Relance 23
Novidades Coca Cola .... e esta hein ??
“Toda a vida ouvimos dizer que tomar uma aspirina com Coca-Cola pode ter consequências graves para a saúde. É falso.” Quem o afirma categoricamente – e com um ligeiro cicio – é o Dr. Parkinson-Toft, o mais reputado investigador mundial de mitos urbanos, encarregado pelo colosso dos refrigerantes para investigar esta acusação em forma de “conselho amigo” feita. “Tomei mais de 100 aspirinas com Coca-Cola, incluindo algumas efervescentes – é giro, porque, com as bolhinhas do refrigerante, não sabemos quando a pastilha dissolve por completo, e tal. Bem, mas o que interessa é não me aconteceu nada, mesmo com esta grande dose. Tirando uma ligeira dormência nos membros. E ter passado a ouvir umas vozes. A princípio incomodam um bocadinho, mas depois a gente habitua-se e até dão boas dicas sobre o trânsito.”
No seguimento da sua investigação, o Parkinson-Toft concluiu que este logro surgiu dum boato, lançado há anos por um executivo da Pepsi, no baptizado de um sobrinho. “Na altura, com a ajuda de um cunhado que trabalhava na Spur Cola. E ainda estou para ver se não terá havido um outro comparsa, um primo em segundo grau que era contínuo na indústria do panacetamol. Não sei se também não terá tido mãozinha neste golpe.”
Parkinson-Toft, que também foi responsável por o mundo deixar de acreditar que a masturbação causa cegueira – “um trabalho que me ocupou muitos anos” – está contente por finalmente ter sido feita justiça. Calcula que a Coca-Cola Company tenha sofrido, durante todo este tempo, um prejuízo de cerca de 1200 trilhões de dólares. “Parecendo que não, é dinheiro.”
Tendo desmascarado esta cabala, Parkinson-Toft adverte que, no entanto, tomar Coca-Cola com Ultra-Levur continua a ser muito perigoso. “Faz crescer guelras!”
Este texto foi extraido do Blog Gato Foderento
quinta-feira, outubro 30, 2003
quarta-feira, outubro 29, 2003
Relance 22
Excelente Texto,,,, nao hesite a ler !
Atrocidades
João César das Neves
In DN – 27. 10. 2003
Apesar do delírio generalizado que o País vive, ainda surgem problemas importantes. A questão do aborto, por exemplo, parece querer voltar à nossa cena política. Ao fazê-lo, porém, renova-se um velho paradoxo de difícil solução. Surpreendentemente, poucos parecem notar as enormes semelhantes entre o discurso a favor da despenalização do aborto e aquele que foi usado ao longo da História para justificar outras atrocidades horríveis.
O ponto de partida é a negação da humanidade. Os abortistas afirmam, explícita ou, em geral, implicitamente que o embrião não tem dignidade humana. Se tivesse, obviamente que toda a sua argumentação cairia pela base, pois nenhum interesse tem prioridade perante o direito à vida. Ora as piores abominações da História nasceram precisamente da mesma recusa do estatuto humano. Os nazis apregoavam que judeus, ciganos, deficientes e tantos outros, não pertenciam à espécie humana, mas a uma raça inferior, por isso descartável. Os esclavagistas baseavam o seu comércio infame na certeza da menor humanidade daqueles que compravam e vendiam. Todos os genocídios, limpezas étnicas, chacinas e barbaridades partem deste horrível axioma.
A segunda ideia é que essa morte é útil à sociedade. Os abortistas dizem defender apenas a liberdade e a dignidade da mulher. Também os nazis pretendiam corrigir a injustiça da Grande Guerra, promover a pureza da raça alemã e o seu espaço vital. Os esclavagistas viam-se como peças essenciais da prosperidade e civilização. Ben Laden considera-se um defensor da fé. A generalidade dos criminosos de guerra justificam-se em termos semelhantes.
Mas, e este é o terceiro ponto, aqueles que essas práticas alegam defender acabam sendo as suas principais vítimas. Não restam dúvidas que as mulheres que abortam são quem mais sofre com esta aparente solução dos seus problemas. Sofrem com a violência, com o vazio, com o remorso. Também a Alemanha foi a maior mártir das loucuras nazis e aqueles que ao longo dos séculos aderiram à escravatura, perseguições e chacinas viveram para ver a falsidade da solução criada pela sua própria crueldade.
Assim, estamos hoje a assistir na nossa sociedade livre e sofisticada ao regresso de retóricas e argumentos que julgávamos enterrados. E o aborto não é o único caso. As campanhas antiglobalização por exemplo, seguem de perto a lógica da antiga «caça às bruxas», quando pessoas específicas são acusadas de males genéricos e abstractos com base em teorias deficientes. O elemento mais surpreendente, porém, é o de entender como é possível que pessoas sérias e honestas caiam nesta armadilha. Porque é evidente que a esmagadora maioria dos defensores da despenalização do aborto são cidadãos normais, correctos e bem intencionados, que pretendem apenas o bem comum. Eles ficariam decerto muito ofendidos e magoados ao verem-se comparados com bárbaros e nazis.
É esse precisamente o paradoxo, hoje como antes. Também ao longo dos séculos milhões de cidadãos cordatos, prudentes e respeitáveis tiveram escravos, apoiaram o racismo ou defenderam genocídios. Foram miríades os alemães inteligentes, pacatos e atenciosos que votaram e apoiaram Adolf Hitler. Temos dificuldade hoje em entender isto. Também daqui a décadas haverá muita gente que não compreenderá como é que foi possível que pessoas boas e cordatas pudessem hoje aceitar o aborto.
Excelente Texto,,,, nao hesite a ler !
Atrocidades
João César das Neves
In DN – 27. 10. 2003
Apesar do delírio generalizado que o País vive, ainda surgem problemas importantes. A questão do aborto, por exemplo, parece querer voltar à nossa cena política. Ao fazê-lo, porém, renova-se um velho paradoxo de difícil solução. Surpreendentemente, poucos parecem notar as enormes semelhantes entre o discurso a favor da despenalização do aborto e aquele que foi usado ao longo da História para justificar outras atrocidades horríveis.
O ponto de partida é a negação da humanidade. Os abortistas afirmam, explícita ou, em geral, implicitamente que o embrião não tem dignidade humana. Se tivesse, obviamente que toda a sua argumentação cairia pela base, pois nenhum interesse tem prioridade perante o direito à vida. Ora as piores abominações da História nasceram precisamente da mesma recusa do estatuto humano. Os nazis apregoavam que judeus, ciganos, deficientes e tantos outros, não pertenciam à espécie humana, mas a uma raça inferior, por isso descartável. Os esclavagistas baseavam o seu comércio infame na certeza da menor humanidade daqueles que compravam e vendiam. Todos os genocídios, limpezas étnicas, chacinas e barbaridades partem deste horrível axioma.
A segunda ideia é que essa morte é útil à sociedade. Os abortistas dizem defender apenas a liberdade e a dignidade da mulher. Também os nazis pretendiam corrigir a injustiça da Grande Guerra, promover a pureza da raça alemã e o seu espaço vital. Os esclavagistas viam-se como peças essenciais da prosperidade e civilização. Ben Laden considera-se um defensor da fé. A generalidade dos criminosos de guerra justificam-se em termos semelhantes.
Mas, e este é o terceiro ponto, aqueles que essas práticas alegam defender acabam sendo as suas principais vítimas. Não restam dúvidas que as mulheres que abortam são quem mais sofre com esta aparente solução dos seus problemas. Sofrem com a violência, com o vazio, com o remorso. Também a Alemanha foi a maior mártir das loucuras nazis e aqueles que ao longo dos séculos aderiram à escravatura, perseguições e chacinas viveram para ver a falsidade da solução criada pela sua própria crueldade.
Assim, estamos hoje a assistir na nossa sociedade livre e sofisticada ao regresso de retóricas e argumentos que julgávamos enterrados. E o aborto não é o único caso. As campanhas antiglobalização por exemplo, seguem de perto a lógica da antiga «caça às bruxas», quando pessoas específicas são acusadas de males genéricos e abstractos com base em teorias deficientes. O elemento mais surpreendente, porém, é o de entender como é possível que pessoas sérias e honestas caiam nesta armadilha. Porque é evidente que a esmagadora maioria dos defensores da despenalização do aborto são cidadãos normais, correctos e bem intencionados, que pretendem apenas o bem comum. Eles ficariam decerto muito ofendidos e magoados ao verem-se comparados com bárbaros e nazis.
É esse precisamente o paradoxo, hoje como antes. Também ao longo dos séculos milhões de cidadãos cordatos, prudentes e respeitáveis tiveram escravos, apoiaram o racismo ou defenderam genocídios. Foram miríades os alemães inteligentes, pacatos e atenciosos que votaram e apoiaram Adolf Hitler. Temos dificuldade hoje em entender isto. Também daqui a décadas haverá muita gente que não compreenderá como é que foi possível que pessoas boas e cordatas pudessem hoje aceitar o aborto.
terça-feira, outubro 28, 2003
Relance 21
Mais uma participação....
Conheci o Ricardo ocasionalmente numa troca viva de palavras. Naquela altura falavamos de alguns artigos de opinião meus publicos na imprensa.
Ficamos amigos, um jovem estudante de cardio-pneumologia e com uma ambição e vontade imensas de ser protagonista desta sociedade as vezes tão amorfa e cizenta.
Com os seus 19 anos, ja tem um grande curriculo no associativismo e lançou se recentemente também na escrita de artigos de opinião. Aqui se abre uma porta....
O Estádio dos Hospitais
Enquanto que pelo país fora a onda de entusiasmo em torno do Euro2004 se continua a propagar as salas de espera dos hospitais padecem das mesmas carências de sempre. O estado da nação limita-se, tristemente, a uma observação fugaz da imponência dos nossos estádios de futebol, discriminando as áreas de intervenção prioritária, como são a saúde, a educação, a ciência, a segurança social.
Os adeptos são filtrados nos torniquetes, embebidos de emoção, e entoando cânticos de paixão; por seu turno os pacientes gelam embrulhados numa burocracia enorme, votados ao abandono nas salas de espera, endereçados a uma nudez de meios. Todos os notáveis desdobram-se em sorrisos e gentilezas ao inaugurar um estádio, pousam fotogénicos ao mínimo flash, e o doente clama por atendimento, pela injecção que tarda, pelo exame que falha sempre, tudo isto sobre a impunidade da opinião pública.
O país, amontoado em riqueza e austeridade, desdenha em ninharias consecutivas, fomentando o seu desenvolvimento em estádios, olvidando áreas tão prioritárias como são a educação, a saúde e a segurança social. Já se dizia outrora que o grau de desenvolvimento de uma nação se vê pelo desenvolvimento sócio-cultural da sua população, e actualmente assistimos a uma mediatização do efémero, uma sociedade de “reality shows” onde os temas cruciais são irremediavelmente afastados da discussão pública. É por muitos reconhecido que o desporto é a mais recente forma de lazer e cultura das sociedades modernas, mas daí a sobrepor-se a assuntos tão prementes como são a saúde, permitam-me questionar tal pertinência.
Nos hospitais a triste sina repete-se invariavelmente, zonas com uma assistência médica precoce ou até mesmo nula, política de saúde pública ineficaz, milhares de utentes sem médico de família, serviços ineficazes, sociedades anónimas insensíveis à dor e obcecadas pelo lucro, efectivos subaproveitados, outros em clara indefinição, há ainda a carência de meios, material inócuo, a tecnologia em inequívoca desactualização, mas o que mais me choca acima de tudo é a passividade com que tranquilamente assistimos a tudo isto, fascinados pelas bancadas de mais um estádio, como que cegos pela grandiosidade dum relvado opaco, inertes perante as coberturas metálicas, insensíveis a essa grande epidemia, e que reside no sistema de saúde em Portugal, é este o retracto fiel de um país recessivo mas que insiste em ostentar-se diante de um espelho desfocado.
O país em gesto de sobranceria insiste em inaugurar e remodelar dez estádios, os hospitais tristemente encerram serviços, encetam hipotecas, e contraem dívidas inconsequentes, de facto quem sai a perder é a população, que lamentavelmente perde uma melhoria eficaz do sistema de saúde e em troca recebe equipamentos desportivos altamente qualificados mas desintegrados do contexto social e de urgência claramente duvidosa.
Ricardo Rosado
Mais uma participação....
Conheci o Ricardo ocasionalmente numa troca viva de palavras. Naquela altura falavamos de alguns artigos de opinião meus publicos na imprensa.
Ficamos amigos, um jovem estudante de cardio-pneumologia e com uma ambição e vontade imensas de ser protagonista desta sociedade as vezes tão amorfa e cizenta.
Com os seus 19 anos, ja tem um grande curriculo no associativismo e lançou se recentemente também na escrita de artigos de opinião. Aqui se abre uma porta....
O Estádio dos Hospitais
Enquanto que pelo país fora a onda de entusiasmo em torno do Euro2004 se continua a propagar as salas de espera dos hospitais padecem das mesmas carências de sempre. O estado da nação limita-se, tristemente, a uma observação fugaz da imponência dos nossos estádios de futebol, discriminando as áreas de intervenção prioritária, como são a saúde, a educação, a ciência, a segurança social.
Os adeptos são filtrados nos torniquetes, embebidos de emoção, e entoando cânticos de paixão; por seu turno os pacientes gelam embrulhados numa burocracia enorme, votados ao abandono nas salas de espera, endereçados a uma nudez de meios. Todos os notáveis desdobram-se em sorrisos e gentilezas ao inaugurar um estádio, pousam fotogénicos ao mínimo flash, e o doente clama por atendimento, pela injecção que tarda, pelo exame que falha sempre, tudo isto sobre a impunidade da opinião pública.
O país, amontoado em riqueza e austeridade, desdenha em ninharias consecutivas, fomentando o seu desenvolvimento em estádios, olvidando áreas tão prioritárias como são a educação, a saúde e a segurança social. Já se dizia outrora que o grau de desenvolvimento de uma nação se vê pelo desenvolvimento sócio-cultural da sua população, e actualmente assistimos a uma mediatização do efémero, uma sociedade de “reality shows” onde os temas cruciais são irremediavelmente afastados da discussão pública. É por muitos reconhecido que o desporto é a mais recente forma de lazer e cultura das sociedades modernas, mas daí a sobrepor-se a assuntos tão prementes como são a saúde, permitam-me questionar tal pertinência.
Nos hospitais a triste sina repete-se invariavelmente, zonas com uma assistência médica precoce ou até mesmo nula, política de saúde pública ineficaz, milhares de utentes sem médico de família, serviços ineficazes, sociedades anónimas insensíveis à dor e obcecadas pelo lucro, efectivos subaproveitados, outros em clara indefinição, há ainda a carência de meios, material inócuo, a tecnologia em inequívoca desactualização, mas o que mais me choca acima de tudo é a passividade com que tranquilamente assistimos a tudo isto, fascinados pelas bancadas de mais um estádio, como que cegos pela grandiosidade dum relvado opaco, inertes perante as coberturas metálicas, insensíveis a essa grande epidemia, e que reside no sistema de saúde em Portugal, é este o retracto fiel de um país recessivo mas que insiste em ostentar-se diante de um espelho desfocado.
O país em gesto de sobranceria insiste em inaugurar e remodelar dez estádios, os hospitais tristemente encerram serviços, encetam hipotecas, e contraem dívidas inconsequentes, de facto quem sai a perder é a população, que lamentavelmente perde uma melhoria eficaz do sistema de saúde e em troca recebe equipamentos desportivos altamente qualificados mas desintegrados do contexto social e de urgência claramente duvidosa.
Ricardo Rosado
segunda-feira, outubro 27, 2003
Relance 20
Racismo é burrice.... by Gabriel o Pensador
Ao contrário do que se diz por ai, Portugal tem caracteristicas racistas.
Dou sempre o exemplo de um grande orador que eu conhecia, que defendia (ou pensava que defendia??!!) a participaçao e a cidanania de todos, mas quando questionado sobre a hipotese da sua filha casar com um negro, o negava de imediato.
Todos diferentes / Todos iguais seja cada vez mais uma realidade !
Aqui fica um texto muito curioso :
Fica aqui o relacto de uma situaçao veridica que aconteceu num vôo da BRITISH AIRWAYS
entre
JOHANNESBURGO e LONDRES.
Uma senhora branca, de uns cinqüenta anos, senta-se ao lado de um negro.
Visivelmente perturbada, ela chama a hospedeira
- Qual o problema?
Pergunta a hospedeira.
- Mas você não esta vendo?
Responde a senhora.
Você me colocou ao lado de um negro. Eu não consigo ficar ao lado destes nojentos. Me dê outro assento.
- Por favor senhora, acalma-se.
Diz a hospedeira.
- Quase todos os lugares deste vôo estão ocupados.
Vou ver se há algum lugar disponível.
A hospedeira se afasta e volta alguns minutos depois.
- Minha senhora, como eu suspeitava, não há lugar vago na classe econômica.
Eu conversei com o comandante e ele me confirmou que não há mais lugares na executiva. Entretanto ainda temos um lugar na primeira classe.
Antes que a senhora pudesse fazer qualquer comentário, a hospedeira continua:
- É totalmente inusitado a companhia conceder um assento de primeira classe a alguém da classe econômica, mas, dadas as circunstâncias, o comandante considerou que seria escandaloso alguém ser obrigado a sentar ao lado de uma pessoa tão execrável.
E dirigindo-se ao negro, a hospedeira completou:
- Portanto senhor, se for de sua vontade, pegue seus pertences que o assento da primeira classe esta à sua espera.
"E todos os passageiros ao redor que, chocados, acompanhavam a cena, levantaram-se e aplaudiram".
Racismo é burrice.... by Gabriel o Pensador
Ao contrário do que se diz por ai, Portugal tem caracteristicas racistas.
Dou sempre o exemplo de um grande orador que eu conhecia, que defendia (ou pensava que defendia??!!) a participaçao e a cidanania de todos, mas quando questionado sobre a hipotese da sua filha casar com um negro, o negava de imediato.
Todos diferentes / Todos iguais seja cada vez mais uma realidade !
Aqui fica um texto muito curioso :
Fica aqui o relacto de uma situaçao veridica que aconteceu num vôo da BRITISH AIRWAYS
entre
JOHANNESBURGO e LONDRES.
Uma senhora branca, de uns cinqüenta anos, senta-se ao lado de um negro.
Visivelmente perturbada, ela chama a hospedeira
- Qual o problema?
Pergunta a hospedeira.
- Mas você não esta vendo?
Responde a senhora.
Você me colocou ao lado de um negro. Eu não consigo ficar ao lado destes nojentos. Me dê outro assento.
- Por favor senhora, acalma-se.
Diz a hospedeira.
- Quase todos os lugares deste vôo estão ocupados.
Vou ver se há algum lugar disponível.
A hospedeira se afasta e volta alguns minutos depois.
- Minha senhora, como eu suspeitava, não há lugar vago na classe econômica.
Eu conversei com o comandante e ele me confirmou que não há mais lugares na executiva. Entretanto ainda temos um lugar na primeira classe.
Antes que a senhora pudesse fazer qualquer comentário, a hospedeira continua:
- É totalmente inusitado a companhia conceder um assento de primeira classe a alguém da classe econômica, mas, dadas as circunstâncias, o comandante considerou que seria escandaloso alguém ser obrigado a sentar ao lado de uma pessoa tão execrável.
E dirigindo-se ao negro, a hospedeira completou:
- Portanto senhor, se for de sua vontade, pegue seus pertences que o assento da primeira classe esta à sua espera.
"E todos os passageiros ao redor que, chocados, acompanhavam a cena, levantaram-se e aplaudiram".
domingo, outubro 26, 2003
Relance 19
Novo Estádio da Luz
Fui uma das mais de 65 mil pesoas que foram ontem a inauguração do novo estádio da Luz.
Muita luz, cor. musica e emoção, "ingredientes" que tive o prazer de partilhar com a familia benfiquista.
O orgulho Benfiquista esteve ao rubro numa noite fria e chuvosa numa vitoria sobre os convidados do Uruguai, Nacional Montevideu.
Um dia inesquecivel na historia do clube do meu coração e que espero, que seja um marco ao regresso de momentos aureos do passado da antiga catedral.
O que a imprensa falou em :
: o Jornal abola
: o record
: o Jogo
Novo Estádio da Luz
Fui uma das mais de 65 mil pesoas que foram ontem a inauguração do novo estádio da Luz.
Muita luz, cor. musica e emoção, "ingredientes" que tive o prazer de partilhar com a familia benfiquista.
O orgulho Benfiquista esteve ao rubro numa noite fria e chuvosa numa vitoria sobre os convidados do Uruguai, Nacional Montevideu.
Um dia inesquecivel na historia do clube do meu coração e que espero, que seja um marco ao regresso de momentos aureos do passado da antiga catedral.
O que a imprensa falou em :
: o Jornal abola
: o record
: o Jogo
sábado, outubro 25, 2003
Relance 18
Harry Porter e as 1003 visitas em 17 dias do meu Blog
Passa perto de uma hora do dia de Sabado, estive numa fila para comprar o novo livro de Harry Porter e sua Ordem de Fenix. Apesar da muita chuva que por Portugal vai caindo, gostei de ver as centenas crianças entusiasmadas e ansiosas por ler.
Ler é sempre muito bom.. e fico feliz por saber que os homens do futuro deste pais possam contrariar a triste estatistica de que um português lê em media 2 livros por ano... sem dúvida muito pouco.
Mas a marcar a minha vida hoje é a alegria de saber que este meu Blogger superou todas as expectativas que estava a espera, com 17 dias de existencia, teve a visita de 1003 visitas, em média exactamente 59 "clicks" por dia.
Quero aqui primeiro agradecer a todos, é por vós que luto e defendo os valores e os principios que tanto acredito, muito Obrigado a todos.
Não quero também esquecer os amigos e convidados que aqui ja deram o seu testemunho enriquecendo este espaço.
Muitos mais participações se prevém......
Harry Porter e as 1003 visitas em 17 dias do meu Blog
Passa perto de uma hora do dia de Sabado, estive numa fila para comprar o novo livro de Harry Porter e sua Ordem de Fenix. Apesar da muita chuva que por Portugal vai caindo, gostei de ver as centenas crianças entusiasmadas e ansiosas por ler.
Ler é sempre muito bom.. e fico feliz por saber que os homens do futuro deste pais possam contrariar a triste estatistica de que um português lê em media 2 livros por ano... sem dúvida muito pouco.
Mas a marcar a minha vida hoje é a alegria de saber que este meu Blogger superou todas as expectativas que estava a espera, com 17 dias de existencia, teve a visita de 1003 visitas, em média exactamente 59 "clicks" por dia.
Quero aqui primeiro agradecer a todos, é por vós que luto e defendo os valores e os principios que tanto acredito, muito Obrigado a todos.
Não quero também esquecer os amigos e convidados que aqui ja deram o seu testemunho enriquecendo este espaço.
Muitos mais participações se prevém......
sexta-feira, outubro 24, 2003
Relance 17
Opiniões ou Frustações
Com o fim-de-semana à porta, o que é sempre bom, partilho consigo, amigo leitor, que tenho andado um pouco incomodado e irritado. Gostava de saber porque é que as pessoas têm sempre a tendência e a necessidade de criticar e falar mal do seu próximo ?? E este tipo de atitude é constante, e nas situações que tenho assistido têm sido sem fundamento e muitas vezes por má fé.... ou será frustração ou necessidade de afirmação?!
Que podemos falar ou criticar, podemos faze-lo é verdade, mas quando é com o tipo atitudes que agora lhe falei, muitas vezes no autêntico “bota-abaixo” é errado.
Por isso, antes de apontarmos o dedo, era bom que pensasse-mos e reflectisse-mos um pouco antes sobre nós e sobre aquilo que andamos a fazer.
Já que estamos numa de opinião, lá estarei hoje, na Radio Popular (90.9), pelas 19 horas em mais umas Conversas Caramelas.
Ok, conto consigo para me ouvir :) e reflectir .
Até amanhã !
Opiniões ou Frustações
Com o fim-de-semana à porta, o que é sempre bom, partilho consigo, amigo leitor, que tenho andado um pouco incomodado e irritado. Gostava de saber porque é que as pessoas têm sempre a tendência e a necessidade de criticar e falar mal do seu próximo ?? E este tipo de atitude é constante, e nas situações que tenho assistido têm sido sem fundamento e muitas vezes por má fé.... ou será frustração ou necessidade de afirmação?!
Que podemos falar ou criticar, podemos faze-lo é verdade, mas quando é com o tipo atitudes que agora lhe falei, muitas vezes no autêntico “bota-abaixo” é errado.
Por isso, antes de apontarmos o dedo, era bom que pensasse-mos e reflectisse-mos um pouco antes sobre nós e sobre aquilo que andamos a fazer.
Já que estamos numa de opinião, lá estarei hoje, na Radio Popular (90.9), pelas 19 horas em mais umas Conversas Caramelas.
Ok, conto consigo para me ouvir :) e reflectir .
Até amanhã !
quinta-feira, outubro 23, 2003
Relance 16
Mais um convidado...
O Luis Fataca foi um colega de alguns anos atrás no ensino secundário.
Fiquei sem o ver muito e muito tempo.
Sensivelmente há pouco mais de um ano encontrei- o nas ainda longas viagens de barco Barreiro - Lisboa . Trocámos ideias, opiniões . Descobri que ele era budista, motivo para longas e simpáticas conversas. Eu cristão, ele budista.
Ontem, falámos um pouco e surgiu a hipótese de aqui deixar um pequeno testemunho a partir de uma frase. Então aqui fica :
Sentimento
Não é de “tête-à-tête”, nem de corpo a corpo, é de coração a coração que temos necessidade. (Teilhard de Chardin)
É óbvio que há um défice de emoções sadias na nossa sociedade. Trabalha-se pouco as emoções, ficando estas num estado primitivo por falta de desenvolvimento. Quando assim é as emoções tornam-se agressivas, pois é esta a única forma que elas têm para se expressar. Neste sentido disse Bertold Brecht: “Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem”. Sendo que o rio representa o caudal de emoções e as margens que o comprimem a falta de trabalho sobre as emoções, o resultado é a violência. Exemplos deste não trabalhar as emoções na nossa sociedade? Entre tantos exemplos, o comportamento dos condutores de automóveis na estrada, o teor da programação televisiva, as revistas de fofoca e por aí fora.
A forma como se está a formar os miúdos não augura boas perspectivas. A revista Visão publicou (9 de Out.)uma entrevista com Carlos Neto, catedrático da Faculdade de Motricidade Humana, em que ele diz que “as crianças na sua maioria não têm contacto com a natureza”, que estão muito sedentárias e que o resultado disso é o subdesenvolvimento “motor, emocional e social “, que “serão menos participativas nas questões de cidadania, mais egocêntricas, mais tímidas, mais reservadas”.
Obviamente a questão das emoções remete para o desenvolvimento, para a maturidade do indivíduo, e é uma questão vastíssima. Esperemos que os participantes deste blogue contribuem para o desenvolvimento deste tema .
Mais um convidado...
O Luis Fataca foi um colega de alguns anos atrás no ensino secundário.
Fiquei sem o ver muito e muito tempo.
Sensivelmente há pouco mais de um ano encontrei- o nas ainda longas viagens de barco Barreiro - Lisboa . Trocámos ideias, opiniões . Descobri que ele era budista, motivo para longas e simpáticas conversas. Eu cristão, ele budista.
Ontem, falámos um pouco e surgiu a hipótese de aqui deixar um pequeno testemunho a partir de uma frase. Então aqui fica :
Sentimento
Não é de “tête-à-tête”, nem de corpo a corpo, é de coração a coração que temos necessidade. (Teilhard de Chardin)
É óbvio que há um défice de emoções sadias na nossa sociedade. Trabalha-se pouco as emoções, ficando estas num estado primitivo por falta de desenvolvimento. Quando assim é as emoções tornam-se agressivas, pois é esta a única forma que elas têm para se expressar. Neste sentido disse Bertold Brecht: “Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem”. Sendo que o rio representa o caudal de emoções e as margens que o comprimem a falta de trabalho sobre as emoções, o resultado é a violência. Exemplos deste não trabalhar as emoções na nossa sociedade? Entre tantos exemplos, o comportamento dos condutores de automóveis na estrada, o teor da programação televisiva, as revistas de fofoca e por aí fora.
A forma como se está a formar os miúdos não augura boas perspectivas. A revista Visão publicou (9 de Out.)uma entrevista com Carlos Neto, catedrático da Faculdade de Motricidade Humana, em que ele diz que “as crianças na sua maioria não têm contacto com a natureza”, que estão muito sedentárias e que o resultado disso é o subdesenvolvimento “motor, emocional e social “, que “serão menos participativas nas questões de cidadania, mais egocêntricas, mais tímidas, mais reservadas”.
Obviamente a questão das emoções remete para o desenvolvimento, para a maturidade do indivíduo, e é uma questão vastíssima. Esperemos que os participantes deste blogue contribuem para o desenvolvimento deste tema .
quarta-feira, outubro 22, 2003
Relance 15
Para Reflexão ....
A Conferência das Aves
Um certo número de aves entendeu um dia que deveria ter um rei. Tomada a decisão, pediram a uma sábia e prudente poupa – um pássaro com uma crista em feitio de leque – que lhes concedesse ajuda na busca do rei. A poupa disse-lhes que o rei por que ansiavam tinha o nome de Simurgh, o que no idioma persa significa «trinta aves». E que vivia num esconderijo da montanha de Kaf; e disse-lhes também que a viagem até esse sítio era perigosa e difícil. As aves imploraram à poupa que as guiasse. A poupa deu o seu acordo e começou a instruir as aves uma a uma, tendo em conta os diversos níveis de entendimento e os variados temperamentos individuais. Fez-lhes saber que, para alcançar o cume da montanha, teriam de passar por cinco vales e dois desertos; depois de haverem atravessado o último deserto, então poderiam entrar no palácio do rei.
As que eram dotadas de débil vontade, receosas da viagem, começaram a inventar desculpas. O papagaio, vaidoso e egoísta, disse que partiria em demanda do Santo Gral em vez de se lançar na busca do rei. O pavão, a lendária ave-do-paraíso, anunciou que sonhara com o seu regresso ao céu e que, assim sendo, ficaria pacientemente aguardando esse dia. O ganso fez saber que a sua vida estava sempre dependente da vizinhança da água e que morreria se, por acaso, da água se afastasse. O botauro (espécie de cegonha da Sibéria Central) apresentou uma desculpa semelhante; não lhe é possível aventurar-se para longe do mar, pois é tão intenso o seu amor pela água que, embora haja repousado anos a fio à beira-mar, nunca se atreveu a beber uma gota com medo que a água do mar se pudesse esgotar. A coruja, que vive de noite, declarou que antes preferia ficar para devassar ruínas, na esperança de um dia achar um tesouro. O rouxinol disse que não sentia qualquer necessidade de viajar, pois estava apaixonado pela rosa e esse amor lhe bastava. Disse também que sabia segredos de amor que nenhuma outra criatura conhecia. E com voz de maravilha cantou o amor:
«Eu sei do amor e seus segredos.
Pela noite fora solto meu cantar de amor.
A música da mística flauta inspira o meu lamento.
E sou eu quem dá o tremor à rosa
E no peito dos amantes faz bater os corações.
Desvendo mistérios com a triste música minha
E quem me ouve perde-se em êxtase.
Não há quem saiba os segredos meus
E só a rosa os conhece.
De mim me esqueço e em nada penso
Senão na rosa.
De que me serve alcançar o Simurgh,
Que nada tem para me oferecer?
O rouxinol nada mais quer
Senão e apenas o amor da rosa!»
A poupa ouviu o rouxinol pacientemente e respondeu-lhe:
«Tu estás muito preocupado com a forma exterior das coisas, com o prazer de uma forma sedutora. O amor da rosa cravou espinhos no teu coração. De nada vale a esplendorosa beleza da rosa, que em poucos dias se desvanece. E crê que o amor por coisa tão efémera apenas te aparta de Aquele que é a Perfeição. Se a rosa te mostra o teu sorriso é para te causar dor e penar, pois tu sabes que só na primavera ela para ti sorri. Abandona a rosa e esquece o vermelho da sua cor».
Aonde pretende chegar Attar com esta simples conversação? Nós, os seres humanos, sentimos o desejo de alcançar a perfeição mas, muitas vezes, tentamos travar o processo assim que deparamos com os mais ténues sinais de progressos. Isto é particularmente evidente com os iniciados na via espiritual: muitos deles ficam maravilhados com os primeiros passos do seu despertar para depois se confundirem com a plena iluminação. Attar adverte-nos para estes perigos: - não devemos tomar o amor pelas coisas imaginárias como sendo pelo Real. É por esta razão que o rouxinol deve abandonar a sua enganosa atracção pela rosa e assim poder entregar-se à busca do perpétuo Bem-Amado.
Depois a poupa deliciou as outras aves, contando-lhes histórias prodigiosas sobre aqueles que já haviam empreendido a perigosa jornada. Attar usas um vastíssimo imaginário simbólico e, tal como na história do rouxinol, cada um dos contos oferece ao leitor o deleite da contemplação de um mais profundo significado.
Após haverem ouvido as histórias da poupa, as aves sentem-se determinadas a iniciar a sua viagem e voar em direcção ao primeiro vale. Todavia, assim que deparam com as primeiras contrariedades, apercebem-se que o caminho será certamente muito mais espinhoso do que haviam imaginado. Algumas começam a inventar novas desculpas. Há uma que proclama não ser a poupa suficientemente experiente e sabedora para as conduzir. Uma outra queixa-se de que Satã a assaltou e lhe está a tornar as coisas demasiado difíceis. Outra ainda anuncia que não pode passar sem dinheiro e que sente falta de uma vida de luxos e conforto.
Finalmente a poupa concluiu que a única maneira de as aves se decidirem é descrever-lhes os sete vales e desertos. O primeiro é o Vale da Demanda. Quem chegar a esse vale terá de buscar a Verdade sem cessar e sem descanso, disse a poupa. Procura-se, com constância, um maior e mais elevado sentido da finalidade da vida. Só quem procura dedicadamente pode percorrer com segurança o primeiro vale e voar para o segundo, o Vale do Amor. Quem aqui chegar, sente um desejo sem limites de ver o Rei Bem-Amado. No coração é ateado um fogo de amor, cujas chamas crescem sem cessar e tudo consomem. É um lugar bem mais perigoso do que o primeiro vale, pois muitos são os obstáculos com que o viajante depara e experimentam o seu amor. É porém este mesmo amor que o impele para além do vale e o encaminha para um país de maior devoção, o terceiro vale, o Vale da Gnose. Uma vez atingido este país, o coração do viajante é iluminado pela Verdade e aqui adquire o conhecimento interior do Bem-Amado. A jornada continua em seguida para o Vale do Desprendimento, aonde ele ou ela perde o desejo de ser possuidor dos bens e das coisas terrenas. O viandante que percorre este vale não sente qualquer atracção pelo mundo material; liberto de desejos, o iniciado é agora completamente independente.
Cada novo lugar que o viandante alcança apresenta maiores perigos que o anterior e terá de ser explorado passo a passo, pois muitas serão as provas, novas e difíceis, a que terá de se submeter exigindo tenacidade e sofrimento. Assim, cada descoberta de uma nova terra é uma experiência inesperada.
O quinto vale é o Vale da Unidade. Aqui, vai o viandante ficar a saber que todos os seres são, na sua essência, apenas um, que todas as ideias e experiências e criaturas da vida têm, na realidade e por mais numerosas e variadas que sejam, uma e apenas uma Fonte. Em seguida, o viandante chega ao Deserto do Deslumbramento. Esquece-se da sua própria existência e da existência de todos o outros. Vê a luz, não com os olhos da mente mas com os olhos do coração. Abre-se a porta do divino tesouro, do segredo dos segredos. Neste país não mais funciona a inteligência comum. Aqui, o viandante a quem se pergunta quem é o que é, apenas responde «Eu nada sei!»
Finalmente chega-se ao Deserto da Aniquilação e da Morte. É este o momento em que o iniciado por fim entende como a água se dissolve no oceano. Perde-se e afoga-se no Oceano da Unidade com o Bem-Amado. Chegou ao fim e ao destino da jornada de perseguição do rei.
Depois de haverem ouvido a poupa a descrever-lhes o que as esperava, as aves ficaram tão excitadas que imediatamente reataram a jornada. Durante o caminho, algumas morreram de calor e outras afogaram-se no mar; também houve as que foram vencidas pelo cansaço e não puderam continuar; animais bravios caçaram umas tantas e ainda outras cederam à tentação dos lugares por onde passavam e assim se distraíram e perderam, e para trás foram deixadas. Apenas trinta de todas aquelas aves lograram alcançar o seu destino – a Montanha de Kaf.
À entrada do palácio do rei, o guarda-portão tratou as trinta aves de modo muito pouco amistoso. Mas as aves, que já tinham passado pelo pior, foram tolerantes e não consentiram que aquela agressividade as perturbasse. Finalmente, o servo privado do rei saiu para as receber e acompanhar até ao salão do rei. Assim que entraram no salão, as aves olharam em redor, tomadas de espanto. Não entenderam o que estava a acontecer, pois em vez de verem o Simurgh, aquelas trinta aves tudo o que viam era... trinta aves. Por fim perceberam que, ao olhar em para elas próprias, haviam achado o rei e que, na sua demanda do rei, se haviam encontrado a elas próprias.
Todos aqueles que passam pelas sete cidades do Amor estão purificados. Quando chegam ao palácio do rei, encontram o rei revelado no espelho dos seus corações. (Fariduddin Attar)
Para Reflexão ....
A Conferência das Aves
Um certo número de aves entendeu um dia que deveria ter um rei. Tomada a decisão, pediram a uma sábia e prudente poupa – um pássaro com uma crista em feitio de leque – que lhes concedesse ajuda na busca do rei. A poupa disse-lhes que o rei por que ansiavam tinha o nome de Simurgh, o que no idioma persa significa «trinta aves». E que vivia num esconderijo da montanha de Kaf; e disse-lhes também que a viagem até esse sítio era perigosa e difícil. As aves imploraram à poupa que as guiasse. A poupa deu o seu acordo e começou a instruir as aves uma a uma, tendo em conta os diversos níveis de entendimento e os variados temperamentos individuais. Fez-lhes saber que, para alcançar o cume da montanha, teriam de passar por cinco vales e dois desertos; depois de haverem atravessado o último deserto, então poderiam entrar no palácio do rei.
As que eram dotadas de débil vontade, receosas da viagem, começaram a inventar desculpas. O papagaio, vaidoso e egoísta, disse que partiria em demanda do Santo Gral em vez de se lançar na busca do rei. O pavão, a lendária ave-do-paraíso, anunciou que sonhara com o seu regresso ao céu e que, assim sendo, ficaria pacientemente aguardando esse dia. O ganso fez saber que a sua vida estava sempre dependente da vizinhança da água e que morreria se, por acaso, da água se afastasse. O botauro (espécie de cegonha da Sibéria Central) apresentou uma desculpa semelhante; não lhe é possível aventurar-se para longe do mar, pois é tão intenso o seu amor pela água que, embora haja repousado anos a fio à beira-mar, nunca se atreveu a beber uma gota com medo que a água do mar se pudesse esgotar. A coruja, que vive de noite, declarou que antes preferia ficar para devassar ruínas, na esperança de um dia achar um tesouro. O rouxinol disse que não sentia qualquer necessidade de viajar, pois estava apaixonado pela rosa e esse amor lhe bastava. Disse também que sabia segredos de amor que nenhuma outra criatura conhecia. E com voz de maravilha cantou o amor:
«Eu sei do amor e seus segredos.
Pela noite fora solto meu cantar de amor.
A música da mística flauta inspira o meu lamento.
E sou eu quem dá o tremor à rosa
E no peito dos amantes faz bater os corações.
Desvendo mistérios com a triste música minha
E quem me ouve perde-se em êxtase.
Não há quem saiba os segredos meus
E só a rosa os conhece.
De mim me esqueço e em nada penso
Senão na rosa.
De que me serve alcançar o Simurgh,
Que nada tem para me oferecer?
O rouxinol nada mais quer
Senão e apenas o amor da rosa!»
A poupa ouviu o rouxinol pacientemente e respondeu-lhe:
«Tu estás muito preocupado com a forma exterior das coisas, com o prazer de uma forma sedutora. O amor da rosa cravou espinhos no teu coração. De nada vale a esplendorosa beleza da rosa, que em poucos dias se desvanece. E crê que o amor por coisa tão efémera apenas te aparta de Aquele que é a Perfeição. Se a rosa te mostra o teu sorriso é para te causar dor e penar, pois tu sabes que só na primavera ela para ti sorri. Abandona a rosa e esquece o vermelho da sua cor».
Aonde pretende chegar Attar com esta simples conversação? Nós, os seres humanos, sentimos o desejo de alcançar a perfeição mas, muitas vezes, tentamos travar o processo assim que deparamos com os mais ténues sinais de progressos. Isto é particularmente evidente com os iniciados na via espiritual: muitos deles ficam maravilhados com os primeiros passos do seu despertar para depois se confundirem com a plena iluminação. Attar adverte-nos para estes perigos: - não devemos tomar o amor pelas coisas imaginárias como sendo pelo Real. É por esta razão que o rouxinol deve abandonar a sua enganosa atracção pela rosa e assim poder entregar-se à busca do perpétuo Bem-Amado.
Depois a poupa deliciou as outras aves, contando-lhes histórias prodigiosas sobre aqueles que já haviam empreendido a perigosa jornada. Attar usas um vastíssimo imaginário simbólico e, tal como na história do rouxinol, cada um dos contos oferece ao leitor o deleite da contemplação de um mais profundo significado.
Após haverem ouvido as histórias da poupa, as aves sentem-se determinadas a iniciar a sua viagem e voar em direcção ao primeiro vale. Todavia, assim que deparam com as primeiras contrariedades, apercebem-se que o caminho será certamente muito mais espinhoso do que haviam imaginado. Algumas começam a inventar novas desculpas. Há uma que proclama não ser a poupa suficientemente experiente e sabedora para as conduzir. Uma outra queixa-se de que Satã a assaltou e lhe está a tornar as coisas demasiado difíceis. Outra ainda anuncia que não pode passar sem dinheiro e que sente falta de uma vida de luxos e conforto.
Finalmente a poupa concluiu que a única maneira de as aves se decidirem é descrever-lhes os sete vales e desertos. O primeiro é o Vale da Demanda. Quem chegar a esse vale terá de buscar a Verdade sem cessar e sem descanso, disse a poupa. Procura-se, com constância, um maior e mais elevado sentido da finalidade da vida. Só quem procura dedicadamente pode percorrer com segurança o primeiro vale e voar para o segundo, o Vale do Amor. Quem aqui chegar, sente um desejo sem limites de ver o Rei Bem-Amado. No coração é ateado um fogo de amor, cujas chamas crescem sem cessar e tudo consomem. É um lugar bem mais perigoso do que o primeiro vale, pois muitos são os obstáculos com que o viajante depara e experimentam o seu amor. É porém este mesmo amor que o impele para além do vale e o encaminha para um país de maior devoção, o terceiro vale, o Vale da Gnose. Uma vez atingido este país, o coração do viajante é iluminado pela Verdade e aqui adquire o conhecimento interior do Bem-Amado. A jornada continua em seguida para o Vale do Desprendimento, aonde ele ou ela perde o desejo de ser possuidor dos bens e das coisas terrenas. O viandante que percorre este vale não sente qualquer atracção pelo mundo material; liberto de desejos, o iniciado é agora completamente independente.
Cada novo lugar que o viandante alcança apresenta maiores perigos que o anterior e terá de ser explorado passo a passo, pois muitas serão as provas, novas e difíceis, a que terá de se submeter exigindo tenacidade e sofrimento. Assim, cada descoberta de uma nova terra é uma experiência inesperada.
O quinto vale é o Vale da Unidade. Aqui, vai o viandante ficar a saber que todos os seres são, na sua essência, apenas um, que todas as ideias e experiências e criaturas da vida têm, na realidade e por mais numerosas e variadas que sejam, uma e apenas uma Fonte. Em seguida, o viandante chega ao Deserto do Deslumbramento. Esquece-se da sua própria existência e da existência de todos o outros. Vê a luz, não com os olhos da mente mas com os olhos do coração. Abre-se a porta do divino tesouro, do segredo dos segredos. Neste país não mais funciona a inteligência comum. Aqui, o viandante a quem se pergunta quem é o que é, apenas responde «Eu nada sei!»
Finalmente chega-se ao Deserto da Aniquilação e da Morte. É este o momento em que o iniciado por fim entende como a água se dissolve no oceano. Perde-se e afoga-se no Oceano da Unidade com o Bem-Amado. Chegou ao fim e ao destino da jornada de perseguição do rei.
Depois de haverem ouvido a poupa a descrever-lhes o que as esperava, as aves ficaram tão excitadas que imediatamente reataram a jornada. Durante o caminho, algumas morreram de calor e outras afogaram-se no mar; também houve as que foram vencidas pelo cansaço e não puderam continuar; animais bravios caçaram umas tantas e ainda outras cederam à tentação dos lugares por onde passavam e assim se distraíram e perderam, e para trás foram deixadas. Apenas trinta de todas aquelas aves lograram alcançar o seu destino – a Montanha de Kaf.
À entrada do palácio do rei, o guarda-portão tratou as trinta aves de modo muito pouco amistoso. Mas as aves, que já tinham passado pelo pior, foram tolerantes e não consentiram que aquela agressividade as perturbasse. Finalmente, o servo privado do rei saiu para as receber e acompanhar até ao salão do rei. Assim que entraram no salão, as aves olharam em redor, tomadas de espanto. Não entenderam o que estava a acontecer, pois em vez de verem o Simurgh, aquelas trinta aves tudo o que viam era... trinta aves. Por fim perceberam que, ao olhar em para elas próprias, haviam achado o rei e que, na sua demanda do rei, se haviam encontrado a elas próprias.
Todos aqueles que passam pelas sete cidades do Amor estão purificados. Quando chegam ao palácio do rei, encontram o rei revelado no espelho dos seus corações. (Fariduddin Attar)
terça-feira, outubro 21, 2003
Relance 14
Essencialmente para todos os "jovens de espírito" que se preocupam em
construir um futuro melhor:
Vai ser lançado em Portugal um guia para estimular os jovens a adoptar
estilos de vida sustentáveis, através das suas opções enquanto consumidores
e cidadãos. O guia intitula-se «Jovens Rumo à Mudança» e é uma versão
portuguesa do youthXchange
O programa foi desenvolvido pelo programa PNUMA (programa das Nações
Unidas para o meio ambiente) da UNESCO, sendo a versão portuguesa apoiada
pelo Instituto do Consumidor e a empresa Modelo Continente.
As ideias expostas no guia resultam de um estudo levado a cabo pelo
programa PNUMA/UNESCO que avaliou a consciência, atitudes e interesse dos
jovens relativamente a questões como o consumo, o ambiente e os direitos
humanos.
O objectivo é transmitir a ideia de que os jovens têm nas suas mão o
poder, enquanto consumidores e cidadãos, para forçar os mercados a oferecer
soluções mais sustentáveis.
Para mais informações, clica aqui
Essencialmente para todos os "jovens de espírito" que se preocupam em
construir um futuro melhor:
Vai ser lançado em Portugal um guia para estimular os jovens a adoptar
estilos de vida sustentáveis, através das suas opções enquanto consumidores
e cidadãos. O guia intitula-se «Jovens Rumo à Mudança» e é uma versão
portuguesa do youthXchange
O programa foi desenvolvido pelo programa PNUMA (programa das Nações
Unidas para o meio ambiente) da UNESCO, sendo a versão portuguesa apoiada
pelo Instituto do Consumidor e a empresa Modelo Continente.
As ideias expostas no guia resultam de um estudo levado a cabo pelo
programa PNUMA/UNESCO que avaliou a consciência, atitudes e interesse dos
jovens relativamente a questões como o consumo, o ambiente e os direitos
humanos.
O objectivo é transmitir a ideia de que os jovens têm nas suas mão o
poder, enquanto consumidores e cidadãos, para forçar os mercados a oferecer
soluções mais sustentáveis.
Para mais informações, clica aqui
segunda-feira, outubro 20, 2003
Relance 13
Blogger Aberto a convidados.... !!
A partir de hoje, o meu Blog terá a participaçao de outras pessoas, convidadas por mim a participar .
A Abrir teremos hoje o Professor Luiz Santos, um simpatico Brasileiro acolhido por nós ja alguns anos aqui em terras barreirenses.
Um bom homem e excelente amigo,,,, um artigo a nao perder sobre a :
Globalização, Lazer e Desporto
O fenómeno da globalização é um assunto que nos últimos tempos tem suscitado diversas interpretações, entre outras por ser um tema ainda emergente, "um processo em construção". Mesmo a ciência económica, disciplina que provavelmente melhor trabalhou a questão, reconhece a novidade do tema." (Ortiz: 1994; p.15)(1)
No entanto, apesar da actualidade das discussões, o processo de globalização teve início no século XV, tendo adquirido maior relevância a partir da queda do muro de Berlim e o fim da Guerra Fria.
A globalização, que foi desencadeada a partir das necessidades económicas, transformou-se gradualmente num processo que envolve simultaneamente a economia, a cultura, o processo social e político. No entanto e, apesar de ser um fenómeno interligado, a globalização não se caracteriza como homogeneização, ao contrário, ela cria outras formas de relações entre grupos e actividades, formando uma imensa teia com interelações complexas. Essas relações terminam por criar espaços próprios, sejam culturais ou económicos, dos quais se apresentam focos de interesses semelhantes e que levam os grupos, em determinado momento, a participarem deste contexto. No entanto os seus agentes continuam interagindo com outros espaços. Esses, poderiam ser denominados "recortes espaciais" e/ou “abstractos”, uma vez que os mesmos nem sempre correspondem a uma espaço geográfico específico.
De acordo com Robertson (1994)(2), do ponto de vista científico, social e político o mundo sempre esteve mapeado, fundindo a política com a geografia. A globalização altera este tipo de relacionamento. Esta situação induz a um outro tema, o da "desterritorialização", que segundo Ortiz (1994) "… constitui um espaço abstracto, racional, des-locallizado" (p. 107), onde os códigos são semelhantes, desvinculados de conteúdos particulares.
Por outro lado, no caso particular das manifestações culturais, uma outra questão se coloca: é a ideia da cultura nacional em contraposição a uma cultura global e generalista. No entanto, a globalização não aponta para o surgimento de uma cultura única, ao contrário, ela supõe a existência de uma chamada "terceira cultura" (ou terceira vaga…?), que interage com outras culturas já existentes.
O Lazer é uma das actividades que se encontra em fase de globalização. Em particular, a área do turismo e os desportos radicais. (Naisbitt; 1994)(3). Neste sentido, torna-se necessário o desenvolvimento dos estudos do lazer no que se refere ao aspecto global.
Em um primeiro momento, poder-se-ia supor que o lazer enquanto espaço de consumo sofreria influências directas desta suposta globalização, estando vinculado a uma cultura global. No entanto a questão é bem mais complexa, uma vez que a cultura global se encontra vinculada aos valores e princípios ocidentais, que entre outras sustentam o surgimento da indústria do lazer, "enfim para a sua banalização e massificação" (p. 100)(1). De acordo com o autor isto poderia culminar com a rotina do lazer, tornando-se assim em tudo o que o quotidiano tem de mais "repetitivo, monótono e banal", e acabaria por trivializar o lazer, tirando deste o espaço e a perspectiva do extraordinário e da aventura.
No caso do Desporto, a questão da globalização é bem mais antiga e teve início com o Barão de Coubertin(4), que há mais de cem anos, através do Movimento Olímpico Internacional, vem sendo um exemplo concreto de uma experiência global.
O desporto como actividade reflecte o estilo de vida global. Tem sido um dos elementos que, de acordo com Featherrstone (1995)(5), apresenta-se como um meio positivo no estabelecimento das relações internacionais. Para ele, o desporto tem uma linguagem universal própria, que integra e interage no universo das experiências humanas e pode possibilitar a integração dos povos, a partir do respeito às identidades culturais.
Outra questão que vem a tona quando se discute a globalização, e em particular no que se refere ao desporto e ao lazer, são as relações espaço/comunidades que até então compartilhavam basicamente dos mesmos espaços geográficos, e hoje encontram-se espalhadas por espaços diferenciados, criando outras formas e meios de relações.
Neste contexto, percebe-se que apesar da questão da globalização parecer estar vinculada num primeiro momento a questões superficiais, ela envolve uma série de concepções complexas que ainda se encontram em fase de discussão por profissionais das mais diversas áreas do conhecimento, entre elas o Lazer e o Desporto, indiferentemente das raças, culturas, políticas ou economias existentes.
Luiz Santos
Outubro de 2003
Obras referênciadas:
1. ORTIZ, Luís C.: Globalizacion: nuevos tiempos. Madrid, 1994.
2. ROBERTSON, K.: The Three societies of leisure. In: New routes of leisure. Actas do Congresso Mundial de lazer. Edições do Instituto de Ciências Sociais, Lisboa, 1994. pp. 429-442.
3. NAISBITT, J.: Macrotendências: Dez novas orientações que transformaram as nossas vidas. Editorial Presença, Lisboa. 1994.
4. COUBERTIN, Barão de.; C.O.I., 1996. pp. 52-58.
FEATHERRSTONE, M.; TURNER, B. S.: Body and Society: na introduction. Body and Society, 1(1): 1-12. 1995.
Blogger Aberto a convidados.... !!
A partir de hoje, o meu Blog terá a participaçao de outras pessoas, convidadas por mim a participar .
A Abrir teremos hoje o Professor Luiz Santos, um simpatico Brasileiro acolhido por nós ja alguns anos aqui em terras barreirenses.
Um bom homem e excelente amigo,,,, um artigo a nao perder sobre a :
Globalização, Lazer e Desporto
O fenómeno da globalização é um assunto que nos últimos tempos tem suscitado diversas interpretações, entre outras por ser um tema ainda emergente, "um processo em construção". Mesmo a ciência económica, disciplina que provavelmente melhor trabalhou a questão, reconhece a novidade do tema." (Ortiz: 1994; p.15)(1)
No entanto, apesar da actualidade das discussões, o processo de globalização teve início no século XV, tendo adquirido maior relevância a partir da queda do muro de Berlim e o fim da Guerra Fria.
A globalização, que foi desencadeada a partir das necessidades económicas, transformou-se gradualmente num processo que envolve simultaneamente a economia, a cultura, o processo social e político. No entanto e, apesar de ser um fenómeno interligado, a globalização não se caracteriza como homogeneização, ao contrário, ela cria outras formas de relações entre grupos e actividades, formando uma imensa teia com interelações complexas. Essas relações terminam por criar espaços próprios, sejam culturais ou económicos, dos quais se apresentam focos de interesses semelhantes e que levam os grupos, em determinado momento, a participarem deste contexto. No entanto os seus agentes continuam interagindo com outros espaços. Esses, poderiam ser denominados "recortes espaciais" e/ou “abstractos”, uma vez que os mesmos nem sempre correspondem a uma espaço geográfico específico.
De acordo com Robertson (1994)(2), do ponto de vista científico, social e político o mundo sempre esteve mapeado, fundindo a política com a geografia. A globalização altera este tipo de relacionamento. Esta situação induz a um outro tema, o da "desterritorialização", que segundo Ortiz (1994) "… constitui um espaço abstracto, racional, des-locallizado" (p. 107), onde os códigos são semelhantes, desvinculados de conteúdos particulares.
Por outro lado, no caso particular das manifestações culturais, uma outra questão se coloca: é a ideia da cultura nacional em contraposição a uma cultura global e generalista. No entanto, a globalização não aponta para o surgimento de uma cultura única, ao contrário, ela supõe a existência de uma chamada "terceira cultura" (ou terceira vaga…?), que interage com outras culturas já existentes.
O Lazer é uma das actividades que se encontra em fase de globalização. Em particular, a área do turismo e os desportos radicais. (Naisbitt; 1994)(3). Neste sentido, torna-se necessário o desenvolvimento dos estudos do lazer no que se refere ao aspecto global.
Em um primeiro momento, poder-se-ia supor que o lazer enquanto espaço de consumo sofreria influências directas desta suposta globalização, estando vinculado a uma cultura global. No entanto a questão é bem mais complexa, uma vez que a cultura global se encontra vinculada aos valores e princípios ocidentais, que entre outras sustentam o surgimento da indústria do lazer, "enfim para a sua banalização e massificação" (p. 100)(1). De acordo com o autor isto poderia culminar com a rotina do lazer, tornando-se assim em tudo o que o quotidiano tem de mais "repetitivo, monótono e banal", e acabaria por trivializar o lazer, tirando deste o espaço e a perspectiva do extraordinário e da aventura.
No caso do Desporto, a questão da globalização é bem mais antiga e teve início com o Barão de Coubertin(4), que há mais de cem anos, através do Movimento Olímpico Internacional, vem sendo um exemplo concreto de uma experiência global.
O desporto como actividade reflecte o estilo de vida global. Tem sido um dos elementos que, de acordo com Featherrstone (1995)(5), apresenta-se como um meio positivo no estabelecimento das relações internacionais. Para ele, o desporto tem uma linguagem universal própria, que integra e interage no universo das experiências humanas e pode possibilitar a integração dos povos, a partir do respeito às identidades culturais.
Outra questão que vem a tona quando se discute a globalização, e em particular no que se refere ao desporto e ao lazer, são as relações espaço/comunidades que até então compartilhavam basicamente dos mesmos espaços geográficos, e hoje encontram-se espalhadas por espaços diferenciados, criando outras formas e meios de relações.
Neste contexto, percebe-se que apesar da questão da globalização parecer estar vinculada num primeiro momento a questões superficiais, ela envolve uma série de concepções complexas que ainda se encontram em fase de discussão por profissionais das mais diversas áreas do conhecimento, entre elas o Lazer e o Desporto, indiferentemente das raças, culturas, políticas ou economias existentes.
Luiz Santos
Outubro de 2003
Obras referênciadas:
1. ORTIZ, Luís C.: Globalizacion: nuevos tiempos. Madrid, 1994.
2. ROBERTSON, K.: The Three societies of leisure. In: New routes of leisure. Actas do Congresso Mundial de lazer. Edições do Instituto de Ciências Sociais, Lisboa, 1994. pp. 429-442.
3. NAISBITT, J.: Macrotendências: Dez novas orientações que transformaram as nossas vidas. Editorial Presença, Lisboa. 1994.
4. COUBERTIN, Barão de.; C.O.I., 1996. pp. 52-58.
FEATHERRSTONE, M.; TURNER, B. S.: Body and Society: na introduction. Body and Society, 1(1): 1-12. 1995.
domingo, outubro 19, 2003
Relance 12
Joao Paulo II
Quando criei este Blog, uma das promessas era que os meus artigos estariam, antes de sair em qualquer orgão de comunicaçao social, sempre que possivel, aqui disponiveis.
E assim é, hoje o meu artigo fala dos 25 anos de pontificado de João Paulo II, num texto em que mais uma vez mostro a minha profunda admiração por este homem e também com números e estatisticas muito interessantes .
25 anos de João Paulo II
“Se Cristo tivesse descido da cruz eu teria
o direito a renunciar”
João Paulo II
Quem me conhece sabe que o Papa João XXIII e João Paulo II, para mim, são as figuras mais marcantes do século XX e das maiores referências da minha vida. Mas hoje, escrevo sobre João Paulo II. Sabendo , no entanto, que por muito que se possa dizer e escrever sobre ele, ficarei sempre longe da pessoa fantástica que ele é.
Este homem polaco, de nome Karol Wojtyla, além de ter sido o Papa da viragem do milénio, marca, e marcou, decisivamente, a história da Igreja Católica no mundo.
Das suas muitas iniciativas no seu pontificado, destaca-se, claramente, o pedido de perdão (imagine-se o Papa a pedir perdão!) pelos pecados da Igreja.
João Paulo II sempre defendeu, assim como eu, o valor ecuménico, isto é, a aproximação das várias igrejas (católica, ortodoxa e protestante) e, chegou mesmo a afirmar estar disposto a enfrentar uma situação nova perante o dogma da infalibilidade pontifícia.
O Papa sempre demonstrou uma grande vontade para uma discussão aberta sobre os poderes concretos do Bispo de Roma num mundo cada vez mais global e onde cresce um diálogo ecuménico e inter-religioso que pode, assim, oferecer um rosto ao Cristianismo mais evangélico e humano e menos “máquina da verdade”.
Queria, nestes 25 anos de pontificado de João Paulo II, prestar a minha homenagem a este homem que trabalha mais de 18 horas por dia, apesar de ter sofrido 6 operações, de lhe terem cortado 2,5m de intestino, de ter ainda uma artrose numa perna que dificulta a sua mobilidade, além dos muitos problemas de saúde que tem.
Tudo isso não o impede de espalhar o testemunho do amor de Deus por todo o mundo. Se não vejamos, no que diz respeito a viagens, João Paulo II introduziu neste campo uma enorme revolução, realizando 102 viagens internacionais, sendo a última, o mês passado à Eslováquia.
Além das 142 visitas pastorais a dioceses italianas, o Papa é também o primaz da igreja em Itália. O número de quilómetros percorridos é de 1.243.700, o que equivale a 31 voltas ao mundo e a 3,24 distância que separa a Terra da Lua.
Este Papa passou 952 dias fora do Vaticano ( 2 anos e 7 meses e meio), ou seja, 10% de todo o pontificado, e visitou 129 dos 192 países que existem no mundo. Portugal recebeu-o por 4 vezes: 1 ano após o atentado (Maio de 1982), 10 anos após o atentado (Maio de 1991) e no ano 2000 para beatificar os pastorinhos. Além destas viagens “oficiais”, o Papa esteve me Lisboa em Março de 1993 a caminho da América Central.
No que diz respeito às pessoas que viram pessoalmente João Paulo II, aqui os cálculos são dificeis, mas pode-se afirmar que em 15 ocasiões celebrou missas diante multidões superiores a 1 milhão de pessoas, destacando-se, entre várias, a viagem ao México, em Janeiro de 1979, onde foi saudado por mais de 10 milhões de pessoas, num percurso de 133 Km .Nas audiências em Roma ( ou encontros gerais) mais de 17 milhões de pessoas estiveram presentes. O Vaticano afirma que 85 milhões de pessoas viram o Papa em Roma.
Globalmente calcula-se que tenham sido 400 milhões de pessoas que viram o Papa em Roma ou durante as suas viagens.
Quanto à nomeação de Cardinais, sem incluir os 31 nomeados recentemente, João Paulo II fez 201 cardinais em 8 consistórios. Importante referir que dos 160 Cardeais vivos, 144 foram nomeados por João Paulo II, e em 109 eleitores (os cardeais com menos de 80 anos), apenas 5 foram nomeados pelo Paulo VI. Do outro Papa que tanto gosto, João XXIII, já não há nenhum cardeal.
No que diz respeito a Santos e Beatos, em 140 cerimónias de beatificação, proclamou 1319 novos beatos. Antes do actual sumo pontífice, desde 1588 (data a partir da qual a Santa Sé reservou para si a autoridade para fazer proclamações), os seus antecessores tinham proclamado “ apenas” 1310 beatos. Não esquecendo que além dos 1319 beatos, em 49 cerimónias proclamou 473 santos. Os seus antecessores, desde 1588, tinham proclamado “só” 300. No total, João Paulo II, proclamou santos ou beatos, 1792 figuras da igreja, mais 182 que todos os seus antecessores em 4 séculos de História.
Derivado às suas muitas viagens, teve isso como consequência muitas publicações, em grande quantidade de discursos, alocuções e documentos, incluindo 14 encíclicas. É sabido que até Junho de 2001 a casa editora do Vaticano tinha 50 metros de prateleiras das suas estantes ocupadas com dezenas de volumes que incluem os ensinamentos deste Papa e que continha 79.966 páginas. Isto é, em média, nos primeiros 18 anos de pontificado leu todos os anos cerca de 3500 páginas. Importante é também referir que todo este manancial de documentação está totalmente disponível em suporte digital.
Outra das posturas que sempre admirei em João Paulo II foi a da sua abertura diplomática, sem qualquer preconceito, a outros povos, durante este pontificado quase duplicou o número de países com os quais a Santa Sé mantém normais relações: passou-se de 92, no inicio do seu pontificado, para os actuais 176 países. Além disso há ainda duas missões de carácter especial: a Rússia e a autonomia Palestina.
Tanto mais poderia eu dizer deste homem, que diz sempre que a melhor forma de nós cristãos o podermos ajudar seria pela força da oração.
Aqui lhe presto a minha homenagem pelos seus 25 anos de pontificado. Parabéns!
Joao Paulo II
Quando criei este Blog, uma das promessas era que os meus artigos estariam, antes de sair em qualquer orgão de comunicaçao social, sempre que possivel, aqui disponiveis.
E assim é, hoje o meu artigo fala dos 25 anos de pontificado de João Paulo II, num texto em que mais uma vez mostro a minha profunda admiração por este homem e também com números e estatisticas muito interessantes .
25 anos de João Paulo II
“Se Cristo tivesse descido da cruz eu teria
o direito a renunciar”
João Paulo II
Quem me conhece sabe que o Papa João XXIII e João Paulo II, para mim, são as figuras mais marcantes do século XX e das maiores referências da minha vida. Mas hoje, escrevo sobre João Paulo II. Sabendo , no entanto, que por muito que se possa dizer e escrever sobre ele, ficarei sempre longe da pessoa fantástica que ele é.
Este homem polaco, de nome Karol Wojtyla, além de ter sido o Papa da viragem do milénio, marca, e marcou, decisivamente, a história da Igreja Católica no mundo.
Das suas muitas iniciativas no seu pontificado, destaca-se, claramente, o pedido de perdão (imagine-se o Papa a pedir perdão!) pelos pecados da Igreja.
João Paulo II sempre defendeu, assim como eu, o valor ecuménico, isto é, a aproximação das várias igrejas (católica, ortodoxa e protestante) e, chegou mesmo a afirmar estar disposto a enfrentar uma situação nova perante o dogma da infalibilidade pontifícia.
O Papa sempre demonstrou uma grande vontade para uma discussão aberta sobre os poderes concretos do Bispo de Roma num mundo cada vez mais global e onde cresce um diálogo ecuménico e inter-religioso que pode, assim, oferecer um rosto ao Cristianismo mais evangélico e humano e menos “máquina da verdade”.
Queria, nestes 25 anos de pontificado de João Paulo II, prestar a minha homenagem a este homem que trabalha mais de 18 horas por dia, apesar de ter sofrido 6 operações, de lhe terem cortado 2,5m de intestino, de ter ainda uma artrose numa perna que dificulta a sua mobilidade, além dos muitos problemas de saúde que tem.
Tudo isso não o impede de espalhar o testemunho do amor de Deus por todo o mundo. Se não vejamos, no que diz respeito a viagens, João Paulo II introduziu neste campo uma enorme revolução, realizando 102 viagens internacionais, sendo a última, o mês passado à Eslováquia.
Além das 142 visitas pastorais a dioceses italianas, o Papa é também o primaz da igreja em Itália. O número de quilómetros percorridos é de 1.243.700, o que equivale a 31 voltas ao mundo e a 3,24 distância que separa a Terra da Lua.
Este Papa passou 952 dias fora do Vaticano ( 2 anos e 7 meses e meio), ou seja, 10% de todo o pontificado, e visitou 129 dos 192 países que existem no mundo. Portugal recebeu-o por 4 vezes: 1 ano após o atentado (Maio de 1982), 10 anos após o atentado (Maio de 1991) e no ano 2000 para beatificar os pastorinhos. Além destas viagens “oficiais”, o Papa esteve me Lisboa em Março de 1993 a caminho da América Central.
No que diz respeito às pessoas que viram pessoalmente João Paulo II, aqui os cálculos são dificeis, mas pode-se afirmar que em 15 ocasiões celebrou missas diante multidões superiores a 1 milhão de pessoas, destacando-se, entre várias, a viagem ao México, em Janeiro de 1979, onde foi saudado por mais de 10 milhões de pessoas, num percurso de 133 Km .Nas audiências em Roma ( ou encontros gerais) mais de 17 milhões de pessoas estiveram presentes. O Vaticano afirma que 85 milhões de pessoas viram o Papa em Roma.
Globalmente calcula-se que tenham sido 400 milhões de pessoas que viram o Papa em Roma ou durante as suas viagens.
Quanto à nomeação de Cardinais, sem incluir os 31 nomeados recentemente, João Paulo II fez 201 cardinais em 8 consistórios. Importante referir que dos 160 Cardeais vivos, 144 foram nomeados por João Paulo II, e em 109 eleitores (os cardeais com menos de 80 anos), apenas 5 foram nomeados pelo Paulo VI. Do outro Papa que tanto gosto, João XXIII, já não há nenhum cardeal.
No que diz respeito a Santos e Beatos, em 140 cerimónias de beatificação, proclamou 1319 novos beatos. Antes do actual sumo pontífice, desde 1588 (data a partir da qual a Santa Sé reservou para si a autoridade para fazer proclamações), os seus antecessores tinham proclamado “ apenas” 1310 beatos. Não esquecendo que além dos 1319 beatos, em 49 cerimónias proclamou 473 santos. Os seus antecessores, desde 1588, tinham proclamado “só” 300. No total, João Paulo II, proclamou santos ou beatos, 1792 figuras da igreja, mais 182 que todos os seus antecessores em 4 séculos de História.
Derivado às suas muitas viagens, teve isso como consequência muitas publicações, em grande quantidade de discursos, alocuções e documentos, incluindo 14 encíclicas. É sabido que até Junho de 2001 a casa editora do Vaticano tinha 50 metros de prateleiras das suas estantes ocupadas com dezenas de volumes que incluem os ensinamentos deste Papa e que continha 79.966 páginas. Isto é, em média, nos primeiros 18 anos de pontificado leu todos os anos cerca de 3500 páginas. Importante é também referir que todo este manancial de documentação está totalmente disponível em suporte digital.
Outra das posturas que sempre admirei em João Paulo II foi a da sua abertura diplomática, sem qualquer preconceito, a outros povos, durante este pontificado quase duplicou o número de países com os quais a Santa Sé mantém normais relações: passou-se de 92, no inicio do seu pontificado, para os actuais 176 países. Além disso há ainda duas missões de carácter especial: a Rússia e a autonomia Palestina.
Tanto mais poderia eu dizer deste homem, que diz sempre que a melhor forma de nós cristãos o podermos ajudar seria pela força da oração.
Aqui lhe presto a minha homenagem pelos seus 25 anos de pontificado. Parabéns!
sábado, outubro 18, 2003
Relance 11
Terço Vivo com 40 mil Oraçoes
Portugal continua a ter um grande carinho e admiração por Joao Paulo II, por isso o estadio nacional encheu se hoje de pessoas para assinalar o seus 25 anos de pontificado. Uma grande festa com muitas orações. alegria, luz, cor e itenções pelo o homem que apesar de doente, nao desiste.....
Clique aqui , para ver o que disse o Jornal o Publico
Terço Vivo com 40 mil Oraçoes
Portugal continua a ter um grande carinho e admiração por Joao Paulo II, por isso o estadio nacional encheu se hoje de pessoas para assinalar o seus 25 anos de pontificado. Uma grande festa com muitas orações. alegria, luz, cor e itenções pelo o homem que apesar de doente, nao desiste.....
Clique aqui , para ver o que disse o Jornal o Publico
sexta-feira, outubro 17, 2003
Relance 10
Quer se queira ou nao ..... ninguém pode ficar indiferente a a estes dados....
Os indicadores demográficos nacionais divulgados recentemente pelo INE revelam que a conjugalidade está em convergência com os valores que encontramos na maior parte dos países da Europa: queda moderada das taxas de nupcialidade (com alterações na forma de celebração do casamento nomeadamente pelo aumento do casamento civil em detrimento do religioso); aumento do número de casais a viver em união de facto, a qual tem na sua génese a desinstitucionalização dos laços e vínculos afectivos (apesar de 93,1% dos casais portugueses serem casados comparativamente com os 6,9% que vivem em união de facto); acentuada subida dos valores do divórcio.
Com efeito, a taxa de divorcialidade tendo adquirido visibilidade a partir de 1974/75 não tem parado de subir – passou de 1,2 em 1993 para 1,8 divórcios por mil habitantes em 2001. Em 2002 essa taxa elevou-se subitamente para 2,7, tendo-se registado nesse ano o maior valor absoluto de divórcios (27 960 contra os 19 044 decretados em 2001) assim como a maior alteração anual desde 1977 (aumento de 46,8%). Em comparação com outros países, Portugal apresenta agora taxas de divorcialidade comparáveis à da Dinamarca e da Bélgica e muito superiores às da Irlanda e da Grécia (respectivamente, 0,7 e 0,9 divórcios por mil habitantes). Mas é preciso dizer que o aumento abrupto de divórcios no último ano parece ser o resultado de um factor específico. Em particular, pensa-se resultar da alteração legal respeitante ao requerimento e tramitação processual do divórcio que passou a permitir pôr termo ao casamento nas conservatórias para além dos tribunais.
A maior parte das leituras que foram feitas sobre esta evolução vão no sentido de destacar a emergência de novos valores da conjugalidade. Mas não é possível esquecer que, estes dados revelam também um indiscutível problema social que ameaça o lugar insubstituível da família e que nos deve levar a reflectir e a agir.
De facto, não se pode considerar a evolução referida como “natural” ou inevitável. Ela é nociva para a estabilidade da família e deveria ser alvo da atenção dos poderes públicos, os quais, muitas vezes, são eles próprios catalisadores do problema. Serve como exemplo a já referida alteração legal no processo de divórcio. A facilitação deste processo pode, conforme é demonstrado pela investigação no âmbito da mediação e da terapia familiar, precipitar em divórcio situações que, posteriormente, vêm a ser reconhecidas pelos ex-cônjuges como crises conjugais semelhantes às que, inevitavelmente, surgem em todos os casais. Estas, que não conduzem obrigatoriamente a rupturas, constituindo antes etapas no processo de desenvolvimento conjugal, podem ser transformadas erm rupturas definitivas por um ordenamento legal irresponsável.
Estes dados relativos à instabilidade e dissolução do casamento são, portanto fortemente preocupantes para a sociedade portuguesa, constituindo um desafio não só à pesquisa das respectivas causas como à investigação dos factores subjacentes aos casamentos que são duradouros e felizes. A família e o casal poderão estar em crise mas o casal e a família serão a única resposta a essa crise. Torna-se pois, necessária uma visão enquadradora de políticas de família que tenha em consideração as implicações que esta evolução da conjugalidade tem no funcionamento equilibrado da sociedade, designadamente promovendo serviços de aconselhamento/orientação e educação familiar, bem como de mediação e de terapia conjugal e familiar.
Quer se queira ou nao ..... ninguém pode ficar indiferente a a estes dados....
Os indicadores demográficos nacionais divulgados recentemente pelo INE revelam que a conjugalidade está em convergência com os valores que encontramos na maior parte dos países da Europa: queda moderada das taxas de nupcialidade (com alterações na forma de celebração do casamento nomeadamente pelo aumento do casamento civil em detrimento do religioso); aumento do número de casais a viver em união de facto, a qual tem na sua génese a desinstitucionalização dos laços e vínculos afectivos (apesar de 93,1% dos casais portugueses serem casados comparativamente com os 6,9% que vivem em união de facto); acentuada subida dos valores do divórcio.
Com efeito, a taxa de divorcialidade tendo adquirido visibilidade a partir de 1974/75 não tem parado de subir – passou de 1,2 em 1993 para 1,8 divórcios por mil habitantes em 2001. Em 2002 essa taxa elevou-se subitamente para 2,7, tendo-se registado nesse ano o maior valor absoluto de divórcios (27 960 contra os 19 044 decretados em 2001) assim como a maior alteração anual desde 1977 (aumento de 46,8%). Em comparação com outros países, Portugal apresenta agora taxas de divorcialidade comparáveis à da Dinamarca e da Bélgica e muito superiores às da Irlanda e da Grécia (respectivamente, 0,7 e 0,9 divórcios por mil habitantes). Mas é preciso dizer que o aumento abrupto de divórcios no último ano parece ser o resultado de um factor específico. Em particular, pensa-se resultar da alteração legal respeitante ao requerimento e tramitação processual do divórcio que passou a permitir pôr termo ao casamento nas conservatórias para além dos tribunais.
A maior parte das leituras que foram feitas sobre esta evolução vão no sentido de destacar a emergência de novos valores da conjugalidade. Mas não é possível esquecer que, estes dados revelam também um indiscutível problema social que ameaça o lugar insubstituível da família e que nos deve levar a reflectir e a agir.
De facto, não se pode considerar a evolução referida como “natural” ou inevitável. Ela é nociva para a estabilidade da família e deveria ser alvo da atenção dos poderes públicos, os quais, muitas vezes, são eles próprios catalisadores do problema. Serve como exemplo a já referida alteração legal no processo de divórcio. A facilitação deste processo pode, conforme é demonstrado pela investigação no âmbito da mediação e da terapia familiar, precipitar em divórcio situações que, posteriormente, vêm a ser reconhecidas pelos ex-cônjuges como crises conjugais semelhantes às que, inevitavelmente, surgem em todos os casais. Estas, que não conduzem obrigatoriamente a rupturas, constituindo antes etapas no processo de desenvolvimento conjugal, podem ser transformadas erm rupturas definitivas por um ordenamento legal irresponsável.
Estes dados relativos à instabilidade e dissolução do casamento são, portanto fortemente preocupantes para a sociedade portuguesa, constituindo um desafio não só à pesquisa das respectivas causas como à investigação dos factores subjacentes aos casamentos que são duradouros e felizes. A família e o casal poderão estar em crise mas o casal e a família serão a única resposta a essa crise. Torna-se pois, necessária uma visão enquadradora de políticas de família que tenha em consideração as implicações que esta evolução da conjugalidade tem no funcionamento equilibrado da sociedade, designadamente promovendo serviços de aconselhamento/orientação e educação familiar, bem como de mediação e de terapia conjugal e familiar.
quinta-feira, outubro 16, 2003
Relance 9
Palavras para quê ??!!
Partilho convosco a mensagem de um emaill que hoje recebi :
Apesar de nao concordar com todo o seu conteudo, nao hesitei em publica lo:
"Enquanto ninguém melhorar a cobrança dos impostos (i.e., o fim da fuga fiscal) em Portugal, a produtividade vai continuar a ser a / das mais baixa(s) da Europa... E os nossos políticos (e economistas politizados) vão continuar a discutir alegremente os (irreais) valores do PIB Português, apresentados pelo INE, como sendo um valor 'real' e transparente da (decrepita) actividade económica do país... E as associações empresariais (os Lobies), assim como o Governo Português, fartos de saber da fuga ao fisco praticada, vão continuar a insistir em contenções e reduções aos vencimentos pagos, com aquela justificação... E o endividamente (taxa de esforço = rácio rendimentos / encargos correntes) das familias portuguesas vai concerteza, dentro em breve, passar a barreira dos 100% (os encargos com o crédito vão ser superiores aos rendimentos declarados!?)!!! auferidos ... bonito, e todos vão ler as notícias e discuti-las, e dizer "coitados, deixaram de ganhar para poderem comer"!!!
Será q algum dia vamos ter alguém - um Lobby dos poucos q pagam Impostos neste país ... por convicção, ou por não terem outra solução - q solicite publicamente antes a redução em sede de IRC dos infindáveis beneficios fiscais dados às 570.000 Empresas e Empresários em nome individual, existentes neste micro-país, que apenas declaram prejuízos e ou baixos lucros (Empresários Incompetentes !?), por apresentarem grandes despesas: compra de veículos de uso pessoal em nome das firmas, uso de cartões de crédito, cheques refeição, cheques gasolina, portagens dispendidas, viagens, despeasa de representação, vales de compras, contas de almoços, jantaradas, copos, e até de prostitutas, etc - para pagar na conta das firmas (como sendo despesas de representação ou da responsabilidade das firmas), além das baixas fraudulentas !????
Enfim, um infindável número de privilégios pessoais q se encontram instituídos, e q se prendem com o facto de haver tantos patrões em Portugal (570.000), com tão pouca cultura empresarial e competitiva, e aos quais todos as políticos têm dado total cobertura e incentivo (... incentivo à incompetência e à baixa rentabilidade das firmas, não dos que trabalham)!! "
Palavras para quê ??!!
Partilho convosco a mensagem de um emaill que hoje recebi :
Apesar de nao concordar com todo o seu conteudo, nao hesitei em publica lo:
"Enquanto ninguém melhorar a cobrança dos impostos (i.e., o fim da fuga fiscal) em Portugal, a produtividade vai continuar a ser a / das mais baixa(s) da Europa... E os nossos políticos (e economistas politizados) vão continuar a discutir alegremente os (irreais) valores do PIB Português, apresentados pelo INE, como sendo um valor 'real' e transparente da (decrepita) actividade económica do país... E as associações empresariais (os Lobies), assim como o Governo Português, fartos de saber da fuga ao fisco praticada, vão continuar a insistir em contenções e reduções aos vencimentos pagos, com aquela justificação... E o endividamente (taxa de esforço = rácio rendimentos / encargos correntes) das familias portuguesas vai concerteza, dentro em breve, passar a barreira dos 100% (os encargos com o crédito vão ser superiores aos rendimentos declarados!?)!!! auferidos ... bonito, e todos vão ler as notícias e discuti-las, e dizer "coitados, deixaram de ganhar para poderem comer"!!!
Será q algum dia vamos ter alguém - um Lobby dos poucos q pagam Impostos neste país ... por convicção, ou por não terem outra solução - q solicite publicamente antes a redução em sede de IRC dos infindáveis beneficios fiscais dados às 570.000 Empresas e Empresários em nome individual, existentes neste micro-país, que apenas declaram prejuízos e ou baixos lucros (Empresários Incompetentes !?), por apresentarem grandes despesas: compra de veículos de uso pessoal em nome das firmas, uso de cartões de crédito, cheques refeição, cheques gasolina, portagens dispendidas, viagens, despeasa de representação, vales de compras, contas de almoços, jantaradas, copos, e até de prostitutas, etc - para pagar na conta das firmas (como sendo despesas de representação ou da responsabilidade das firmas), além das baixas fraudulentas !????
Enfim, um infindável número de privilégios pessoais q se encontram instituídos, e q se prendem com o facto de haver tantos patrões em Portugal (570.000), com tão pouca cultura empresarial e competitiva, e aos quais todos as políticos têm dado total cobertura e incentivo (... incentivo à incompetência e à baixa rentabilidade das firmas, não dos que trabalham)!! "
quarta-feira, outubro 15, 2003
Relance 8
Atitude na vida !
Muitas pessoas perguntam me porque sou tao animado e alegre .
Respondo sempre , "Tudo uma questao de atitude", exacto amigos o resultado da nossa vida passa pela a nossa Atitude de vida .....
E a provar o que digo aqui fica uma historia....
ATITUDE NA VIDA:
> > >
> > > O João era o tipo de homem que qualquer pessoa gostaria de
> conhecer.
> >Estava
> > > sempre de bom humor e tinha sempre qualquer coisa de positivo para
> >dizer.
> > > Se alguém lhe perguntasse como ele estava, a resposta seria logo:
> > > - Cada dia melhor ... !!!
> > > Era um gerente especial, os empregados seguiam-no de restaurante em
> > > restaurante, só por causa da sua atitude. Era um motivador nato:
> se
> >um
> > > colaborador tinha um dia mau, o João dizia-lhe sempre para ver o
> lado
> > > positivo da situação.
> > > Fiquei tão curioso com o seu estilo de vida, que um dia lhe
> perguntei:
> > > - João, como podes ser uma pessoa tão positiva o tempo todo? Como é
> que
> > > consegues isso? Respondeu-me
> > > - Cada manhã, ao acordar, digo para mim mesmo : "João, hoje tens
> duas
> > > escolhas, podes ficar de bom humor ou de mau humor, e escolho ficar
> de
> >bom
> > > humor."
> > > - Cada vez que algo de mau acontece, posso escolher fazer-me de
> vítima
> >ou
> > > aprender alguma coisa com o ocorrido: escolho aprender algo.
> > > Sempre que alguém reclama, posso escolher aceitar a reclamação ou
> >mostrar
> >o
> > > lado positivo da vida.
> > > - Certo, mas não é fácil - argumentei.
> > > - É fácil, disse-me o João. A vida é feita de escolhas. Quando
> examinas
> >as
> > > coisas a fundo, há sempre uma escolha. E cabe-te escolher como
> reagir
> >às
> > > situações: escolhes como as pessoas afectarão o teu humor. É tua a
> >escolha
> > > de como viver a tua vida. Nunca mais me esqueci do que o João me
> disse,
> >e
> > > lembrava-me sempre dele quando fazia uma escolha.
> > > Anos mais tarde soube que o João cometera um erro, deixando pela
> manhã
> >a
> > > porta de serviço aberta, foi surpreendido por assaltantes.
> Dominado,
> > > enquanto tentava abrir o cofre, a mão, tremendo com o nervosismo,
> >desfez
> >a
> > > combinação do segredo. Os ladrões entraram em pânico, dispararam e
> > > atingiram-no. Por sorte, foi encontrado a tempo de ser socorrido e
> >levado
> > > para um hospital. Depois de 18 horas de cirurgia e semanas de
> >tratamento
> > > intensivo, teve alta, ainda com fragmentos de balas alojadas no
> corpo.
> > > Encontrei-o mais ou menos por acaso passado um tempo, e quando lhe
> > > perguntei como estava, logo me respondeu com o seu habitual ar bem
> > > disposto:
> > > - Óptimo, se melhorar estraga !
> > > Contou-me o que havia acontecido, e perguntou se eu queria ver as
> suas
> > > cicatrizes. Eu recusei-me a ver seus ferimentos, mas perguntei-lhe
> o
> >que
> > > lhe havia passado pela cabeça na ocasião do assalto.
> > > - A primeira coisa que pensei foi que devia ter trancado a porta
> das
> > > traseiras, respondeu. Então, deitado no chão, ensanguentado,
> lembrei-me
> >que
> > > tinha duas escolhas: poderia viver ou morrer. Escolhi viver!!
> > > - Não tiveste medo? perguntei.
> > > - Olha, os paramédicos foram óptimos, diziam-me que tudo ia dar
> certo e
> >que
> > > eu ia ficar bom. Mas quando cheguei à sala de emergência e via
> >expressão
> > > dos médicos e enfermeiras, fiquei apavorado: nas expressões deles
> eu
> >lia
> > > claramente: Esse aí já era ...Decidi então que tinha que fazer
> algo.
> > > - E o que fizeste?? perguntei.
> > > - Bem, havia uma enfermeira que fazia muitas perguntas.
> Perguntou-me se
> >eu
> > > era alérgico a alguma coisa. Eu respondi que sim.
> > > Todos pararam para ouvir a minha resposta. Tomei fôlego e gritei:
> "Sou
> > > alérgico a balas!!" Entre a risota geral, disse-lhes: "Eu escolho
> >viver,
> > > operem-me como um ser vivo, não como um morto!!"
> > > O João sobreviveu graças à persistência dos médicos, mas, também
> graças
> >à
> > > sua atitude. Aprendi que todos os dias temos a opção de viver
> >plenamente
e tomar decisões, pois serão atitudes que trarão benefícios agora e
para
a eternidade.
Afinal de contas, A ATITUDE É TUDO ...
Atitude na vida !
Muitas pessoas perguntam me porque sou tao animado e alegre .
Respondo sempre , "Tudo uma questao de atitude", exacto amigos o resultado da nossa vida passa pela a nossa Atitude de vida .....
E a provar o que digo aqui fica uma historia....
ATITUDE NA VIDA:
> > >
> > > O João era o tipo de homem que qualquer pessoa gostaria de
> conhecer.
> >Estava
> > > sempre de bom humor e tinha sempre qualquer coisa de positivo para
> >dizer.
> > > Se alguém lhe perguntasse como ele estava, a resposta seria logo:
> > > - Cada dia melhor ... !!!
> > > Era um gerente especial, os empregados seguiam-no de restaurante em
> > > restaurante, só por causa da sua atitude. Era um motivador nato:
> se
> >um
> > > colaborador tinha um dia mau, o João dizia-lhe sempre para ver o
> lado
> > > positivo da situação.
> > > Fiquei tão curioso com o seu estilo de vida, que um dia lhe
> perguntei:
> > > - João, como podes ser uma pessoa tão positiva o tempo todo? Como é
> que
> > > consegues isso? Respondeu-me
> > > - Cada manhã, ao acordar, digo para mim mesmo : "João, hoje tens
> duas
> > > escolhas, podes ficar de bom humor ou de mau humor, e escolho ficar
> de
> >bom
> > > humor."
> > > - Cada vez que algo de mau acontece, posso escolher fazer-me de
> vítima
> >ou
> > > aprender alguma coisa com o ocorrido: escolho aprender algo.
> > > Sempre que alguém reclama, posso escolher aceitar a reclamação ou
> >mostrar
> >o
> > > lado positivo da vida.
> > > - Certo, mas não é fácil - argumentei.
> > > - É fácil, disse-me o João. A vida é feita de escolhas. Quando
> examinas
> >as
> > > coisas a fundo, há sempre uma escolha. E cabe-te escolher como
> reagir
> >às
> > > situações: escolhes como as pessoas afectarão o teu humor. É tua a
> >escolha
> > > de como viver a tua vida. Nunca mais me esqueci do que o João me
> disse,
> >e
> > > lembrava-me sempre dele quando fazia uma escolha.
> > > Anos mais tarde soube que o João cometera um erro, deixando pela
> manhã
> >a
> > > porta de serviço aberta, foi surpreendido por assaltantes.
> Dominado,
> > > enquanto tentava abrir o cofre, a mão, tremendo com o nervosismo,
> >desfez
> >a
> > > combinação do segredo. Os ladrões entraram em pânico, dispararam e
> > > atingiram-no. Por sorte, foi encontrado a tempo de ser socorrido e
> >levado
> > > para um hospital. Depois de 18 horas de cirurgia e semanas de
> >tratamento
> > > intensivo, teve alta, ainda com fragmentos de balas alojadas no
> corpo.
> > > Encontrei-o mais ou menos por acaso passado um tempo, e quando lhe
> > > perguntei como estava, logo me respondeu com o seu habitual ar bem
> > > disposto:
> > > - Óptimo, se melhorar estraga !
> > > Contou-me o que havia acontecido, e perguntou se eu queria ver as
> suas
> > > cicatrizes. Eu recusei-me a ver seus ferimentos, mas perguntei-lhe
> o
> >que
> > > lhe havia passado pela cabeça na ocasião do assalto.
> > > - A primeira coisa que pensei foi que devia ter trancado a porta
> das
> > > traseiras, respondeu. Então, deitado no chão, ensanguentado,
> lembrei-me
> >que
> > > tinha duas escolhas: poderia viver ou morrer. Escolhi viver!!
> > > - Não tiveste medo? perguntei.
> > > - Olha, os paramédicos foram óptimos, diziam-me que tudo ia dar
> certo e
> >que
> > > eu ia ficar bom. Mas quando cheguei à sala de emergência e via
> >expressão
> > > dos médicos e enfermeiras, fiquei apavorado: nas expressões deles
> eu
> >lia
> > > claramente: Esse aí já era ...Decidi então que tinha que fazer
> algo.
> > > - E o que fizeste?? perguntei.
> > > - Bem, havia uma enfermeira que fazia muitas perguntas.
> Perguntou-me se
> >eu
> > > era alérgico a alguma coisa. Eu respondi que sim.
> > > Todos pararam para ouvir a minha resposta. Tomei fôlego e gritei:
> "Sou
> > > alérgico a balas!!" Entre a risota geral, disse-lhes: "Eu escolho
> >viver,
> > > operem-me como um ser vivo, não como um morto!!"
> > > O João sobreviveu graças à persistência dos médicos, mas, também
> graças
> >à
> > > sua atitude. Aprendi que todos os dias temos a opção de viver
> >plenamente
e tomar decisões, pois serão atitudes que trarão benefícios agora e
para
a eternidade.
Afinal de contas, A ATITUDE É TUDO ...
terça-feira, outubro 14, 2003
Relance 7
E contra factos não há argumentos !
O direito à vida não deveria comportar discussões nem ser objecto de polémicas, pois representa o mais sagrado direito do homem: o direito de existir. Todos os demais direitos, direito à saúde, direito à propriedade, direito a ter e criar filhos, direito de se expressar etc., são decorrentes do direito que o homem tem de nascer.
(Prof. Humberto L. Vieira)
E contra factos não há argumentos !
O direito à vida não deveria comportar discussões nem ser objecto de polémicas, pois representa o mais sagrado direito do homem: o direito de existir. Todos os demais direitos, direito à saúde, direito à propriedade, direito a ter e criar filhos, direito de se expressar etc., são decorrentes do direito que o homem tem de nascer.
(Prof. Humberto L. Vieira)
segunda-feira, outubro 13, 2003
Relance 6
É já no proximo Sabado.....
Para Sabado, estão todos convocados, para irem rezar, na celebração no 25º Aniversario, do nosso querido papa Joao Paulo II, no estádio do Restelo.
Para mais informaçoes clica no site da iniciativa.
Eu lá estarei !
É já no proximo Sabado.....
Para Sabado, estão todos convocados, para irem rezar, na celebração no 25º Aniversario, do nosso querido papa Joao Paulo II, no estádio do Restelo.
Para mais informaçoes clica no site da iniciativa.
Eu lá estarei !
domingo, outubro 12, 2003
Relance 5
No Rescaldo do Fim-de-semana
Depois de uma viagem, de mais de 300 km, cá estou eu, caros amigos, para partilhar convosco o meu fim-de-semana.
Começo pela capital do Douro, onde aproveitei para colocar em dia questões de ordem associativa e rever alguns bons amigos.
Mais uma vez a velha história da “guerra” Norte/ Sul (transportada para o futebol) e, é claro, com os eternos rivais Benfica/ F.C.Porto, foi tema de controvérsia.
Felizmente e apesar de termos opções desportivas diferentes, chegamos a um acordo: a guerra Norte/ Sul não faz sentido num país tão pequeno como o nosso.
Apenas interessa, a uma certa cambada de "mentecaptos", manter este tipo de “guerra”, para ganhar alguma projecção na sua regiãozinha ou, porque não, para manter os seus interesses pessoais ou económicos.
Mais uma vez, na estrada, verifiquei existirem portugueses que, ao volante, se transformam em autênticos seres não pensantes. Excesso de velocidade, manobras perigosas (sim, ali para os lados de Aveiro vi quem fizesse marcha-atrás em plena auto estrada por se ter enganado no ramal de acesso!!!) ou corridas de Formula 1 (se calhar para comemorar mais um título do Schumacker!), foram algumas das “peripécias” com que me deparei.
Acabei o fim-de-semana contemplando o meu bilhete de avião de ida, pela quarta vez, ao Brasil, para desenvolver trabalho social nas favelas.
No Rescaldo do Fim-de-semana
Depois de uma viagem, de mais de 300 km, cá estou eu, caros amigos, para partilhar convosco o meu fim-de-semana.
Começo pela capital do Douro, onde aproveitei para colocar em dia questões de ordem associativa e rever alguns bons amigos.
Mais uma vez a velha história da “guerra” Norte/ Sul (transportada para o futebol) e, é claro, com os eternos rivais Benfica/ F.C.Porto, foi tema de controvérsia.
Felizmente e apesar de termos opções desportivas diferentes, chegamos a um acordo: a guerra Norte/ Sul não faz sentido num país tão pequeno como o nosso.
Apenas interessa, a uma certa cambada de "mentecaptos", manter este tipo de “guerra”, para ganhar alguma projecção na sua regiãozinha ou, porque não, para manter os seus interesses pessoais ou económicos.
Mais uma vez, na estrada, verifiquei existirem portugueses que, ao volante, se transformam em autênticos seres não pensantes. Excesso de velocidade, manobras perigosas (sim, ali para os lados de Aveiro vi quem fizesse marcha-atrás em plena auto estrada por se ter enganado no ramal de acesso!!!) ou corridas de Formula 1 (se calhar para comemorar mais um título do Schumacker!), foram algumas das “peripécias” com que me deparei.
Acabei o fim-de-semana contemplando o meu bilhete de avião de ida, pela quarta vez, ao Brasil, para desenvolver trabalho social nas favelas.
sexta-feira, outubro 10, 2003
Relance 4
"Podemos errar nas ideias que expressamos, nas teorias que elaboramos mas, naturalmente, será pela aprendizagem e pela correcção dos erros que (re)encontramos os novos caminhos "
Antonio Sousa Pereira
Foi assim, com este pensamento, que li esta madrugada o livro “ Fazer Associativismo”, do meu amigo Sousa Pereiral, lançado ontem .
Como todos sabem, sou um livro-dependente. Por isso não hesitei em ler de “empreitada” as 117 páginas.
Um livro interessante, uma compilação de textos de opinião, alguns já meus conhecidos da imprensa local.
O que admiro no Sousa é esta vontade de criar, “de querer saber, saber lutar e saber resistir”, como o próprio escreveu na dedicatoria no meu exemplar, do seu livro.
Parabéns Sousa !!
Hoje, ao contrário de ontem, a agitação do dia-a-dia voltou. Não lhes posso adiantar muito, porque estou de partida.
Para quem quiser ouvir, vou estar na Rádio Popular (90.9), a partir das 19 horas, no programa “ Conversas Caramelas”, onde irei debater vários temas da actualidade política e social.
Um Abraço a todos e bom fim de semana ....
"Podemos errar nas ideias que expressamos, nas teorias que elaboramos mas, naturalmente, será pela aprendizagem e pela correcção dos erros que (re)encontramos os novos caminhos "
Antonio Sousa Pereira
Foi assim, com este pensamento, que li esta madrugada o livro “ Fazer Associativismo”, do meu amigo Sousa Pereiral, lançado ontem .
Como todos sabem, sou um livro-dependente. Por isso não hesitei em ler de “empreitada” as 117 páginas.
Um livro interessante, uma compilação de textos de opinião, alguns já meus conhecidos da imprensa local.
O que admiro no Sousa é esta vontade de criar, “de querer saber, saber lutar e saber resistir”, como o próprio escreveu na dedicatoria no meu exemplar, do seu livro.
Parabéns Sousa !!
Hoje, ao contrário de ontem, a agitação do dia-a-dia voltou. Não lhes posso adiantar muito, porque estou de partida.
Para quem quiser ouvir, vou estar na Rádio Popular (90.9), a partir das 19 horas, no programa “ Conversas Caramelas”, onde irei debater vários temas da actualidade política e social.
Um Abraço a todos e bom fim de semana ....
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