Relance 70
POEMA EM LINHA RECTA
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Eu que tenho enrolado publicamente os pés nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais rídiculo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito feito vergonhas financeiras, pedindo emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco.
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e fala comigo
Nunca teve um acto rídiculo, nunca sofreu um enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus sueriores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Fernando Pessoa
sexta-feira, janeiro 09, 2004
quinta-feira, janeiro 08, 2004
Relance 68
Casa Pia
Resisti a mais de três meses em falar na Casa Pia no meu Blog.
Abuso sexual de crianças , piorando quando é com crianças com carenciadas . A minha sensibilidade , faz- me sentir nojo de tudo o que se tem passado.
Muito se tem dito, muito se tem escrito, mas muito pouco se tem defendido quem é vítima de toda esta situação .
Dia após dia , desfilam nomes das mais variadas pessoas, mas curioso ou não, na política, todos eles com ligações ao PS, Paulo Pedroso, Ferro Rodrigues. Jorge Sampaio, Jaime Gama e hoje Mário Soares.
Parece que se anda a brincar com coisas sérias neste pais que cada vez mais trilha um caminho sem rumo, sem orientação e sem responsabilidade .
Justiça e Liberdade SIM, mas NÃO desta forma abandalhada !
E uma coisa eu garanto, ou se muda de comportamento e atitude ou Portugal nunca será levado a sério por este mundo fora .... e eu sei do que estou a falar. porque quando tenho oportunidade de viajar é isso que eu sinto muitas vezes .
Casa Pia
Resisti a mais de três meses em falar na Casa Pia no meu Blog.
Abuso sexual de crianças , piorando quando é com crianças com carenciadas . A minha sensibilidade , faz- me sentir nojo de tudo o que se tem passado.
Muito se tem dito, muito se tem escrito, mas muito pouco se tem defendido quem é vítima de toda esta situação .
Dia após dia , desfilam nomes das mais variadas pessoas, mas curioso ou não, na política, todos eles com ligações ao PS, Paulo Pedroso, Ferro Rodrigues. Jorge Sampaio, Jaime Gama e hoje Mário Soares.
Parece que se anda a brincar com coisas sérias neste pais que cada vez mais trilha um caminho sem rumo, sem orientação e sem responsabilidade .
Justiça e Liberdade SIM, mas NÃO desta forma abandalhada !
E uma coisa eu garanto, ou se muda de comportamento e atitude ou Portugal nunca será levado a sério por este mundo fora .... e eu sei do que estou a falar. porque quando tenho oportunidade de viajar é isso que eu sinto muitas vezes .
quarta-feira, janeiro 07, 2004
terça-feira, janeiro 06, 2004
Relance 66
"a propósito de uma toupeira ...."
Filipe Nunes és um triste ,,, tem vergonha
Soube que este nunes, que desde há algum tempo se tenta fazer passar por jovenzinho pseudo intelectual de esquerda , me insultou por eu ser um defensor da causa anti-Aborto.
Chamou me " Pobre Anaia" não sei se foi pelo o facto do trabalho que desenvolvo com exclusão social, ou por ser pobre em não ter características que definem o indivíduo em causa : ser um cobarde, ser um carreirista
Vamos a factos : conheci o Filipe na JS; era colega dele na comissão Nacional da Juventude Socialista. Vivia sempre encostado ao Sérgio Sousa Pinto, tanto que conjuntamente comigo votaram contra a proposta de legalização do Aborto apresentada no Congresso Nacional da Juventude Socialista na Figueira da Foz.
Hoje o Filipe é um defensor do Aborto e ataca violentamente quem é contra, mostrando a coerência que define o seu carácter.
f.nunes sempre foi daqueles "aspirantes" a político que joga no gabinete e nos corredores , e aspira ao "tacho " por nomeação, porque, por muito mal que estejamos em matéria de escolhas, ninguém com dois dedos de testa votaria nesta luminária.
Filipe, tem vergonha e reforma te .. ou então olha ...., continua a escrever no teu blog , mais conhecido cá pela a malta por "masturbação mental "
Para arquivar este caso perdido, encontrei ocasionalmente num blog mais uma opinião sobre esta figurinha deste nosso pais cada vez mais relativo .
Aqui fica o blog a consultar :
www.ocompanheirosecreto.blogspot.com
"a propósito de uma toupeira ...."
Filipe Nunes és um triste ,,, tem vergonha
Soube que este nunes, que desde há algum tempo se tenta fazer passar por jovenzinho pseudo intelectual de esquerda , me insultou por eu ser um defensor da causa anti-Aborto.
Chamou me " Pobre Anaia" não sei se foi pelo o facto do trabalho que desenvolvo com exclusão social, ou por ser pobre em não ter características que definem o indivíduo em causa : ser um cobarde, ser um carreirista
Vamos a factos : conheci o Filipe na JS; era colega dele na comissão Nacional da Juventude Socialista. Vivia sempre encostado ao Sérgio Sousa Pinto, tanto que conjuntamente comigo votaram contra a proposta de legalização do Aborto apresentada no Congresso Nacional da Juventude Socialista na Figueira da Foz.
Hoje o Filipe é um defensor do Aborto e ataca violentamente quem é contra, mostrando a coerência que define o seu carácter.
f.nunes sempre foi daqueles "aspirantes" a político que joga no gabinete e nos corredores , e aspira ao "tacho " por nomeação, porque, por muito mal que estejamos em matéria de escolhas, ninguém com dois dedos de testa votaria nesta luminária.
Filipe, tem vergonha e reforma te .. ou então olha ...., continua a escrever no teu blog , mais conhecido cá pela a malta por "masturbação mental "
Para arquivar este caso perdido, encontrei ocasionalmente num blog mais uma opinião sobre esta figurinha deste nosso pais cada vez mais relativo .
Aqui fica o blog a consultar :
www.ocompanheirosecreto.blogspot.com
domingo, janeiro 04, 2004
Relance 65
Força Benfica !
Apesar de ter cada vez mais dificuldades na visão, uma vertebra deslocada, uma pedra no rim com mais de 8mm e saber há poucos dias que sou doente asmatico e por isso ter que estar a tomar uma medicação muito forte ....... não vou por isso, deixar de ir hoje ver o meu Benfica ao estadio da luz. Viva o Glorioso .......
Força Benfica !
Apesar de ter cada vez mais dificuldades na visão, uma vertebra deslocada, uma pedra no rim com mais de 8mm e saber há poucos dias que sou doente asmatico e por isso ter que estar a tomar uma medicação muito forte ....... não vou por isso, deixar de ir hoje ver o meu Benfica ao estadio da luz. Viva o Glorioso .......
quinta-feira, janeiro 01, 2004
Relance 64
Um Grande 2004 ??!!
Será assim, se todos nós quisermos!!!
“Se aproveitares a vida para fazeres dos teus sonhos
realidade, não terás tempo para te sentires frustrado”
Richard Bach
Ao contrário dos outros anos, pelo o facto de ter estado no Brasil, este ano , nao escrevi nada, (ao contario do que é normal), nesta epoca natalicia.
Todos os anos, no Natal, gosto de partilhar com todos (aqueles que gostam e que não gostam de mim) como me sinto e aquilo que acho da actualidade social.
Este ano preferi dedicar-me a fazer outras coisas, como ajudar um amigo a lutar por um objectivo que sonhava há muitos anos, ver o sorriso lindo dos meus sobrinhos, falar com aquela idosa que não tem ninguém para conversar ou visitar aquele meu amigo sem abrigo que, graças à sua força, já tem hoje um espaço para viver dignamente com a sua esposa e filhos. O natal passei o no meio de mais de 100 crianças da Casa do Gaiato em Setúbal .
Como sempre, neste início de ano, faço reflexões do que fiz de bem e de mal, procurando manter os aspectos positivos e modificando o que correu pior.
Fiz alguns telefonemas, li jornais, uma navegação pela Internet... e o que vi?!!! Muitos desejos, vontades e objectivos para o futuro.
Será que vai ser assim ???
Tivemos um ano velho em que as diferenças entre pobres e ricos cada vez se acentuaram mais no que respeita a desigualdades sociais manifestadas em discriminações; onde as preferências vão para aqueles que têm dinheiro, mais estudos, maior poder, mais beleza, tudo em detrimento dos mais pobres, idosos ou dos deficientes.
Neste ano velho, que já acabou, imperou uma sociedade cada vez mais consumista, onde se construiu grandes satélites e melhores meios de guerra, mas não se conseguiu acabar com a fome.
Tivemos uma comunicação social que mostrou, insistidamente, as emoções em concursos, as polémicas do futebol e o novo namorado da princesa, mas que se esqueceu de dizer que 20% da população tem em seu poder mais de 80% do produto interno bruto, e que bastaria apenas 1% do rendimento mundial para acabar com a pobreza no mundo.
Mas neste novo ano...
Apesar das coisas não estarem bem, recuso-me a aceitar esta “onda” de derrotismo e a pensar que tudo está perdido, e que não vale a pena acreditar no dia de amanhã.
Neste novo ano acredito que existam muitas pessoas boas, acredito que as coisas possam mudar e que o sol amanhã vai voltar a nascer... Para que isso aconteça, basta apenas todos nós querermos. Podemos começar na nossa casa, no nosso grupo de amigos ou então no nosso emprego.
Neste novo ano, amigo leitor, comece por dar primazia às pessoas por aquilo que são e não por aquilo estas lhe possa dar. Acredite em si, acredite que pode viver mais liberto daquilo que materialmente tem.
A vida é muito simples... não complique!!! Todos nós somos seres humanos e temos um lugar insubstituível neste mundo, mundo este que poderia ser mais solidário, fraterno, humilde e menos consumista.
Com certeza que ao pé da sua casa existe um idoso, um deficiente, alguém que precisa de um sorriso ou de uma ajuda. Neste novo ano experimente em dar-lhe a mão. Ou então aquela pessoa com quem se zangou e cortou relações pessoais... experimente pôr para trás das costas muito desse orgulho, e dar o primeiro passo para a reconciliação.
São estes e outros passos por vezes tão pequenos que podem torná-lo mais feliz, a si e aos outros, e assim ter um ... GRANDE 2004.
Aqui fica o meu compromisso de, neste novo ano, ser melhor. Será que posso contar consigo???
Cláudio Anaia
Um Grande 2004 ??!!
Será assim, se todos nós quisermos!!!
“Se aproveitares a vida para fazeres dos teus sonhos
realidade, não terás tempo para te sentires frustrado”
Richard Bach
Ao contrário dos outros anos, pelo o facto de ter estado no Brasil, este ano , nao escrevi nada, (ao contario do que é normal), nesta epoca natalicia.
Todos os anos, no Natal, gosto de partilhar com todos (aqueles que gostam e que não gostam de mim) como me sinto e aquilo que acho da actualidade social.
Este ano preferi dedicar-me a fazer outras coisas, como ajudar um amigo a lutar por um objectivo que sonhava há muitos anos, ver o sorriso lindo dos meus sobrinhos, falar com aquela idosa que não tem ninguém para conversar ou visitar aquele meu amigo sem abrigo que, graças à sua força, já tem hoje um espaço para viver dignamente com a sua esposa e filhos. O natal passei o no meio de mais de 100 crianças da Casa do Gaiato em Setúbal .
Como sempre, neste início de ano, faço reflexões do que fiz de bem e de mal, procurando manter os aspectos positivos e modificando o que correu pior.
Fiz alguns telefonemas, li jornais, uma navegação pela Internet... e o que vi?!!! Muitos desejos, vontades e objectivos para o futuro.
Será que vai ser assim ???
Tivemos um ano velho em que as diferenças entre pobres e ricos cada vez se acentuaram mais no que respeita a desigualdades sociais manifestadas em discriminações; onde as preferências vão para aqueles que têm dinheiro, mais estudos, maior poder, mais beleza, tudo em detrimento dos mais pobres, idosos ou dos deficientes.
Neste ano velho, que já acabou, imperou uma sociedade cada vez mais consumista, onde se construiu grandes satélites e melhores meios de guerra, mas não se conseguiu acabar com a fome.
Tivemos uma comunicação social que mostrou, insistidamente, as emoções em concursos, as polémicas do futebol e o novo namorado da princesa, mas que se esqueceu de dizer que 20% da população tem em seu poder mais de 80% do produto interno bruto, e que bastaria apenas 1% do rendimento mundial para acabar com a pobreza no mundo.
Mas neste novo ano...
Apesar das coisas não estarem bem, recuso-me a aceitar esta “onda” de derrotismo e a pensar que tudo está perdido, e que não vale a pena acreditar no dia de amanhã.
Neste novo ano acredito que existam muitas pessoas boas, acredito que as coisas possam mudar e que o sol amanhã vai voltar a nascer... Para que isso aconteça, basta apenas todos nós querermos. Podemos começar na nossa casa, no nosso grupo de amigos ou então no nosso emprego.
Neste novo ano, amigo leitor, comece por dar primazia às pessoas por aquilo que são e não por aquilo estas lhe possa dar. Acredite em si, acredite que pode viver mais liberto daquilo que materialmente tem.
A vida é muito simples... não complique!!! Todos nós somos seres humanos e temos um lugar insubstituível neste mundo, mundo este que poderia ser mais solidário, fraterno, humilde e menos consumista.
Com certeza que ao pé da sua casa existe um idoso, um deficiente, alguém que precisa de um sorriso ou de uma ajuda. Neste novo ano experimente em dar-lhe a mão. Ou então aquela pessoa com quem se zangou e cortou relações pessoais... experimente pôr para trás das costas muito desse orgulho, e dar o primeiro passo para a reconciliação.
São estes e outros passos por vezes tão pequenos que podem torná-lo mais feliz, a si e aos outros, e assim ter um ... GRANDE 2004.
Aqui fica o meu compromisso de, neste novo ano, ser melhor. Será que posso contar consigo???
Cláudio Anaia
quarta-feira, dezembro 31, 2003
Relance 63
Boas Entradas e 3008 Visitas ...
A poucas horas de entrada de 2004, cá estou a dar um "olhinho" pelo o meu blog. Este espaço criado , neste ano que agora acaba, que permitiu trocas de opiniões e hipotese de bons amigos e convidados dizeram de "sua justiça".
É com algum orgulho que vejo que sem ainda três meses de criação , este blog, teve a visita a data de hoje, de 3008 visitas. Cá continuarei no novo ano, a partilhar tudo aquilo que sinto, penso ou me vai na alma.
Ja oiço a musica , o barulho e o movimento de pessoas na rua, para as comemorações, por isso, tudo de bom e que este ano de 2004 consigamos atingir aquilo que todos procuramos : A Felicidade
Boas Entradas e 3008 Visitas ...
A poucas horas de entrada de 2004, cá estou a dar um "olhinho" pelo o meu blog. Este espaço criado , neste ano que agora acaba, que permitiu trocas de opiniões e hipotese de bons amigos e convidados dizeram de "sua justiça".
É com algum orgulho que vejo que sem ainda três meses de criação , este blog, teve a visita a data de hoje, de 3008 visitas. Cá continuarei no novo ano, a partilhar tudo aquilo que sinto, penso ou me vai na alma.
Ja oiço a musica , o barulho e o movimento de pessoas na rua, para as comemorações, por isso, tudo de bom e que este ano de 2004 consigamos atingir aquilo que todos procuramos : A Felicidade
segunda-feira, dezembro 29, 2003
Relance 62
Ama sempre..... principalmente os que mais necessitam !
DIGNO DE SER LIDO
Um dia, um rapaz pobre que vendia mercadorias de porta em porta para pagar
os seus estudos, viu que só lhe restava uma simples moeda de dez centavos e
tinha fome.
Decidiu que pediria comida na próxima casa. Porém, os seus nervos o traíram
quando uma encantadora mulher jovem lhe abriu a porta. Em vez de comida,
pediu um copo de água.
Ela achou que o jovem parecia faminto e assim lhe deu um grande copo de
leite. Ele bebeu devagar e depois lhe perguntou:
- Quanto lhe devo?
- Não me deves nada -respondeu ela. E continuou:
- Minha mãe sempre nos ensinou a nunca aceitar pagamento por uma oferta
caridosa.
Ele disse:
- Pois te agradeço de todo coração.
Quando Howard Kelly saiu daquela casa, não só se sentiu mais forte
fisicamente, mas também sua fé em Deus e nos homens ficou mais forte.
Ele já estava resignado a se render e deixar tudo.
Anos depois, essa jovem mulher ficou gravemente doente. Os médicos locais
estavam confusos. Finalmente a enviaram à cidade grande, onde chamaram um
especialista para estudar sua rara enfermidade.
Chamaram o Dr.Howard Kelly. Quando escutou o nome do povoado de onde ela
viera, uma estranha luz encheu seus olhos.
Imediatamente, vestido com a sua bata de médico, foi ver a paciente.
Reconheceu imediatamente aquela mulher e determinou-se a fazer o melhor
para salvar aquela vida.
Passou a dedicar atenção especial àquela paciente.
Depois de uma demorada luta pela vida da enferma, ganhou a batalha.
O Dr. Kelly pediu à administração do hospital que lhe enviasse a factura
total dos gastos. Ele conferiu, depois escreveu algo e mandou entregá-la no
quarto da paciente. Ela tinha medo de abri-la, porque sabia que levaria o
resto da sua vida para pagar todos os gastos.
Finalmente abriu a factura e algo lhe chamou a atenção, pois estava escrito
o seguinte:
Totalmente pago há muitos anos com um copo de leite.
(assinado):
Dr.Howard Kelly.
Ama sempre..... principalmente os que mais necessitam !
DIGNO DE SER LIDO
Um dia, um rapaz pobre que vendia mercadorias de porta em porta para pagar
os seus estudos, viu que só lhe restava uma simples moeda de dez centavos e
tinha fome.
Decidiu que pediria comida na próxima casa. Porém, os seus nervos o traíram
quando uma encantadora mulher jovem lhe abriu a porta. Em vez de comida,
pediu um copo de água.
Ela achou que o jovem parecia faminto e assim lhe deu um grande copo de
leite. Ele bebeu devagar e depois lhe perguntou:
- Quanto lhe devo?
- Não me deves nada -respondeu ela. E continuou:
- Minha mãe sempre nos ensinou a nunca aceitar pagamento por uma oferta
caridosa.
Ele disse:
- Pois te agradeço de todo coração.
Quando Howard Kelly saiu daquela casa, não só se sentiu mais forte
fisicamente, mas também sua fé em Deus e nos homens ficou mais forte.
Ele já estava resignado a se render e deixar tudo.
Anos depois, essa jovem mulher ficou gravemente doente. Os médicos locais
estavam confusos. Finalmente a enviaram à cidade grande, onde chamaram um
especialista para estudar sua rara enfermidade.
Chamaram o Dr.Howard Kelly. Quando escutou o nome do povoado de onde ela
viera, uma estranha luz encheu seus olhos.
Imediatamente, vestido com a sua bata de médico, foi ver a paciente.
Reconheceu imediatamente aquela mulher e determinou-se a fazer o melhor
para salvar aquela vida.
Passou a dedicar atenção especial àquela paciente.
Depois de uma demorada luta pela vida da enferma, ganhou a batalha.
O Dr. Kelly pediu à administração do hospital que lhe enviasse a factura
total dos gastos. Ele conferiu, depois escreveu algo e mandou entregá-la no
quarto da paciente. Ela tinha medo de abri-la, porque sabia que levaria o
resto da sua vida para pagar todos os gastos.
Finalmente abriu a factura e algo lhe chamou a atenção, pois estava escrito
o seguinte:
Totalmente pago há muitos anos com um copo de leite.
(assinado):
Dr.Howard Kelly.
domingo, dezembro 28, 2003
Relance 61
Políticos “Católicos” que Advogam Leis Abortistas e Sagrada Comunhão
Aqui fica um texto do meu amigo Pe. Nuno Serras Pereira, que nos deixa a pensar !
Há pecados que por serem graves ou mortais colocam o católico em condições tais de não poder receber a Sagrada Comunhão, a Eucaristia. E se forem públicos e obstinados o celebrante da Eucaristia ver-se-á perante o dever moral grave de recusar a Comunhão. Tal é o caso, por exemplo, dos casados validamente pela Igreja, que se separaram e vivem em nova união, registada ou não no civil (mesmo que, ultimamente, só Deus possa avaliar da responsabilidade subjectiva, a situação contradiz objectivamente de tal modo o que se celebra no mistério da Eucaristia que não admite a sua recepção). Outro exemplo a que se pode recorrer é o do racismo, ou o da pedofilia. Creio que ninguém com responsabilidades hierárquicas na Igreja aceitaria que políticos que promovessem e legislassem a favor destes crimes se pudessem abeirar da Comunhão Eucarística. A contradição seria tão patente, tão chocante e tão escandalosa que não admitiria dúvida nem ambiguidade alguma. De facto, “... qualquer ameaça à dignidade e à vida do homem repercute-se no próprio coração da Igreja, afecta o núcleo da sua fé na encarnação redentora do Filho de Deus, compromete-a na sua missão de anunciar o Evangelho da Vida por todo o mundo e a cada criatura” (João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 3).
Como entender, então, que ao longo de tantos anos vejamos continuamente políticos que se dizem católicos e que têm graves responsabilidades no aborto, esse crime que de entre todos é o mais perverso e abominável, receberem a Santíssima Eucaristia? O Papa é muito claro “... No caso de uma lei intrinsecamente injusta, como aquela que admite o aborto ou a eutanásia, nunca é lícito [trata-se de um absoluto moral que não admite excepções e cuja matéria é grave] conformar-se com ela, nem participar numa campanha de opinião a favor de uma lei de tal natureza, nem dar-lhe a aprovação com o seu voto.” (João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 73).
Há políticos católicos com responsabilidades na introdução e na manutenção de abortivos precoces tais como o DIU. António Guterres, quando deputado, votou a favor da liberalização do aborto até às 12 semanas, votou também favoravelmente a ignóbil “lei” abortista de 1984, já como Primeiro-ministro manifestou que continuava a concordar com ela, deu a sua anuência ao alargamento da mesma promovido por Strecht Monteiro, manteve o DIU e abriu a porta, através do Ministério da Saúde, à entrada em Portugal da pílula do dia seguinte, um abortivo precoce. A Cavaco Silva foi-lhe proposto, quando tinha maioria absoluta, que revogasse a “lei” iníqua de 84 e ele recusou; acresce que aquando da sua candidatura às Presidenciais manifestou publicamente a sua concordância com ela; como Primeiro-ministro manteve o DIU. Por altura do referendo sobre o aborto Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente do PSD, e todo o partido com ele, repetiu até à exaustão que a “lei” infame em vigor era boa, justa e equilibrada. Paulo Portas bradou aos quatro ventos que também concordava com a mesma e hoje continua a dizer que é, tão-somente, contra a liberalização total do aborto. Durão Barroso ainda não deu um passo para revogar essa “lei” injusta e selvagem, mantém a decisão de Guterres em relação à pílula homicida e deixa que se continue a comercializar o DIU (o Ifarmed, recorde-se, depende do Ministério da saúde). Maria de Belém em recompensa do seu empenho determinado em promover a morte legal dos bebés inocentes e indefesos foi escolhida, pelo o Pe. Vitor Melicias, para Presidente da Mesa Geral da União das Misericórdias. Toda esta gente, de “consciência tranquila”, comunga de mãos sacerdotais, perante as câmaras da TV, com ar beatífico e compungido, procurando entrar em intimidades celestiais com o mesmo Cristo que na Terra é, por responsabilidade deles, “legalmente” exterminado (as aspas servem para indicar que a legislação positiva chama impropriamente lei àquilo que é uma violência iníqua): “Sempre que fizestes isto a um destes Meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes” (Mt 25, 40).
Ora, o respeito pelo culto e pela reverência devida a Deus e a Seu Filho sacramentado, o cuidado pelo bem espiritual dos próprios, a necessidade de evitar escândalo, e a preocupação pelos sinais educativos e pedagógicos para com o povo cristão e para com todos, pedem que se pare, de imediato, com este escândalo. Primeiro, chamando esses personagens à conversão, para que se arrependam. Depois, exigindo a manifestação pública do repúdio de tais iniquidades monstruosas. E caso se recusem, denegando-lhes a Sagrada Comunhão.
Uma vez que estes contra testemunhos têm vindo, ao longo dos anos, a corroer as consciências não espanta que no jornal PÚBLICO de hoje deparemos com a seguinte informação: “O PSD e o CDS já clarificaram que nesta legislatura não admitem mexer na lei nem repetir o referendo ao aborto. Mas aceitam debater o assunto depois de 2006 e até admitem, então, aceitar alterações à lei no sentido da descriminalização (sublinhado da nossa responsabilidade).” De facto, se se pode admitir a despenalização e liberalização do homicídio/aborto em tantos casos, aceitá-lo e aboná-lo legalmente em mais alguns não difere essencialmente da “lei” anterior, mas tão só em grau, sendo por isso matéria opinável, sujeita ao mero jogo político partidário.
Estamos, pois, avisados! Podemos desde já encetar ou não um programa de Evangelização que provoque uma mutação cultural a favor da vida. E embora muitas coisas de grande mérito se tenham feito, em particular, desde o Referendo de 1998, temos, no entanto, preguiçado em relação à batalha cultural, mesmo dentro da Igreja.
Como não ficar assustado com o número de jovens que após dez anos de catequese é favorável à legalização/liberalização do aborto, e de catequistas e de leigos empenhados e de seminaristas e de religiosos e de sacerdotes? Mas, entre outras razões, como é que esta gente não há-de pensar que isso é uma opção verdadeiramente lícita e mesmo boa se aqueles políticos e demais personagens públicos que vê e ouve na rádio e na TV a advogarem a descriminalização/liberalização do aborto e a tomarem decisões propícias à mesma são afavelmente admitidos à recepção da Eucaristia?
Políticos “Católicos” que Advogam Leis Abortistas e Sagrada Comunhão
Aqui fica um texto do meu amigo Pe. Nuno Serras Pereira, que nos deixa a pensar !
Há pecados que por serem graves ou mortais colocam o católico em condições tais de não poder receber a Sagrada Comunhão, a Eucaristia. E se forem públicos e obstinados o celebrante da Eucaristia ver-se-á perante o dever moral grave de recusar a Comunhão. Tal é o caso, por exemplo, dos casados validamente pela Igreja, que se separaram e vivem em nova união, registada ou não no civil (mesmo que, ultimamente, só Deus possa avaliar da responsabilidade subjectiva, a situação contradiz objectivamente de tal modo o que se celebra no mistério da Eucaristia que não admite a sua recepção). Outro exemplo a que se pode recorrer é o do racismo, ou o da pedofilia. Creio que ninguém com responsabilidades hierárquicas na Igreja aceitaria que políticos que promovessem e legislassem a favor destes crimes se pudessem abeirar da Comunhão Eucarística. A contradição seria tão patente, tão chocante e tão escandalosa que não admitiria dúvida nem ambiguidade alguma. De facto, “... qualquer ameaça à dignidade e à vida do homem repercute-se no próprio coração da Igreja, afecta o núcleo da sua fé na encarnação redentora do Filho de Deus, compromete-a na sua missão de anunciar o Evangelho da Vida por todo o mundo e a cada criatura” (João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 3).
Como entender, então, que ao longo de tantos anos vejamos continuamente políticos que se dizem católicos e que têm graves responsabilidades no aborto, esse crime que de entre todos é o mais perverso e abominável, receberem a Santíssima Eucaristia? O Papa é muito claro “... No caso de uma lei intrinsecamente injusta, como aquela que admite o aborto ou a eutanásia, nunca é lícito [trata-se de um absoluto moral que não admite excepções e cuja matéria é grave] conformar-se com ela, nem participar numa campanha de opinião a favor de uma lei de tal natureza, nem dar-lhe a aprovação com o seu voto.” (João Paulo II, Evangelium Vitae, nº 73).
Há políticos católicos com responsabilidades na introdução e na manutenção de abortivos precoces tais como o DIU. António Guterres, quando deputado, votou a favor da liberalização do aborto até às 12 semanas, votou também favoravelmente a ignóbil “lei” abortista de 1984, já como Primeiro-ministro manifestou que continuava a concordar com ela, deu a sua anuência ao alargamento da mesma promovido por Strecht Monteiro, manteve o DIU e abriu a porta, através do Ministério da Saúde, à entrada em Portugal da pílula do dia seguinte, um abortivo precoce. A Cavaco Silva foi-lhe proposto, quando tinha maioria absoluta, que revogasse a “lei” iníqua de 84 e ele recusou; acresce que aquando da sua candidatura às Presidenciais manifestou publicamente a sua concordância com ela; como Primeiro-ministro manteve o DIU. Por altura do referendo sobre o aborto Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente do PSD, e todo o partido com ele, repetiu até à exaustão que a “lei” infame em vigor era boa, justa e equilibrada. Paulo Portas bradou aos quatro ventos que também concordava com a mesma e hoje continua a dizer que é, tão-somente, contra a liberalização total do aborto. Durão Barroso ainda não deu um passo para revogar essa “lei” injusta e selvagem, mantém a decisão de Guterres em relação à pílula homicida e deixa que se continue a comercializar o DIU (o Ifarmed, recorde-se, depende do Ministério da saúde). Maria de Belém em recompensa do seu empenho determinado em promover a morte legal dos bebés inocentes e indefesos foi escolhida, pelo o Pe. Vitor Melicias, para Presidente da Mesa Geral da União das Misericórdias. Toda esta gente, de “consciência tranquila”, comunga de mãos sacerdotais, perante as câmaras da TV, com ar beatífico e compungido, procurando entrar em intimidades celestiais com o mesmo Cristo que na Terra é, por responsabilidade deles, “legalmente” exterminado (as aspas servem para indicar que a legislação positiva chama impropriamente lei àquilo que é uma violência iníqua): “Sempre que fizestes isto a um destes Meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes” (Mt 25, 40).
Ora, o respeito pelo culto e pela reverência devida a Deus e a Seu Filho sacramentado, o cuidado pelo bem espiritual dos próprios, a necessidade de evitar escândalo, e a preocupação pelos sinais educativos e pedagógicos para com o povo cristão e para com todos, pedem que se pare, de imediato, com este escândalo. Primeiro, chamando esses personagens à conversão, para que se arrependam. Depois, exigindo a manifestação pública do repúdio de tais iniquidades monstruosas. E caso se recusem, denegando-lhes a Sagrada Comunhão.
Uma vez que estes contra testemunhos têm vindo, ao longo dos anos, a corroer as consciências não espanta que no jornal PÚBLICO de hoje deparemos com a seguinte informação: “O PSD e o CDS já clarificaram que nesta legislatura não admitem mexer na lei nem repetir o referendo ao aborto. Mas aceitam debater o assunto depois de 2006 e até admitem, então, aceitar alterações à lei no sentido da descriminalização (sublinhado da nossa responsabilidade).” De facto, se se pode admitir a despenalização e liberalização do homicídio/aborto em tantos casos, aceitá-lo e aboná-lo legalmente em mais alguns não difere essencialmente da “lei” anterior, mas tão só em grau, sendo por isso matéria opinável, sujeita ao mero jogo político partidário.
Estamos, pois, avisados! Podemos desde já encetar ou não um programa de Evangelização que provoque uma mutação cultural a favor da vida. E embora muitas coisas de grande mérito se tenham feito, em particular, desde o Referendo de 1998, temos, no entanto, preguiçado em relação à batalha cultural, mesmo dentro da Igreja.
Como não ficar assustado com o número de jovens que após dez anos de catequese é favorável à legalização/liberalização do aborto, e de catequistas e de leigos empenhados e de seminaristas e de religiosos e de sacerdotes? Mas, entre outras razões, como é que esta gente não há-de pensar que isso é uma opção verdadeiramente lícita e mesmo boa se aqueles políticos e demais personagens públicos que vê e ouve na rádio e na TV a advogarem a descriminalização/liberalização do aborto e a tomarem decisões propícias à mesma são afavelmente admitidos à recepção da Eucaristia?
sábado, dezembro 27, 2003
quinta-feira, dezembro 25, 2003
segunda-feira, dezembro 22, 2003
Relance 58
Despenalizar o Aborto?
A questão do aborto volta a estar na ordem do dia.
Fala-se agora na hipótese de descriminalização (ou despenalização) do aborto, mantendo embora a sua proibição. O aborto deixaria de ser crime, continuando, porém, uma prática ilícita e proibida, não podendo ser realizado em hospitais públicos ou com autorização do Estado. Não era exactamente isto que era proposto no referendo de 1998, embora a pergunta então formulada (de forma pouco isenta) fizesse referência apenas à descriminalização. Estava em jogo a legalização ou liberalização do aborto, que passaria a ser praticado com a conivência ou colaboração activa do Estado, em unidades de saúde públicas e com recursos públicos. Esta proposta visará impedir apenas o julgamento da mulher grávida que aborta, podendo recolher assim um mais amplo consenso.
Importa, porém, esclarecer que a tutela da vida humana implica um regime legal coerente e que uma brecha na coerência desse regime pode afectá-lo no seu todo. Não se pode também ignorar que neste âmbito se assiste a uma estratégia de etapas sucessivas, e que à descriminalização mais facilmente se sucederia a liberalização.
Entende-se hoje geralmente que a função primordial do Direito Penal é o reforço da confiança da comunidade na vigência das normas que protegem bens jurídicos fundamentais na perspectiva do regular funcionamento dessa comunidade. Mais do que intimidar os potenciais violadores das normas, há que confirmar e fortalecer a atitude dos que a cumprem por motivos de ordem moral que vão para além desse temor. Esta função, que poderíamos considerar “pedagógica”, assume uma importância capital quando está em jogo o bem jurídico e valor supremo que é a vida humana. A própria ordenação sistemática dos tipos de crime no Código Penal reflecte esta proeminência do valor da vida humana. Os crimes contra a vida e os crimes contra a vida intra-uterina são os primeiros do elenco. Se o Código Penal define como crimes quaisquer atentados à integridade física (uma simples bofetada), quaisquer atentados à honra (uma qualquer injúria), ou à propriedade (um furto de um qualquer objecto de valor insignificante), estranho e incoerente seria que não definisse como crime um atentado à vida humana como é o aborto.
A simples definição solene de uma conduta como crime é relevante na perspectiva da aludida função pedagógica do Direito Penal. E esta função mantém-se ainda que as condenações não correspondam minimamente à frequência da prática do crime (como sucede com o aborto ou também com o consumo de droga, por exemplo) ou se revistam de carácter simbólico.
Não terá qualquer sentido, nesta linha, transformar (como sucedeu com o consumo de droga) o aborto em simples contra-ordenação, sancionável com uma coima. As condutas qualificadas como contra-ordenação (o estacionamento de um automóvel em local proibido, por exemplo) caracterizam-se precisamente pela falta da sua “ressonância ética”, falta que obviamente não se verifica num atentado à vida humana.
É certo que se poderá despenalizar apenas a conduta da mulher grávida que aborta, mantendo-se a penalização de quem (médico, parteira, etc.) provoca a aborto com o consentimento dessa mulher e faz dessa prática uma actividade lucrativa (muitas vezes altamente lucrativa). As críticas aos julgamentos que se têm realizado esquecem que é só sobre estas pessoas que têm recaído, e provavelmente virão a recair, penas de prisão. Mas não vislumbro algum princípio de ordem ético-jurídica ou lógica que justifique, em coerência, a criminalização desta conduta quando a conduta da mulher grávida que nela consente não é criminalizada. O que se verifica é que estas pessoas não beneficiarão das circunstâncias atenuantes de que poderão beneficiar as mulheres grávidas que abortam (tal como não beneficiará dessas circunstâncias atenuantes o pai da criança que seja cúmplice ou autor moral para se livrar das suas responsabilidades, indiferente ao trauma que representa o aborto para a mãe).
Não haverá, então, espaço para considerar o sofrimento das mulheres que abortam?
Muito sabiamente, o comunicado da Conferência Episcopal sobre esta questão, afirma que os tribunais deverão, «na análise das circunstâncias e possíveis atenuantes», aliar «a justiça e a misericórdia». Como juiz da área criminal e como cristão, não posso ser indiferente a este desafio.
Ensina-nos o exemplo de Jesus Cristo que há que ser firmes na condenação do erro e compreensivos e misericordiosos para com a pessoa que erra. A misericórdia não é a indiferença ou cumplicidade diante do mal. Não anula a justiça, antes a completa e enriquece.
No caso do aborto, estamos perante um crime que na sua objectividade se reveste de extrema gravidade (neste sentido, a Gaudium et Spes fala em «crime abominável»), pois está em causa um atentado à vida do mais inocente e indefeso dos seres humanos. Mas há que distinguir essa gravidade objectiva da responsabilidade subjectiva. Há que considerar, nesta perspectiva, que a mulher grávida que aborta normalmente não o faz com plena consciência da gravidade do seu acto, pode estar sujeita a pressões sociais que limitam a sua liberdade ou pode ser motivada por razões ligadas a dramáticas condições de existência.
O regime legal vigente permite considerar estas circunstâncias atenuantes e a opção pela suspensão da execução da pena. É essa opção que se tem verificado sempre nas condenações de mulheres grávidas que abortam e que certamente continuará a verificar-se. A suspensão da execução da pena mantém a censura solene do crime (e está, portanto, salvaguardada a função pedagógica do Direito Penal), não havendo lugar ao cumprimento de qualquer pena se o condenado não cometer crimes num prazo determinado. Associa-se, assim , em meu entender, a justiça e a misericórdia, a condenação do erro e a compreensão pela situação concreta da pessoa que erra, com a consideração das circunstâncias atenuantes que rodeiam a sua conduta.
Diga-se ainda que o regime vigente também permite recorrer nestes casos, quando se considere diminuta a culpa, à suspensão provisória do processo (sem que haja, pois, lugar a julgamento e condenação) com imposição de injunções e regras de conduta.
Descriminalizar (ou despenalizar), em nome da compreensão para com a pessoa que erra, significaria anular a censura do erro, do crime na sua objectividade. Seria sacrificar a justiça em nome de uma pretensa misericórdia, quando, como disse, esta não anula a justiça, antes a completa e enriquece. E seria também sacrificar a verdade. À mulher adúltera, disse Jesus: «Vai e não tornes a pecar». Não lhe disse que não tinha pecado.
Pedro Vaz Patto
Juiz de Direito
Despenalizar o Aborto?
A questão do aborto volta a estar na ordem do dia.
Fala-se agora na hipótese de descriminalização (ou despenalização) do aborto, mantendo embora a sua proibição. O aborto deixaria de ser crime, continuando, porém, uma prática ilícita e proibida, não podendo ser realizado em hospitais públicos ou com autorização do Estado. Não era exactamente isto que era proposto no referendo de 1998, embora a pergunta então formulada (de forma pouco isenta) fizesse referência apenas à descriminalização. Estava em jogo a legalização ou liberalização do aborto, que passaria a ser praticado com a conivência ou colaboração activa do Estado, em unidades de saúde públicas e com recursos públicos. Esta proposta visará impedir apenas o julgamento da mulher grávida que aborta, podendo recolher assim um mais amplo consenso.
Importa, porém, esclarecer que a tutela da vida humana implica um regime legal coerente e que uma brecha na coerência desse regime pode afectá-lo no seu todo. Não se pode também ignorar que neste âmbito se assiste a uma estratégia de etapas sucessivas, e que à descriminalização mais facilmente se sucederia a liberalização.
Entende-se hoje geralmente que a função primordial do Direito Penal é o reforço da confiança da comunidade na vigência das normas que protegem bens jurídicos fundamentais na perspectiva do regular funcionamento dessa comunidade. Mais do que intimidar os potenciais violadores das normas, há que confirmar e fortalecer a atitude dos que a cumprem por motivos de ordem moral que vão para além desse temor. Esta função, que poderíamos considerar “pedagógica”, assume uma importância capital quando está em jogo o bem jurídico e valor supremo que é a vida humana. A própria ordenação sistemática dos tipos de crime no Código Penal reflecte esta proeminência do valor da vida humana. Os crimes contra a vida e os crimes contra a vida intra-uterina são os primeiros do elenco. Se o Código Penal define como crimes quaisquer atentados à integridade física (uma simples bofetada), quaisquer atentados à honra (uma qualquer injúria), ou à propriedade (um furto de um qualquer objecto de valor insignificante), estranho e incoerente seria que não definisse como crime um atentado à vida humana como é o aborto.
A simples definição solene de uma conduta como crime é relevante na perspectiva da aludida função pedagógica do Direito Penal. E esta função mantém-se ainda que as condenações não correspondam minimamente à frequência da prática do crime (como sucede com o aborto ou também com o consumo de droga, por exemplo) ou se revistam de carácter simbólico.
Não terá qualquer sentido, nesta linha, transformar (como sucedeu com o consumo de droga) o aborto em simples contra-ordenação, sancionável com uma coima. As condutas qualificadas como contra-ordenação (o estacionamento de um automóvel em local proibido, por exemplo) caracterizam-se precisamente pela falta da sua “ressonância ética”, falta que obviamente não se verifica num atentado à vida humana.
É certo que se poderá despenalizar apenas a conduta da mulher grávida que aborta, mantendo-se a penalização de quem (médico, parteira, etc.) provoca a aborto com o consentimento dessa mulher e faz dessa prática uma actividade lucrativa (muitas vezes altamente lucrativa). As críticas aos julgamentos que se têm realizado esquecem que é só sobre estas pessoas que têm recaído, e provavelmente virão a recair, penas de prisão. Mas não vislumbro algum princípio de ordem ético-jurídica ou lógica que justifique, em coerência, a criminalização desta conduta quando a conduta da mulher grávida que nela consente não é criminalizada. O que se verifica é que estas pessoas não beneficiarão das circunstâncias atenuantes de que poderão beneficiar as mulheres grávidas que abortam (tal como não beneficiará dessas circunstâncias atenuantes o pai da criança que seja cúmplice ou autor moral para se livrar das suas responsabilidades, indiferente ao trauma que representa o aborto para a mãe).
Não haverá, então, espaço para considerar o sofrimento das mulheres que abortam?
Muito sabiamente, o comunicado da Conferência Episcopal sobre esta questão, afirma que os tribunais deverão, «na análise das circunstâncias e possíveis atenuantes», aliar «a justiça e a misericórdia». Como juiz da área criminal e como cristão, não posso ser indiferente a este desafio.
Ensina-nos o exemplo de Jesus Cristo que há que ser firmes na condenação do erro e compreensivos e misericordiosos para com a pessoa que erra. A misericórdia não é a indiferença ou cumplicidade diante do mal. Não anula a justiça, antes a completa e enriquece.
No caso do aborto, estamos perante um crime que na sua objectividade se reveste de extrema gravidade (neste sentido, a Gaudium et Spes fala em «crime abominável»), pois está em causa um atentado à vida do mais inocente e indefeso dos seres humanos. Mas há que distinguir essa gravidade objectiva da responsabilidade subjectiva. Há que considerar, nesta perspectiva, que a mulher grávida que aborta normalmente não o faz com plena consciência da gravidade do seu acto, pode estar sujeita a pressões sociais que limitam a sua liberdade ou pode ser motivada por razões ligadas a dramáticas condições de existência.
O regime legal vigente permite considerar estas circunstâncias atenuantes e a opção pela suspensão da execução da pena. É essa opção que se tem verificado sempre nas condenações de mulheres grávidas que abortam e que certamente continuará a verificar-se. A suspensão da execução da pena mantém a censura solene do crime (e está, portanto, salvaguardada a função pedagógica do Direito Penal), não havendo lugar ao cumprimento de qualquer pena se o condenado não cometer crimes num prazo determinado. Associa-se, assim , em meu entender, a justiça e a misericórdia, a condenação do erro e a compreensão pela situação concreta da pessoa que erra, com a consideração das circunstâncias atenuantes que rodeiam a sua conduta.
Diga-se ainda que o regime vigente também permite recorrer nestes casos, quando se considere diminuta a culpa, à suspensão provisória do processo (sem que haja, pois, lugar a julgamento e condenação) com imposição de injunções e regras de conduta.
Descriminalizar (ou despenalizar), em nome da compreensão para com a pessoa que erra, significaria anular a censura do erro, do crime na sua objectividade. Seria sacrificar a justiça em nome de uma pretensa misericórdia, quando, como disse, esta não anula a justiça, antes a completa e enriquece. E seria também sacrificar a verdade. À mulher adúltera, disse Jesus: «Vai e não tornes a pecar». Não lhe disse que não tinha pecado.
Pedro Vaz Patto
Juiz de Direito
domingo, dezembro 21, 2003
Relance 57
Irmãos de S João de Deus
Este meu primeiro fim de Semana, depois de ter completado 31 anos de idade, foi passado com os irmãos de S João de Deus na sua residencia em Lisboa.
Uma festinha de Natal e uma ida a Fatima, foram algumas das coisas que aconteceram.
Aproveito hoje , aqui este espaço para divulgar um pouco a obra desta irmandade que esta mais perto dos doentes mentais :
Irmãos de S João de Deus
Este meu primeiro fim de Semana, depois de ter completado 31 anos de idade, foi passado com os irmãos de S João de Deus na sua residencia em Lisboa.
Uma festinha de Natal e uma ida a Fatima, foram algumas das coisas que aconteceram.
Aproveito hoje , aqui este espaço para divulgar um pouco a obra desta irmandade que esta mais perto dos doentes mentais :
sexta-feira, dezembro 19, 2003
***************Relance 56********************
Dia do meu aniversário .... Dia de Alegria !
É sempre com enorme alegria que festejo mais um aniversário.
Este ano, particularmente com muito alegria e felicidade , pois estive há muito pouco tempo no Brasil, onde toda a forma de ser e estar daquele povo contagia qualquer pessoa !
Quero agradecer a todos que me tem ajudado e apoiado.. um grande bem haja ! Quanto aos outros que não gostam de mim e que me tem julgado precipitadamente, rezo por vós ... sempre que quiserem a minha porta estará aberta .
Viva a vida !
Dia do meu aniversário .... Dia de Alegria !
É sempre com enorme alegria que festejo mais um aniversário.
Este ano, particularmente com muito alegria e felicidade , pois estive há muito pouco tempo no Brasil, onde toda a forma de ser e estar daquele povo contagia qualquer pessoa !
Quero agradecer a todos que me tem ajudado e apoiado.. um grande bem haja ! Quanto aos outros que não gostam de mim e que me tem julgado precipitadamente, rezo por vós ... sempre que quiserem a minha porta estará aberta .
Viva a vida !
quinta-feira, dezembro 18, 2003
Relance 55
Participação Jornalistica
A Elsa Resende além de uma querida amiga é uma excelente e optima jornalista, como pouco existem por ai, garanto vos ! A sua forma integra, honesta e pura de trabalhar faz dela para mim uma pesoa muito especial.
E a confirmar tudo o que digo, há que ler com maximo de atenção esta sua participação neste meu humilde blog :)
Aqui fica :
O dia começa por volta das 09:00 com a consulta dos jornais na Internet. Fazem-se, em seguida, os primeiros telefonemas. Começo a ficar inquieta quando do outro lado da linha não há nenhuma novidade ou pista para uma futura notícia ou reportagem.
Nestas alturas, recordo-me sempre de uma senhora idosa que um dia, quando era mais nova, encontrei sentada num banco de uma igreja, em Lisboa.
Não me lembro das feições dela, mas lembro-me do que ela me disse, agarrando-me por um braço: “Nunca devemos desistir!”.
É com estas palavras na cabeça que, volta e não volta, mesmo desmotivada, insisto, insisto... pergunto mais uma vez e... chateio, incomodo... tudo para conseguir ter uma boa história para contar.
Nem sempre me saio bem na tarefa. Mas quem disse que o jornalismo é uma profissão fácil?
Sendo correspondente local, sou obrigada a aturar, nem sempre com a mesma disposição, autarcas com os mesmos discursos e sessões de câmara e assembleias municipais quase intermináveis.
Não raras vezes perco a paciência quando os políticos, em vez de discutirem os problemas da terra, se perdem em guerras partidárias sem interesse e argumentos.
Eis o lado enfadonho do jornalismo.
Mas há depois o lado mau, que é quando ouvimos críticas injustas, ameaças, insultos e... andamos sempre a correr e o telefone não nos dá sossego.
E há, felizmente!, o lado bom, que é quando surgem histórias inesperadas, se conhece gente fantástica, o público agradece por esta ou aquela notícia e o mundo fica melhor.
Porque acredito que estamos cá para desempenhar uma missão, aos 16 anos (e depois de uma péssima professora do secundário ter desfeito o meu sonho de ser historiadora) decidi que queria ser jornalista para ajudar a construir um mundo melhor.. informando, denunciando, contando histórias de pessoas e lugares.
Em tão pouco tempo que tenho de profissão, já vi a dignidade de gente pobre mas feliz, o desalento de quem não consegue fazer pela vida, a amargura de quem se sente só.
Não esqueço o orgulho das mulheres que fazem a recolha do lixo no Barreiro, a traquinice dos miúdos de rua do Projecto Adrenalina, de Almada, a ternura dos rapazes dos bairros sociais de Amora que, a troco de uma moeda para o mealheiro, ajudam os automobilistas a arrumar os carros por altura da Festa do Avante.
Na minha memória registo ainda o deslumbramento que senti quando os golfinhos do Sado vieram à minha beira ou... o cheiro a miséria do Bairro das Palmeiras, no Barreiro, as lágrimas das costureiras da VESTUS desempregadas, a firmeza de um siderúrgico a lutar por justiça.
Fiz muitas entrevistas sentada a uma secretária, mas também empoleirada num barco semi-rígido a toda a velocidade, de pé sob chuva, frio e calor intensos, de cócoras na cabina do piloto de um avião, de ténis enterrados no esgoto. São ossos do ofício!
Tal como no primeiro dia de trabalho, enfrento cada conferência de imprensa com nervosismo, tremo por dentro quando apontam um dedo a um dos meus artigos, reajo mal quando não me levam a sério, escondo-me por trás da discrição quando oiço (de vez em quando) um elogio.
De gente simples e excêntrica, letrada e iletrada, velhos e novos... tenho tirado muitas lições de vida.
Sofro com os erros e vibro com uma reportagem (quase) perfeita. Mas sempre com humildade, porque, como diz a minha mãe, está-se sempre a aprender.
No frenesim diário por uma notícia ganhei dissabores... mas também amizades.
E é isto que me impede de vacilar, mesmo nos piores momentos.
Elsa Resende
Participação Jornalistica
A Elsa Resende além de uma querida amiga é uma excelente e optima jornalista, como pouco existem por ai, garanto vos ! A sua forma integra, honesta e pura de trabalhar faz dela para mim uma pesoa muito especial.
E a confirmar tudo o que digo, há que ler com maximo de atenção esta sua participação neste meu humilde blog :)
Aqui fica :
O dia começa por volta das 09:00 com a consulta dos jornais na Internet. Fazem-se, em seguida, os primeiros telefonemas. Começo a ficar inquieta quando do outro lado da linha não há nenhuma novidade ou pista para uma futura notícia ou reportagem.
Nestas alturas, recordo-me sempre de uma senhora idosa que um dia, quando era mais nova, encontrei sentada num banco de uma igreja, em Lisboa.
Não me lembro das feições dela, mas lembro-me do que ela me disse, agarrando-me por um braço: “Nunca devemos desistir!”.
É com estas palavras na cabeça que, volta e não volta, mesmo desmotivada, insisto, insisto... pergunto mais uma vez e... chateio, incomodo... tudo para conseguir ter uma boa história para contar.
Nem sempre me saio bem na tarefa. Mas quem disse que o jornalismo é uma profissão fácil?
Sendo correspondente local, sou obrigada a aturar, nem sempre com a mesma disposição, autarcas com os mesmos discursos e sessões de câmara e assembleias municipais quase intermináveis.
Não raras vezes perco a paciência quando os políticos, em vez de discutirem os problemas da terra, se perdem em guerras partidárias sem interesse e argumentos.
Eis o lado enfadonho do jornalismo.
Mas há depois o lado mau, que é quando ouvimos críticas injustas, ameaças, insultos e... andamos sempre a correr e o telefone não nos dá sossego.
E há, felizmente!, o lado bom, que é quando surgem histórias inesperadas, se conhece gente fantástica, o público agradece por esta ou aquela notícia e o mundo fica melhor.
Porque acredito que estamos cá para desempenhar uma missão, aos 16 anos (e depois de uma péssima professora do secundário ter desfeito o meu sonho de ser historiadora) decidi que queria ser jornalista para ajudar a construir um mundo melhor.. informando, denunciando, contando histórias de pessoas e lugares.
Em tão pouco tempo que tenho de profissão, já vi a dignidade de gente pobre mas feliz, o desalento de quem não consegue fazer pela vida, a amargura de quem se sente só.
Não esqueço o orgulho das mulheres que fazem a recolha do lixo no Barreiro, a traquinice dos miúdos de rua do Projecto Adrenalina, de Almada, a ternura dos rapazes dos bairros sociais de Amora que, a troco de uma moeda para o mealheiro, ajudam os automobilistas a arrumar os carros por altura da Festa do Avante.
Na minha memória registo ainda o deslumbramento que senti quando os golfinhos do Sado vieram à minha beira ou... o cheiro a miséria do Bairro das Palmeiras, no Barreiro, as lágrimas das costureiras da VESTUS desempregadas, a firmeza de um siderúrgico a lutar por justiça.
Fiz muitas entrevistas sentada a uma secretária, mas também empoleirada num barco semi-rígido a toda a velocidade, de pé sob chuva, frio e calor intensos, de cócoras na cabina do piloto de um avião, de ténis enterrados no esgoto. São ossos do ofício!
Tal como no primeiro dia de trabalho, enfrento cada conferência de imprensa com nervosismo, tremo por dentro quando apontam um dedo a um dos meus artigos, reajo mal quando não me levam a sério, escondo-me por trás da discrição quando oiço (de vez em quando) um elogio.
De gente simples e excêntrica, letrada e iletrada, velhos e novos... tenho tirado muitas lições de vida.
Sofro com os erros e vibro com uma reportagem (quase) perfeita. Mas sempre com humildade, porque, como diz a minha mãe, está-se sempre a aprender.
No frenesim diário por uma notícia ganhei dissabores... mas também amizades.
E é isto que me impede de vacilar, mesmo nos piores momentos.
Elsa Resende
terça-feira, dezembro 16, 2003
Relance 54
Estou de Regresso !
Saio do Brasil, com mais de 30 graus e chego a Portugal com 10 .
O Corpo humano acusou a diferença e acabei por ficar doente.....
A vida volta a normalidade, ja com o Natal a porta e mais uma vez com a certeza de que como é tão diferente o continente Europeu da America do Sul.
Estou de Regresso !
Saio do Brasil, com mais de 30 graus e chego a Portugal com 10 .
O Corpo humano acusou a diferença e acabei por ficar doente.....
A vida volta a normalidade, ja com o Natal a porta e mais uma vez com a certeza de que como é tão diferente o continente Europeu da America do Sul.
sexta-feira, dezembro 12, 2003
Relance 53
Encontro com Padre Marcelo Rossi
Ontem, estive numa missa com o Padre Marcelo Rossi com mais de 2 mil pessoas.
Quando cheguei , em cima da hora, o local onde estava a ser a celebração ja estava cheio. Tive então, que ir andando até chegar mais a frente…. quando entro em conversa com uma das voluntarias que estava a dar assistencia .. e digo ¨sou portugues e gosto muito do Pe Marcelo.” Pouco tempo, essa senhora leva me perto da mae do padre e logo em seguida fui encaminhado para ao altar onde fiquei sentado ao lado do sacristão.
Excelente ! Assisti as quase duas horas de missa ali bem perto deste padre que tanto admiro pela a forma como demonstra a sua fé . !
No final da missa, eu mais umas pessoas , recebemos a benção do Padre Marcelo, e quando chegou perto de mim, informei mais uma vez : “Sou portugues …” Ele abençou me e disse : “ Sede Bem Vindo…” em seguida tirei uma foto e quando ja se ia embora Padre Marcelo ainda me disse : “ Olhe reze por mim.. para que posso dar continuidade a esta minha missão” e continuo o seu caminho.
Pouco tempo de conversa , mas suficiente para sentir esta igreja Universal Catolica a que pertencemos. .
Encontro com Padre Marcelo Rossi
Ontem, estive numa missa com o Padre Marcelo Rossi com mais de 2 mil pessoas.
Quando cheguei , em cima da hora, o local onde estava a ser a celebração ja estava cheio. Tive então, que ir andando até chegar mais a frente…. quando entro em conversa com uma das voluntarias que estava a dar assistencia .. e digo ¨sou portugues e gosto muito do Pe Marcelo.” Pouco tempo, essa senhora leva me perto da mae do padre e logo em seguida fui encaminhado para ao altar onde fiquei sentado ao lado do sacristão.
Excelente ! Assisti as quase duas horas de missa ali bem perto deste padre que tanto admiro pela a forma como demonstra a sua fé . !
No final da missa, eu mais umas pessoas , recebemos a benção do Padre Marcelo, e quando chegou perto de mim, informei mais uma vez : “Sou portugues …” Ele abençou me e disse : “ Sede Bem Vindo…” em seguida tirei uma foto e quando ja se ia embora Padre Marcelo ainda me disse : “ Olhe reze por mim.. para que posso dar continuidade a esta minha missão” e continuo o seu caminho.
Pouco tempo de conversa , mas suficiente para sentir esta igreja Universal Catolica a que pertencemos. .
quarta-feira, dezembro 10, 2003
Relance 52
Tiroteio, agitação e muita emoção
A alguns dias de regresso a Portugal , vim ate S Paulo onde estou hospedado em casa de amigos
Como durante o dia eles trabalham. Meti me no metro e tenho feito algumas visitas.
Uma delas foi a rua 25 de Março ( a nossa Feira da Ladra), só que em vez de ser semanal esta feira é diaria.. Tudo se pode comprar, e a preços acessiveis.
E eu com os poucos dolares que trouxe, troquei os por Reais (moeda Brasileira) e andei por lá a fazer umas compras…. Quando de repente se ouve tiros e mais tiros …. A confusão instalou se, pessoas deitadas no chão para se proteger acompanhado por alguns gritos.
Resumindo e concluido, foi um vendedor de rua que tinha roubado a mercadoria do outro, e este estava lá para resolver o problema (!) ….. como diria uma senhora que estava ao meu lado a vender abacaxi .. ¨as vezes isto acontece ¨
E assim cá estou eu , depois das favelas Nordestinas, agora na Grande S Paulo, com 12 milhoes de pessoas (mais que Portugal inteiro), terceira maior cidade do mundo e uma das mais perigosas…e claro, misturado no meio do ¨povão¨, afinal de contas como eu gosto .
Tiroteio, agitação e muita emoção
A alguns dias de regresso a Portugal , vim ate S Paulo onde estou hospedado em casa de amigos
Como durante o dia eles trabalham. Meti me no metro e tenho feito algumas visitas.
Uma delas foi a rua 25 de Março ( a nossa Feira da Ladra), só que em vez de ser semanal esta feira é diaria.. Tudo se pode comprar, e a preços acessiveis.
E eu com os poucos dolares que trouxe, troquei os por Reais (moeda Brasileira) e andei por lá a fazer umas compras…. Quando de repente se ouve tiros e mais tiros …. A confusão instalou se, pessoas deitadas no chão para se proteger acompanhado por alguns gritos.
Resumindo e concluido, foi um vendedor de rua que tinha roubado a mercadoria do outro, e este estava lá para resolver o problema (!) ….. como diria uma senhora que estava ao meu lado a vender abacaxi .. ¨as vezes isto acontece ¨
E assim cá estou eu , depois das favelas Nordestinas, agora na Grande S Paulo, com 12 milhoes de pessoas (mais que Portugal inteiro), terceira maior cidade do mundo e uma das mais perigosas…e claro, misturado no meio do ¨povão¨, afinal de contas como eu gosto .
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