sexta-feira, março 05, 2004

quarta-feira, março 03, 2004

Relance 116

Fotografias de Portugal

Conjuntamente com as minhas opiniões e particularidades, diariamente divulgarei também uma foto das 18 capitais de distrito de Portugal Continental e mais 2, das Ilhas da Madeira e Açores .
Hoje então publico uma foto da nossa Capital: Lisboa

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terça-feira, março 02, 2004

Relance 115

Hoje será discutido mais uma vez, a legalização total do Aborto na Assembleia da República .
Por isso aqui deixo um pensamento de Vírgilio Ferreira para reflexão :

" Toda a gente admira a obra de um grande artista e ergue-lhe mesmo, às vezes, um monumento a confirmar, mas nunca ninguém ergueu um monumento a um homem e a sua mulher, por terem gerado um filho, que é obra infinitamente maior . "

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segunda-feira, março 01, 2004

Relance 114


Não leve a vida tão a sério

“ Eu vejo o que decido e a reajo como prefiro“



Amigo leitor,

Concerteza que ao ler este título poderá pensar que é um texto irreal ou de alguém irresponsável, fora da realidade que não está com os pés bem assentes na terra e não conhece a sociedade onde está inserido.

É verdade, as coisas não estão fáceis e as pessoas cada vez mais nos surpreendem pela negativa com comportamentos egoístas onde o “ter” se sobrepõe quase sempre ao “ser”.

Também sei que a vida não está para brincadeiras e que até dizem que isto está cada vez pior. Mas o que lhe proponho hoje é uma mudança de atitude. Dou o meu exemplo de vida: durante alguns anos, e ainda hoje, há quem não me dê muito crédito ou não me leve muito a sério, por certas posturas e comportamentos que tive e nalguns casos que ainda hoje tenho. E é curioso que eu apercebo-me, e não me preocupo minimamente como isso!

Porquê, poderá perguntar???

Porque um dia decidi na minha vida escolher um caminho: ser Cristão e não levar a vida tão a sério.

Eu explico,

Nas centenas de pessoas que trabalhei e com quem convivi, descobri que a maior parte dos problemas delas estão dentro delas, sempre com a preocupação de levar a vida tão preocupada e infelizmente pela negativa.

Nós somos os principais causadores da maioria das coisas más que nos acontecem, guardamos tudo cá dentro como se fosse um santuário com problemas, preocupações e veneramos tudo isso de uma forma doentia como se fosse um objecto precioso. Estamos sempre com medo de algo que esteja para acontecer, e varia, tanto na saúde ou então numa situação aborrecida que nos tenha acontecido recentemente, ou mesmo nos casos crónicas situações com anos e mais anos, tudo guardado em lugar de honra no santuário que criamos.

Levar a vida muito a sério é viver com a mente fragmentada, o que é mau, pois causa muita instabilidade e destrói o bem interior, não esquecendo que cria sensações desagradáveis e desgastantes, causa falsas impressões de deveres cumpridos e andarmos a enganarmo-nos a nós próprios.

Então o que fazer???

Obviamente que temos tantas coisas que nos acontecem e que nos incomodam tanto..., mas olhe, não lhes dê muita importância. Direcione as suas energias para o que é bom, para o que lhe dá prazer, por exemplo, em espalhar Amor por todos... embora às vezes custe muito, principalmente por aqueles que não nos tratam bem, marque a uma posição... seja diferente.


E é por aqui que temos que ir, temos que seguir um Deus de Amor, que está sempre do nosso lado, e aceitar a religião que promove o conforto, o amparo e o perdão. Recuse sempre os líderes religiosos, sejam eles de que religiões forem, que fomentam na sua doutrina o medo e opressão, e até nalguns casos mesmo, com a intenção para aumentar as contribuições dos seus fiéis.

Obviamente temos que ser responsáveis, mas quem cria a sua própria realidade é você mesmo.

Conheci alguns casos de pessoas bem colocadas na vida, que no entanto deixaram que sentimentos pesados contaminassem o seu espírito e acabassem por arruinar a sua vida. Por outro lado, conheci pessoas bem humildes, bastante felizes, que transformaram as suas mentes, fugindo do autêntico lixo mental que sempre criámos.

Não tenho a mínima dúvida que tudo o que sou hoje em dia o devo à forma com encarei a vida e a relação importante que tenho com o Deus bom em que acredito e que me ama.

Portanto tudo depende de si, se quer levar a vida muito a sério e com preocupações estará a bloquear a porta do seu coração e a fazer que a sua entrada seja complicada. Se abrir o seu coração, tiver humor e acreditar sempre com pensamento positivo, irá ter um resultado totalmente diferente. Tudo depende da forma como usamos a nossa força de vontade.

Nunca esqueça que a felicidade e as frustrações nos acompanham desde o início das nossas vidas, assim teremos que ser nós a escolher o caminho, não levar a vida tão a sério e sermos melhor para os outros e mais de meio caminho andado para ser feliz, eu garanto e confirmo.

Por isso façam o favor de serem felizes!


Cláudio Anaia

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Relance 113

Entrega dos Óscares

Como era de esperar o Senhor dos Anéis 3 é o grande vecendor da noite da entrega das estatuetas douradas. Venceu com 11 Óscares .

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sábado, fevereiro 28, 2004

Relance 112

100 Anos do Glorioso Benfica

Falar do "meu" Benfica é falar de algo que faz parte de mim, da minha pessoa da minha essencia.
100 anos de Glorioso, são motivo para mim de verdadeira alegria e festa.
Pelos menos mais cem anos é o que desejo ao clube que me faz " ter na alma, a chama imensa "



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sexta-feira, fevereiro 27, 2004

Relance 111

Fernão Capelo Gaivota

Aqui fica uma citação do livro da minha vida : "Fernão Capelo Gaivota"

"Todo o vosso corpo, não é mais do que o vosso próprio pensamento, numa forma que podem ver. Quebrem as correntes do pensamento e conseguirão quebrar as correntes do corpo..."

Richard Bach

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quinta-feira, fevereiro 26, 2004

relance 110

Por que há tão poucos políticos cristãos?

Responde o ex-presidente italiano, Oscar Luigi Scalfaro

--Por que há tão poucos cristãos bem formados na política?

--Scalfaro: Eu começaria com uma afirmação de princípio. Segundo o direito natural, ratificado por muitas constituições, a tarefa de educar e formar os jovens, as crianças, não é um direito dos mestres da escola. Recebem este direito por «delegação». O direito/dever de formar o cidadão corresponde, em primeiro lugar, aos pais. Quantos pais são capazes de dar esta formação? Do meu ponto de vista muito poucos. Quando estuda um jovem seus pais fazem todo o possível para persuadi-lo a tomar compromissos políticos. E, quando começa a trabalhar, dizem-lhe: “se te envolves na política, vais te envolver com problemas. Vão te despedir do trabalho!”.

A outra entidade que tem direito/dever de formar, por razão divina, é a Igreja. Tem o direito de formar o cristão como pessoa individual, como componente da família como homem que trabalha, que estuda, que se diverte…; como homem que participa da comunidade, que tem direitos e deveres. A Igreja é apta a formar, mas, o faz? Permito-me dizer que a Igreja tem lacunas neste campo. Tem muitas lacunas.

--O senhor teve um papel decisivo no Partido da Democracia Cristã na Itália. Não crê que faz falta também hoje um Partido abertamente cristão?

--Salfaro: Neste momento, o como não me interessa. Não me interessa o fato de que tenha que criar ou não um partido confessionalmente católico. O que me interessa é que cada cidadão cristão viva sua condição de cidadão enquanto cristão. Isto é o que realmente me interessa, pois o Senhor não julgará um povo, mas a pessoas individualmente. E não poderei dizer: «como ninguém se comprometia, portanto, eu tampouco me comprometi». O importante para o Senhor é se cumpri meu dever. A grande questão é que os fiéis compreendam que não é suficiente ter idéias boas. Não basta dizer que o Evangelho vale para todos os tempos. Em 2000 anos, não envelheceu nem uma só de suas palavras. O Evangelho vale para todas as pessoas e para todos os povos. Vale para os Estados e os governos. Vale para as organizações internacionais. Não é possível crer e não se servir dele. Não se pode dizer: não me serve de nada, pois hoje já não serve. O Evangelho tem a capacidade de resolver os problemas internacionais ou nacionais de todo tipo. A questão hoje em dia consiste em voltar para começar com paciência a mostrar desde a catequese que há um problema de formação.

Há um modo cristão de ser médico, advogado, agricultor, chofer? Sim há uma maneira cristã de exercer uma profissão, não haverá também uma maneira cristã de fazer política? Se não há, então melhor acabar e irmo-nos. E se é assim, teremos que ficar vendo com os braços cruzados e rezar? Não, não é suficiente. Certamente é indispensável rezar, mas não é suficiente, quando existe a possibilidade de fazer algo.

--O documento da Congregação para a Doutrina da Fé explica que existe uma laicidade na vida pública; a dizer, em política são os leigos que tem de tomar as decisões, não os pastores, seus bispos. Como você viveu isto?

--Scalfaro: O bispo não pode dizer a um cirurgião como tem que operar. Não pode dizer a um advogado como tem que exercer sua profissão. Na Universidade católica nos ensinaram a ética profissional. Depois, cada um faz seu trabalho: advogados, psicólogos, etc. Nos deram uma medida. A nós corresponde tomar as medidas de cada coisa, cada dia, levando sempre a medida no bolso.

Certamente é importante encontrar pessoas que exerçam sua profissão como cristãos, que se convertam em exemplos, pessoas que nos mostram com sua vida que crêem.

O importante, portanto, é preparar o cristão para ser cristão, recordando que a graça de Deus existe e que não temos mais que acolhê-la. E, como se não fosse suficiente, se dá um milagre curioso, pois Deus responde a todas nossas exigências, dado que o amor não é filho da lógica, o amor de Deus tampouco é filho do raciocínio. Então, Deus, que por si só é mais que suficiente para cada um de nós, nos deu também a sua mãe. Não é lógico, mas assim é a lógica do amor de Deus.

--Cristo pode ser um modelo para os políticos de hoje?

--Scalfaro: A Igreja utilizou sempre uma terminologia que não me agrada. Não fala de vida «política» de Cristo; fala mais de vida «pública». É o mesmo, mas preferiria que se falasse de vida política. Por que Cristo morreu? Só perguntar-me: se Cristo tivesse falado da ressurreição, que muitos não aceitam, o teriam matado? Por que lhe mataram? Porque disse: «Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas!». Sete vezes. Os escribas e fariseus eram os que mandavam. Atacou o mundo que mandava. E, com que palavras! «Sepulcros caiados». Eu não gostaria que me chamassem de sepulcro caiado. «Serpentes, raça de víboras!» (Mateus 23, 23-33). Palavras de uma força incrível. Outra passagem é a dos vendedores expulsos do templo. O mataram por causa desta vida política.

Para entendê-lo podemos ver também o exemplo de Maria. Maria seguiu Cristo em toda sua vida pública. Quem estava junto à Cruz? Maria. «Stabat» (estava de pé), diz o Evangelho de João. É um dos termos políticos mais fortes. Na realidade, fala no plural, pois havia várias mulheres. Mas este «stabat» é surpreendente, pois mostra como na vida --e talvez de maneira particular na vida política-- há momentos nos quais cada um tem que estar de pé junto à cruz.

--Não crê que é demasiado idealista? Um político pode realmente viver tudo isto?

--Scalfaro: Temos tido homens do «stabat», como Alcide de Gasperi. Se pensarmos em Europa, se pode mencionar Robert Schmann, de quem avança a causa de beatificação. Pensemos também em Giorgio La Pira.

--Estes homens viveram imediatamente depois da segunda guerra mundial. Depois desta guerra, particularmente devastadora, parece que se deu uma espécie de despertar moral na sociedade que favoreceu a missão destes homens. Mas, e hoje?

--Scalfaro: É necessário que haja milhões de mortos e que cidades inteiras sejam destruídas para repudiar a guerra, como diz o artigo 11 da Constituição italiana, redigida depois da guerra? E, 50 anos depois, deve-se voltar para começar de novo? Somos tão primitivos, analfabetos e mesquinhos?

No paraíso poderemos fazer muitas perguntas a Deus. Eu lhe perguntarei: «Senhor, deu graças a Nero, a Diocleciano? Deixaram a Igreja da época ao pó ao matar numerosos cristãos, e dando assim nova vida à Igreja». No paraíso creio que há várias categorias de santos. Estão os santos da pobreza: santos da pobreza interior --o primeiro deles são Francisco de Assis-- e os que ajudaram os outros a serem pobres --entre eles estará «são» Napoleão Bonaparte, que ao despojar à Igreja seus bens, a purificou--.

--O senhor desempenhou um papel decisivo contra o terrorismo na Itália, pois foi ministro do Interior. O senhor teve que lutar contra o terrorismo com as armas da lei e da moral. No caso do terrorismo, onde se dá a tentação de ignorar a lei e a moral pelo bem do Estado e de todos, qual é a lição que o senhor tirou nesses anos?

--Scalfaro: A primeira lição é que é um erro falar de «guerra ao terrorismo». Para lutar contra o terrorismo, são suficientes as operações da polícia, isso se, talvez com milhares de homens, mas a concepção é diferente. A guerra envolve um povo e um Estado. Mas, quando lutamos contra o terrorismo, por exemplo no Afeganistão ou Iraque, todos os que são assassinados, são terroristas? Morrem por causa do terrorismo?

A primeira coisa que se deve fazer na luta contra o terrorismo é fazer alianças com aqueles que querem combater o terrorismo. Quando era ministro, sempre disse que a luta contra o terrorismo ninguém ganha sozinho. Dizia aos governantes da Europa daquele momento: se um país é sacudido pelo terrorismo, o seremos todos. A primeira lição, portanto, é a criação de uma grande aliança para lutar de maneira lícita, sim, mas até o final.

A aliança recolhe informações. Se estou aliado com outros povos, comunico-lhes notícias que me chegam, ainda que não sejam mais que rumores. Digo tudo o que sei e os demais me dizem tudo. É a primeira defesa, uma defesa enorme. Caíram as Torres Gêmeas de Nova York e, ninguém sabia nada? Quantos reconheceram que nós formamos esses pilotos? Pode-se constatar, portanto, uma falta de atenção e, portanto, de defesa, que começa pela razão e não pegando tiros.

Nós buscamos esconderijos de terroristas e assim podemos encontrar as alianças que se davam entre os terroristas. Então advertíamos os governos. Quando era ministro, encontramos um esconderijo de terroristas que estavam relacionados com o IRA, da Irlanda do Norte. De fato, dá-se uma solidariedade entre terroristas. Este trabalho serve para prevenir e combater.

Por último, há uma questão, que na realidade está antes que todas as demais: de onde vem esta enfermidade? Não serve de nada fazer muitas coisas se não se compreende de onde nasce esta enfermidade. Há demasiados ricos e demasiados miseráveis. Não digo pobres, digo miseráveis, pois a dignidade da pessoa é ferida. A pessoa que não tem nada para comer, que não tem nada para vestir, é aniquilada. Estas injustiças são piores que um arsenal de bombas atômicas. Podem explodir a qualquer momento. Se não compreendo a enfermidade, então só posso reprimir. E não se acaba nunca.

Um exemplo: a situação no Oriente Médio, onde ninguém quer estabelecer o problema. Mas se continuo reagindo, não tenho mais que fabricar terrorismo.

Logo está o diálogo. Um dia, alguém me disse: como é possível dialogar com essa gente? Respondi-lhe: como fizeram os Estados Unidos para dialogar com Osama Bin Laden? Como fizeram para abrir o diálogo com China que anos atrás havia sido condenada por não respeitar os direitos do homem? Em um determinado momento se buscou criar relações com a China para introduzi-la na rede do mercado mundial. Por que? Por que para fazer mercado temos que ser dois. Antes se dizia, sem a China eu tenho mais trabalho. Em um determinado momento se deixou de falar das condenações à morte, das execuções, dos direitos do homem. Por que? Porque a China era necessária. Os caminhos do diálogo, diretos ou indiretos, sempre existem. Basta querer. Não obstante, quando o homem opta pela guerra, renuncia o raciocínio para passar para a força das armas. É a derrota da dignidade do homem.

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quarta-feira, fevereiro 25, 2004

Relance 109

Quando o livro é uma paixão...


“ Aquilo que sou devo-o aos livros que li “
Pedro Abrunhosa

Para quem me conhece sabe que sou um verdadeiro “livro-dependente”, não consigo passar um dia sem ler, sem ter o contacto com aquele objecto que sempre me ensina tantas coisas e que está sempre disponível para mim. Idas a feiras do Livro e alfarrabistas fazem-me sentir como um louco sem olhar ao pequeno salário que tenho, fazendo-me gastar e gastar para poder absorver tantas páginas que me faz ser mais alguém, ser uma pessoa melhor, ser mais autêntico, ser mais exigente.

Por isso fico triste quando converso com os meus amigos e eles não lêem, dizem que cansa, não estão para puxar pela cabeça, enquanto se deliciam com o jornal desportivo com grandes fotos das vedetas futebolísticas e com uma legenda que muitas vezes não passa de um parágrafo.

O fim-de-semana passado fui à praia e contei que em 54 toalhas, apenas duas pessoas estavam a ler livros (embora fosse daqueles livros cor-de-rosa), mas pelo menos tinham um livro, das outras pessoas, que eram imensas, algumas delas entretinham-se com aquelas revistas que falam da vida destes e daqueles, onde aparecem as caras das figuras públicas, muitas delas sem terem feito nada de especial para agora serem consideradas verdadeiras “Stars”.

Num país que adoro, mas onde vão acontecendo tão poucas coisas interessantes, cá se vai vivendo “Burrificado” com aquilo que a caixinha que mudou o mundo nos vai manipulando e dizendo. Vive-se para o politicamente correcto, indo nas modas que algum “sobredotado” lá decidiu pôr em circulação, muitas vezes algo que não dê muito trabalho a pôr as pessoas a pensar. Clara Ferreira Alves no seu artigo do Expresso desta semana diz que as pessoas não lêem, porque “as pessoas tem que se esforçar (...) é preciso aprender. Tentar, errar, tentar de novo, até chegar ao prazer de ler...“ e pelos vistos as pessoas não estão para isso. Que pena!!!

Este texto que agora escrevo, faço-o na praia, no meio da areia, com uma caneta emprestada por um miúdo ali ao lado, que por acaso começou a ler um livro de banda desenhada. Faço-o num papel de embrulho da pastelaria donde veio o meu lanche, mas sabe amigo leitor, tinha este desejo de partilhar convosco como é importante ler, importante aprender, e que o maior investimento que podemos fazer é comprar livros, é neles que encontro o meu equilíbrio, onde tantas vezes encontro as saídas para os problemas do meu dia-a-dia.

Embora veja por aí cada vez mais catálogos que falam de livros para férias, o resultado é quase nulo, por isso aconselho-o este ano a comprar um livro, a dedicar-se a ele, a imaginar-se a personagem (se for um romance), ou então a levar um marcador fluorescente para poder sublinhar aquilo que mais o tocou (no caso de ser um livro de auto-ajuda ou doutro tema)... vai ver que se sente melhor, vai ver que aprende mais.

Quanto a mim, cá vou improvisando prateleiras em casa para guardar os muitos que já li e os outros que ainda quero ler, e sempre com uma sensação de grande frustração pois nunca conseguirei ler na vida tudo aquilo que gostava.

Amigo leitor, boas férias e boa leitura.

Cláudio Anaia

Este texto foi publicado em Agosto de 2003

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sábado, fevereiro 21, 2004

Relance 107


Uma empresa estava contratando um novo funcionário.

Uma parte do exame de seleção consistia em responder à seguinte questão,
por escrito:

"É noite de tempestade... Você está dirigindo seu carro com dificuldade...

Ao passar por uma paragem de de autocarro , você vê três pessoas encharcadas que ali aguardam transporte. Verifica que essas pessoas são:

1. Uma senhora precisando ser hospitalizada;

2. Um médico que salvou sua vida no passado;

3. O grande amor da sua vida...

No seu carro só cabe você e mais uma pessoa. Qual você escolhe?

Por favor, justifique sua resposta."

Você poderia agarrar na senhora doente. Ficaria com a consciência tranqüila.

Ou então agarrava no médico, porque ele, uma vez, salvou sua vida. Seria a
chance perfeita para demonstrar sua gratidão. No entanto, você poderia
fazer isso em uma outra ocasião.

Mas talvez não pudesse encontrar mais o amor da sua vida se deixasse passar essa chance...

Um dos 200 candidatos deu uma resposta que foi decisiva para a sua contratação.

E ele nem precisou explicar sua resposta. Ele simplesmente respondeu:

"Daria a chave do carro para o médico, que levaria a senhora doente para
o hospital e ficaria esperando pelo autocarro com a mulher dos meus sonhos".

ÀS VEZES, GANHARÍAMOS MUITO MAIS SE ESTIVÉSSEMOS DISPOSTOS A ABRIR MÃO
DE NOSSAS TEIMOSAS LIMITAÇÕES.

Pense nisto !!!

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quinta-feira, fevereiro 19, 2004

Relance 106

Aqueles que fazem o bem são os únicos que podem aspirar na vida à felicidade.
(Aristóteles)

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quarta-feira, fevereiro 18, 2004

Relance 105

Pontuação

O texto que se segue , confirma tudo aquilo que sempre defendi . A nossa vida depende daquilo que queremos ou pretendemos dela. Como diz o texto somos nós que pomos a pontuação na nossa vida .

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A IMPORTANCIA DA PONTUAÇÃO...

Um homem rico estava muito mal. Pediu papel e pena. Escreveu assim:
Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta
do alfaiate nada aos pobres
Morreu antes de pontuar a frase. A quem deixava ele a fortuna?
Eram quatro concorrentes.
1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a
conta do alfaiate. Nada aos pobres.
2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:
Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta
do alfaiate. Nada aos pobres.
3) O alfaiate pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a
conta do alfaiate. Nada aos pobres.
4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta
interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a
conta do alfaiate? Nada! Aos pobres.
Assim é a vida. Somos nós que colocamos os pontos.
E isso faz a diferença!



terça-feira, fevereiro 17, 2004

Relance 105

Feto com 10 a 12 semanas

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"Pergunto-me muitas vezes , que sociedade é esta que aceita como normal matar estas vidas humanas "

Cláudio Anaia
Relance 104

No minimo, VERGONHOSO E LAMENTÁVEL !

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"Sou um presidente de guerra. Tomo decisões aqui na Sala Oval com a guerra em mente. (...) O povo americano precisa de saber que tem um presidente que vê o mundo como ele é. Eu vejo perigos que existem."

George Bush (na sua última entrevista à NBC)

segunda-feira, fevereiro 16, 2004

Relance 103

Quando vim do Brasil em Dezembro, fiz escala em Amesterdão.
Durante a meia duzia de horas que por lá estive, dei um pequeno passeio pelos canais nos barcos, visitei a casa de Anne Frank e Museu de Van Gogh.
E foi neste museu que admirei este quadro, que se chama "O quarto " que escolhi como o meu favorito, não só pelas cores , mas por ser muito parecido como o meu :) .

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sábado, fevereiro 14, 2004

Relance 102

Jesus Cristo a principal referencia da minha vida !

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"Mesmo nas situações mais difíceis ou cômodas, nunca cruze os braços.
Lembre-se que o melhor de todos, morreu de braços abertos".

Relance 101

Amazônia

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Este texto merece ser lido , afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho educadíssimo nos americanos...

Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do DFe actual ministro da Educação CRISTOVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro.

Esta foi a resposta do Sr.Cristovam Buarque:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro...

O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não o seu preço.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.

Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.

Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.

Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris,Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do

Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo
inteiro.

Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar,
que morram quando deveriam viver.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!".

ESTA MATÉRIA NÃO FOI PUBLICADA. AJUDE A DIVULGÁ-LA

(Este texto foi enviado por emaill pelo o meu amigo Cabós Gonçalves )

sexta-feira, fevereiro 13, 2004

Relance 100

Encontro

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Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso, que adorava ensinar sua filosofia para os jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda que ele ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos contra-atacava com velocidade fulminante.

O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. E, conhecendo a reputação do velho samurai, estava ali para derrotá-lo, aumentando sua fama de vencedor.

Todos os estudantes manifestaram-se contra a idéia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos - ofendeu inclusive seus ancestrais.

Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho mestre permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.

Desapontados pelo fato do mestre ter aceito tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram: Como o senhor pode suportar tanta indignidade ?Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?

- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente ? - perguntou o velho samurai.
- A quem tentou entregá-lo - respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos - disse o mestre.


Quando não são aceites, continuam pertencendo a quem os carrega consigo.




terça-feira, fevereiro 10, 2004

Relance 99

Barreiro : A minha querida cidade ....

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"O melhor do Barreiro, são os Barreirenses "

Emidio Xavier
Presidente da Camara Municipal do Barreiro