidade está antes que todas as demais: de onde vem esta enfermidade? Não serve de nada fazer muitas coisas se não se compreende de onde nasce esta enfermidade. Há demasiados ricos e demasiados miseráveis. Não digo pobres, digo miseráveis, pois a dignidade da pessoa é ferida. A pessoa que não tem nada para comer, que não tem nada para vestir, é aniquilada. Estas injustiças são piores que um arsenal de bombas atômicas. Podem explodir a qualquer momento. Se não compreendo a enfermidade, então só posso reprimir. E não se acaba nunca.

Um exemplo: a situação no Oriente Médio, onde ninguém quer estabelecer o problema. Mas se continuo reagindo, não tenho mais que fabricar terrorismo.

Logo está o diálogo. Um dia, alguém me disse: como é possível dialogar com essa gente? Respondi-lhe: como fizeram os Estados Unidos para dialogar com Osama Bin Laden? Como fizeram para abrir o diálogo com China que anos atrás havia sido condenada por não respeitar os direitos do homem? Em um determinado momento se buscou criar relações com a China para introduzi-la na rede do mercado mundial. Por que? Por que para fazer mercado temos que ser dois. Antes se dizia, sem a China eu tenho mais trabalho. Em um determinado momento se deixou de falar das condenações à morte, das execuções, dos direitos do homem. Por que? Porque a China era necessária. Os caminhos do diálogo, diretos ou indiretos, sempre existem. Basta querer. Não obstante, quando o homem opta pela guerra, renuncia o raciocínio para passar para a força das armas. É a derrota da dignidade do homem.

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quarta-feira, fevereiro 25, 2004

Relance 109

Quando o livro é uma paixão...


“ Aquilo que sou devo-o aos livros que li “
Pedro Abrunhosa

Para quem me conhece sabe que sou um verdadeiro “livro-dependente”, não consigo passar um dia sem ler, sem ter o contacto com aquele objecto que sempre me ensina tantas coisas e que está sempre disponível para mim. Idas a feiras do Livro e alfarrabistas fazem-me sentir como um louco sem olhar ao pequeno salário que tenho, fazendo-me gastar e gastar para poder absorver tantas páginas que me faz ser mais alguém, ser uma pessoa melhor, ser mais autêntico, ser mais exigente.

Por isso fico triste quando converso com os meus amigos e eles não lêem, dizem que cansa, não estão para puxar pela cabeça, enquanto se deliciam com o jornal desportivo com grandes fotos das vedetas futebolísticas e com uma legenda que muitas vezes não passa de um parágrafo.

O fim-de-semana passado fui à praia e contei que em 54 toalhas, apenas duas pessoas estavam a ler livros (embora fosse daqueles livros cor-de-rosa), mas pelo menos tinham um livro, das outras pessoas, que eram imensas, algumas delas entretinham-se com aquelas revistas que falam da vida destes e daqueles, onde aparecem as caras das figuras públicas, muitas delas sem terem feito nada de especial para agora serem consideradas verdadeiras “Stars”.

Num país que adoro, mas onde vão acontecendo tão poucas coisas interessantes, cá se vai vivendo “Burrificado” com aquilo que a caixinha que mudou o mundo nos vai manipulando e dizendo. Vive-se para o politicamente correcto, indo nas modas que algum “sobredotado” lá decidiu pôr em circulação, muitas vezes algo que não dê muito trabalho a pôr as pessoas a pensar. Clara Ferreira Alves no seu artigo do Expresso desta semana diz que as pessoas não lêem, porque “as pessoas tem que se esforçar (...) é preciso aprender. Tentar, errar, tentar de novo, até chegar ao prazer de ler...“ e pelos vistos as pessoas não estão para isso. Que pena!!!

Este texto que agora escrevo, faço-o na praia, no meio da areia, com uma caneta emprestada por um miúdo ali ao lado, que por acaso começou a ler um livro de banda desenhada. Faço-o num papel de embrulho da pastelaria donde veio o meu lanche, mas sabe amigo leitor, tinha este desejo de partilhar convosco como é importante ler, importante aprender, e que o maior investimento que podemos fazer é comprar livros, é neles que encontro o meu equilíbrio, onde tantas vezes encontro as saídas para os problemas do meu dia-a-dia.

Embora veja por aí cada vez mais catálogos que falam de livros para férias, o resultado é quase nulo, por isso aconselho-o este ano a comprar um livro, a dedicar-se a ele, a imaginar-se a personagem (se for um romance), ou então a levar um marcador fluorescente para poder sublinhar aquilo que mais o tocou (no caso de ser um livro de auto-ajuda ou doutro tema)... vai ver que se sente melhor, vai ver que aprende mais.

Quanto a mim, cá vou improvisando prateleiras em casa para guardar os muitos que já li e os outros que ainda quero ler, e sempre com uma sensação de grande frustração pois nunca conseguirei ler na vida tudo aquilo que gostava.

Amigo leitor, boas férias e boa leitura.

Cláudio Anaia

Este texto foi publicado em Agosto de 2003

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sábado, fevereiro 21, 2004

Relance 107


Uma empresa estava contratando um novo funcionário.

Uma parte do exame de seleção consistia em responder à seguinte questão,
por escrito:

"É noite de tempestade... Você está dirigindo seu carro com dificuldade...

Ao passar por uma paragem de de autocarro , você vê três pessoas encharcadas que ali aguardam transporte. Verifica que essas pessoas são:

1. Uma senhora precisando ser hospitalizada;

2. Um médico que salvou sua vida no passado;

3. O grande amor da sua vida...

No seu carro só cabe você e mais uma pessoa. Qual você escolhe?

Por favor, justifique sua resposta."

Você poderia agarrar na senhora doente. Ficaria com a consciência tranqüila.

Ou então agarrava no médico, porque ele, uma vez, salvou sua vida. Seria a
chance perfeita para demonstrar sua gratidão. No entanto, você poderia
fazer isso em uma outra ocasião.

Mas talvez não pudesse encontrar mais o amor da sua vida se deixasse passar essa chance...

Um dos 200 candidatos deu uma resposta que foi decisiva para a sua contratação.

E ele nem precisou explicar sua resposta. Ele simplesmente respondeu:

"Daria a chave do carro para o médico, que levaria a senhora doente para
o hospital e ficaria esperando pelo autocarro com a mulher dos meus sonhos".

ÀS VEZES, GANHARÍAMOS MUITO MAIS SE ESTIVÉSSEMOS DISPOSTOS A ABRIR MÃO
DE NOSSAS TEIMOSAS LIMITAÇÕES.

Pense nisto !!!

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quinta-feira, fevereiro 19, 2004

Relance 106

Aqueles que fazem o bem são os únicos que podem aspirar na vida à felicidade.
(Aristóteles)

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quarta-feira, fevereiro 18, 2004

Relance 105

Pontuação

O texto que se segue , confirma tudo aquilo que sempre defendi . A nossa vida depende daquilo que queremos ou pretendemos dela. Como diz o texto somos nós que pomos a pontuação na nossa vida .

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A IMPORTANCIA DA PONTUAÇÃO...

Um homem rico estava muito mal. Pediu papel e pena. Escreveu assim:
Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta
do alfaiate nada aos pobres
Morreu antes de pontuar a frase. A quem deixava ele a fortuna?
Eram quatro concorrentes.
1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a
conta do alfaiate. Nada aos pobres.
2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:
Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta
do alfaiate. Nada aos pobres.
3) O alfaiate pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a
conta do alfaiate. Nada aos pobres.
4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta
interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a
conta do alfaiate? Nada! Aos pobres.
Assim é a vida. Somos nós que colocamos os pontos.
E isso faz a diferença!



terça-feira, fevereiro 17, 2004

Relance 105

Feto com 10 a 12 semanas

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"Pergunto-me muitas vezes , que sociedade é esta que aceita como normal matar estas vidas humanas "

Cláudio Anaia
Relance 104

No minimo, VERGONHOSO E LAMENTÁVEL !

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"Sou um presidente de guerra. Tomo decisões aqui na Sala Oval com a guerra em mente. (...) O povo americano precisa de saber que tem um presidente que vê o mundo como ele é. Eu vejo perigos que existem."

George Bush (na sua última entrevista à NBC)

segunda-feira, fevereiro 16, 2004

Relance 103

Quando vim do Brasil em Dezembro, fiz escala em Amesterdão.
Durante a meia duzia de horas que por lá estive, dei um pequeno passeio pelos canais nos barcos, visitei a casa de Anne Frank e Museu de Van Gogh.
E foi neste museu que admirei este quadro, que se chama "O quarto " que escolhi como o meu favorito, não só pelas cores , mas por ser muito parecido como o meu :) .

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sábado, fevereiro 14, 2004

Relance 102

Jesus Cristo a principal referencia da minha vida !

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"Mesmo nas situações mais difíceis ou cômodas, nunca cruze os braços.
Lembre-se que o melhor de todos, morreu de braços abertos".

Relance 101

Amazônia

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Este texto merece ser lido , afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho educadíssimo nos americanos...

Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do DFe actual ministro da Educação CRISTOVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro.

Esta foi a resposta do Sr.Cristovam Buarque:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro...

O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não o seu preço.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.

Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.

Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.

Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris,Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do

Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo
inteiro.

Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar,
que morram quando deveriam viver.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!".

ESTA MATÉRIA NÃO FOI PUBLICADA. AJUDE A DIVULGÁ-LA

(Este texto foi enviado por emaill pelo o meu amigo Cabós Gonçalves )

sexta-feira, fevereiro 13, 2004

Relance 100

Encontro

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Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso, que adorava ensinar sua filosofia para os jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda que ele ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos contra-atacava com velocidade fulminante.

O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. E, conhecendo a reputação do velho samurai, estava ali para derrotá-lo, aumentando sua fama de vencedor.

Todos os estudantes manifestaram-se contra a idéia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos - ofendeu inclusive seus ancestrais.

Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho mestre permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.

Desapontados pelo fato do mestre ter aceito tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram: Como o senhor pode suportar tanta indignidade ?Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?

- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente ? - perguntou o velho samurai.
- A quem tentou entregá-lo - respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos - disse o mestre.


Quando não são aceites, continuam pertencendo a quem os carrega consigo.




terça-feira, fevereiro 10, 2004

Relance 99

Barreiro : A minha querida cidade ....

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"O melhor do Barreiro, são os Barreirenses "

Emidio Xavier
Presidente da Camara Municipal do Barreiro

domingo, fevereiro 08, 2004

Relance 98

Anos 90

Os Anos 90 foram determinantes nas nossas vidas.
As novas tecnologias, como a a informática com a Net e o telemóvel são decisivas no nosso dia a dia! Não acredita ??
Aqui fica 14 factos concretos e indesmentiveis que comprovam o que digo .

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1. Tentas teclar o teu pin no display do micro-ondas;

2. Não jogas paciência com cartas de verdade há anos,
ou então nunca conheceste outra forma de jogar paciência!

3. Perguntas, via e-mail, se o teu colega ao lado vai
almoçar contigo e ele responde-te, por e-mail claro:
"Dá-me cinco minutos!";

4. Tens 15 números de telefone diferentes para falares
com a tua família de 3 pessoas;

5. O motivo pelo qual perdeste o contacto
com os teus antigos amigos e colegas é porque eles
têm um novo endereço de e-mail;

6. Não sabes o preço de um envelope comum;

7. Para ti, ser organizado significa ter vários
bloquinhos de Post-It de cores diferentes;

8. A maioria das piadas que conheces, recebeste por
e-mail (e ainda por cima ris-te sozinho...);

9. Já dizes o nome da firma onde trabalhas quando
atendes o telefone em casa;

10. Digitas o 0 para telefonar de tua casa;

11. Vais para o trabalho quando ainda está escuro,
voltas para casa quando já escureceu de novo;

12. Quando o teu computador pára de funcionar, parece
que foi o teu coração que parou. Ficas sem saber o que
fazer, sentes-te perdido;

13. Sentes-te nu quando te esqueces do telemóvel;

14. Leste esta mensagem e balanças-te afirmativamente com
a cabeça em diversos pontos;

( Este texto foi me enviado por emaill)



sábado, fevereiro 07, 2004

Relance 97

Missão na Guine

A Alexandra Chumbo tem 23 anos e conhecia quando em 2002 fui num grupo de jovens Cristãos ao Encontro Mundial de Jovens com o Papa em Toronto no Canada.
Recentemente formada em psicologia clinica , esta actualmente a estagiar na Associação de Apoio a Vida em Lisboa.
Sempre dinâmica e uma Católica praticante deixa aqui um pouco do seu testemunho com uma experiência missionaria que teve na Guiné .


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A minha experiência na Guiné...

Não sei bem como começar... na verdade, acho que por mais palavras que escreva, não me será possivel explicar a experiência missionária na Guiné. No entanto, a pedido do meu querido amigo Claudio Anaia, farei os possiveis por relatar o mais fielmente possivel e em poucas palavras, como vivi este Agosto de 2002.
Acabadinha de chegar de Toronto, recordando as palavras em português do Santo Padre ("as jornadas não acabam aqui"), havia que dar continuidade "à minha jornada", e partir para a Guiné. Partir para um pais que já não me era totalmente estranho, mas que é muito diferente de tudo a que estou habituada. Mesmo por ser tão diferente, e por me ser tão "difícil" viver sem certas comodidades, aceitei o "convite" que Jesus me fez nestas férias... Parti, porque Jesus me chamou, parti porque queria dar-me aos outros, queria descentrar-me de mim, da minha "vidinha" e dar-me gratuitamente a um povo que desconhecia.
Poderia ter feito alguma coisa em Portugal, mas o desejo de deixar tudo, ainda que apenas por alguns dias, fez-me sentir que para mim, seria uma doação muito maior, mais dolorosa, partir para áfrica... Não fui fazer nada de extraordinário... Aliás, ao recordar cada dia acho sempre que fui a mais beneficiada com esta "estadia". Estar num pais sem luz, sem água canalizada, sem chuveiro, sem conforto, a dormir no chão uns dias, faz-nos pensar muito na vida que levamos, nos problemas dos quais nos queixamos e que ali... são pormenores... Aprende-se a não ligar tanto aos pormenores, a dar graças constantes por tudo o que temos. A louvar Jesus por todos os recursos básicos, que ali se tornam luxos. A vida em comunidade que partilhávamos, ajudou-me a entender que a caridade está presente em pequenos gestos discretos que temos e não dizemos.
O nosso dia-a-dia na Guiné era preenchido pelo calor, calor "climático" mas sobretudo calor humano, de todo um povo que se esforça por esconder a tristeza e conformação sentida, e oferecer um sorriso. Rodeados de cânticos e danças, a alegria que é caracteristica dos povos africanos mesclava-se com um misto de tristeza. É mesmo isso, recordo um olhar profundo, um olhar triste, de quem "sobrevive" como pode.
Muitas vezes sentia-me a viver um filme... sentia que tinha regressado à pré-história e que aqueles contextos já não existiam. Andar duas horas de jipe, no meio do nada, numa pseudo-estrada cheia de buracos e encontrar uma tabanca ( pequena aldeia onde se vive em comunidade), foi das coisas que mais me impressionou. As tabancas, constituidas por 4 ou 5 "palhotas" onde vivem centenas de pessoas fazem parte de um cenário que já só pensei ser possivel no imaginário humano. Mas não... é verdade, existem! Existem e funcionam, com mais ou menos dificuldades, com altas taxas de mortalidade infantil, com muita fome e miséria.
O balanço, claro está é muito positivo. A ida à Guiné foi muito boa. Foi muito pedagógica para todos nós que fomos, que aprendemos, que vivemos esta experiência. Resta-me agradecer a todos os que cá ficaram. A toda uma diocese que mostrou a sua generosidade, a sua oração, a todos vós que fizeram com que esta missão fosse possível. Peço-vos que rezem pela Guiné, que rezem pelas missões, que rezem a continuidade deste projecto para que muitos mais jovens façam esta experiência bonita de doação aos outros ainda que apenas por alguns dias...

Alexandra Chumbo
Relance 96


Política


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" O sucesso da política não se mede em conhecimentos ou aptidões mas através de um intricando jogo de relações pessoais, interesses, pressões e também muito evento aleatório. É assim que verdadeiras nulidades conseguem atingir altos cargos, enquantos pessoas com merito nao têm a mínima hipótese "

Leonel Moura

Concordo na totalidade com este pensamento !

quinta-feira, fevereiro 05, 2004

Relance 95

Ser Benfica

O Antonio Costa Almeida é aquilo que se pode dizer um miúdo de ouro.
Com 18 anos é um adepto ferveroso do Benfica. É ele que sempre fica sentado ao meu lado dos jogos da estadio da Luz .
Aqui fica a sua participação, a primeira deste ano de 2004 .

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SER BENFIQUISTA!

Quando o meu amigo Cláudio me convidou para escrever sobre este tema, confesso que achei difícil responder a este convite, porque ser Benfiquista não é uma ciência, mas sim algo muito próprio de cada um de nós. A primeira imagem que me veio à cabeça foi a de um miúdo que corria, chutava e saltava com uma camisola encarnada, que o pai lhe dera quando era pequeno. Tinha um grande orgulho, de certa forma inconsciente, mas sempre fiel aquela camisola.
Um miúdo, que festejava ou ficava triste conforme os outros. Levava as mãos a cabeça, ou saltava dez segundos depois.
Este miúdo cresceu. Cresceu como Benfica, muito embora, de outra forma é certo, sempre foi Benfiquista.
O miúdo foi desaparecendo em mim, foi substituído por um rapaz que procura um Benfica, um Benfica real onde as vitorias, derrotas, alegrias, tristezas fazem parte do clube.
Hoje em dia sou o primeiro a saltar ou levar as mãos a cabeça, sou o primeiro a gritar corram, chuta, tira-me esse gajo, Golo! O Benfica deixou de ser uma brincadeira de sábado à tarde e passou a estar presente na semana seguinte. Saber defender esse grande nome entre os amigos, saber falar de futebol sem nunca dizer mal do Glorioso, saber festejar uma derrota do Porto ou Sporting no estrangeiro, nunca por a selecção acima do Benfica, saber criticar ou apoiar os órgãos directivos do clube, saber gritar Benfica! Tudo isto é ser Benfiquista.
O Benfica para além de tudo é uma grande família, a maior família, aquela que todo o mundo conhece.
Não posso esconder alegrias como as que passei no antigo estádio de Luz com milhares de cachecóis a voar no velhinho terceiro anel, ou mesmo a enchente da inauguração da nova Luz. Por fim referir a forma como fico maravilhado quando vejo, ao chegar a outro país, que as pessoas sabem apenas duas palavras em português: Benfica e Eusébio.
Gostaria assim de terminar dizendo que se trata de uma opinião muito própria, como referi no início, mas para além de muita coisa que há em comum entre os Benfiquistas, existe uma partilhada por Todos aqueles que se dizem Benfiquistas – “Ser Benfiquista é ter na alma a chama imensa que nos conquista e leva à alma a luz intensa…”.

António Costa Almeida

quarta-feira, fevereiro 04, 2004

Relance 94

Livro

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" Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da
leitura de um livro "


Henry Thoreau
Relance 93

As Crianças são o melhor do mundo .......

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...... que pena nem todos perceberem isso !

segunda-feira, fevereiro 02, 2004

domingo, fevereiro 01, 2004

Relance 91


"A vida é uma tragédia para aqueles que sentem; e uma comédia
para aqueles que pensam "

Provérbio Chinês

sábado, janeiro 31, 2004

Relance 90

Mais um Emaill, vindo do Brasil :

TEM COISA MELHOR?

Se apaixonar pela pessoa certa e ser correspondido.

Rir a ponto de não agüentar mais.

Um banho quente num dia de muito frio.

Sem limites em um supermercado.

Aquela encarada de fazer tremer.

Receber e-mail de alguém que vc gosta e que não manda nunca.

Dirigir por um lindo caminho.

Escutar sua música favorita tocar no rádio.

Deitar na cama e escutar a chuva cair.

Cheiro de terra molhada.

Pegar aquela chuva de verão e dar um beijo na chuva.

Tomar aquele banho e do rmir na sua própria cama depois de acampar durante 4
dias.

Toalhas ainda quente s, recém passadas.

Descobrir que a blusa que vc quer esta em promoção pela metade do preço.

Um milkshake de chocolate.

Uma ligação de alguém que está distante.

Um banho de espuma.

Uma boa conversa.

Achar uma nota de R$ 50 no casaco do inverno passado.

Rir de vc mesmo(a).

Ligações depois da meia-noite que duram horas.

Rir sem motivo nenhum.

Ter alguém pra dizer o quanto você e linda(o).

Rir de algo que acabou de lembrar.

Amigos.

Acidentalm ente ouvir alguém falando bem de você.

Acordar e descobrir que ainda pode dormir por mais algumas horas.

Gastar tempo com os velhos amigos ou fazer novos.

Brincar com o novo bichinho de estimação.

Ter alguém mexendo no seu cabelo.

Sonhar com coisas boas.

Realizar um sonho antigo.

Chocolate quente.

Viajar com os amigos.

Empacotar presentes debaixo da arvore de Natal enquanto come biscoito de
Chocolate.

Letras de musica no encarte do seu novo CD pra poder cantar junto sem se
sentir idiota.

Ir a um óptimo show.

Encarar um(a) lindo(a) desconhecido (a)

Ganhar um jogo super disputado.

Fazer bolo de chocolate e raspar a panela da calda.

Ganhar dos amigos biscoitos feitos em casa.

Segurar na mão de alguém que vc realmente gosta.

Encontrar um velho amigo e perceber que algumas coisas (boas ou ruins)nunca
mudam.

Ver a expressão no rosto de alguém quando abre o seu tão esperado presente.

Olhar o nascer do sol.

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Conseguir enxergar essas pequenas coisas boas da vida e saber dar muito
valor a isso.

Ter sorte.

Acordar toda manhã e agradecer a Deus por mais um lindo dia.





sexta-feira, janeiro 30, 2004

Relance 89


SEM NOME

Era tão pequeno
que ninguém o via
Dormia sereno,
enquanto crescia.


Sem falar pedia
-porque era semente-
pra ver a luz do dia
como toda a gente!


Não tinha usurpado
a sua morada.
Não tinha pecado.
Não fizera nada!


Foi sacrificado
enquanto dormia.
Esterilizado
com toda a mestria.


Antes que a tivesse
taparam-lhe a boca.
Tratado, parece,
Qual bicho na toca.


Não soltou vagido.
Não teve Amanhã.
Não ouviu: “Querido!”
Não disse: “Mamã!”



Não sentiu um beijo.
Nunca andou ao colo.
Nunca teve o ensejo
de pisar o solo...


...pezito descalço,
andar hesitante,
sorrindo no encalço
do abraço distante.


Nunca foi à escola
de sacola ao ombro,
nem olhou estrelas
com olhos de assombro.


Crianças iguais
à que ele seria,
não brincou com elas,
nem soube que havia!


Não roubou maçãs.
Não ouviu os grilos.
Não apanhou rãs
nos charcos tranquilos


Nunca teve um cão,
vadio que fosse,
a lamber-lhe a mão,
à espera do doce.


Não soube que há rios
e ventos e espaços
E invernos e estios
E mares e sargaços


E flores e poentes
E peixes e feras,
as hoje viventes
e as de antigas eras.


Não soube do Mundo!
Não viu a Magia!

Num breve segundo
Foi neutralizado
com toda a mestria:
Com as alvas batas,
máscaras de entrudo,
técnicas exactas,
mãos de especialistas...


Negaram-lhe TUDO!
O DESTINO INTEIRO!
Porque os abortistas
nasceram primeiro.





Autor: Dr. Renato de Azevedo
Advogado



quinta-feira, janeiro 29, 2004

Relance 88

De um amigo brasileiro, recebi um email, que convosco partilho.

Aprendi ......

Aprendí....
Que a melhor escola do mundo está nos pés dos mais velhos.

Aprendí....
Que quando se está apaixonado não dá para esconder.

Aprendí....
Que se apenas uma pessoa me disser "Você me fez ganhar o dia!", o meu dia está ganho.

Aprendí....
Que ter uma criança adormecendo em meus braços é uma das maiores sensações de paz do mundo.

Aprendí....
Que ser generoso é mais importante do que estar certo.

Aprendí....
Que nunca se deve dizer "não" ao presente de uma criança.

Aprendí....
Que eu sempre posso rezar por uma pessoa quando não tenho condições de ajudá-la de outra forma.

Aprendí....
Que não importa quão sério a vida me obrigue ser, todo mundo precisa de um amigo para brincar.

Aprendí....
Que às vezes tudo que uma pessoa precisa é uma mão para segurar e um coração para entendê-la.

Aprendí....
Que umas simples voltas no quarteirão com meu pai, nas noites quentes de verão, quando eu era criança fez maravilhas em mim quando fiquei adulto.

Aprendí....
Que a vida é como um rôlo de papel-higiênico. Quanto mais perto do fim, mais depressa passa.

Aprendí....
Que devemos estar contentes por Deus por não nos ter dado tudo que pedimos.

Aprendí....
Que o dinheiro não compra a elegância.

Aprendí....
Que são aqueles pequenos acontecimentos diários que fazem a vida tão espetacular.

Aprendí...
Que debaixo de uma couraça tem sempre alguém precisando de reconhecimento e amor.

Aprendí....
Que Deus não fez tudo em um dia. O que me faz achar que eu posso?

Aprendí....
Que ignorar os factos não muda a importância deles.

Aprendí....
Que quando se quer ficar "quites" com alguém, apenas estamos deixando que aquela pessoa nos fira de novo.

Aprendí....
Que o amor, e não o tempo, cura todas as feridas.

Aprendí....
Que o jeito mais fácil de crescer como pessoa é me cercar de pessoas melhores que eu.

Aprendí....
Que todas as pessoas que encontramos merecem ser recebidas com um sorriso.

Aprendí....
Que não há nada mais doce do que dormir com os filhos e sentir a respiração deles no rosto.

Aprendí....
Que ninguém é perfeito até que eu me apaixone.

Aprendí....
Que a vida é dura, mas que eu sou mais duro.

Aprendí....
Que as oportunidade não se perdem; alguém vai agarrar as que eu perdí.

Aprendí....
Que quando se cultiva tristezas, a felicidade vai bater noutro lugar.

Aprendí....
Que eu gostaria de ter dito mais uma vez a meu pai que eu o amo antes dele morrer.

Aprendí....
Que se deve usar palavras suaves e macias porque, talvez amanhã, tenhamos que engolí-las.

Aprendí....
Que um sorriso é a forma mais barata para se melhorar o visual.

Aprendi....
Que não posso escolher como me sinto, mas que posso escolher
como reagir a isto.

Aprendí....
Que quando seu bebê segura forte seu dedo mindinho, que você foi fisgado para a vida toda.

Aprendí....
Que todo mundo quer viver no topo da montanha, mas que toda a felicidade eo crescimento está na escalada.

Aprendí...
Que émelhor dar conselho somente em duas circunstâncias; quando for pedido e quando for uma questão de vida ou morte.

Aprendí....
Que quanto menos tempo eu gastar fazendo uma coisa, mais coisas eu faço.

quarta-feira, janeiro 28, 2004

Relance 87

Não é de ninguém

O debate à volta da despenalização do aborto não é uma simples discussão política. Trata-se de um confronto civilizacional decisivo, onde se joga o futuro da nossa sociedade. O que está em causa não é a sorte de algumas pessoas, mas toda a nossa cultura, porque o que se digladia são duas formas opostas de ver o humano.

O ponto crucial é o de saber a razão por que pessoas sérias e sensatas consideram aceitável aquilo que milénios de civilização sempre repudiaram. Uma comparação ajuda a compreendê-lo. Suponha que estava pacificamente a almoçar num restaurante e alguém o vinha insultar porque, ao deitar fora os caroços da sua fruta, está a destruir árvores antes de nascerem. Evidentemente que ficaria surpreendido com a acusação. É verdade que a laranja é a forma de reprodução da laranjeira. Mas ali a fruta não é semente, é sobremesa; o caroço não é uma futura planta, é apenas um incómodo na refeição.

Assim se entende a indignação dos defensores da liberalização do aborto. Hoje ninguém tem dúvidas que o sexo, tal como a laranja saboreada, tem como único objectivo o prazer. Que desse divertimento resulte um embrião é um percalço desagradável que, tal como o caroço, deve ser removido de forma higiénica e expedita. Por isso se vê tanta irritação à volta do julgamento de mulheres que abortaram. Elas não fizeram mal nenhum. Apenas limparam alguns efeitos laterais do seu legítimo deleite.

Como é possível que, neste mundo sofisticado e desenvolvido, um ser humano fique reduzido à condição de detrito removível? Uma canção popular pode ajudar-nos a entendê-lo. Num álbum significativamente intitulado O Caminho da Felicidade, os Delfins incluíram o tema Nasce Selvagem. A letra afirma «Mais do que a um país, que a uma família ou geração, mais do que a um passado, que a uma história ou tradição, tu pertences a ti, não és de ninguém... Mais do que a um patrão, que a uma rotina ou profissão, mais do que a um partido, que a uma equipa ou religião, tu pertences a ti, não és de ninguém... Vive selvagem e para ti serás alguém. Nesta viagem, quando alguém nasce, nasce selvagem, não é de ninguém» (M. Ângelo/F. Cunha). Note-se como esta canção exprime bem um dos mitos definidores do nosso tempo. A liberdade total é o nosso grande sonho e a confiança na natureza, com tons ecológicos, o meio de lá chegar. A sociedade é corrupta, prende e destrói. Ser selvagem é a ânsia de todos hoje, sobretudo os jovens.

Mas, ao mesmo tempo, é importante notar a espantosa mentira em que se baseia o poema. Quando alguém nasce, se for de ninguém, morre logo. Um bebé é completamente dependente, nada livre. Mas se pertencer a uma família, se for acolhido pela sua geração, numa história e tradição, então torna-se gente. E, ainda mais, se se integrar numa equipa, num partido, se confessar uma religião, se aprender uma profissão e tiver emprego e patrão, então poderá ser um cidadão livre, ganhar a vida, não ser de ninguém. A canção diz exactamente o oposto da verdade evidente.

Assim é fácil de comprender de onde vêm as terríveis distorções que nos rodeiam, conduzindo à infâmia suprema, o aborto. Na busca da liberdade selvagem, cada um toma o seu prazer como absoluto, mesmo que isso destrua os frágeis que perturbam esse gozo. Ao acreditar que quem nasce não é de ninguém, a sociedade impõe que, antes de nascer, não se seja ninguém.

João Cesar das Neves



Relance 86

Quando a porta da felicidade se fecha, outra porta se abre.
Porém, estamos
tão presos àquela porta fechada que
não somos capazes de ver o novo caminho que se abriu.

Anónimo

segunda-feira, janeiro 26, 2004

Relance 85

Um Pai nosso por Milkos Fehér

Pai nosso que estais no Céu,
Santificado seja Vosso nome.

Venha a nós o Vosso reino,
Seja feita a Vossa vontade,
Assim na terra como no Céu.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje.

Perdoai as nossas ofensas,
Assim como nós perdoamos,
A quem nos tenha ofendido.

Não nos deixei cair em tentação,
Mas livrai-nos do mal.

Amém

domingo, janeiro 25, 2004

Relance 84

Milkos Fehér Faleceu

O húngaro Miklos Féher morreu, este domingo, no Hospital de Guimarães, após ter caído inanimado no fim do V. Guimarães-Benfica. O jogador foi dado como morto às 23:10.
( Noticia TSF 25 .01. 2004 )


Hoje foi um dia muito triste para mim.

Como sempre (quando não vou ao estádio), sentei-me perante a televisão para ver o jogo do "meu" Benfica .
Um jogo não muito agradável, mas que parecia, para mim mudar de figura quando o Benfica marca o golo da vitoria já em tempo de compensação ..... poucos minuntos depois Feher (jogador por quem tinha simpatia desde os tempos que jogava no Braga), cai redondo no relvado.
Senti o desespero de todos jogadores, mãos na cabeça, e lágrimas. Lágrimas que também já rolavam pelo o meu rosto,,, juntamente com muita Oração.
O meu grande desejo que Fehér sobrevivesse .. não se concretizou .
A tristeza e a mágoa, tomaram conta de mim.

Mais uma vez aprendi uma grande lição : Na verdade não somos nada. Porque tantas vezes , tantas "guerras" , conflitos e problemas... para quê ?? Se tudo se pode apagar num ápice .
Ha que aproveitar a vida para a viver melhor possível e com felecidade junto de todos aqueles que nos rodeiam .

Rezo para que Miklos Fehé esteja perto de Deus e que sua alma esteja em conforto e em Paz .



sábado, janeiro 24, 2004

Relance 83

Noticia do dia !

Fátima Felgueiras é de novo presidente

FÁTIMA Felgueiras é legalmente, a partir desta semana, presidente da Câmara de Felgueiras. O facto decorre de um acórdão do Tribunal Constitucional que considerou ilegal a decisão do juiz de suspender Felgueiras do exercício das suas funções políticas.
Jornal Expresso (24.01.2004)

Agora pergunto eu , o que dizem os muitos engravatados e doutores que deram a cara dizendo que anterior decisão era correcta e que nalguns casos até ganharam protagonismo com esta situação !!??


Relance 82

O Amor e a Razão

Numa relação é curioso que as vezes temos que dar voz ao coração e noutros casos a Razão. Explico: Ambas situações fazem sentido , e não se contrariam .

quinta-feira, janeiro 22, 2004

Relance 81

O Aborto , O negocio e a estratégia frustrada !

“Se todos são unanimes que o aborto é errado, porque então facilitá-lo ?? “


Faz 5 anos sobre o referendo em que os portugueses rejeitaram a legalização total do aborto. Os portugueses decidiram, de livre vontade, que o direito à vida é fundamental e tem que ser respeitado. Dias depois do referendo, sabe-se em praça pública que uns (anti ) Democratas , elegem como principal prioridade, novamente, a legalização total e livre do Aborto, não respeitando o resultado recente e ofendendo um órgão de soberania.
Desde então, delinearam uma estratégia, muitas vezes com apoio de alguma comunicação social, para impor a sua vontade. Numa postura arrogante, julgando-se os únicos portadores da verdade, tudo têm feito: projectos na Assembleia da República ( até já perdi o numero de projectos, por serem cada vez mais), tentativa de imposição de um projecto europeu, pedido de indulto ao Presidente da República “por razões humanitárias “ para um parteira e (pasmem-se!) criaram até uma conta para pagar as viagens das senhoras que querem abortar no estrangeiro.
E agora recentemente o regresso da discussão deste tema na Assembleia da República, através do Partido Comunista Português , já com data marcada para o dia 3 de Março .

O meu objectivo é mostrar nestas linhas, que esta estratégia tem tanto de errada, atabalhoada, confusa e, na minha opinião, muitas vezes demonstrando má fé e, nalguns casos, até uma tentativa de um negócio.

E então é assim :

- Principalmente o PCP e Bloco de Esquerda , alguns sectores de opinião e lobbies, definem como principal objectivo político a legalização total do aborto. Porque o fazem ??? Estarão preocupados com as mulheres ??? Penso que não..... O que fizeram estes no terreno para ajudar mães solteiras, gravidas aflitas e mulheres desesperadas?? Nada vezes nada.

Por outro lado, nós Pró Vida, criámos associações, apoio através de linhas telefónicas e apoio social no terreno. Por exemplo, quem não se lembra de uma das associações por nós criada, andar por aí , a pedir ajuda em milhares de cartazes espalhados pelo pais? O relógio dos bebés da Swatch , “ O Fraldinhas “, era para ajudar a “nossa” Ajuda de Berço.


O que faz estes ”pseudo-esquerdistas intelectuais” movimentar-se e correr? Apetece dar razão a uma criança de 6 anos, que tem sido por nós apoiada, que diz “Eles querem é aparecer na televisão !”
“Para bom entendedor meia palavra basta ,” mas inocência das crianças, às vezes, acerta em cheio.




- Uma vez que os portugueses não querem o Aborto, viraram-se para a Europa. Uma tal de Anne Van Lancker, deputada belga, apresentou no Parlamento Europeu um projecto em que recomenda que todos os países da Comunidade Europeia legalizem o Aborto, isto é, que este seja livre e universalmente acessível...... digamos gratuito.
Mas a pouca vergonha não acaba aqui porque este relatório até recomenda o financiamento das organizações que orientam mulheres para clinicas de aborto! É aqui que começa o negócio .. !
Tudo isto com o dinheiros dos meus e dos seus impostos, amigo leitor.
Para além disto, não podemos esquecer que o projecto ( que até já foi aprovado) é totalmente ilegal pois atraiçoa o ideal europeu e contraria os próprios fundamentos da União, nomeadamente o respeito pela a vida humana e pela dignidade de todos os seres humanos, violando logo o 1 ª artigo da Carta dos Direitos fundamentais da União Europeia. que diz claramente ” A dignidade do ser humano é inviolável. Deve ser respeitada e protegida “

Mas a estratégia “pró-aborto” continua com iniciativas de “bradar ao céus “! Então não é que conseguiram que fosse concedido um indulto do Presidente da República por questões humanitárias à parteira do caso da Maia, condenada a oito anos e meio de prisão por crimes de pratica de aborto, tráfico de estupefacientes, peculato e falsificação de documentos? E tudo isto com o patrocínio de figuras públicas como António Barreto, Boaventura dos Santos, Sérgio Godinho, Rui Zink, entre outros.

Poderia deixar aqui mais exemplos do desespero destas pessoas, mas guardo para o fim um exemplo que chega a raiar o escândalo e o ridículo. Há uns tempos atrás, uma dita associação que muito poucas pessoas conhecem, de seu nome ” Movimento de cidadãos pelo Serviço nacional de Saúde“ promoveu a abertura de uma conta “solidária” (como se promover a morte fosse ser solidário), para que as senhoras que queiram abortar possam usufruir desse dinheiro para viajar para o estrangeiro para interromper a sua gravidez. Tudo isto num país em que, quer se queira ou não, o Aborto é crime !

O projecto do Partido Comunista Português, que irá ser discutido no próximo dia 3 de Março, será mais uma frustração para os Pro – Abortistas. O Projecto será Reprovado com os votos da maioria que sustenta o governo e alguns deputados do Partido Socialista .

Quanto mim, dirigente nacional da Juventude Socialista, sou constantemente criticado não só na JS mas também no PS por ter esta posição pró-vida que contraria a maioria dos meus colegas de partido que me aconselham a estar calado, e que me me avisam que me estou a queimar politicamente, dizendo mesmo : “ Mas Cláudio, o que é que tu ganhas com tudo isso ??
Eu respondo sempre que não estou nas coisas para ganhar. Estou porque acredito !

E porque acredito, aqui deixo hoje estes alertas, para que estejamos todos juntos e informados a lutar pelo o Dom mais bonito e importante de todos : A Vida.


Para que consigamos trabalhar, e de preferência com muitas crianças, por uma sociedade onde prefiramos a Luz, a Alegria, a Paz, o Amor e a .... Vida, porque na verdade, a história da humanidade sempre mostrou que a morte nunca foi solução para nada..
SIM ! Vale a Pena viver !

Cláudio Anaia

Relance 80

Senhor dos Anéis 3

Acabei de chegar do cinema. Fui ver o Senhor dos Anéis 3.
Excelente filme, da trilogia para mim, o melhor.
Muita acção e aventura conjugado com bons efeitos especiais.... mas o que quero aqui destacar, e que se calhar , poucas pessoas tinha reparado é a relação de Frodo (principal protagonista) e o seu amigo Sam.
Em varias partes do filme, Frodo tem desconfianças e chega mesmo a "descartar" o seu fiel amigo, sempre de forma injusta.
Mas Sam, sempre com uma lealdade e solidariedade, nunca abandona seu amigo e chega mesmo a salvar a vida dele varias vezes .
É esta postura descomprometida e de entrega que Sam tem para com o seu amigo Frodo que quero aqui louvar ....

terça-feira, janeiro 20, 2004

Relance 79


FAZ PENA

Faz pena assistir ao debate sobre o aborto. Faz pena que o Partido Socialista não perceba que, mais uma vez, anda a reboque do Bloco de Esquerda. Faz pena que o PCP qualifique todos os que, pela simples razão de se manterem firmes nas suas convicções, são arrogantes e hipócritas. Faz pena que não se lembrem que também eles, os comunistas, por pensarem o que pensam já foram no passado acusados das coisas mais inconcebíveis. Faz pena que os que defendem a discriminação até às 10, ou 12 semanas não digam que a partir das 10 semanas e um dia, ou das 12 semanas e um dia a mãe que pratica o aborto é afinal, para eles, uma criminosa. Faz pena que não tenham a honestidade de dizer quem perde horas de sono, oferece fins de semana, recebe crianças em casa e apoia de facto famílias em necessidade, são os mesmos que não apoiam a legalização do aborto. Faz pena que tragam Deus à conversa, quando afinal se trata apenas de saber se um feto é ou não vida humana. Faz pena que o argumento utilizado é apenas que “em toda a Europa” o aborto já é permitido, como se tudo o que viesse da Europa fosse um dogma a ser aceite sem reservas. Faz pena que quem quer a legalização do aborto não aceite discutir, ou afirmar sem tibiezas quando afinal começa a vida, porque a questão não é somenos importância. Faz pena que não percebam que afinal é preciso um critério legal para definir o início da vida. Faz pena que não reconheçam que se afinal “aquilo” é vida, então não pode ser eliminada. Faz pena que não percebam que uma coisa é condenar o acto, outra é condenar quem o pratica porque, por vezes, parece não haver outra solução. Faz pena que não ouçam quem defende para as mães que abortaram não necessariamente a prisão, mas a formação e o apoio efectivo. Faz pena que não entendam que ninguém pode impedir um outro de nascer. Faz pena ouvir que se ninguém pode obrigar ninguém a ter um filho, o que é verdade, já se aceita que a mãe obrigue o filho a não nascer. Faz pena que o único consolo que têm para oferecer a uma mãe em dificuldades é que pode “desembaraçar-se do filho” de forma higiénica e barata. Faz pena que não digam que afinal é bom viver, independentemente da vontade dos progenitores. Faz pena o descrédito do deputados na felicidade de alguém que teve o azar de não ser desejado. Faz pena que não conheçam mais crianças adoptadas, porque perceberiam que o destino de alguém não desejado não tem que ser, forçosamente, o caixote de lixo. Faz pena verificar que quem é geneticamente deficiente é mal aceite na sociedade. Faz pena que os deputados deste país não exijam maiores apoios às mães em dificuldades. Faz pena constatar que os deputados apoiam o mais forte contra o mais fraco. Faz pena que não exijam mais educação/ formação. Faz pena constatar que existem mães empurradas a rejeitar filhos porque nunca há dinheiro para a família. Faz pena pensar que se o resultado do referendo tivesse sido outro, os que agora pedem a sua repetição não o consentiriam.
E os hipócritas somo nós!

Pedro Vassalo

segunda-feira, janeiro 19, 2004

Relance 78


P@lavr@s Livres

Aqui vos deixo com um texto de um dos maiores Bloguistas que conheço, o Brasileiro : Paulo Bicarato

Muita gente me escreve dizendo que o Alfarrábio é isso ou aquilo, faz críticas, elogia, sugere. E eu sempre repito: não tem um que é *mais* que outro - o mais importante, e que muitos ainda não se tocaram, é exatamente essa troca livre de informações, efetivando a rede, reforçando e multiplicando links.

Para completar, ainda há alguns analistas que surpreendem pela miopia: ao falar sobre blogs, questionam o número de acessos, por exemplo, entre outras características que têm interesse única e exclusivamente comercial. Mas os blogs não têm qualquer interesse comercial, em princípio. Podem, até, em determinados casos, acabar dando origem a algum projeto com interesse comercial, mas aí deixam de ser blogs.

A voz pessoal de cada um, reverberando na rede, é que caracteriza essa efetivação da liberdade de expressão. E todos temos algo a dizer. Assim, somos vozes particulares, únicas, mas que ao ecoar aqui e ali geramos um feedback, que gera outras manifestações, que se multplicam geometricamente... Obviamente, há quem tenha algo a mais a dizer do que outros. O link para um ou outro, no entanto, é exatamente do mesmo tamanho: basta um clique.

Ou seja: cada blog tem seu papel nessa revolução da informação. Uns mais modestos, outros mais ousados, mas todos são imprescindíveis nesse processo. Em primeiro lugar, porque todos somos reais: o blog é a expressão viva de cada um que ousa exercer seu direito de se expressar livremente. Em segundo lugar, porque ninguém está aí para falar à tôa: se eu digo, escrevo algo, é para que os outros ouçam, leiam. E, finalmente, porque no final das contas os protagonistas seriam apenas estrelas solitárias se não houvessem os coadjuvantes. Não sei quem são as estrelas ou os coadjuvantes, só sei que é o conjunto das atuações de todos eles que dá o brilho da obra. E, aqui na rede, um mais um será sempre muito mais do que dois.

domingo, janeiro 18, 2004

Relance 77

Declarações de Vítor Constancio ao Jornal Público


Assim, sem mais imigrantes, mais anos de trabalho e mais filhos, "a Europa entra em declínio e terá dificuldades crescentes para resolver os seus problemas sociais", justifica.

Numa altura em que se fala, em mais uma tentativa de legalização do Aborto em Portugal, Vitor Constancio ex Secretario Geral do Partido Socialista, não deixa dúvidas . Para a Europa ser forte, tem que haver mais nascimentos de crianças.
Para bom entender , meia palavra basta !



sexta-feira, janeiro 16, 2004

Relance 76

Um Amigo...

Aceita-te como és

Acredita em ti

Nunca se Ri de ti

Admira todas as partes da tua pessoa (inclusive as partes

inacabadas)

Perdoa os teus erros

Que entrega-se condicionalmente

Ajuda-te

Te diz tudo acerca do seu coração

Te ama por aquilo que és

Haja uma diferença na tua vida

Nunca te goza

Oferece-te seu apoio

Te ajuda a levantar

Acalma teus medos

Eleva teu espírito

Diz coisas lindas acerca de ti

Te diz a verdade quando precisas de ouvi-la

Te compreende

Te valoriza

Caminha a teu lado

Te explica coisas que tu não entendes

Grita se necessário, quando tu não queres ver a realidade

quinta-feira, janeiro 15, 2004

Relance 75

Excelente texto

Numa altura em que os "grandes democratas" fazem tabúa rasa , de o resultado do referendo de há 5 anos e que pretendem ir de refrendo em referendo até conseguirem a legalização total do aborto . Aqui fica um pequeno texto de um grande amigo sobre este tematica , Nuno Serras Pereira .

Eles Sabem

Que a vida humana começa no momento da fecundação é um facto não só reconhecido pela ciência, mas também pelos próprios defensores do aborto. Porém, a dissimulação faz parte da estratégia abortista. Negam perante os outros aquilo que lhes é evidente: “Não lhes chameis bebés. Fazei de conta que o não são. Uma vez admitido que o sejam, as vossas argumentações poderiam ser vistas por aquilo que realmente são: razões para o infanticídio.” (Regra principal dos abortistas nos USA, In RANDY ALCORN, «Dalla Parte Della Vita, Astea, 1994, p. 38). No entanto às vezes escapa-lhes, publicamente, a boca para a verdade. De um editorial pró-aborto no ‘California Medicine’: “Dado que a antiga ética não foi inteiramente varrida, foi necessário separar a ideia de aborto da de morte, pois esta continua a ser socialmente detestável. O resultado é uma singular negação do dado científico, patente a todos, de que a vida humana se inicia na concepção.” («A New Ethic for Medicine and Society», editorial, in California Medicine, Setembro 1970, p. 68). Noutro editorial o New Republic declara: “Não há claramente nenhuma distinção lógica ou moral entre um feto e um pequeno bebé; a possibilidade livre de abortar não pode ser racionalmente distinguida da eutanásia. Apesar disso nós somos a seu favor.” («The Unborn and the Born again», editorial, 2 Julho 1977, p. 6). Finalmente, a psicóloga abortista M. Denes escreveu: “Penso verdadeiramente que o aborto seja um homicídio de uma qualidade muito especial ... . E não é possível que nenhum médico nele envolvido se possa enganar a si mesmo a esse respeito.” (MAGDA DENES, «The Question of abortion», in Commentary, nº 62, Dezembro 1976, p. 6).






quarta-feira, janeiro 14, 2004

Relance 74

Bloguismo " Terrorista "

Acho que um Blog é um espaço de opinião interessante onde devemos partilhar com todos aquilo que pensamos ou sentimos . Inclusive o meu blog esta aberto a amigos e convidados para debates e troca de opiniões .
È isso que tento sempre fazer .
Mas infelizmente este valioso instrumento de informação, que são os bloggers esta a tornar -se cada vez mais num espaço de intriga , " lavagem de roupa suja", difamação e baixa política.
Mais grave ainda quando sei, que muitas das pessoas que alimentam esta forma suja de estar na vida são figuras publicas e nalguns casos conhecidas nível nacional e noutros casos conhecidas na sua comunidade , na sua cidade .
É verdade, que tenho muitas vezes sido alvo dessa gente. que sabe se lá porquê, me ataca sempre difamando e numa autentica postura de "bota abaixo", critica só por criticar. E ainda por cima cobardemente e sem rosto, porque esses blogs na maioria das vezes não são devidamente indetificados.
Tenho a certeza absoluta , quando um dia alguém teve a ideia brilhante da criação destes espaços, não foi para aquilo que eles se estão a tornar .

terça-feira, janeiro 13, 2004

Relance 73

Síndroma Anti Clerical Obsessivo


A coisa mais difícil do mundo é conhecermo-nos a nós mesmos, e o mais fácil é falar mal dos outros.

(Tales de Mileto)


Tenho assistido com alguma indignação as criticas injustas e inconsequentes que algumas organizações e pessoas fazem a Igreja Católica
Lamento, mas como lamento que se esqueçam o bom trabalho desenvolvido pela a igreja, por exemplo, com as classes desfavorecidas (é sabido que a larga maioria de pobres em Portugal são apoiados pela igreja católica)
Mais grave, quando sei, que muitas dessas organizações / pessoas pouco ou nada fazem para melhorar ou mudar o que esta mal em tudo o que nos rodeia e apenas querem satisfazer a sua necessidade de má língua e de critica pela critica sem fundamentos,. Por isso, a frase de entrada deste texto de Tales Mitelo encaixa como uma luva nestes doentes com o síndroma anti Clerical Obsessivo

segunda-feira, janeiro 12, 2004

Relance 72

Pensamento do dia

O verdadeiro amor nunca se esgota. Quanto mais se dá, mais se tem."


(Saint-Exupéry)

domingo, janeiro 11, 2004

Relance 71

Hoje é dia do Senhor !

Cheguei agora da igreja . Depois de ter dado uma sessão de catequese e participado na missa , tenho estado a ler um livro sobre o papa Joao XXIII.
Uma das principais referencias da minha vida , este homem mostrou um grande caracter, defensor do valor ecumenico e principal incentivador do Concilio Vaticano II.
Aqui fica uma pequena homenagem com a sua biografia :

PAPA JOÃO XXIII


Nasceu no dia 25 de Novembro de 1881 em Sotto il Monte, diocese e província de Bérgamo (Itália), e nesse mesmo dia foi baptizado com o nome de Angelo Giuseppe; foi o quarto de treze irmãos, nascidos numa família de camponeses e de tipo patriarcal. Ao seu tio Xavier, ele mesmo atribuirá a sua primeira e fundamental formação religiosa. O clima religioso da família e a fervorosa vida paroquial foram a primeira escola de vida cristã, que marcou a sua fisionomia espiritual.

Ingressou no Seminário de Bérgamo, onde estudou até ao segundo ano de teologia. Ali começou a redigir os seus escritos espirituais, que depois foram recolhidos no "Diário da alma". No dia 1 de Março de 1896, o seu director espiritual admitiu-o na ordem franciscana secular, cuja regra professou a 23 de Maio de 1897.

De 1901 a 1905 foi aluno do Pontifício Seminário Romano, graças a uma bolsa de estudos da diocese de Bérgamo. Neste tempo prestou, além disso, um ano de serviço militar. Recebeu a Ordenação sacerdotal a 10 de Agosto de 1904, em Roma, e no ano seguinte foi nomeado secretário do novo Bispo de Bérgamo, D. Giacomo Maria R. Tedeschi, acompanhando-o nas várias visitas pastorais e colaborando em múltiplas iniciativas apostólicas: sínodo, redacção do boletim diocesano, peregrinações, obras sociais. Às vezes era também professor de história eclesiástica, patrologia e apologética. Foi também Assistente da Acção Católica Feminina, colaborador no diário católico de Bérgamo e pregador muito solicitado, pela sua eloquência elegante, profunda e eficaz.

Naqueles anos aprofundou-se no estudo de três grandes pastores: São Carlos Borromeu (de quem publicou as Actas das visitas realizadas na diocese de Bérgamo em 1575), São Francisco de Sales e o então Beato Gregório Barbarigo. Após a morte de D. Giacomo Tedeschi, em 1914, o Pade Roncalli prosseguiu o seu ministério sacerdotal dedicado ao magistério no Seminário e ao apostolado, sobretudo entre os membros das associações católicas.

Em 1915, quando a Itália entrou em guerra, foi chamado como sargento sanitário e nomeado capelão militar dos soldados feridos que regressavam da linha de combate. No fim da guerra abriu a "Casa do estudante" e trabalhou na pastoral dos jovens estudantes. Em 1919 foi nomeado director espiritual do Seminário.

Em 1921 teve início a segunda parte da sua vida, dedicada ao serviço da Santa Igreja. Tendo sido chamado a Roma por Bento XV como presidente nacional do Conselho das Obras Pontifícias para a Propagação da Fé, percorreu muitas dioceses da Itália organizando círculos missionários.

Em 1925, Pio XI nomeou-o Visitador Apostólico para a Bulgária e elevou-o à dignidade episcopal da Sede titular de Areopolis.

Tendo recebido a Ordenação episcopal a 19 de Março de 1925, em Roma, iniciou o seu ministério na Bulgária, onde permaneceu até 1935. Visitou as comunidades católicas e cultivou relações respeitosas com as demais comunidades cristãs. Actuou com grande solicitude e caridade, aliviando os sofrimentos causados pelo terremoto de 1928. Suportou em silêncio as incompreensões e dificuldades de um ministério marcado pela táctica pastoral de pequenos passos. Consolidou a sua confiança em Jesus crucificado e a sua entrega a Ele.

Em 1935 foi nomeado Delegado Apostólico na Turquia e Grécia: era um vasto campo de trabalho. A Igreja tinha uma presença activa em muitos âmbitos da jovem república, que se estava a renovar e a organizar. Mons. Roncalli trabalhou com intensidade ao serviço dos católicos e destacou-se pela sua maneira de dialogar e pelo trato respeitoso com os ortodoxos e os muçulmanos. Quando irrompeu a segunda guerra mundial ele encontrava-se na Grécia, que ficou devastada pelos combates. Procurou dar notícias sobre os prisioneiros de guerra e salvou muitos judeus com a "permissão de trânsito" fornecida pela Delegação Apostólica. Em 1944 Pio XII nomeou-o Núncio Apostólico em Paris.

Durante os últimos meses do conflito mundial, e uma vez restabelecida a paz, ajudou os prisioneiros de guerra e trabalhou pela normalização da vida eclesial na França. Visitou os grandes santuários franceses e participou nas festas populares e nas manifestações religiosas mais significativas. Foi um observador atento, prudente e repleto de confiança nas novas iniciativas pastorais do episcopado e do clero na França. Distinguiu-se sempre pela busca da simplicidade evangélica, inclusive nos assuntos diplomáticos mais complexos. Procurou agir sempre como sacerdote em todas as situações, animado por uma piedade sincera, que se transformava todos os dias em prolongado tempo a orar e a meditar.

Em 1953 foi criado Cardeal e enviado a Veneza como Patriarca, realizando ali um pastoreio sábio e empreendedor e dedicando-se totalmente ao cuidado das almas, seguindo o exemplo dos seus santos predecessores: São Lourenço Giustiniani, primeiro Patriarca de Veneza, e São Pio X.

Depois da morte de Pio XII, foi eleito Sumo Pontífice a 28 de Outubro de 1958 e assumiu o nome de João XXIII. O seu pontificado, que durou menos de cinco anos, apresentou-o ao mundo como uma autêntica imagem de bom Pastor. Manso e atento, empreendedor e corajoso, simples e cordial, praticou cristãmente as obras de misericórdia corporais e espirituais, visitando os encarcerados e os doentes, recebendo homens de todas as nações e crenças e cultivando um extraordinário sentimento de paternidade para com todos. O seu magistério foi muito apreciado, sobretudo com as Encíclicas "Pacem in terris" e "Mater et magistra".

Convocou o Sínodo romano, instituiu uma Comissão para a revisão do Código de Direito Canónico e convocou o Concílio Ecuménico Vaticano II. Visitou muitas paróquias da Diocese de Roma, sobretudo as dos bairros mais novos. O povo viu nele um reflexo da bondade de Deus e chamou-o "o Papa da bondade". Sustentava-o um profundo espírito de oração, e a sua pessoa, iniciadora duma grande renovação na Igreja, irradiava a paz própria de quem confia sempre no Senhor. Faleceu na tarde do dia 3 de Junho de 1963.



sexta-feira, janeiro 09, 2004

Relance 70

POEMA EM LINHA RECTA

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Eu que tenho enrolado publicamente os pés nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais rídiculo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito feito vergonhas financeiras, pedindo emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco.

Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e fala comigo
Nunca teve um acto rídiculo, nunca sofreu um enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?

Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus sueriores sem titubear?

Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Fernando Pessoa

quinta-feira, janeiro 08, 2004

Relance 69

Reflexão !


Um amigo é uma pessoa com a qual se pode pensar em voz alta.

(Ralph Waldo Emerson )

Relance 68

Casa Pia

Resisti a mais de três meses em falar na Casa Pia no meu Blog.

Abuso sexual de crianças , piorando quando é com crianças com carenciadas . A minha sensibilidade , faz- me sentir nojo de tudo o que se tem passado.
Muito se tem dito, muito se tem escrito, mas muito pouco se tem defendido quem é vítima de toda esta situação .

Dia após dia , desfilam nomes das mais variadas pessoas, mas curioso ou não, na política, todos eles com ligações ao PS, Paulo Pedroso, Ferro Rodrigues. Jorge Sampaio, Jaime Gama e hoje Mário Soares.

Parece que se anda a brincar com coisas sérias neste pais que cada vez mais trilha um caminho sem rumo, sem orientação e sem responsabilidade .

Justiça e Liberdade SIM, mas NÃO desta forma abandalhada !

E uma coisa eu garanto, ou se muda de comportamento e atitude ou Portugal nunca será levado a sério por este mundo fora .... e eu sei do que estou a falar. porque quando tenho oportunidade de viajar é isso que eu sinto muitas vezes .