sexta-feira, maio 14, 2004

Relance 161

Fim dos Blogs ???

.



De um amigo recebi uma mensagem que aqui vos deixo :

"Companheiro:

30 anos depois de Abril, a censura e o lápis azul estão de regresso a Portugal.

A ANACOM (Autoridade das Comunicações) está a preparar-se para encerrar os Blogs. (O teu também).

Os Blogs, um fenómeno da nossa sociedade e do avanço da democracia são espaços de cidadania e de liberdade de opinião. Pois é essa liberdade de opinião que a maioria PSD-CDS se prepara agora para calar. 30 anos depois de Abril a liberdade
vai desaparecendo, vai sendo comida. Como o Zeca cantava "Eles comem tudo, eles comem tudo".

quinta-feira, maio 13, 2004

Relance 160

Um Ponto de Vista ...

O Pedro Mexia mostra neste texto um pouco o seu sentimento anti Clerical . Mas o Relances é um espaço de opinião democrático, por isso aqui fica a sua mensagem ...

.

Fado, Futebol e Fátima

“Passemos a Fátima. O que mudou? Fátima continua um fenómeno, arrasta multidões, permanece atracção turística. Mas, alargando um pouco o conceito de «Fátima», temos de reconhecer que o catolicismo continua invulgarmente beneficiado para o que seria normal num Estado laico. Transmissões na TV pública, bispos nas inaugurações, padres nas instituições estatais, católicos sobre representados nas matérias «éticas», e muito mais. Isso, paradoxalmente, com o catolicismo cada vez mais em crise, em todos os índices e indícios. Não podemos pois escamotear que nos encontramos atrasados em matéria de laicidade. Com excepção de apoios e benefícios em matérias de interesse público, como a saúde, a acção social e o ensino, o domínio religioso devia pertencer apenas à «sociedade civil», sem nenhum nexo especial com a esfera pública. A religião é, por natureza, dos indivíduos, e só tem trazido maus resultados a sua promoção ou cooptação pelo poder. Esperemos que a revisão da Concordata e outros acertos afastem definitivamente o Estado português do modelo salazarista (aliança com a religião) mas também do modelo francês (contra a religião). Porque nos trinta anos que levamos de democracia o factor a que, por simplicidade, chamamos «Fátima», mudou menos do que seria lógico.”

Pedro Mexia




terça-feira, maio 11, 2004

Relance 157

Desabafos de um Jornalista

.

Ser Jornalista é...

Tenho-me vindo a interrogar acerca da profissão de jornalista. O que é, de facto, um jornalista? Segundo o Estatuto do Jornalista (Lei n.º 1/99 de 13 de Janeiro), "São considerados jornalistas aqueles que, como ocupação principal, permanente e remunerada, exercem funções de pesquisa, recolha, selecção e tratamento de factos, notícias ou opiniões, através de texto, imagem ou som, destinados a divulgação informativa pela imprensa, por agência noticiosa, pela rádio, pela televisão ou por outra forma de difusão electrónica".
Diz, ainda o n.º 2 do artigo 1º deste mesmo diploma que, "Não constitui actividade jornalística o exercício de funções referidas no número anterior quando desempenhadas ao serviço de publicações de natureza predominantemente promocional, ou cujo objecto específico consista em divulgar, publicitar ou por qualquer forma dar a conhecer instituições, empresas, produtos ou serviços, segundo critérios de oportunidade comercial ou industrial".

Ora, fazendo uma avaliação daquilo que fiz nos últimos dois anos e dois meses, foi precisamente este (o n.º 2), o meu trabalho ao serviço deste "magno diário nortenho".

Contudo, e como se o que fiz não bastasse e/ou fosse suficiente para incrementar o meu Curriculum Vitae, perdi meia hora do meu precioso tempo a compilar e a reunir na minha mente, tudo aquilo que fiz e/ou desempenhei.

Comecemos pela fotografia. Sim, era eu que tirava todas as fotografias que ilustravam as minhas "reportagens" e, verdade seja dita, captei excelentes fotografias; muitas delas, muito mal empregues para as publicações onde sairam.

Em segundo lugar, e ainda relacionado com a fotografia, muitas vezes fui eu ao laboratório de fotografia comprar rolos para a secretária do Sr. director ter em stock para nos dar; não tiveram conta as vezes que fui ao laboratório levar rolos para revelar ou buscar negativos já prontos para serem digitalizados. E olhem que o laboratório não era "ali ao lado"; da redacção ao dito cujo, distavam quase 4 quilómetros... era o mais perto que havia daquele fim do mundo onde trabalhavamos...

Terceira função do jornalista: estacionar os carros na garagem. Quantas e quantas vezes não tirei eu da garagem aqueles ferros velhos pela manhã; quantas e quantas vezes não os voltei a colocar lá ao fim do dia...

Quarta função: levar os carros à oficina. Só a bendita daquela DV, teve o privilégio de ser eu a leva-la duas vezes para lhe mudarem o óleo. Isto, sem contar com aquela vez que a levei a uma oficina, na Maia, perto da fábrica da Milanesa, para lhe fazerem uma "limpeza, porque tinha que ir à inspecção"...

Quinta tarefa: Digitalizar fotos, tratar fotos, colocar fotos nos cadernos/suplementos. Quantos dias não fiquei lá, quase até à meia noite a fazer trabalhos que não me competia faze-los??? A verdade é que eu até gostava daquele trabalho; e mais gostaria se me tivessem pago por ele, principalmente as várias centenas de horas extraordinárias que trabalhei. Dos meus chefes, nem um obrigado lhes ouvi... tudo era obrigação.

Em sexto lugar, vem a paginação. Não pescava nada daquilo, ao início, confesso. Mas como sou bom de olho, depressa aprendi todos os truques e todos os passos para trabalhar com o Pagemaker. O melhor professor, como não há nenhum no mundo é o Dani. Tinha sempre uma paciência de mestre para explicar tudo. E o aluno aqui, aprendeu tudo certinho e direitinho. E ficavam excelentemente bem paginadas as minhas maquetes.

Em jeito de conclusão digo que, o que me deixa verdadeiramente contente, e isso posso grita-lo aos sete ventos, é que JAMAIS, EM TEMPO ALGUM encontrarão outra pessoa versátil como eu, que faça o que eu fazia, com a qualidade e rapidez com que o fazia.

E esse é, ninguém o pode negar ali dentro, o meu grande orgulho!!!

Joel
Diário de um Jornalista

sexta-feira, maio 07, 2004

Relance 156

.

" A calúnia é como o carvão : quando não queima, suja ! "

Camilo Castelo Branco

quinta-feira, maio 06, 2004

Relance 155

portas e janelas

As pessoas com quem cresci sempre me disseram que acreditavam muito em Deus, mas que não gostavam dos padres e não queriam saber deles. Eu quase nunca acreditei em Deus e sempre gostei dos padres. Mais tarde (por certas coincidências) tornei-me amiga de alguns, e cheguei mesmo a trabalhar com dois ou três em actividades comunitárias. Mas às vezes (também desde sempre), quando me calha assistir a uma missa, fico impaciente até não poder mais. No Sábado passado fazia um ano após a morte de alguém de quem fui próxima e voltei a uma cerimónia (depois de muito tempo). No meio do sermão ouvi de novo uma velha frase estafada que quase tinha esquecido: "Deus, quando fecha uma porta, abre uma janela." E eu que sei que quando Deus fecha uma porta fecha as janelas todas, que quando abre uma porta abre as janelas todas. Eu que não sei outra coisa.

escrito por Marta do Blog " O Companheiro Secreto "

quarta-feira, maio 05, 2004

Relance 154

E esta hein ??

.

" É bom saber quem somos, para onde vamos e acima de tudo sermos nós próprios "

Lili Caneças

segunda-feira, maio 03, 2004

Relance 153

Do que um homem é capaz
As coisas que ele faz
P´ra chegar onde quer
É capaz de dar a vida
P´ra levar de vencida
Uma razão de viver

José Mario Branco

sábado, maio 01, 2004

Relance 152

Sede Bem vindos !

.

A partir de hoje somos 25. O maior alargamento de sempre da União Europeia traz novos desafios à economia portuguesa. Os dez novos Estados-membros (Polonia,Eslovénia, Eslovaquia, Hungria, República Checa, Letónia, Estonia, Lituânia, Chipre e Malta ) têm recursos humanos melhor qualificados, salários mais baixos e uma fiscalidade agressiva. E assim, países da Europa Central e Oriental a partir de hoje serão nossos parceiros

quinta-feira, abril 29, 2004

Relance 151



“O mérito de uma pessoa não está naquilo que conseguiu na vida, por mais que seja, mas nas lutas e dificuldades que teve de enfrentar e vencer para aí chegar.”

Archibald Rutledge

quarta-feira, abril 28, 2004

Relance 150

.

Mas que sociedade é esta???


Esta noite, enquanto sonhava, vieram-me uma série de perguntas à cabeça. Todas elas sem qualquer ordem, absolutamente aleatórias mas, por serem tão importantes, decidi partilhá-las convosco…

Que sociedade é esta que diz que acabou com a escravidão, mas onde são os imigrantes a fazerem o trabalho pesado, na maioria das vezes “recompensado” com baixos salários e em condições indignas, suportando, a discriminação?

Em Portugal, a revolução do 25 de Abril, que já se deu há 30 anos, serviu para implantar a chamada “democracia”. No entanto, questiono-me: Que sociedade é esta em que se cultiva a ignorância e onde são sempre os mesmos a deter o poder ou a controlar? E se existe alguém que pense ou questione este sistema, é expulso ou simplesmente colocado de parte!!!

Mas que sociedade é esta em que a distribuição de bens é cada vez mais injusta, em que uns passeiam em carros de luxo “sem peso de consciência” e outros (como vi ontem uma família) vivem pendurados num caixote de lixo???

Pensei que com a implantação da dita democracia ia haver justiça e igualdade, mas vejo que a cultura e o lazer só funcionam, a maior parte das vezes, para uma escassa elite!!!

Que sociedade é esta onde o povo vê, sente, sofre com tudo isto e continua sereno sem tomar uma atitude?

Que sociedade é esta em que as pessoas se pisam umas às outras e tudo vale para manter o seu estatuto e os seus interesses?

E as crianças? Tantas vezes injustiçadas sem condições, com fome e sem as mínimas condições de dignidade?

Será que os valores e princípios já não fazem parte do carácter dos jovens de hoje em dia?

Mas que sociedade é esta em que alguns “iluminados“ defendem os direitos de educação e de saúde, esquecendo-se de defender o direito à vida promovendo a liberalização do aborto?

Porque será que alguma da digníssima classe política do nosso país, consegue ser tão medíocre, indo para a Assembleia da Republica dormir, com tanto que há para ser feito?

Mas que sociedade é esta em que as religiões em vez de servir para fomentar a união e o louvar ao Deus de Amor, se dividem e entram em guerra para se matar uns aos outros?

Porquê é que existem milhares de jovens que tiram um curso e depois não arranjam um emprego digno?

Que sociedade é esta em que só aqueles que estão bem colocados aparecem nas revistas e são referências jornalísticas?

Todos dizem que o país está em crise e que temos que apertar o cinto e conseguiu-se arranjar dinheiro para construir 10 luxuosos estádios de futebol?

Mas que sociedade é esta em que só quem tem dinheiro pode ter boas condições e apoio na Saúde?

Se todos sabem que a Paz entre todos é o melhor que pode existir, porque é que cada vez existe mais guerras?

Porque será que em Portugal morrem, todos os anos, tantas pessoas na estrada, demonstrando tanta falta de respeito para com o próximo???

Que sociedade é esta que só promove a beleza exterior, esquecendo os valores espirituais?

Porque é que as pessoas se agridem constantemente e a inveja patente entre seres humanos destrói a felicidade de tanta gente?

Mas que sociedade é esta em que um reformado tem uma reforma miserável e um político uma reforma luxuosa?

Acordei sobressaltado do pesadelo, foi melhor assim. Senão seria necessário o resto deste jornal para continuar a colocar as perguntas todas que queria.

O amigo leitor poderá ser determinante na mudança de muitas das situações aqui colocadas, sobretudo no que respeita às questões mais pessoais. Se se identifica com algumas, mude. Seja melhor! Nas questões políticas ou mais gerais, mude a sua postura e tome uma atitude: finque a sua posição, fale, proteste, mas não fique parado sem fazer nada… vá à luta!


Cláudio Anaia

segunda-feira, abril 26, 2004

Relance 149

O palheiro em Acção

.

Há tantos burros mandando
Em homens de inteligência
Que às vezes fico pensando
Que a burrice é uma ciência!

António Aleixo

domingo, abril 25, 2004

Relance 148

.

25 de Abril, Sempre !

Faz hoje 30 anos , que homens corajosos dirigidos no terreno por o Capitão de Abril, Salgueiro Maia, permitiram a implatanção da Democracia e Liberdade .

O 25 de Abril é uma vitoria para todos !

Para mais informações aconselho a ir um blog : http://25deabril.blogdrive.com/

sábado, abril 24, 2004

Relance 147

.

A Roupa de Gandhi

O Mahatma Gandi provou que a "roupa não faz o homem". Ele só usava uma tanga a fim de se identificar com as massas simples da Índia.

Certa vez ele chegou assim vestido numa festa dada pelo governador inglês.

Os empregados não o deixaram entrar.

Ele voltou para casa e enviou um pacote ao governador, por um mensageiro.

Continha um fato.

O governador ligou para casa dele e lhe perguntou, o significado do embrulho.

O grande homem respondeu:

- Fui convidado para a sua festa, mas não me permitiram entrar por causa da minha roupa. Se é a roupa que vale, eu lhe enviei o meu fato...

sexta-feira, abril 23, 2004

Relance 146

Carro de Pedro Santana Lopes, pago com o dinheirinho dos nossos impostos .

.

A crise existe, apenas para alguns. A "retoma" chegou à Câmara Municipal de
Lisboa!

Entre Março de 2003 e Março de 2004, o Município Lisboeta adquiriu 11
viaturas topo da gama no valor de 600.000 euros. Nove da marca Peugeot a
quase 50.000 euros cada, um Lância Thesis de igual valor e um Audi A8 4.2
V8 Quattro de 115.000 euros. Acresce registar que o Audizito consome 19,6
litros de gasolina em circuito urbano!

Segundo Santana Lopes foi um bom negócio, visto que, e segundo ele, o seu
antecessor gastou mais dinheiro. Os carros substituídos estavam velhos,
tinham três anos!
Porquê este despesismo, estando o país na situação económica em que está?

Carros topo da gama com três anos, são carros velhos? João Soares deixou um
Volvo S80. Será que este carro com três anos não está em condições de
circulação? Porquê a necessidade de um Presidente de Câmara circular num
Audi A8 4.2 V8 Quattro? Ainda por cima num país que está de tanga!

O Lância Thesis foi para a vereadora do PSD Teresa Maury e os Peugeot para
os outros colegas de partido. O vereador do PS, Vasco Franco continua com o
seu Laguna de 99 e o seu colega do PCP, António Abreu também continua com o seu Laguna de 98! Giro não é?

Sabem qual é o slogan da Audi para promever este carro?
Os sonhos não têm preço"

quinta-feira, abril 22, 2004

Relance 145

Cardeal exorta cristãos a terem intervenção política

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) exortou ontem os cristãos a terem intervenção política, «em todas a frentes onde se decida a construção de um Portugal democrático com qualidade». Na abertura da Assembleia Plenária da CEP, a decorrer em Fátima até quinta-feira, o cardeal D. José Policarpo afirmou que, «através deles a Igreja tem de estar na política, porque quer participar na construção de um Portugal melhor».

«Com a mesma clareza que assumimos que nós, os pastores, não nos imiscuímos na política partidária, desafiamos os fiéis leigos a empenharem-se» na construção de um país melhor, «com generosidade, com a lucidez das opções claras e da definição de objectivos válidos», disse o Presidente da CEP.

Aos pastores, isto é, aos bispos e padres, segundo D. José Policarpo, cabe «iluminar» os católicos «com a doutrina da Igreja acerca das grandes questões da sociedade».

«Como sempre, talvez mais do que nunca, a intervenção doutrinal é um elemento importante no processo dinâmico e transformador que deve animar sempre um corpo vivo, como o é uma sociedade organizada», disse o Patriar-ca de Lisboa, acrescentando que «o quadro democrático, em que o sentir colectivo decide do quadro institucional e inspira as leis, parece-nos indiscutível».


Há modelos de sociedade contra a Igreja


Falando perante os bispos católicos de Portugal, D. José da Cruz Policarpo defendeu que, «para que não se caia na rotina de mecanismos democráticos formais, é preciso enriquecer o nosso conviver com a educação, alargar o acesso à cultura, aprofundar o discernimento lúcido dos problemas e das situações, criar consensos para aquelas que não podem esperar ou ficar sujeitas à dialéctica da luta política».

Rejeitando que a Igreja seja de esquerda ou de direita, podendo «os cristãos, individualmente, sê-lo», o Patriarca de Lisboa sublinhou, no entanto, que «tanto à esquerda, como à direita, há modelos de sociedade que não cabem no quadro da doutrina social da Igreja».

Abordando os 30 anos do “25 de Abril” – em 1974 a Conferência Episcopal estava reunida em Fátima no dia da Revolução –, D. José Policarpo referiu-se à questão da «revolução» ou «evolução», que tem originado alguma polémica entre o Governo e a oposição.

Sobre as análises que têm sido feitas à intervenção da Igreja Católica portuguesa no “25 de Abril”, o prelado disse que se situam «num leque muito aberto, que vai daqueles que a acusam de se ter aliado à direita e ter sido uma das forças que contrariou Abril, até aos que gostariam, no momento presente da nossa vida nacional, de a ver mais interventiva».

Na sua intervenção, D. José Policarpo sublinhou ainda o tempo pascal, para evocar a Sexta-feira Santa e a Via-Sacra, pela qual, disse, «passaram os horrores das diversas guerras que dilaceram, neste momento, a família humana e entre as quais temos dificuldade em identificar alguma que seja justa».

«Ali ecoaram os gritos de tantas vítimas inocentes, o pânico de populações assustadas com o fenómeno irracional do terrorismo», disse, também, D. José Policarpo, para quem «o mundo tem o direito de esperar da Igreja, na sua palavra e no seu testemunho, que ela seja agora, neste momento concreto, “casa da comunhão”, foco de esperança e de serenidade, determinação em lutar pelo homem e pela vida, pela sua dignidade e pelo seu direito à felicidade».

[2004-04-20 - 09:59] [Redacção/Lusa]

quarta-feira, abril 21, 2004

Relance 144

.

O destino e as mãos

Numa cidadezinha modesta havia um grande sábio. A ele toda a população recorria em busca de ensinamentos e orientação para a vida. Havia, também, um menino que não aceitava a autoridade do sábio e vivia articulando uma forma de desmoralizá-lo perante a opinião pública. Depois de muito pensar um jeito: prenderia um pássaro em sua mão.

Depois perguntaria ao sábio se o pássaro está morto ou vivo. Se o sábio dissesse que ele está morto, o menino soltaria o pássaro se dissesse que ele está vivo, ele mataria a ave, assim o sábio não acertaria nunca! E assim fez. Chegou perto do sábio e perguntou:

- Sábio, o senhor que sabe tudo, responda: este pássaro que está nas minhas mãos está vivo ou está morto?

- O sábio olhou sereno e fixamente em seus olhos e respondeu:

- Meu filho, o destino do pássaro está nas suas mãos.

Assim podemos concluir: a sua vida também está nas suas mãos. Faça o melhor que puder por ela

terça-feira, abril 20, 2004

Relance 144

"Quando os que mandam perdem a vergonha os que obedecem perdem o respeito "

De Retz

segunda-feira, abril 19, 2004

Relance 143

.

A maneira de dizer as Coisas

Uma sábia e conhecida anedota árabe diz que, certa feita, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho.

- Que desgraça, senhor! Exclamou o adivinho. Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.

- Mas que insolente _ gritou o sultão, enfurecido. Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui!

Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem acoites. Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho.

Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:

- Excelso senhor! Grande felicidade vos esta reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.

A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho. E quando este saia do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:

- Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem acoites e a você com cem moedas de ouro.

- Lembra-te meu amigo - respondeu o adivinho - que tudo depende da maneira de dizer...

Um dos grandes desafios da humanidade e aprender a arte de comunicar-se. Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra.

Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta duvida. Mas a forma com que ela e comunicada e que tem provocado, em alguns casos, grandes problemas.A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta. Mas se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceita com facilidade.

A embalagem, nesse caso, é a indulgencia, o carinho, a compreensão e, acima de tudo, a vontade sincera de ajudar a pessoa a quem nos dirigimos.

Ademais, será sábio de nossa parte se antes de dizer aos outros o que julgamos ser uma verdade, dize-la a nós mesmos diante do espelho.

E, conforme seja a nossa reação, podemos seguir em frente ou deixar de lado o nosso intento. Importante mesmo, é ter sempre em mente que o que fará diferença e a maneira de dizer as coisas...

sábado, abril 17, 2004

Relance 142

A Janela do Hospital

Dois homens, seriamente doentes, ocupavam o mesmo quarto em um hospital. Um deles ficava sentado em sua cama por uma hora todas as tardes para conseguir drenar o líquido de seus pulmões. Sua cama ficava próxima da única janela existente no quarto. O outro homem era obrigado a ficar deitado de bruços em sua cama por todo o tempo. Eles conversavam muito. Falavam sobre suas mulheres e suas famílias, suas casas, seus empregos, seu envolvimento com o serviço militar, onde eles costumavam ir nas férias. E toda tarde quando o homem perto da janela podia sentar-se ele passava todo o tempo descrevendo ao seu companheiro todas as coisas que ele podia ver através da janela.

O homem na outra cama começou a esperar por esse período onde seu mundo era ampliado e animado pelas descrições do companheiro. Ele dizia que da janela dava pra ver um parque com um lago bem legal. Patos e cisnes brincavam na água enquanto as crianças navegavam seus pequenos barcos. Jovens namorados andavam de braços dados no meio das flores e estas possuíam todas as cores do arco-íris. Grandes e velhas árvores cheias de elegância na paisagem, e uma fina linha podia ser vista no céu da cidade.

Quando o homem perto da janela fazia suas descrições, ele o fazia de modo primoroso e delicado, com detalhes e o outro homem fechava seus olhos e imaginava a cena pitoresca. Uma tarde quente, o homem perto da janela descreveu que havia um desfile na rua, embora ele não pudesse escutar a música, ele podia ver e descrever tudo.

Dias e semanas passaram-se. Em uma manhã a enfermeira do dia chegou trazendo água para o banho dos dois homens mas achou um deles morto. O homem que ficava perto da janela morreu pacificamente durante o seu sono a noite. Ela estava entristecida e chamou os atendentes do hospital para levarem o corpo embora.

Assim que julgou conveniente, o outro homem pediu a enfermeira que mudasse sua cama para perto da janela. A enfermeira ficou feliz em poder fazer esse favor para o homem e depois de verificar que ele estava confortável, o deixou sozinho no quarto.

Vagarosamente, pacientemente, ele se apoiou em seu cotovelo para conseguir olhar pela primeira vez pela janela. Finalmente, ele poderia ver tudo por si mesmo. Ele se esticou ao máximo, lutando contra a dor para poder olhar através da janela e quando conseguiu fazê-lo deparou-se com um muro todo branco. Ele então perguntou a enfermeira o que teria levado seu companheiro a descrever-lhe coisas tão belas, todos os dias se pela janela só dava pra ver um muro branco?

A enfermeira respondeu que aquele homem era cego e não poderia ver nada mesmo que quisesse. Talvez ele só estivesse pensando em distraí-lo e alegrá-lo um pouco mais com suas histórias.

há uma tremenda alegria em fazer outras pessoas felizes, independente de nossa situação atual. Dividir problemas e pesares é ter metade de uma aflição, mas felicidade quando compartilhada é ter o dobro defelicidade. Se você quer se sentir rico, apenas conte todas as coisas que você tem e que o dinheiro não pode comprar. O hoje é um presente e é por isso que é chamado assim

quinta-feira, abril 15, 2004

Relance 141

História Veridica no Brasil

Seqüestradores desastrados pegam vítima errada e pedem desculpa

Três homens conseguiram a proeza de seqüestrar um estudante por engano em Cuiabá. O erro foi percebido duas horas depois, quando os seqüestradores voltaram onde tinham amarrado o estudante e pediram desculpas a ele. "Pegamos a pessoa errada. Vamos te levar de volta. Tem preferência de local onde quer ser deixado?"

O caso, que parece roteiro de comédia pastelão, começou ontem à noite próximo ao prédio do Tribunal Regional do Trabalho. Darlan Rolin Fernandes (22) estava indo para a casa da namorada, no bairro Jardim Kennedy, em Cuiabá, quando os trapalhões chegaram. Os seqüestradores, armados com revólver, obrigaram o estudante a entrar em um automóvel Gol e ficar com a cabeça abaixada. Talvez para não se lembrar do rosto dos três patetas e rir depois de recordar a história.

Após dirigir por cerca de 30 minutos em uma estrada de terra, provavelmente perdidos, tendo em vista o final da aventura, os seqüestradores pararam o automóvel. Darlan foi obrigado a descer do automóvel e andar por um matagal. O jovem foi amarrado a uma árvore e abandonado no local.

Os três seqüestradores, que prometeram voltar, retornaram duas horas depois. Eles disseram que haviam seqüestrado o jovem por engano, pediram desculpa a Darlan e perguntaram onde o jovem gostaria de ser deixado de volta. "Ele é bem parecido com o cara que queríamos pegar hein", disse um dos seqüestradores a outro.

Darlan entrou novamente no carro e foi libertado no viaduto da avenida Fernando Corrêa da Costa. Ele registrou queixa na Central de Flagrantes de Cuiabá.