quarta-feira, fevereiro 25, 2004

Relance 109

Quando o livro é uma paixão...


“ Aquilo que sou devo-o aos livros que li “
Pedro Abrunhosa

Para quem me conhece sabe que sou um verdadeiro “livro-dependente”, não consigo passar um dia sem ler, sem ter o contacto com aquele objecto que sempre me ensina tantas coisas e que está sempre disponível para mim. Idas a feiras do Livro e alfarrabistas fazem-me sentir como um louco sem olhar ao pequeno salário que tenho, fazendo-me gastar e gastar para poder absorver tantas páginas que me faz ser mais alguém, ser uma pessoa melhor, ser mais autêntico, ser mais exigente.

Por isso fico triste quando converso com os meus amigos e eles não lêem, dizem que cansa, não estão para puxar pela cabeça, enquanto se deliciam com o jornal desportivo com grandes fotos das vedetas futebolísticas e com uma legenda que muitas vezes não passa de um parágrafo.

O fim-de-semana passado fui à praia e contei que em 54 toalhas, apenas duas pessoas estavam a ler livros (embora fosse daqueles livros cor-de-rosa), mas pelo menos tinham um livro, das outras pessoas, que eram imensas, algumas delas entretinham-se com aquelas revistas que falam da vida destes e daqueles, onde aparecem as caras das figuras públicas, muitas delas sem terem feito nada de especial para agora serem consideradas verdadeiras “Stars”.

Num país que adoro, mas onde vão acontecendo tão poucas coisas interessantes, cá se vai vivendo “Burrificado” com aquilo que a caixinha que mudou o mundo nos vai manipulando e dizendo. Vive-se para o politicamente correcto, indo nas modas que algum “sobredotado” lá decidiu pôr em circulação, muitas vezes algo que não dê muito trabalho a pôr as pessoas a pensar. Clara Ferreira Alves no seu artigo do Expresso desta semana diz que as pessoas não lêem, porque “as pessoas tem que se esforçar (...) é preciso aprender. Tentar, errar, tentar de novo, até chegar ao prazer de ler...“ e pelos vistos as pessoas não estão para isso. Que pena!!!

Este texto que agora escrevo, faço-o na praia, no meio da areia, com uma caneta emprestada por um miúdo ali ao lado, que por acaso começou a ler um livro de banda desenhada. Faço-o num papel de embrulho da pastelaria donde veio o meu lanche, mas sabe amigo leitor, tinha este desejo de partilhar convosco como é importante ler, importante aprender, e que o maior investimento que podemos fazer é comprar livros, é neles que encontro o meu equilíbrio, onde tantas vezes encontro as saídas para os problemas do meu dia-a-dia.

Embora veja por aí cada vez mais catálogos que falam de livros para férias, o resultado é quase nulo, por isso aconselho-o este ano a comprar um livro, a dedicar-se a ele, a imaginar-se a personagem (se for um romance), ou então a levar um marcador fluorescente para poder sublinhar aquilo que mais o tocou (no caso de ser um livro de auto-ajuda ou doutro tema)... vai ver que se sente melhor, vai ver que aprende mais.

Quanto a mim, cá vou improvisando prateleiras em casa para guardar os muitos que já li e os outros que ainda quero ler, e sempre com uma sensação de grande frustração pois nunca conseguirei ler na vida tudo aquilo que gostava.

Amigo leitor, boas férias e boa leitura.

Cláudio Anaia

Este texto foi publicado em Agosto de 2003

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sábado, fevereiro 21, 2004

Relance 107


Uma empresa estava contratando um novo funcionário.

Uma parte do exame de seleção consistia em responder à seguinte questão,
por escrito:

"É noite de tempestade... Você está dirigindo seu carro com dificuldade...

Ao passar por uma paragem de de autocarro , você vê três pessoas encharcadas que ali aguardam transporte. Verifica que essas pessoas são:

1. Uma senhora precisando ser hospitalizada;

2. Um médico que salvou sua vida no passado;

3. O grande amor da sua vida...

No seu carro só cabe você e mais uma pessoa. Qual você escolhe?

Por favor, justifique sua resposta."

Você poderia agarrar na senhora doente. Ficaria com a consciência tranqüila.

Ou então agarrava no médico, porque ele, uma vez, salvou sua vida. Seria a
chance perfeita para demonstrar sua gratidão. No entanto, você poderia
fazer isso em uma outra ocasião.

Mas talvez não pudesse encontrar mais o amor da sua vida se deixasse passar essa chance...

Um dos 200 candidatos deu uma resposta que foi decisiva para a sua contratação.

E ele nem precisou explicar sua resposta. Ele simplesmente respondeu:

"Daria a chave do carro para o médico, que levaria a senhora doente para
o hospital e ficaria esperando pelo autocarro com a mulher dos meus sonhos".

ÀS VEZES, GANHARÍAMOS MUITO MAIS SE ESTIVÉSSEMOS DISPOSTOS A ABRIR MÃO
DE NOSSAS TEIMOSAS LIMITAÇÕES.

Pense nisto !!!

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quinta-feira, fevereiro 19, 2004

Relance 106

Aqueles que fazem o bem são os únicos que podem aspirar na vida à felicidade.
(Aristóteles)

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quarta-feira, fevereiro 18, 2004

Relance 105

Pontuação

O texto que se segue , confirma tudo aquilo que sempre defendi . A nossa vida depende daquilo que queremos ou pretendemos dela. Como diz o texto somos nós que pomos a pontuação na nossa vida .

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A IMPORTANCIA DA PONTUAÇÃO...

Um homem rico estava muito mal. Pediu papel e pena. Escreveu assim:
Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta
do alfaiate nada aos pobres
Morreu antes de pontuar a frase. A quem deixava ele a fortuna?
Eram quatro concorrentes.
1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a
conta do alfaiate. Nada aos pobres.
2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:
Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta
do alfaiate. Nada aos pobres.
3) O alfaiate pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a
conta do alfaiate. Nada aos pobres.
4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta
interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a
conta do alfaiate? Nada! Aos pobres.
Assim é a vida. Somos nós que colocamos os pontos.
E isso faz a diferença!



terça-feira, fevereiro 17, 2004

Relance 105

Feto com 10 a 12 semanas

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"Pergunto-me muitas vezes , que sociedade é esta que aceita como normal matar estas vidas humanas "

Cláudio Anaia
Relance 104

No minimo, VERGONHOSO E LAMENTÁVEL !

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"Sou um presidente de guerra. Tomo decisões aqui na Sala Oval com a guerra em mente. (...) O povo americano precisa de saber que tem um presidente que vê o mundo como ele é. Eu vejo perigos que existem."

George Bush (na sua última entrevista à NBC)

segunda-feira, fevereiro 16, 2004

Relance 103

Quando vim do Brasil em Dezembro, fiz escala em Amesterdão.
Durante a meia duzia de horas que por lá estive, dei um pequeno passeio pelos canais nos barcos, visitei a casa de Anne Frank e Museu de Van Gogh.
E foi neste museu que admirei este quadro, que se chama "O quarto " que escolhi como o meu favorito, não só pelas cores , mas por ser muito parecido como o meu :) .

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sábado, fevereiro 14, 2004

Relance 102

Jesus Cristo a principal referencia da minha vida !

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"Mesmo nas situações mais difíceis ou cômodas, nunca cruze os braços.
Lembre-se que o melhor de todos, morreu de braços abertos".

Relance 101

Amazônia

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Este texto merece ser lido , afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho educadíssimo nos americanos...

Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do DFe actual ministro da Educação CRISTOVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro.

Esta foi a resposta do Sr.Cristovam Buarque:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro...

O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não o seu preço.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.

Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.

Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.

Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris,Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do

Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo
inteiro.

Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar,
que morram quando deveriam viver.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!".

ESTA MATÉRIA NÃO FOI PUBLICADA. AJUDE A DIVULGÁ-LA

(Este texto foi enviado por emaill pelo o meu amigo Cabós Gonçalves )

sexta-feira, fevereiro 13, 2004

Relance 100

Encontro

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Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso, que adorava ensinar sua filosofia para os jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda que ele ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos contra-atacava com velocidade fulminante.

O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. E, conhecendo a reputação do velho samurai, estava ali para derrotá-lo, aumentando sua fama de vencedor.

Todos os estudantes manifestaram-se contra a idéia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos - ofendeu inclusive seus ancestrais.

Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho mestre permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.

Desapontados pelo fato do mestre ter aceito tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram: Como o senhor pode suportar tanta indignidade ?Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?

- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente ? - perguntou o velho samurai.
- A quem tentou entregá-lo - respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos - disse o mestre.


Quando não são aceites, continuam pertencendo a quem os carrega consigo.




terça-feira, fevereiro 10, 2004

Relance 99

Barreiro : A minha querida cidade ....

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"O melhor do Barreiro, são os Barreirenses "

Emidio Xavier
Presidente da Camara Municipal do Barreiro

domingo, fevereiro 08, 2004

Relance 98

Anos 90

Os Anos 90 foram determinantes nas nossas vidas.
As novas tecnologias, como a a informática com a Net e o telemóvel são decisivas no nosso dia a dia! Não acredita ??
Aqui fica 14 factos concretos e indesmentiveis que comprovam o que digo .

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1. Tentas teclar o teu pin no display do micro-ondas;

2. Não jogas paciência com cartas de verdade há anos,
ou então nunca conheceste outra forma de jogar paciência!

3. Perguntas, via e-mail, se o teu colega ao lado vai
almoçar contigo e ele responde-te, por e-mail claro:
"Dá-me cinco minutos!";

4. Tens 15 números de telefone diferentes para falares
com a tua família de 3 pessoas;

5. O motivo pelo qual perdeste o contacto
com os teus antigos amigos e colegas é porque eles
têm um novo endereço de e-mail;

6. Não sabes o preço de um envelope comum;

7. Para ti, ser organizado significa ter vários
bloquinhos de Post-It de cores diferentes;

8. A maioria das piadas que conheces, recebeste por
e-mail (e ainda por cima ris-te sozinho...);

9. Já dizes o nome da firma onde trabalhas quando
atendes o telefone em casa;

10. Digitas o 0 para telefonar de tua casa;

11. Vais para o trabalho quando ainda está escuro,
voltas para casa quando já escureceu de novo;

12. Quando o teu computador pára de funcionar, parece
que foi o teu coração que parou. Ficas sem saber o que
fazer, sentes-te perdido;

13. Sentes-te nu quando te esqueces do telemóvel;

14. Leste esta mensagem e balanças-te afirmativamente com
a cabeça em diversos pontos;

( Este texto foi me enviado por emaill)



sábado, fevereiro 07, 2004

Relance 97

Missão na Guine

A Alexandra Chumbo tem 23 anos e conhecia quando em 2002 fui num grupo de jovens Cristãos ao Encontro Mundial de Jovens com o Papa em Toronto no Canada.
Recentemente formada em psicologia clinica , esta actualmente a estagiar na Associação de Apoio a Vida em Lisboa.
Sempre dinâmica e uma Católica praticante deixa aqui um pouco do seu testemunho com uma experiência missionaria que teve na Guiné .


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A minha experiência na Guiné...

Não sei bem como começar... na verdade, acho que por mais palavras que escreva, não me será possivel explicar a experiência missionária na Guiné. No entanto, a pedido do meu querido amigo Claudio Anaia, farei os possiveis por relatar o mais fielmente possivel e em poucas palavras, como vivi este Agosto de 2002.
Acabadinha de chegar de Toronto, recordando as palavras em português do Santo Padre ("as jornadas não acabam aqui"), havia que dar continuidade "à minha jornada", e partir para a Guiné. Partir para um pais que já não me era totalmente estranho, mas que é muito diferente de tudo a que estou habituada. Mesmo por ser tão diferente, e por me ser tão "difícil" viver sem certas comodidades, aceitei o "convite" que Jesus me fez nestas férias... Parti, porque Jesus me chamou, parti porque queria dar-me aos outros, queria descentrar-me de mim, da minha "vidinha" e dar-me gratuitamente a um povo que desconhecia.
Poderia ter feito alguma coisa em Portugal, mas o desejo de deixar tudo, ainda que apenas por alguns dias, fez-me sentir que para mim, seria uma doação muito maior, mais dolorosa, partir para áfrica... Não fui fazer nada de extraordinário... Aliás, ao recordar cada dia acho sempre que fui a mais beneficiada com esta "estadia". Estar num pais sem luz, sem água canalizada, sem chuveiro, sem conforto, a dormir no chão uns dias, faz-nos pensar muito na vida que levamos, nos problemas dos quais nos queixamos e que ali... são pormenores... Aprende-se a não ligar tanto aos pormenores, a dar graças constantes por tudo o que temos. A louvar Jesus por todos os recursos básicos, que ali se tornam luxos. A vida em comunidade que partilhávamos, ajudou-me a entender que a caridade está presente em pequenos gestos discretos que temos e não dizemos.
O nosso dia-a-dia na Guiné era preenchido pelo calor, calor "climático" mas sobretudo calor humano, de todo um povo que se esforça por esconder a tristeza e conformação sentida, e oferecer um sorriso. Rodeados de cânticos e danças, a alegria que é caracteristica dos povos africanos mesclava-se com um misto de tristeza. É mesmo isso, recordo um olhar profundo, um olhar triste, de quem "sobrevive" como pode.
Muitas vezes sentia-me a viver um filme... sentia que tinha regressado à pré-história e que aqueles contextos já não existiam. Andar duas horas de jipe, no meio do nada, numa pseudo-estrada cheia de buracos e encontrar uma tabanca ( pequena aldeia onde se vive em comunidade), foi das coisas que mais me impressionou. As tabancas, constituidas por 4 ou 5 "palhotas" onde vivem centenas de pessoas fazem parte de um cenário que já só pensei ser possivel no imaginário humano. Mas não... é verdade, existem! Existem e funcionam, com mais ou menos dificuldades, com altas taxas de mortalidade infantil, com muita fome e miséria.
O balanço, claro está é muito positivo. A ida à Guiné foi muito boa. Foi muito pedagógica para todos nós que fomos, que aprendemos, que vivemos esta experiência. Resta-me agradecer a todos os que cá ficaram. A toda uma diocese que mostrou a sua generosidade, a sua oração, a todos vós que fizeram com que esta missão fosse possível. Peço-vos que rezem pela Guiné, que rezem pelas missões, que rezem a continuidade deste projecto para que muitos mais jovens façam esta experiência bonita de doação aos outros ainda que apenas por alguns dias...

Alexandra Chumbo
Relance 96


Política


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" O sucesso da política não se mede em conhecimentos ou aptidões mas através de um intricando jogo de relações pessoais, interesses, pressões e também muito evento aleatório. É assim que verdadeiras nulidades conseguem atingir altos cargos, enquantos pessoas com merito nao têm a mínima hipótese "

Leonel Moura

Concordo na totalidade com este pensamento !

quinta-feira, fevereiro 05, 2004

Relance 95

Ser Benfica

O Antonio Costa Almeida é aquilo que se pode dizer um miúdo de ouro.
Com 18 anos é um adepto ferveroso do Benfica. É ele que sempre fica sentado ao meu lado dos jogos da estadio da Luz .
Aqui fica a sua participação, a primeira deste ano de 2004 .

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SER BENFIQUISTA!

Quando o meu amigo Cláudio me convidou para escrever sobre este tema, confesso que achei difícil responder a este convite, porque ser Benfiquista não é uma ciência, mas sim algo muito próprio de cada um de nós. A primeira imagem que me veio à cabeça foi a de um miúdo que corria, chutava e saltava com uma camisola encarnada, que o pai lhe dera quando era pequeno. Tinha um grande orgulho, de certa forma inconsciente, mas sempre fiel aquela camisola.
Um miúdo, que festejava ou ficava triste conforme os outros. Levava as mãos a cabeça, ou saltava dez segundos depois.
Este miúdo cresceu. Cresceu como Benfica, muito embora, de outra forma é certo, sempre foi Benfiquista.
O miúdo foi desaparecendo em mim, foi substituído por um rapaz que procura um Benfica, um Benfica real onde as vitorias, derrotas, alegrias, tristezas fazem parte do clube.
Hoje em dia sou o primeiro a saltar ou levar as mãos a cabeça, sou o primeiro a gritar corram, chuta, tira-me esse gajo, Golo! O Benfica deixou de ser uma brincadeira de sábado à tarde e passou a estar presente na semana seguinte. Saber defender esse grande nome entre os amigos, saber falar de futebol sem nunca dizer mal do Glorioso, saber festejar uma derrota do Porto ou Sporting no estrangeiro, nunca por a selecção acima do Benfica, saber criticar ou apoiar os órgãos directivos do clube, saber gritar Benfica! Tudo isto é ser Benfiquista.
O Benfica para além de tudo é uma grande família, a maior família, aquela que todo o mundo conhece.
Não posso esconder alegrias como as que passei no antigo estádio de Luz com milhares de cachecóis a voar no velhinho terceiro anel, ou mesmo a enchente da inauguração da nova Luz. Por fim referir a forma como fico maravilhado quando vejo, ao chegar a outro país, que as pessoas sabem apenas duas palavras em português: Benfica e Eusébio.
Gostaria assim de terminar dizendo que se trata de uma opinião muito própria, como referi no início, mas para além de muita coisa que há em comum entre os Benfiquistas, existe uma partilhada por Todos aqueles que se dizem Benfiquistas – “Ser Benfiquista é ter na alma a chama imensa que nos conquista e leva à alma a luz intensa…”.

António Costa Almeida

quarta-feira, fevereiro 04, 2004

Relance 94

Livro

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" Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da
leitura de um livro "


Henry Thoreau
Relance 93

As Crianças são o melhor do mundo .......

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...... que pena nem todos perceberem isso !

segunda-feira, fevereiro 02, 2004

domingo, fevereiro 01, 2004

Relance 91


"A vida é uma tragédia para aqueles que sentem; e uma comédia
para aqueles que pensam "

Provérbio Chinês

sábado, janeiro 31, 2004

Relance 90

Mais um Emaill, vindo do Brasil :

TEM COISA MELHOR?

Se apaixonar pela pessoa certa e ser correspondido.

Rir a ponto de não agüentar mais.

Um banho quente num dia de muito frio.

Sem limites em um supermercado.

Aquela encarada de fazer tremer.

Receber e-mail de alguém que vc gosta e que não manda nunca.

Dirigir por um lindo caminho.

Escutar sua música favorita tocar no rádio.

Deitar na cama e escutar a chuva cair.

Cheiro de terra molhada.

Pegar aquela chuva de verão e dar um beijo na chuva.

Tomar aquele banho e do rmir na sua própria cama depois de acampar durante 4
dias.

Toalhas ainda quente s, recém passadas.

Descobrir que a blusa que vc quer esta em promoção pela metade do preço.

Um milkshake de chocolate.

Uma ligação de alguém que está distante.

Um banho de espuma.

Uma boa conversa.

Achar uma nota de R$ 50 no casaco do inverno passado.

Rir de vc mesmo(a).

Ligações depois da meia-noite que duram horas.

Rir sem motivo nenhum.

Ter alguém pra dizer o quanto você e linda(o).

Rir de algo que acabou de lembrar.

Amigos.

Acidentalm ente ouvir alguém falando bem de você.

Acordar e descobrir que ainda pode dormir por mais algumas horas.

Gastar tempo com os velhos amigos ou fazer novos.

Brincar com o novo bichinho de estimação.

Ter alguém mexendo no seu cabelo.

Sonhar com coisas boas.

Realizar um sonho antigo.

Chocolate quente.

Viajar com os amigos.

Empacotar presentes debaixo da arvore de Natal enquanto come biscoito de
Chocolate.

Letras de musica no encarte do seu novo CD pra poder cantar junto sem se
sentir idiota.

Ir a um óptimo show.

Encarar um(a) lindo(a) desconhecido (a)

Ganhar um jogo super disputado.

Fazer bolo de chocolate e raspar a panela da calda.

Ganhar dos amigos biscoitos feitos em casa.

Segurar na mão de alguém que vc realmente gosta.

Encontrar um velho amigo e perceber que algumas coisas (boas ou ruins)nunca
mudam.

Ver a expressão no rosto de alguém quando abre o seu tão esperado presente.

Olhar o nascer do sol.

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Conseguir enxergar essas pequenas coisas boas da vida e saber dar muito
valor a isso.

Ter sorte.

Acordar toda manhã e agradecer a Deus por mais um lindo dia.





sexta-feira, janeiro 30, 2004

Relance 89


SEM NOME

Era tão pequeno
que ninguém o via
Dormia sereno,
enquanto crescia.


Sem falar pedia
-porque era semente-
pra ver a luz do dia
como toda a gente!


Não tinha usurpado
a sua morada.
Não tinha pecado.
Não fizera nada!


Foi sacrificado
enquanto dormia.
Esterilizado
com toda a mestria.


Antes que a tivesse
taparam-lhe a boca.
Tratado, parece,
Qual bicho na toca.


Não soltou vagido.
Não teve Amanhã.
Não ouviu: “Querido!”
Não disse: “Mamã!”



Não sentiu um beijo.
Nunca andou ao colo.
Nunca teve o ensejo
de pisar o solo...


...pezito descalço,
andar hesitante,
sorrindo no encalço
do abraço distante.


Nunca foi à escola
de sacola ao ombro,
nem olhou estrelas
com olhos de assombro.


Crianças iguais
à que ele seria,
não brincou com elas,
nem soube que havia!


Não roubou maçãs.
Não ouviu os grilos.
Não apanhou rãs
nos charcos tranquilos


Nunca teve um cão,
vadio que fosse,
a lamber-lhe a mão,
à espera do doce.


Não soube que há rios
e ventos e espaços
E invernos e estios
E mares e sargaços


E flores e poentes
E peixes e feras,
as hoje viventes
e as de antigas eras.


Não soube do Mundo!
Não viu a Magia!

Num breve segundo
Foi neutralizado
com toda a mestria:
Com as alvas batas,
máscaras de entrudo,
técnicas exactas,
mãos de especialistas...


Negaram-lhe TUDO!
O DESTINO INTEIRO!
Porque os abortistas
nasceram primeiro.





Autor: Dr. Renato de Azevedo
Advogado



quinta-feira, janeiro 29, 2004

Relance 88

De um amigo brasileiro, recebi um email, que convosco partilho.

Aprendi ......

Aprendí....
Que a melhor escola do mundo está nos pés dos mais velhos.

Aprendí....
Que quando se está apaixonado não dá para esconder.

Aprendí....
Que se apenas uma pessoa me disser "Você me fez ganhar o dia!", o meu dia está ganho.

Aprendí....
Que ter uma criança adormecendo em meus braços é uma das maiores sensações de paz do mundo.

Aprendí....
Que ser generoso é mais importante do que estar certo.

Aprendí....
Que nunca se deve dizer "não" ao presente de uma criança.

Aprendí....
Que eu sempre posso rezar por uma pessoa quando não tenho condições de ajudá-la de outra forma.

Aprendí....
Que não importa quão sério a vida me obrigue ser, todo mundo precisa de um amigo para brincar.

Aprendí....
Que às vezes tudo que uma pessoa precisa é uma mão para segurar e um coração para entendê-la.

Aprendí....
Que umas simples voltas no quarteirão com meu pai, nas noites quentes de verão, quando eu era criança fez maravilhas em mim quando fiquei adulto.

Aprendí....
Que a vida é como um rôlo de papel-higiênico. Quanto mais perto do fim, mais depressa passa.

Aprendí....
Que devemos estar contentes por Deus por não nos ter dado tudo que pedimos.

Aprendí....
Que o dinheiro não compra a elegância.

Aprendí....
Que são aqueles pequenos acontecimentos diários que fazem a vida tão espetacular.

Aprendí...
Que debaixo de uma couraça tem sempre alguém precisando de reconhecimento e amor.

Aprendí....
Que Deus não fez tudo em um dia. O que me faz achar que eu posso?

Aprendí....
Que ignorar os factos não muda a importância deles.

Aprendí....
Que quando se quer ficar "quites" com alguém, apenas estamos deixando que aquela pessoa nos fira de novo.

Aprendí....
Que o amor, e não o tempo, cura todas as feridas.

Aprendí....
Que o jeito mais fácil de crescer como pessoa é me cercar de pessoas melhores que eu.

Aprendí....
Que todas as pessoas que encontramos merecem ser recebidas com um sorriso.

Aprendí....
Que não há nada mais doce do que dormir com os filhos e sentir a respiração deles no rosto.

Aprendí....
Que ninguém é perfeito até que eu me apaixone.

Aprendí....
Que a vida é dura, mas que eu sou mais duro.

Aprendí....
Que as oportunidade não se perdem; alguém vai agarrar as que eu perdí.

Aprendí....
Que quando se cultiva tristezas, a felicidade vai bater noutro lugar.

Aprendí....
Que eu gostaria de ter dito mais uma vez a meu pai que eu o amo antes dele morrer.

Aprendí....
Que se deve usar palavras suaves e macias porque, talvez amanhã, tenhamos que engolí-las.

Aprendí....
Que um sorriso é a forma mais barata para se melhorar o visual.

Aprendi....
Que não posso escolher como me sinto, mas que posso escolher
como reagir a isto.

Aprendí....
Que quando seu bebê segura forte seu dedo mindinho, que você foi fisgado para a vida toda.

Aprendí....
Que todo mundo quer viver no topo da montanha, mas que toda a felicidade eo crescimento está na escalada.

Aprendí...
Que émelhor dar conselho somente em duas circunstâncias; quando for pedido e quando for uma questão de vida ou morte.

Aprendí....
Que quanto menos tempo eu gastar fazendo uma coisa, mais coisas eu faço.

quarta-feira, janeiro 28, 2004

Relance 87

Não é de ninguém

O debate à volta da despenalização do aborto não é uma simples discussão política. Trata-se de um confronto civilizacional decisivo, onde se joga o futuro da nossa sociedade. O que está em causa não é a sorte de algumas pessoas, mas toda a nossa cultura, porque o que se digladia são duas formas opostas de ver o humano.

O ponto crucial é o de saber a razão por que pessoas sérias e sensatas consideram aceitável aquilo que milénios de civilização sempre repudiaram. Uma comparação ajuda a compreendê-lo. Suponha que estava pacificamente a almoçar num restaurante e alguém o vinha insultar porque, ao deitar fora os caroços da sua fruta, está a destruir árvores antes de nascerem. Evidentemente que ficaria surpreendido com a acusação. É verdade que a laranja é a forma de reprodução da laranjeira. Mas ali a fruta não é semente, é sobremesa; o caroço não é uma futura planta, é apenas um incómodo na refeição.

Assim se entende a indignação dos defensores da liberalização do aborto. Hoje ninguém tem dúvidas que o sexo, tal como a laranja saboreada, tem como único objectivo o prazer. Que desse divertimento resulte um embrião é um percalço desagradável que, tal como o caroço, deve ser removido de forma higiénica e expedita. Por isso se vê tanta irritação à volta do julgamento de mulheres que abortaram. Elas não fizeram mal nenhum. Apenas limparam alguns efeitos laterais do seu legítimo deleite.

Como é possível que, neste mundo sofisticado e desenvolvido, um ser humano fique reduzido à condição de detrito removível? Uma canção popular pode ajudar-nos a entendê-lo. Num álbum significativamente intitulado O Caminho da Felicidade, os Delfins incluíram o tema Nasce Selvagem. A letra afirma «Mais do que a um país, que a uma família ou geração, mais do que a um passado, que a uma história ou tradição, tu pertences a ti, não és de ninguém... Mais do que a um patrão, que a uma rotina ou profissão, mais do que a um partido, que a uma equipa ou religião, tu pertences a ti, não és de ninguém... Vive selvagem e para ti serás alguém. Nesta viagem, quando alguém nasce, nasce selvagem, não é de ninguém» (M. Ângelo/F. Cunha). Note-se como esta canção exprime bem um dos mitos definidores do nosso tempo. A liberdade total é o nosso grande sonho e a confiança na natureza, com tons ecológicos, o meio de lá chegar. A sociedade é corrupta, prende e destrói. Ser selvagem é a ânsia de todos hoje, sobretudo os jovens.

Mas, ao mesmo tempo, é importante notar a espantosa mentira em que se baseia o poema. Quando alguém nasce, se for de ninguém, morre logo. Um bebé é completamente dependente, nada livre. Mas se pertencer a uma família, se for acolhido pela sua geração, numa história e tradição, então torna-se gente. E, ainda mais, se se integrar numa equipa, num partido, se confessar uma religião, se aprender uma profissão e tiver emprego e patrão, então poderá ser um cidadão livre, ganhar a vida, não ser de ninguém. A canção diz exactamente o oposto da verdade evidente.

Assim é fácil de comprender de onde vêm as terríveis distorções que nos rodeiam, conduzindo à infâmia suprema, o aborto. Na busca da liberdade selvagem, cada um toma o seu prazer como absoluto, mesmo que isso destrua os frágeis que perturbam esse gozo. Ao acreditar que quem nasce não é de ninguém, a sociedade impõe que, antes de nascer, não se seja ninguém.

João Cesar das Neves



Relance 86

Quando a porta da felicidade se fecha, outra porta se abre.
Porém, estamos
tão presos àquela porta fechada que
não somos capazes de ver o novo caminho que se abriu.

Anónimo

segunda-feira, janeiro 26, 2004

Relance 85

Um Pai nosso por Milkos Fehér

Pai nosso que estais no Céu,
Santificado seja Vosso nome.

Venha a nós o Vosso reino,
Seja feita a Vossa vontade,
Assim na terra como no Céu.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje.

Perdoai as nossas ofensas,
Assim como nós perdoamos,
A quem nos tenha ofendido.

Não nos deixei cair em tentação,
Mas livrai-nos do mal.

Amém

domingo, janeiro 25, 2004

Relance 84

Milkos Fehér Faleceu

O húngaro Miklos Féher morreu, este domingo, no Hospital de Guimarães, após ter caído inanimado no fim do V. Guimarães-Benfica. O jogador foi dado como morto às 23:10.
( Noticia TSF 25 .01. 2004 )


Hoje foi um dia muito triste para mim.

Como sempre (quando não vou ao estádio), sentei-me perante a televisão para ver o jogo do "meu" Benfica .
Um jogo não muito agradável, mas que parecia, para mim mudar de figura quando o Benfica marca o golo da vitoria já em tempo de compensação ..... poucos minuntos depois Feher (jogador por quem tinha simpatia desde os tempos que jogava no Braga), cai redondo no relvado.
Senti o desespero de todos jogadores, mãos na cabeça, e lágrimas. Lágrimas que também já rolavam pelo o meu rosto,,, juntamente com muita Oração.
O meu grande desejo que Fehér sobrevivesse .. não se concretizou .
A tristeza e a mágoa, tomaram conta de mim.

Mais uma vez aprendi uma grande lição : Na verdade não somos nada. Porque tantas vezes , tantas "guerras" , conflitos e problemas... para quê ?? Se tudo se pode apagar num ápice .
Ha que aproveitar a vida para a viver melhor possível e com felecidade junto de todos aqueles que nos rodeiam .

Rezo para que Miklos Fehé esteja perto de Deus e que sua alma esteja em conforto e em Paz .



sábado, janeiro 24, 2004

Relance 83

Noticia do dia !

Fátima Felgueiras é de novo presidente

FÁTIMA Felgueiras é legalmente, a partir desta semana, presidente da Câmara de Felgueiras. O facto decorre de um acórdão do Tribunal Constitucional que considerou ilegal a decisão do juiz de suspender Felgueiras do exercício das suas funções políticas.
Jornal Expresso (24.01.2004)

Agora pergunto eu , o que dizem os muitos engravatados e doutores que deram a cara dizendo que anterior decisão era correcta e que nalguns casos até ganharam protagonismo com esta situação !!??


Relance 82

O Amor e a Razão

Numa relação é curioso que as vezes temos que dar voz ao coração e noutros casos a Razão. Explico: Ambas situações fazem sentido , e não se contrariam .

quinta-feira, janeiro 22, 2004

Relance 81

O Aborto , O negocio e a estratégia frustrada !

“Se todos são unanimes que o aborto é errado, porque então facilitá-lo ?? “


Faz 5 anos sobre o referendo em que os portugueses rejeitaram a legalização total do aborto. Os portugueses decidiram, de livre vontade, que o direito à vida é fundamental e tem que ser respeitado. Dias depois do referendo, sabe-se em praça pública que uns (anti ) Democratas , elegem como principal prioridade, novamente, a legalização total e livre do Aborto, não respeitando o resultado recente e ofendendo um órgão de soberania.
Desde então, delinearam uma estratégia, muitas vezes com apoio de alguma comunicação social, para impor a sua vontade. Numa postura arrogante, julgando-se os únicos portadores da verdade, tudo têm feito: projectos na Assembleia da República ( até já perdi o numero de projectos, por serem cada vez mais), tentativa de imposição de um projecto europeu, pedido de indulto ao Presidente da República “por razões humanitárias “ para um parteira e (pasmem-se!) criaram até uma conta para pagar as viagens das senhoras que querem abortar no estrangeiro.
E agora recentemente o regresso da discussão deste tema na Assembleia da República, através do Partido Comunista Português , já com data marcada para o dia 3 de Março .

O meu objectivo é mostrar nestas linhas, que esta estratégia tem tanto de errada, atabalhoada, confusa e, na minha opinião, muitas vezes demonstrando má fé e, nalguns casos, até uma tentativa de um negócio.

E então é assim :

- Principalmente o PCP e Bloco de Esquerda , alguns sectores de opinião e lobbies, definem como principal objectivo político a legalização total do aborto. Porque o fazem ??? Estarão preocupados com as mulheres ??? Penso que não..... O que fizeram estes no terreno para ajudar mães solteiras, gravidas aflitas e mulheres desesperadas?? Nada vezes nada.

Por outro lado, nós Pró Vida, criámos associações, apoio através de linhas telefónicas e apoio social no terreno. Por exemplo, quem não se lembra de uma das associações por nós criada, andar por aí , a pedir ajuda em milhares de cartazes espalhados pelo pais? O relógio dos bebés da Swatch , “ O Fraldinhas “, era para ajudar a “nossa” Ajuda de Berço.


O que faz estes ”pseudo-esquerdistas intelectuais” movimentar-se e correr? Apetece dar razão a uma criança de 6 anos, que tem sido por nós apoiada, que diz “Eles querem é aparecer na televisão !”
“Para bom entendedor meia palavra basta ,” mas inocência das crianças, às vezes, acerta em cheio.




- Uma vez que os portugueses não querem o Aborto, viraram-se para a Europa. Uma tal de Anne Van Lancker, deputada belga, apresentou no Parlamento Europeu um projecto em que recomenda que todos os países da Comunidade Europeia legalizem o Aborto, isto é, que este seja livre e universalmente acessível...... digamos gratuito.
Mas a pouca vergonha não acaba aqui porque este relatório até recomenda o financiamento das organizações que orientam mulheres para clinicas de aborto! É aqui que começa o negócio .. !
Tudo isto com o dinheiros dos meus e dos seus impostos, amigo leitor.
Para além disto, não podemos esquecer que o projecto ( que até já foi aprovado) é totalmente ilegal pois atraiçoa o ideal europeu e contraria os próprios fundamentos da União, nomeadamente o respeito pela a vida humana e pela dignidade de todos os seres humanos, violando logo o 1 ª artigo da Carta dos Direitos fundamentais da União Europeia. que diz claramente ” A dignidade do ser humano é inviolável. Deve ser respeitada e protegida “

Mas a estratégia “pró-aborto” continua com iniciativas de “bradar ao céus “! Então não é que conseguiram que fosse concedido um indulto do Presidente da República por questões humanitárias à parteira do caso da Maia, condenada a oito anos e meio de prisão por crimes de pratica de aborto, tráfico de estupefacientes, peculato e falsificação de documentos? E tudo isto com o patrocínio de figuras públicas como António Barreto, Boaventura dos Santos, Sérgio Godinho, Rui Zink, entre outros.

Poderia deixar aqui mais exemplos do desespero destas pessoas, mas guardo para o fim um exemplo que chega a raiar o escândalo e o ridículo. Há uns tempos atrás, uma dita associação que muito poucas pessoas conhecem, de seu nome ” Movimento de cidadãos pelo Serviço nacional de Saúde“ promoveu a abertura de uma conta “solidária” (como se promover a morte fosse ser solidário), para que as senhoras que queiram abortar possam usufruir desse dinheiro para viajar para o estrangeiro para interromper a sua gravidez. Tudo isto num país em que, quer se queira ou não, o Aborto é crime !

O projecto do Partido Comunista Português, que irá ser discutido no próximo dia 3 de Março, será mais uma frustração para os Pro – Abortistas. O Projecto será Reprovado com os votos da maioria que sustenta o governo e alguns deputados do Partido Socialista .

Quanto mim, dirigente nacional da Juventude Socialista, sou constantemente criticado não só na JS mas também no PS por ter esta posição pró-vida que contraria a maioria dos meus colegas de partido que me aconselham a estar calado, e que me me avisam que me estou a queimar politicamente, dizendo mesmo : “ Mas Cláudio, o que é que tu ganhas com tudo isso ??
Eu respondo sempre que não estou nas coisas para ganhar. Estou porque acredito !

E porque acredito, aqui deixo hoje estes alertas, para que estejamos todos juntos e informados a lutar pelo o Dom mais bonito e importante de todos : A Vida.


Para que consigamos trabalhar, e de preferência com muitas crianças, por uma sociedade onde prefiramos a Luz, a Alegria, a Paz, o Amor e a .... Vida, porque na verdade, a história da humanidade sempre mostrou que a morte nunca foi solução para nada..
SIM ! Vale a Pena viver !

Cláudio Anaia

Relance 80

Senhor dos Anéis 3

Acabei de chegar do cinema. Fui ver o Senhor dos Anéis 3.
Excelente filme, da trilogia para mim, o melhor.
Muita acção e aventura conjugado com bons efeitos especiais.... mas o que quero aqui destacar, e que se calhar , poucas pessoas tinha reparado é a relação de Frodo (principal protagonista) e o seu amigo Sam.
Em varias partes do filme, Frodo tem desconfianças e chega mesmo a "descartar" o seu fiel amigo, sempre de forma injusta.
Mas Sam, sempre com uma lealdade e solidariedade, nunca abandona seu amigo e chega mesmo a salvar a vida dele varias vezes .
É esta postura descomprometida e de entrega que Sam tem para com o seu amigo Frodo que quero aqui louvar ....

terça-feira, janeiro 20, 2004

Relance 79


FAZ PENA

Faz pena assistir ao debate sobre o aborto. Faz pena que o Partido Socialista não perceba que, mais uma vez, anda a reboque do Bloco de Esquerda. Faz pena que o PCP qualifique todos os que, pela simples razão de se manterem firmes nas suas convicções, são arrogantes e hipócritas. Faz pena que não se lembrem que também eles, os comunistas, por pensarem o que pensam já foram no passado acusados das coisas mais inconcebíveis. Faz pena que os que defendem a discriminação até às 10, ou 12 semanas não digam que a partir das 10 semanas e um dia, ou das 12 semanas e um dia a mãe que pratica o aborto é afinal, para eles, uma criminosa. Faz pena que não tenham a honestidade de dizer quem perde horas de sono, oferece fins de semana, recebe crianças em casa e apoia de facto famílias em necessidade, são os mesmos que não apoiam a legalização do aborto. Faz pena que tragam Deus à conversa, quando afinal se trata apenas de saber se um feto é ou não vida humana. Faz pena que o argumento utilizado é apenas que “em toda a Europa” o aborto já é permitido, como se tudo o que viesse da Europa fosse um dogma a ser aceite sem reservas. Faz pena que quem quer a legalização do aborto não aceite discutir, ou afirmar sem tibiezas quando afinal começa a vida, porque a questão não é somenos importância. Faz pena que não percebam que afinal é preciso um critério legal para definir o início da vida. Faz pena que não reconheçam que se afinal “aquilo” é vida, então não pode ser eliminada. Faz pena que não percebam que uma coisa é condenar o acto, outra é condenar quem o pratica porque, por vezes, parece não haver outra solução. Faz pena que não ouçam quem defende para as mães que abortaram não necessariamente a prisão, mas a formação e o apoio efectivo. Faz pena que não entendam que ninguém pode impedir um outro de nascer. Faz pena ouvir que se ninguém pode obrigar ninguém a ter um filho, o que é verdade, já se aceita que a mãe obrigue o filho a não nascer. Faz pena que o único consolo que têm para oferecer a uma mãe em dificuldades é que pode “desembaraçar-se do filho” de forma higiénica e barata. Faz pena que não digam que afinal é bom viver, independentemente da vontade dos progenitores. Faz pena o descrédito do deputados na felicidade de alguém que teve o azar de não ser desejado. Faz pena que não conheçam mais crianças adoptadas, porque perceberiam que o destino de alguém não desejado não tem que ser, forçosamente, o caixote de lixo. Faz pena verificar que quem é geneticamente deficiente é mal aceite na sociedade. Faz pena que os deputados deste país não exijam maiores apoios às mães em dificuldades. Faz pena constatar que os deputados apoiam o mais forte contra o mais fraco. Faz pena que não exijam mais educação/ formação. Faz pena constatar que existem mães empurradas a rejeitar filhos porque nunca há dinheiro para a família. Faz pena pensar que se o resultado do referendo tivesse sido outro, os que agora pedem a sua repetição não o consentiriam.
E os hipócritas somo nós!

Pedro Vassalo

segunda-feira, janeiro 19, 2004

Relance 78


P@lavr@s Livres

Aqui vos deixo com um texto de um dos maiores Bloguistas que conheço, o Brasileiro : Paulo Bicarato

Muita gente me escreve dizendo que o Alfarrábio é isso ou aquilo, faz críticas, elogia, sugere. E eu sempre repito: não tem um que é *mais* que outro - o mais importante, e que muitos ainda não se tocaram, é exatamente essa troca livre de informações, efetivando a rede, reforçando e multiplicando links.

Para completar, ainda há alguns analistas que surpreendem pela miopia: ao falar sobre blogs, questionam o número de acessos, por exemplo, entre outras características que têm interesse única e exclusivamente comercial. Mas os blogs não têm qualquer interesse comercial, em princípio. Podem, até, em determinados casos, acabar dando origem a algum projeto com interesse comercial, mas aí deixam de ser blogs.

A voz pessoal de cada um, reverberando na rede, é que caracteriza essa efetivação da liberdade de expressão. E todos temos algo a dizer. Assim, somos vozes particulares, únicas, mas que ao ecoar aqui e ali geramos um feedback, que gera outras manifestações, que se multplicam geometricamente... Obviamente, há quem tenha algo a mais a dizer do que outros. O link para um ou outro, no entanto, é exatamente do mesmo tamanho: basta um clique.

Ou seja: cada blog tem seu papel nessa revolução da informação. Uns mais modestos, outros mais ousados, mas todos são imprescindíveis nesse processo. Em primeiro lugar, porque todos somos reais: o blog é a expressão viva de cada um que ousa exercer seu direito de se expressar livremente. Em segundo lugar, porque ninguém está aí para falar à tôa: se eu digo, escrevo algo, é para que os outros ouçam, leiam. E, finalmente, porque no final das contas os protagonistas seriam apenas estrelas solitárias se não houvessem os coadjuvantes. Não sei quem são as estrelas ou os coadjuvantes, só sei que é o conjunto das atuações de todos eles que dá o brilho da obra. E, aqui na rede, um mais um será sempre muito mais do que dois.

domingo, janeiro 18, 2004

Relance 77

Declarações de Vítor Constancio ao Jornal Público


Assim, sem mais imigrantes, mais anos de trabalho e mais filhos, "a Europa entra em declínio e terá dificuldades crescentes para resolver os seus problemas sociais", justifica.

Numa altura em que se fala, em mais uma tentativa de legalização do Aborto em Portugal, Vitor Constancio ex Secretario Geral do Partido Socialista, não deixa dúvidas . Para a Europa ser forte, tem que haver mais nascimentos de crianças.
Para bom entender , meia palavra basta !



sexta-feira, janeiro 16, 2004

Relance 76

Um Amigo...

Aceita-te como és

Acredita em ti

Nunca se Ri de ti

Admira todas as partes da tua pessoa (inclusive as partes

inacabadas)

Perdoa os teus erros

Que entrega-se condicionalmente

Ajuda-te

Te diz tudo acerca do seu coração

Te ama por aquilo que és

Haja uma diferença na tua vida

Nunca te goza

Oferece-te seu apoio

Te ajuda a levantar

Acalma teus medos

Eleva teu espírito

Diz coisas lindas acerca de ti

Te diz a verdade quando precisas de ouvi-la

Te compreende

Te valoriza

Caminha a teu lado

Te explica coisas que tu não entendes

Grita se necessário, quando tu não queres ver a realidade

quinta-feira, janeiro 15, 2004

Relance 75

Excelente texto

Numa altura em que os "grandes democratas" fazem tabúa rasa , de o resultado do referendo de há 5 anos e que pretendem ir de refrendo em referendo até conseguirem a legalização total do aborto . Aqui fica um pequeno texto de um grande amigo sobre este tematica , Nuno Serras Pereira .

Eles Sabem

Que a vida humana começa no momento da fecundação é um facto não só reconhecido pela ciência, mas também pelos próprios defensores do aborto. Porém, a dissimulação faz parte da estratégia abortista. Negam perante os outros aquilo que lhes é evidente: “Não lhes chameis bebés. Fazei de conta que o não são. Uma vez admitido que o sejam, as vossas argumentações poderiam ser vistas por aquilo que realmente são: razões para o infanticídio.” (Regra principal dos abortistas nos USA, In RANDY ALCORN, «Dalla Parte Della Vita, Astea, 1994, p. 38). No entanto às vezes escapa-lhes, publicamente, a boca para a verdade. De um editorial pró-aborto no ‘California Medicine’: “Dado que a antiga ética não foi inteiramente varrida, foi necessário separar a ideia de aborto da de morte, pois esta continua a ser socialmente detestável. O resultado é uma singular negação do dado científico, patente a todos, de que a vida humana se inicia na concepção.” («A New Ethic for Medicine and Society», editorial, in California Medicine, Setembro 1970, p. 68). Noutro editorial o New Republic declara: “Não há claramente nenhuma distinção lógica ou moral entre um feto e um pequeno bebé; a possibilidade livre de abortar não pode ser racionalmente distinguida da eutanásia. Apesar disso nós somos a seu favor.” («The Unborn and the Born again», editorial, 2 Julho 1977, p. 6). Finalmente, a psicóloga abortista M. Denes escreveu: “Penso verdadeiramente que o aborto seja um homicídio de uma qualidade muito especial ... . E não é possível que nenhum médico nele envolvido se possa enganar a si mesmo a esse respeito.” (MAGDA DENES, «The Question of abortion», in Commentary, nº 62, Dezembro 1976, p. 6).






quarta-feira, janeiro 14, 2004

Relance 74

Bloguismo " Terrorista "

Acho que um Blog é um espaço de opinião interessante onde devemos partilhar com todos aquilo que pensamos ou sentimos . Inclusive o meu blog esta aberto a amigos e convidados para debates e troca de opiniões .
È isso que tento sempre fazer .
Mas infelizmente este valioso instrumento de informação, que são os bloggers esta a tornar -se cada vez mais num espaço de intriga , " lavagem de roupa suja", difamação e baixa política.
Mais grave ainda quando sei, que muitas das pessoas que alimentam esta forma suja de estar na vida são figuras publicas e nalguns casos conhecidas nível nacional e noutros casos conhecidas na sua comunidade , na sua cidade .
É verdade, que tenho muitas vezes sido alvo dessa gente. que sabe se lá porquê, me ataca sempre difamando e numa autentica postura de "bota abaixo", critica só por criticar. E ainda por cima cobardemente e sem rosto, porque esses blogs na maioria das vezes não são devidamente indetificados.
Tenho a certeza absoluta , quando um dia alguém teve a ideia brilhante da criação destes espaços, não foi para aquilo que eles se estão a tornar .

terça-feira, janeiro 13, 2004

Relance 73

Síndroma Anti Clerical Obsessivo


A coisa mais difícil do mundo é conhecermo-nos a nós mesmos, e o mais fácil é falar mal dos outros.

(Tales de Mileto)


Tenho assistido com alguma indignação as criticas injustas e inconsequentes que algumas organizações e pessoas fazem a Igreja Católica
Lamento, mas como lamento que se esqueçam o bom trabalho desenvolvido pela a igreja, por exemplo, com as classes desfavorecidas (é sabido que a larga maioria de pobres em Portugal são apoiados pela igreja católica)
Mais grave, quando sei, que muitas dessas organizações / pessoas pouco ou nada fazem para melhorar ou mudar o que esta mal em tudo o que nos rodeia e apenas querem satisfazer a sua necessidade de má língua e de critica pela critica sem fundamentos,. Por isso, a frase de entrada deste texto de Tales Mitelo encaixa como uma luva nestes doentes com o síndroma anti Clerical Obsessivo

segunda-feira, janeiro 12, 2004

Relance 72

Pensamento do dia

O verdadeiro amor nunca se esgota. Quanto mais se dá, mais se tem."


(Saint-Exupéry)

domingo, janeiro 11, 2004

Relance 71

Hoje é dia do Senhor !

Cheguei agora da igreja . Depois de ter dado uma sessão de catequese e participado na missa , tenho estado a ler um livro sobre o papa Joao XXIII.
Uma das principais referencias da minha vida , este homem mostrou um grande caracter, defensor do valor ecumenico e principal incentivador do Concilio Vaticano II.
Aqui fica uma pequena homenagem com a sua biografia :

PAPA JOÃO XXIII


Nasceu no dia 25 de Novembro de 1881 em Sotto il Monte, diocese e província de Bérgamo (Itália), e nesse mesmo dia foi baptizado com o nome de Angelo Giuseppe; foi o quarto de treze irmãos, nascidos numa família de camponeses e de tipo patriarcal. Ao seu tio Xavier, ele mesmo atribuirá a sua primeira e fundamental formação religiosa. O clima religioso da família e a fervorosa vida paroquial foram a primeira escola de vida cristã, que marcou a sua fisionomia espiritual.

Ingressou no Seminário de Bérgamo, onde estudou até ao segundo ano de teologia. Ali começou a redigir os seus escritos espirituais, que depois foram recolhidos no "Diário da alma". No dia 1 de Março de 1896, o seu director espiritual admitiu-o na ordem franciscana secular, cuja regra professou a 23 de Maio de 1897.

De 1901 a 1905 foi aluno do Pontifício Seminário Romano, graças a uma bolsa de estudos da diocese de Bérgamo. Neste tempo prestou, além disso, um ano de serviço militar. Recebeu a Ordenação sacerdotal a 10 de Agosto de 1904, em Roma, e no ano seguinte foi nomeado secretário do novo Bispo de Bérgamo, D. Giacomo Maria R. Tedeschi, acompanhando-o nas várias visitas pastorais e colaborando em múltiplas iniciativas apostólicas: sínodo, redacção do boletim diocesano, peregrinações, obras sociais. Às vezes era também professor de história eclesiástica, patrologia e apologética. Foi também Assistente da Acção Católica Feminina, colaborador no diário católico de Bérgamo e pregador muito solicitado, pela sua eloquência elegante, profunda e eficaz.

Naqueles anos aprofundou-se no estudo de três grandes pastores: São Carlos Borromeu (de quem publicou as Actas das visitas realizadas na diocese de Bérgamo em 1575), São Francisco de Sales e o então Beato Gregório Barbarigo. Após a morte de D. Giacomo Tedeschi, em 1914, o Pade Roncalli prosseguiu o seu ministério sacerdotal dedicado ao magistério no Seminário e ao apostolado, sobretudo entre os membros das associações católicas.

Em 1915, quando a Itália entrou em guerra, foi chamado como sargento sanitário e nomeado capelão militar dos soldados feridos que regressavam da linha de combate. No fim da guerra abriu a "Casa do estudante" e trabalhou na pastoral dos jovens estudantes. Em 1919 foi nomeado director espiritual do Seminário.

Em 1921 teve início a segunda parte da sua vida, dedicada ao serviço da Santa Igreja. Tendo sido chamado a Roma por Bento XV como presidente nacional do Conselho das Obras Pontifícias para a Propagação da Fé, percorreu muitas dioceses da Itália organizando círculos missionários.

Em 1925, Pio XI nomeou-o Visitador Apostólico para a Bulgária e elevou-o à dignidade episcopal da Sede titular de Areopolis.

Tendo recebido a Ordenação episcopal a 19 de Março de 1925, em Roma, iniciou o seu ministério na Bulgária, onde permaneceu até 1935. Visitou as comunidades católicas e cultivou relações respeitosas com as demais comunidades cristãs. Actuou com grande solicitude e caridade, aliviando os sofrimentos causados pelo terremoto de 1928. Suportou em silêncio as incompreensões e dificuldades de um ministério marcado pela táctica pastoral de pequenos passos. Consolidou a sua confiança em Jesus crucificado e a sua entrega a Ele.

Em 1935 foi nomeado Delegado Apostólico na Turquia e Grécia: era um vasto campo de trabalho. A Igreja tinha uma presença activa em muitos âmbitos da jovem república, que se estava a renovar e a organizar. Mons. Roncalli trabalhou com intensidade ao serviço dos católicos e destacou-se pela sua maneira de dialogar e pelo trato respeitoso com os ortodoxos e os muçulmanos. Quando irrompeu a segunda guerra mundial ele encontrava-se na Grécia, que ficou devastada pelos combates. Procurou dar notícias sobre os prisioneiros de guerra e salvou muitos judeus com a "permissão de trânsito" fornecida pela Delegação Apostólica. Em 1944 Pio XII nomeou-o Núncio Apostólico em Paris.

Durante os últimos meses do conflito mundial, e uma vez restabelecida a paz, ajudou os prisioneiros de guerra e trabalhou pela normalização da vida eclesial na França. Visitou os grandes santuários franceses e participou nas festas populares e nas manifestações religiosas mais significativas. Foi um observador atento, prudente e repleto de confiança nas novas iniciativas pastorais do episcopado e do clero na França. Distinguiu-se sempre pela busca da simplicidade evangélica, inclusive nos assuntos diplomáticos mais complexos. Procurou agir sempre como sacerdote em todas as situações, animado por uma piedade sincera, que se transformava todos os dias em prolongado tempo a orar e a meditar.

Em 1953 foi criado Cardeal e enviado a Veneza como Patriarca, realizando ali um pastoreio sábio e empreendedor e dedicando-se totalmente ao cuidado das almas, seguindo o exemplo dos seus santos predecessores: São Lourenço Giustiniani, primeiro Patriarca de Veneza, e São Pio X.

Depois da morte de Pio XII, foi eleito Sumo Pontífice a 28 de Outubro de 1958 e assumiu o nome de João XXIII. O seu pontificado, que durou menos de cinco anos, apresentou-o ao mundo como uma autêntica imagem de bom Pastor. Manso e atento, empreendedor e corajoso, simples e cordial, praticou cristãmente as obras de misericórdia corporais e espirituais, visitando os encarcerados e os doentes, recebendo homens de todas as nações e crenças e cultivando um extraordinário sentimento de paternidade para com todos. O seu magistério foi muito apreciado, sobretudo com as Encíclicas "Pacem in terris" e "Mater et magistra".

Convocou o Sínodo romano, instituiu uma Comissão para a revisão do Código de Direito Canónico e convocou o Concílio Ecuménico Vaticano II. Visitou muitas paróquias da Diocese de Roma, sobretudo as dos bairros mais novos. O povo viu nele um reflexo da bondade de Deus e chamou-o "o Papa da bondade". Sustentava-o um profundo espírito de oração, e a sua pessoa, iniciadora duma grande renovação na Igreja, irradiava a paz própria de quem confia sempre no Senhor. Faleceu na tarde do dia 3 de Junho de 1963.



sexta-feira, janeiro 09, 2004

Relance 70

POEMA EM LINHA RECTA

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Eu que tenho enrolado publicamente os pés nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais rídiculo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito feito vergonhas financeiras, pedindo emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco.

Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e fala comigo
Nunca teve um acto rídiculo, nunca sofreu um enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?

Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus sueriores sem titubear?

Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Fernando Pessoa

quinta-feira, janeiro 08, 2004

Relance 69

Reflexão !


Um amigo é uma pessoa com a qual se pode pensar em voz alta.

(Ralph Waldo Emerson )

Relance 68

Casa Pia

Resisti a mais de três meses em falar na Casa Pia no meu Blog.

Abuso sexual de crianças , piorando quando é com crianças com carenciadas . A minha sensibilidade , faz- me sentir nojo de tudo o que se tem passado.
Muito se tem dito, muito se tem escrito, mas muito pouco se tem defendido quem é vítima de toda esta situação .

Dia após dia , desfilam nomes das mais variadas pessoas, mas curioso ou não, na política, todos eles com ligações ao PS, Paulo Pedroso, Ferro Rodrigues. Jorge Sampaio, Jaime Gama e hoje Mário Soares.

Parece que se anda a brincar com coisas sérias neste pais que cada vez mais trilha um caminho sem rumo, sem orientação e sem responsabilidade .

Justiça e Liberdade SIM, mas NÃO desta forma abandalhada !

E uma coisa eu garanto, ou se muda de comportamento e atitude ou Portugal nunca será levado a sério por este mundo fora .... e eu sei do que estou a falar. porque quando tenho oportunidade de viajar é isso que eu sinto muitas vezes .

quarta-feira, janeiro 07, 2004

Relance 67


Basta pensar em sentir
Para sentir em pensar.
Meu coração faz sorrir
Meu coração a chorar.
Depois de parar de andar,
Depois de ficar e ir,
Hei de ser quem vai chegar
Para ser quem quer partir.

Viver é não conseguir.


Fernando Pessoa, 14-6-1932

terça-feira, janeiro 06, 2004

Relance 66

"a propósito de uma toupeira ...."

Filipe Nunes és um triste ,,, tem vergonha

Soube que este nunes, que desde há algum tempo se tenta fazer passar por jovenzinho pseudo intelectual de esquerda , me insultou por eu ser um defensor da causa anti-Aborto.
Chamou me " Pobre Anaia" não sei se foi pelo o facto do trabalho que desenvolvo com exclusão social, ou por ser pobre em não ter características que definem o indivíduo em causa : ser um cobarde, ser um carreirista

Vamos a factos : conheci o Filipe na JS; era colega dele na comissão Nacional da Juventude Socialista. Vivia sempre encostado ao Sérgio Sousa Pinto, tanto que conjuntamente comigo votaram contra a proposta de legalização do Aborto apresentada no Congresso Nacional da Juventude Socialista na Figueira da Foz.
Hoje o Filipe é um defensor do Aborto e ataca violentamente quem é contra, mostrando a coerência que define o seu carácter.

f.nunes sempre foi daqueles "aspirantes" a político que joga no gabinete e nos corredores , e aspira ao "tacho " por nomeação, porque, por muito mal que estejamos em matéria de escolhas, ninguém com dois dedos de testa votaria nesta luminária.

Filipe, tem vergonha e reforma te .. ou então olha ...., continua a escrever no teu blog , mais conhecido cá pela a malta por "masturbação mental "

Para arquivar este caso perdido, encontrei ocasionalmente num blog mais uma opinião sobre esta figurinha deste nosso pais cada vez mais relativo .

Aqui fica o blog a consultar :

www.ocompanheirosecreto.blogspot.com

domingo, janeiro 04, 2004

Relance 65

Força Benfica !


Apesar de ter cada vez mais dificuldades na visão, uma vertebra deslocada, uma pedra no rim com mais de 8mm e saber há poucos dias que sou doente asmatico e por isso ter que estar a tomar uma medicação muito forte ....... não vou por isso, deixar de ir hoje ver o meu Benfica ao estadio da luz. Viva o Glorioso .......

quinta-feira, janeiro 01, 2004

Relance 64

Um Grande 2004 ??!!
Será assim, se todos nós quisermos!!!


“Se aproveitares a vida para fazeres dos teus sonhos
realidade, não terás tempo para te sentires frustrado”

Richard Bach


Ao contrário dos outros anos, pelo o facto de ter estado no Brasil, este ano , nao escrevi nada, (ao contario do que é normal), nesta epoca natalicia.

Todos os anos, no Natal, gosto de partilhar com todos (aqueles que gostam e que não gostam de mim) como me sinto e aquilo que acho da actualidade social.

Este ano preferi dedicar-me a fazer outras coisas, como ajudar um amigo a lutar por um objectivo que sonhava há muitos anos, ver o sorriso lindo dos meus sobrinhos, falar com aquela idosa que não tem ninguém para conversar ou visitar aquele meu amigo sem abrigo que, graças à sua força, já tem hoje um espaço para viver dignamente com a sua esposa e filhos. O natal passei o no meio de mais de 100 crianças da Casa do Gaiato em Setúbal .

Como sempre, neste início de ano, faço reflexões do que fiz de bem e de mal, procurando manter os aspectos positivos e modificando o que correu pior.

Fiz alguns telefonemas, li jornais, uma navegação pela Internet... e o que vi?!!! Muitos desejos, vontades e objectivos para o futuro.


Será que vai ser assim ???

Tivemos um ano velho em que as diferenças entre pobres e ricos cada vez se acentuaram mais no que respeita a desigualdades sociais manifestadas em discriminações; onde as preferências vão para aqueles que têm dinheiro, mais estudos, maior poder, mais beleza, tudo em detrimento dos mais pobres, idosos ou dos deficientes.

Neste ano velho, que já acabou, imperou uma sociedade cada vez mais consumista, onde se construiu grandes satélites e melhores meios de guerra, mas não se conseguiu acabar com a fome.


Tivemos uma comunicação social que mostrou, insistidamente, as emoções em concursos, as polémicas do futebol e o novo namorado da princesa, mas que se esqueceu de dizer que 20% da população tem em seu poder mais de 80% do produto interno bruto, e que bastaria apenas 1% do rendimento mundial para acabar com a pobreza no mundo.


Mas neste novo ano...

Apesar das coisas não estarem bem, recuso-me a aceitar esta “onda” de derrotismo e a pensar que tudo está perdido, e que não vale a pena acreditar no dia de amanhã.

Neste novo ano acredito que existam muitas pessoas boas, acredito que as coisas possam mudar e que o sol amanhã vai voltar a nascer... Para que isso aconteça, basta apenas todos nós querermos. Podemos começar na nossa casa, no nosso grupo de amigos ou então no nosso emprego.

Neste novo ano, amigo leitor, comece por dar primazia às pessoas por aquilo que são e não por aquilo estas lhe possa dar. Acredite em si, acredite que pode viver mais liberto daquilo que materialmente tem.

A vida é muito simples... não complique!!! Todos nós somos seres humanos e temos um lugar insubstituível neste mundo, mundo este que poderia ser mais solidário, fraterno, humilde e menos consumista.

Com certeza que ao pé da sua casa existe um idoso, um deficiente, alguém que precisa de um sorriso ou de uma ajuda. Neste novo ano experimente em dar-lhe a mão. Ou então aquela pessoa com quem se zangou e cortou relações pessoais... experimente pôr para trás das costas muito desse orgulho, e dar o primeiro passo para a reconciliação.

São estes e outros passos por vezes tão pequenos que podem torná-lo mais feliz, a si e aos outros, e assim ter um ... GRANDE 2004.

Aqui fica o meu compromisso de, neste novo ano, ser melhor. Será que posso contar consigo???


Cláudio Anaia

quarta-feira, dezembro 31, 2003

Relance 63

Boas Entradas e 3008 Visitas ...

A poucas horas de entrada de 2004, cá estou a dar um "olhinho" pelo o meu blog. Este espaço criado , neste ano que agora acaba, que permitiu trocas de opiniões e hipotese de bons amigos e convidados dizeram de "sua justiça".
É com algum orgulho que vejo que sem ainda três meses de criação , este blog, teve a visita a data de hoje, de 3008 visitas. Cá continuarei no novo ano, a partilhar tudo aquilo que sinto, penso ou me vai na alma.
Ja oiço a musica , o barulho e o movimento de pessoas na rua, para as comemorações, por isso, tudo de bom e que este ano de 2004 consigamos atingir aquilo que todos procuramos : A Felicidade

segunda-feira, dezembro 29, 2003

Relance 62

Ama sempre..... principalmente os que mais necessitam !

DIGNO DE SER LIDO


Um dia, um rapaz pobre que vendia mercadorias de porta em porta para pagar
os seus estudos, viu que só lhe restava uma simples moeda de dez centavos e
tinha fome.
Decidiu que pediria comida na próxima casa. Porém, os seus nervos o traíram
quando uma encantadora mulher jovem lhe abriu a porta. Em vez de comida,
pediu um copo de água.
Ela achou que o jovem parecia faminto e assim lhe deu um grande copo de
leite. Ele bebeu devagar e depois lhe perguntou:
- Quanto lhe devo?
- Não me deves nada -respondeu ela. E continuou:
- Minha mãe sempre nos ensinou a nunca aceitar pagamento por uma oferta
caridosa.
Ele disse:
- Pois te agradeço de todo coração.
Quando Howard Kelly saiu daquela casa, não só se sentiu mais forte
fisicamente, mas também sua fé em Deus e nos homens ficou mais forte.
Ele já estava resignado a se render e deixar tudo.
Anos depois, essa jovem mulher ficou gravemente doente. Os médicos locais
estavam confusos. Finalmente a enviaram à cidade grande, onde chamaram um
especialista para estudar sua rara enfermidade.
Chamaram o Dr.Howard Kelly. Quando escutou o nome do povoado de onde ela
viera, uma estranha luz encheu seus olhos.
Imediatamente, vestido com a sua bata de médico, foi ver a paciente.
Reconheceu imediatamente aquela mulher e determinou-se a fazer o melhor
para salvar aquela vida.
Passou a dedicar atenção especial àquela paciente.
Depois de uma demorada luta pela vida da enferma, ganhou a batalha.
O Dr. Kelly pediu à administração do hospital que lhe enviasse a factura
total dos gastos. Ele conferiu, depois escreveu algo e mandou entregá-la no
quarto da paciente. Ela tinha medo de abri-la, porque sabia que levaria o
resto da sua vida para pagar todos os gastos.
Finalmente abriu a factura e algo lhe chamou a atenção, pois estava escrito
o seguinte:

Totalmente pago há muitos anos com um copo de leite.

(assinado):
Dr.Howard Kelly.

domingo, dezembro 28, 2003

Relance 61

Políticos “Católicos” que Advogam Leis Abortistas e Sagrada Comunhão

Aqui fica um texto do meu amigo Pe. Nuno Serras Pereira, que nos deixa a pensar !


Há pecados que por serem graves ou mortais colocam o católico em condições tais de não poder receber a Sagrada Comunhão, a Eucaristia. E se forem públicos e obstinados o celebrante da Eucaristia ver-se-á perante o dever moral grave de recusar a Comunhão. Tal é o caso, por exemplo, dos casados validamente pela Igreja, que se separaram e vivem em nova união, registada ou não no civil (mesmo que, ultimamente, só Deus possa avaliar da responsabilidade subjectiva, a situação contradiz objectivamente de tal modo o que se celebra no mistério da Eucaristia que não admite a sua recepção). Outro exemplo a que se pode recorrer é o do racismo, ou o da pedofilia. Creio que ninguém com responsabilidades hierárquicas na Igreja aceitaria que políticos que promovessem e legislassem a favor destes crimes se pudessem abeirar da Comunhão Eucarística. A contradição seria tão patente, tão chocante e tão escandalosa que não admitiria dúvida nem ambiguidade alguma. De facto, “... qualquer ameaça à dignidade e à vida do homem repercute-se no próprio coração da Igreja, afecta o núcleo da sua fé na encarnação redentora do Filho de Deus, compromete-a na sua missão de anunciar o Evangelho da Vida por todo o mundo e a cada criatura” (João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 3).



Como entender, então, que ao longo de tantos anos vejamos continuamente políticos que se dizem católicos e que têm graves responsabilidades no aborto, esse crime que de entre todos é o mais perverso e abominável, receberem a Santíssima Eucaristia? O Papa é muito claro “... No caso de uma lei intrinsecamente injusta, como aquela que admite o aborto ou a eutanásia, nunca é lícito [trata-se de um absoluto moral que não admite excepções e cuja matéria é grave] conformar-se com ela, nem participar numa campanha de opinião a favor de uma lei de tal natureza, nem dar-lhe a aprovação com o seu voto.” (João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 73).



Há políticos católicos com responsabilidades na introdução e na manutenção de abortivos precoces tais como o DIU. António Guterres, quando deputado, votou a favor da liberalização do aborto até às 12 semanas, votou também favoravelmente a ignóbil “lei” abortista de 1984, já como Primeiro-ministro manifestou que continuava a concordar com ela, deu a sua anuência ao alargamento da mesma promovido por Strecht Monteiro, manteve o DIU e abriu a porta, através do Ministério da Saúde, à entrada em Portugal da pílula do dia seguinte, um abortivo precoce. A Cavaco Silva foi-lhe proposto, quando tinha maioria absoluta, que revogasse a “lei” iníqua de 84 e ele recusou; acresce que aquando da sua candidatura às Presidenciais manifestou publicamente a sua concordância com ela; como Primeiro-ministro manteve o DIU. Por altura do referendo sobre o aborto Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente do PSD, e todo o partido com ele, repetiu até à exaustão que a “lei” infame em vigor era boa, justa e equilibrada. Paulo Portas bradou aos quatro ventos que também concordava com a mesma e hoje continua a dizer que é, tão-somente, contra a liberalização total do aborto. Durão Barroso ainda não deu um passo para revogar essa “lei” injusta e selvagem, mantém a decisão de Guterres em relação à pílula homicida e deixa que se continue a comercializar o DIU (o Ifarmed, recorde-se, depende do Ministério da saúde). Maria de Belém em recompensa do seu empenho determinado em promover a morte legal dos bebés inocentes e indefesos foi escolhida, pelo o Pe. Vitor Melicias, para Presidente da Mesa Geral da União das Misericórdias. Toda esta gente, de “consciência tranquila”, comunga de mãos sacerdotais, perante as câmaras da TV, com ar beatífico e compungido, procurando entrar em intimidades celestiais com o mesmo Cristo que na Terra é, por responsabilidade deles, “legalmente” exterminado (as aspas servem para indicar que a legislação positiva chama impropriamente lei àquilo que é uma violência iníqua): “Sempre que fizestes isto a um destes Meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes” (Mt 25, 40).

Ora, o respeito pelo culto e pela reverência devida a Deus e a Seu Filho sacramentado, o cuidado pelo bem espiritual dos próprios, a necessidade de evitar escândalo, e a preocupação pelos sinais educativos e pedagógicos para com o povo cristão e para com todos, pedem que se pare, de imediato, com este escândalo. Primeiro, chamando esses personagens à conversão, para que se arrependam. Depois, exigindo a manifestação pública do repúdio de tais iniquidades monstruosas. E caso se recusem, denegando-lhes a Sagrada Comunhão.



Uma vez que estes contra testemunhos têm vindo, ao longo dos anos, a corroer as consciências não espanta que no jornal PÚBLICO de hoje deparemos com a seguinte informação: “O PSD e o CDS já clarificaram que nesta legislatura não admitem mexer na lei nem repetir o referendo ao aborto. Mas aceitam debater o assunto depois de 2006 e até admitem, então, aceitar alterações à lei no sentido da descriminalização (sublinhado da nossa responsabilidade).” De facto, se se pode admitir a despenalização e liberalização do homicídio/aborto em tantos casos, aceitá-lo e aboná-lo legalmente em mais alguns não difere essencialmente da “lei” anterior, mas tão só em grau, sendo por isso matéria opinável, sujeita ao mero jogo político partidário.



Estamos, pois, avisados! Podemos desde já encetar ou não um programa de Evangelização que provoque uma mutação cultural a favor da vida. E embora muitas coisas de grande mérito se tenham feito, em particular, desde o Referendo de 1998, temos, no entanto, preguiçado em relação à batalha cultural, mesmo dentro da Igreja.



Como não ficar assustado com o número de jovens que após dez anos de catequese é favorável à legalização/liberalização do aborto, e de catequistas e de leigos empenhados e de seminaristas e de religiosos e de sacerdotes? Mas, entre outras razões, como é que esta gente não há-de pensar que isso é uma opção verdadeiramente lícita e mesmo boa se aqueles políticos e demais personagens públicos que vê e ouve na rádio e na TV a advogarem a descriminalização/liberalização do aborto e a tomarem decisões propícias à mesma são afavelmente admitidos à recepção da Eucaristia?

sábado, dezembro 27, 2003

relance 60

Será sempre assim ???



Paradoxos camonianos


Os bons vi sempre passar
no mundo graves tormentos;
e, para mais m'espantar,
os maus vi sempre nadar
em mar de contentamentos. [...]

Luis de Camões



quinta-feira, dezembro 25, 2003

Relance 59

Natal !

Existe Natal, porque Jesus nasceu.
E que pena, tantas e tantas pessoas se esquecerem disso .

segunda-feira, dezembro 22, 2003

Relance 58

Despenalizar o Aborto?

A questão do aborto volta a estar na ordem do dia.

Fala-se agora na hipótese de descriminalização (ou despenalização) do aborto, mantendo embora a sua proibição. O aborto deixaria de ser crime, continuando, porém, uma prática ilícita e proibida, não podendo ser realizado em hospitais públicos ou com autorização do Estado. Não era exactamente isto que era proposto no referendo de 1998, embora a pergunta então formulada (de forma pouco isenta) fizesse referência apenas à descriminalização. Estava em jogo a legalização ou liberalização do aborto, que passaria a ser praticado com a conivência ou colaboração activa do Estado, em unidades de saúde públicas e com recursos públicos. Esta proposta visará impedir apenas o julgamento da mulher grávida que aborta, podendo recolher assim um mais amplo consenso.

Importa, porém, esclarecer que a tutela da vida humana implica um regime legal coerente e que uma brecha na coerência desse regime pode afectá-lo no seu todo. Não se pode também ignorar que neste âmbito se assiste a uma estratégia de etapas sucessivas, e que à descriminalização mais facilmente se sucederia a liberalização.

Entende-se hoje geralmente que a função primordial do Direito Penal é o reforço da confiança da comunidade na vigência das normas que protegem bens jurídicos fundamentais na perspectiva do regular funcionamento dessa comunidade. Mais do que intimidar os potenciais violadores das normas, há que confirmar e fortalecer a atitude dos que a cumprem por motivos de ordem moral que vão para além desse temor. Esta função, que poderíamos considerar “pedagógica”, assume uma importância capital quando está em jogo o bem jurídico e valor supremo que é a vida humana. A própria ordenação sistemática dos tipos de crime no Código Penal reflecte esta proeminência do valor da vida humana. Os crimes contra a vida e os crimes contra a vida intra-uterina são os primeiros do elenco. Se o Código Penal define como crimes quaisquer atentados à integridade física (uma simples bofetada), quaisquer atentados à honra (uma qualquer injúria), ou à propriedade (um furto de um qualquer objecto de valor insignificante), estranho e incoerente seria que não definisse como crime um atentado à vida humana como é o aborto.

A simples definição solene de uma conduta como crime é relevante na perspectiva da aludida função pedagógica do Direito Penal. E esta função mantém-se ainda que as condenações não correspondam minimamente à frequência da prática do crime (como sucede com o aborto ou também com o consumo de droga, por exemplo) ou se revistam de carácter simbólico.

Não terá qualquer sentido, nesta linha, transformar (como sucedeu com o consumo de droga) o aborto em simples contra-ordenação, sancionável com uma coima. As condutas qualificadas como contra-ordenação (o estacionamento de um automóvel em local proibido, por exemplo) caracterizam-se precisamente pela falta da sua “ressonância ética”, falta que obviamente não se verifica num atentado à vida humana.

É certo que se poderá despenalizar apenas a conduta da mulher grávida que aborta, mantendo-se a penalização de quem (médico, parteira, etc.) provoca a aborto com o consentimento dessa mulher e faz dessa prática uma actividade lucrativa (muitas vezes altamente lucrativa). As críticas aos julgamentos que se têm realizado esquecem que é só sobre estas pessoas que têm recaído, e provavelmente virão a recair, penas de prisão. Mas não vislumbro algum princípio de ordem ético-jurídica ou lógica que justifique, em coerência, a criminalização desta conduta quando a conduta da mulher grávida que nela consente não é criminalizada. O que se verifica é que estas pessoas não beneficiarão das circunstâncias atenuantes de que poderão beneficiar as mulheres grávidas que abortam (tal como não beneficiará dessas circunstâncias atenuantes o pai da criança que seja cúmplice ou autor moral para se livrar das suas responsabilidades, indiferente ao trauma que representa o aborto para a mãe).

Não haverá, então, espaço para considerar o sofrimento das mulheres que abortam?

Muito sabiamente, o comunicado da Conferência Episcopal sobre esta questão, afirma que os tribunais deverão, «na análise das circunstâncias e possíveis atenuantes», aliar «a justiça e a misericórdia». Como juiz da área criminal e como cristão, não posso ser indiferente a este desafio.

Ensina-nos o exemplo de Jesus Cristo que há que ser firmes na condenação do erro e compreensivos e misericordiosos para com a pessoa que erra. A misericórdia não é a indiferença ou cumplicidade diante do mal. Não anula a justiça, antes a completa e enriquece.

No caso do aborto, estamos perante um crime que na sua objectividade se reveste de extrema gravidade (neste sentido, a Gaudium et Spes fala em «crime abominável»), pois está em causa um atentado à vida do mais inocente e indefeso dos seres humanos. Mas há que distinguir essa gravidade objectiva da responsabilidade subjectiva. Há que considerar, nesta perspectiva, que a mulher grávida que aborta normalmente não o faz com plena consciência da gravidade do seu acto, pode estar sujeita a pressões sociais que limitam a sua liberdade ou pode ser motivada por razões ligadas a dramáticas condições de existência.

O regime legal vigente permite considerar estas circunstâncias atenuantes e a opção pela suspensão da execução da pena. É essa opção que se tem verificado sempre nas condenações de mulheres grávidas que abortam e que certamente continuará a verificar-se. A suspensão da execução da pena mantém a censura solene do crime (e está, portanto, salvaguardada a função pedagógica do Direito Penal), não havendo lugar ao cumprimento de qualquer pena se o condenado não cometer crimes num prazo determinado. Associa-se, assim , em meu entender, a justiça e a misericórdia, a condenação do erro e a compreensão pela situação concreta da pessoa que erra, com a consideração das circunstâncias atenuantes que rodeiam a sua conduta.

Diga-se ainda que o regime vigente também permite recorrer nestes casos, quando se considere diminuta a culpa, à suspensão provisória do processo (sem que haja, pois, lugar a julgamento e condenação) com imposição de injunções e regras de conduta.

Descriminalizar (ou despenalizar), em nome da compreensão para com a pessoa que erra, significaria anular a censura do erro, do crime na sua objectividade. Seria sacrificar a justiça em nome de uma pretensa misericórdia, quando, como disse, esta não anula a justiça, antes a completa e enriquece. E seria também sacrificar a verdade. À mulher adúltera, disse Jesus: «Vai e não tornes a pecar». Não lhe disse que não tinha pecado.

Pedro Vaz Patto
Juiz de Direito



domingo, dezembro 21, 2003

Relance 57

Irmãos de S João de Deus


Este meu primeiro fim de Semana, depois de ter completado 31 anos de idade, foi passado com os irmãos de S João de Deus na sua residencia em Lisboa.
Uma festinha de Natal e uma ida a Fatima, foram algumas das coisas que aconteceram.
Aproveito hoje , aqui este espaço para divulgar um pouco a obra desta irmandade que esta mais perto dos doentes mentais :

sexta-feira, dezembro 19, 2003

***************Relance 56********************

Dia do meu aniversário .... Dia de Alegria !

É sempre com enorme alegria que festejo mais um aniversário.
Este ano, particularmente com muito alegria e felicidade , pois estive há muito pouco tempo no Brasil, onde toda a forma de ser e estar daquele povo contagia qualquer pessoa !
Quero agradecer a todos que me tem ajudado e apoiado.. um grande bem haja ! Quanto aos outros que não gostam de mim e que me tem julgado precipitadamente, rezo por vós ... sempre que quiserem a minha porta estará aberta .
Viva a vida !

quinta-feira, dezembro 18, 2003

Relance 55

Participação Jornalistica


A Elsa Resende além de uma querida amiga é uma excelente e optima jornalista, como pouco existem por ai, garanto vos ! A sua forma integra, honesta e pura de trabalhar faz dela para mim uma pesoa muito especial.
E a confirmar tudo o que digo, há que ler com maximo de atenção esta sua participação neste meu humilde blog :)
Aqui fica :

O dia começa por volta das 09:00 com a consulta dos jornais na Internet. Fazem-se, em seguida, os primeiros telefonemas. Começo a ficar inquieta quando do outro lado da linha não há nenhuma novidade ou pista para uma futura notícia ou reportagem.
Nestas alturas, recordo-me sempre de uma senhora idosa que um dia, quando era mais nova, encontrei sentada num banco de uma igreja, em Lisboa.
Não me lembro das feições dela, mas lembro-me do que ela me disse, agarrando-me por um braço: “Nunca devemos desistir!”.
É com estas palavras na cabeça que, volta e não volta, mesmo desmotivada, insisto, insisto... pergunto mais uma vez e... chateio, incomodo... tudo para conseguir ter uma boa história para contar.
Nem sempre me saio bem na tarefa. Mas quem disse que o jornalismo é uma profissão fácil?
Sendo correspondente local, sou obrigada a aturar, nem sempre com a mesma disposição, autarcas com os mesmos discursos e sessões de câmara e assembleias municipais quase intermináveis.
Não raras vezes perco a paciência quando os políticos, em vez de discutirem os problemas da terra, se perdem em guerras partidárias sem interesse e argumentos.
Eis o lado enfadonho do jornalismo.
Mas há depois o lado mau, que é quando ouvimos críticas injustas, ameaças, insultos e... andamos sempre a correr e o telefone não nos dá sossego.
E há, felizmente!, o lado bom, que é quando surgem histórias inesperadas, se conhece gente fantástica, o público agradece por esta ou aquela notícia e o mundo fica melhor.
Porque acredito que estamos cá para desempenhar uma missão, aos 16 anos (e depois de uma péssima professora do secundário ter desfeito o meu sonho de ser historiadora) decidi que queria ser jornalista para ajudar a construir um mundo melhor.. informando, denunciando, contando histórias de pessoas e lugares.
Em tão pouco tempo que tenho de profissão, já vi a dignidade de gente pobre mas feliz, o desalento de quem não consegue fazer pela vida, a amargura de quem se sente só.
Não esqueço o orgulho das mulheres que fazem a recolha do lixo no Barreiro, a traquinice dos miúdos de rua do Projecto Adrenalina, de Almada, a ternura dos rapazes dos bairros sociais de Amora que, a troco de uma moeda para o mealheiro, ajudam os automobilistas a arrumar os carros por altura da Festa do Avante.
Na minha memória registo ainda o deslumbramento que senti quando os golfinhos do Sado vieram à minha beira ou... o cheiro a miséria do Bairro das Palmeiras, no Barreiro, as lágrimas das costureiras da VESTUS desempregadas, a firmeza de um siderúrgico a lutar por justiça.
Fiz muitas entrevistas sentada a uma secretária, mas também empoleirada num barco semi-rígido a toda a velocidade, de pé sob chuva, frio e calor intensos, de cócoras na cabina do piloto de um avião, de ténis enterrados no esgoto. São ossos do ofício!
Tal como no primeiro dia de trabalho, enfrento cada conferência de imprensa com nervosismo, tremo por dentro quando apontam um dedo a um dos meus artigos, reajo mal quando não me levam a sério, escondo-me por trás da discrição quando oiço (de vez em quando) um elogio.
De gente simples e excêntrica, letrada e iletrada, velhos e novos... tenho tirado muitas lições de vida.
Sofro com os erros e vibro com uma reportagem (quase) perfeita. Mas sempre com humildade, porque, como diz a minha mãe, está-se sempre a aprender.
No frenesim diário por uma notícia ganhei dissabores... mas também amizades.
E é isto que me impede de vacilar, mesmo nos piores momentos.

Elsa Resende



terça-feira, dezembro 16, 2003

Relance 54

Estou de Regresso !

Saio do Brasil, com mais de 30 graus e chego a Portugal com 10 .
O Corpo humano acusou a diferença e acabei por ficar doente.....
A vida volta a normalidade, ja com o Natal a porta e mais uma vez com a certeza de que como é tão diferente o continente Europeu da America do Sul.